Contos Waldryano

Estudando Salmos 71 ao 118


SALMO 71

TÍTULO
Não há título nenhum neste salmo, e, por isso, há quem ache que o salmo 70 pretendia ser um prelúdio deste e que foi separado dele. Tais idéia não têm valor para este nosso estudo. Já encontramos cinco salmos sem título, que são, mesmo assim, tão completos como aqueles que os têm. Temos aqui O SALMO DO CRENTE IDOSO, que em santa confiança de fé, fortalecido por longa e extraordinária experiência, roga contra seus inimigos e pede mais bênçãos para si. Já antecipando uma resposta graciosa, ele promete magnificar grandemente o Senhor.

DIVISÃO
Os primeiros quatro versículos são o grito da fé por socorro, os próximos quatro são um testemunho de experiência. Em Sl 71.9-13, o santo ancião suplica contra seus inimigos, e depois se regozija em esperança, Sl 71.14-16. Volta a orar em Sl 71.17-18, repete as esperanças confiantes que alegraram sua alma, Sl 71.19-21, e então conclui com a promessa de abundar em ações de graças. Em todo ele, este salmo pode ser visto como vocalização de uma fé que se esforça, mas nunca vacila.

DICAS PARA O PREGADOR
Argumentos usados para induzir o Senhor a ouvir, tirados:
1. Da sua justiça e eqüidade: Livra-me por tua justiça.
2. De sua palavra e promessa: Dá ordem para que me libertem.
3. Do seu poder: És a minha rocha.
4. Do seu relacionamento com ele: Meu Deus, minha esperança.
5. Das qualidades de seus adversários: Eles eram ímpios, perversos e cruéis.
6. De sua confiança: Tu és minha esperança.
7. De sua providência graciosa: Tu me sustentaste.
8. De seu coração agradecido: Eu sempre te louvarei.
9. Ele não tinha ninguém em quem confiar senão Deus: Tu és o meu refúgio (Adam Clarke).

VERS. 1. Fé é um ato presente; fé é um ato pessoal, fé trata somente com Deus, fé sabe do que ela trata, fé mata seus temores orando.

VERS. 2. Um apelo.
1. Ao poder de Deus: Resgata-me.
2. À fidelidade de Deus: Por tua justiça.
3. À providência de Deus: Livra-me.
4. À condescendência de Deus: Inclina o teu ouvido.
5. À misericórdia de Deus: Salva-me.
VERS. 2. Resgata-me. Faze-me escapar (KJV). De quem? Do quê? Como? Por qual poder? Para que fim?

VERS. 3 (primeiras duas cláusulas). O crente permanecendo em Deus e continua-mente recorrendo a ele.
VERS. 3 (terceira cláusula). Uma ordem baseada na promessa divina, provida de poder divino, dirigida a todas as agências necessárias, e satisfazendo todas as exigências.

VERS. 4.
1. Quando Deus está a nosso favor, os maus estão contra nós.
2. Quando os maus estão contra nós, Deus está a nosso favor.

VERS. 5. Deus, a essência da esperança e fé.

VERS. 7 (primeira cláusula). Pode ser adaptado:
1. Ao Salvador.
2. Ao Santo. Ele é uma maravilha em referência:
(a) Àquilo que um dia foi.
(b) Àquilo que ele agora é.
(c) Àquilo que será no além.
3. O pecador é "um exemplo para muitos", um exemplo notório para três mundos:
(a) Anjos.
(b) Santos.
(c) Demônios e almas perdidas (Warwell Fenn, 1830).
VERS. 7. Considere o texto, com referência a Davi, a Cristo e ao cristão.
1. Com referência a Davi:
(a) Davi foi admirável como homem.
(b) Como rei.
(c) Como servo de Deus.
2. Com referência a Cristo:
(a) Cristo foi admirável em sua pessoa.
(b) Em sua vida.
(c) Em seus milagres.
(d) Em seu ensinamento.
(e) Em seus sofrimentos.
(f) Em sua ascensão e glória mediadora.
3. Com respeito ao cristão:
(a) O cristão é admirável para si mesmo.
(b) Para o mundo.
(c) Para os espíritos maus.
(d) Para os anjos no céu (John Cawood, 1830).

VERS. 8.
1. O quê? enchido com quê? Murmurações? Dúvidas? Temores? Não! Louvor. Meu próprio? Dos homens? Não. Teu louvor. Tua honra - teu esplendor.
2. Quando? O dia todo.
(a) O dia inteiro.
(b) Todos os dias, uma boa preparação para o céu.

VERS. 9. Há algumas circunstâncias especiais da idade avançada que tornam essa bênção - o favor e a presença de Deus - necessária.
1. A velhice é um tempo de apenas pouca apreciação natural, como Barzilai reconheceu, 2Sm 19.35.
2. É um tempo no qual se sabe que as dificuldades da vida muitas vezes aumentam.
3. É uma idade em que as dificuldades da vida não só aumentam como se tornam menos toleráveis.
4. A velhice é um tempo que deveria merecer respeito, e é assim entre crianças obedientes e todos os cristãos sérios; mas, com freqüência, sabemos que é tratado com negligência. É o caso, especialmente, em que os velhos são pobres e dependentes. Também é o caso em que personagens públicos perderam a vivacidade jovial e o brilho de seus talentos (A. Fuller).
VERS. 9. Há:
1. Medo, misturado com fé.
(a) Natural com a idade avançada.
(b) Sugerido pelo costume do mundo.
2. Fé misturada com temor: "Não me rejeites".
(a) A velhice não é um pecado.
(b) É uma coroa de glória se encontrada.

VERS. 11-12. Duas grandes mentiras e duas orações doces.

VERS. 13-14.
1. O que os maus ganham com sua oposição aos justos: Sejam envergonhados (ARA) Sl 71.13.
3. O que os justos ganham por serem resistidos por eles, Sl 71.14: Mas eu.

VERS. 14. "Cada Vez Mais" ("More and More", sermão de Spurgeon).

VERS. 15.
1. A determinação declarada.
(a) Para relatar os casos da fidelidade divina em seus livramentos.
(b) Para relatá-los publicamente: Minha boca.
(c) Constantemente: sem cessar.
2. O motivo dado: Pois não sei o número deles (KJV). "A eternidade é pouco tempo demais para dizer todo o louvor de ti". Por isso começo agora, e continuarei.

VERS. 16.
1. A decisão: Proclamarei.
2. A restrição: Unicamente a tua justiça.

VERS. 17. Ó Deus, tens me ensinado. Ninguém senão Deus pode nos ensinar experimentalmente; e as lições que ele ensina são sempre úteis e importantes. Ele ensina todos os seus estudiosos a se conhecerem - sua própria depravação, pobreza e escravidão. Ele lhes ensina sua lei - sua pureza, reivindicações e penalidade. Ele lhes ensina seu evangelho - sua plenitude, liberdade e sensibilidade. Ele lhes ensina a conhecer a ele próprio; como um Deus reconciliado, como seu Pai e amigo fiel. Seu ensino vem acompanhado de poder e autoridade. Podemos conhecer o ensino divino pelos seus efeitos: sempre produz humildade. Eles se sentam a seus pés; produz dependência dele; aversão ao pecado; amor a Deus como professor; obediência às lições ensinadas; sede por mais resultados; e nos traz cada dia a Jesus (James Smith).

VERS. 18. O testemunho especial da velhice piedosa, em que se baseia, a quem se dirige, e o que podemos esperar disso.

VERS. 19. Um sermão poderá ser trabalhado instrutivamente sobre "as coisas altas de Deus".

VERS. 20.
1. O benefício futuro das aflições presentes: "Daqui em diante", disse Enéias aos seus companheiros naufragados, "será para nós um deleite pensar nestas coisas" (ref. à Eneida de Virgílio).
2. O benefício presente de misericórdias futuras: "Glória a ti por toda a graça que não provamos ainda".

VERS. 22. Uma fina opção para cantar - Celebro a tua verdade (ARA) - "tua verdade", que pode significar ou verdade doutrinária, ou os atributos de fidelidade, sua manifestação na história e em nossa própria experiência.

VERS. 22-23.
1. A alma da música. Não no instrumento nem na voz, mas na alma. "Cantarei com o entendimento também". "Fazendo melodia no coração".
2. A música da alma. Pois tu me redimiste. Redenção é a música de almas que antes estavam perdidas. Seu único cântico no céu.

VERS. 24. Como tornar a conversa familiar edificante e útil.

SALMO 72

TÍTULO
Um salmo para Salomão. Os melhores lingüistas afirmam que isso deveria ser traduzido como de ou por Salomão. Não há base suficiente para essa tradução. É quase certo que o título declara Salomão ser o autor do salmo, contudo de acordo com Sl 72.20 parece que Davi o pronunciou em oração antes dele morrer. Com alguma reserva, sugerimos que o espírito e a matéria do salmo são de Davi, mas ele estava perto demais de seu fim para escrever as palavras, ou colocá-las em forma. Salomão, então, pegou o cântico de seu pai que estava à morte, deu-lhe feitio em bons versículos, sem roubar de seu pai, fez o salmo dele próprio. Chegamos à conjectura de que é a Oração de Davi, mas o salmo de Salomão. Jesus é retratado aqui, fora de dúvida, na glória de seu reino, tanto na posição em que está agora, como quando revelado na gloria daquele dia futuro.

DIVISÃO
Seguiremos a divisão sugerida por Alexandre. "Uma descrição entusiasmada do reino do Messias como justo, Sl 72.1-7; universal, Sl 72.8-11; beneficente, Sl 72.12-14; perpétuo, Sl 72.15-17; ao qual são acrescentados uma doxologia, Sl 72.18-19; e um pós-escrito, Sl 72.20."

DICAS PARA O PREGADOR
Salmo inteiro.
1. Ele no futuro.
2. Eles no futuro. Faça ressoar as mudanças sobre estes, como o salmo faz.

VERS. 1. A oração da antiga igreja agora é cumprida.
1. Os títulos de Nosso Senhor.
(a) Rei, por natureza divina.
(b) Filho do Rei, nas duas naturezas. Assim, vemos seu poder inato e derivado.
2. A autoridade de Nosso Senhor: "Juízos".
(a) Para reger seu povo.
(b) Para reger o mundo em benefício de seu povo.
(c) Para julgar a humanidade.
(d) Para julgar diabos.
3. O caráter de Nosso Senhor. Ele é justo no recompensar e punir, justo para com Deus e o homem.
4. Nossa oração leal. Isso pede o governo dele sobre nós e o universo.

VERS. 2. O governo de Cristo na sua igreja.
1. Os súditos.
(a) Teu povo, os eleitos, chamados.
(b) Teus pobres, através da convicção e consciência do pecado.
2. O que governa. Ele, único (v. 18), vida longa, continuamente, por todas as gerações.
3. O governo. Justo, imparcial, compadecido, prudente. Lição: Deseje esse governo.

VERS. 3. Montanhas de decreto divino, verdade imutável, poder todo-poderoso, graça eterna. Essas montanhas de Deus são seguranças de paz.

VERS. 4. O Rei do pobre, ou os benefícios que os pobres recebem do reino de Jesus.

VERS. 5. A perpetuidade do evangelho, razões disso, coisas que a ameaçam, e lições tiradas disso.

VERS. 6. O campo, a chuva, o resultado. Este versículo é manejado com bastante facilidade em uma variedade de modos.

VERS. 7.
1. Os justos florescem mais em uma estação do que em outra.
2. Florescem mais quando Jesus está com eles: nos dias do rei.
3. O fruto do crescimento deles é proporcionalmente abundante: e haja abundância, prosperidade (G. Rogers).
VERS. 7. Abundância de paz. Abundantes propostas de paz, abundante redenção gerando paz, abundante perdão conferindo paz, abundantes influências do Espírito selando paz, abundantes promessas garantindo paz, abundante amor difundindo paz.

VERS. 8. A expansão universal do evangelho. Outras teorias quanto ao futuro tombaram, e sua má influência foi exposta; enquanto o benefício e a certeza desta verdade são vindicados.

VERS. 9 (última cláusula). O fim ignóbil dos inimigos de Cristo.

VERS. 10. A finança cristã; voluntárias, mas abundantes, são as dádivas apresentadas a Jesus.

VERS. 12. O cuidado especial dos pobres que Cristo tem.
VERS. 12.
1. Personagens lastimáveis.
2. Condições miseráveis. Choram; "não há ajudador".
3. Recurso natural: "pedem socorro".
4. Intervenção gloriosa (G. Rogers).

VERS. 14. A esperança do mártir na vida e o consolo na morte (G. Rogers).
VERS. 14 (última cláusula). O sangue do mártir.
1. Visto por Deus quando derramado.
2. Lembrado por ele.
3. Honrado como sendo de benefício à igreja.
4. Recompensado de modo especial no céu.

VERS. 15. Que se ore por ele. Nós devemos orar por Jesus Cristo. Devido ao interesse que ele tem em certas coisas, o que é feito por estes é feito para ele mesmo, e assim ele o avalia. Portanto, oramos por ele quando oramos pelos seus pastores, suas ordenanças, seu evangelho, sua igreja - numa palavra, sua causa. Mas pelo que devemos orar a favor dele?
1. Pelo grau de recursos dele; para que sempre haja suficientes instrumentos adequados e capazes para levar avante a obra.
2. Pela liberdade de sua administração; para que tudo que se opõe ao seu progresso, ou o embarga, possa ser removido.
3. Pela difusão de seus princípios, para que se possam tornar gerais e universais.
4. Pelo aumento de sua glória, bem como pela sua dimensão (W. Jay).
VERS. 15. Oração por Jesus, um tópico sugestivo. Louvor diário, um dever cristão.
VERS. 15. Um Salvador vivo, um povo generoso em dar, a ligação entre os dois. Ou, Cristo na igreja enche o erário, promove a reunião de oração e santifica o culto de canto.

VERS. 16.
1. Uma descrição feliz do evangelho: é um punhado de trigo.
2. Os lugares onde é semeado.
3. Os esforços benditos que este evangelho, quando semeado assim, produzirá no mundo (J. Sherman).
VERS. 16.
1. Começo.
2. Publicidade.
3. Crescimento.
4. Resultado.
VERS. 16.
1. O que? Trigo.
2. Quanto? Um punhado.
3. Onde? Na terra em cima dos montes.
4. Crescerá? Os seus frutos.
5. E depois? E cresçam as cidades.

VERS. 17.
1. Cristo glorificado na Igreja: homens sejam abençoados.
2. Glorificadas no mundo: todas as nações.
3. Glorificadas em mundos que virão: Permaneça, dure.
4. Glorificado para sempre (G. Rogers).

VERS. 17-19. As quatro bem-aventuranças, seu sentido e sua ordem.

VERS. 20.
1. A oração deve ser freqüente:
2. Deve ser individual: de Davi.
3. Devem ser começadas cedo: o filho de Jessé.
4. Devem ser continuadas até que não sejam mais necessárias.
(Aqui termina o segundo livro dos salmos.)

SALMO 73

TÍTULO
Um salmo de Asafe. Este é o segundo salmo atribuído a Asafe, e é o primeiro de onze salmos consecutivos que levam o nome desse célebre cantor. Alguns escritores não têm certeza de que Asafe os tenha escrito; tendem a crer que Davi seja o autor, e Asafe a pessoa a quem foram dedicados, para que ele os pudesse cantar quando se tornou o mestre dos músicos. Mas, embora, nós também nos inclinemos nessa direção, os fatos devem ser ouvidos, e descobrimos em 2Cr 29.30 que Ezequias ordenou aos levitas que cantassem "com as palavras de Davi e do vidente Asafe"; e, além disso, em Ne 12.46, Davi e Asafe são mencionados como distintos dos "dirigentes dos cantores", e, conforme parece, como co-autores de salmodia. Podemos, portanto, admitir que Asafe seja o autor de alguns dos salmos, se não dos doze salmos que lhe são atribuídos. Muitas vezes, um grande astro que parece ser apenas um aos olhos de observadores comuns, quando estudado mais de perto, se revela dono de uma personalidade binária; então, neste caso, os salmos de Davi são os de Asafe também. O grande sol de Davi tem um satélite na lua de Asafe, este homem de Deus.

ASSUNTO
Curiosamente, o salmo 73 corresponde, no que diz respeito ao tema, com o salmo 37: ajudará a memória dos mais novos observar a inversão dos números. O tema é a pedra de tropeço de bons homens, que os amigos de Jó não conseguiam transpor; isto é, a prosperidade atual de homens maus e as tristezas dos piedosos. Filósofos pagãos já quebraram a cabeça sobre isso, enquanto que para crentes isso tem sido com freqüência uma tentação.

DIVISÃO
Em Sl 73.1, o salmista declara sua confiança em Deus, e como que põe seu pé sobre uma rocha enquanto relata seu conflito interior. Em Sl 73:2-14, ele declara sua tentação; depois, em Sl 73.15-17, sente-se confuso para descobrir como agir, mas, por fim, encontra livramento para o seu dilema. Descreve com temor a sorte dos ímpios em Sl 73.18-20, condena sua própria tolice e adora a graça de Deus em Sl 73.21-24, e conclui renovando sua lealdade a seu Deus, que ele toma novamente como sendo sua porção e deleite.

DICAS PARA O PREGADOR
Salmo inteiro. Contém a provação do homem piedoso na primeira parte, e seu triunfo na parte final. Temos:
1. O conflito aflitivo entre a carne e o espírito, até o versículo 15.
2. A gloriosa vitória do espírito sobre a carne, até o final (G. Swinnock).
Salmo inteiro.
1. A causa de sua perturbação.
2. A sua cura.
3. A postura do salmista após isso (G. Swinnock).

VERS. 1. O verdadeiro Israel, a grande bênção, e a certeza dela: ou, a proposição do texto apresentado, reforçado e aplicado.
VERS. 1 (primeira cláusula). Os haveres que Israel já recebeu de Deus são:
1. Pela quantidade, os maiores;
2. Pela variedade, os mais seletos;
3. Pela qualidade, os mais doces;
4. Pela segurança, os mais garantidos.
5. Pela duração, os mais duradouros (Simeon Ash).

VERS. 2.
1. Até onde um crente pode cair?
2. Até onde ele não cairá.
3. Quais temores são e quais não são permissíveis?
VERS. 2. Um retrospecto de nossas escorregadelas; prospectos de perigo futuro; preparação no presente para isso.

VERS. 4. Morte quieta; os casos dos piedosos e ímpios distinguidos pelas causas da quietude, e a insegurança de meras emoções.

VERS. 5. A porção do bastardo contrastada com aquela do filho verdadeiro.

VERS. 7. Os perigos da opulência e da luxúria.

VERS. 8. A ligação entre um coração corrupto e uma língua soberba.

VERS. 10.
1. O copo do crente é amargo.
2. Está cheio.
3. Seu conteúdo são águas variadas.
4. É apenas um copo, medido e limitado.
5. É o copo de seu povo, e, em conseqüência, opera o bem no mais alto grau.

VERS. 11. A pergunta aberta do ateu; a pergunta prática do opressor; a pergunta tímida do santo receoso. As razões pelas quais nunca é feita, e os motivos conclusivos que põem a questão fora de dúvida.

VERS. 12. Este versículo sugere solenes investigações para pessoas que estão ficando ricas.

VERS. 14. O castigo freqüente e até constante dos justos; sua necessidade e seu projeto, e as consolações ligadas a isso.

VERS. 15. Como nós podemos causar prejuízos para os santos; por que devemos evitar isso e de que maneira.

VERS. 17.
1. Entrada no lugar de comunhão com Deus, seus privilégios e o caminho para isso.
2. Lições aprendidas nesse lugar santo; o texto menciona uma.
3. A influência prática da comunhão e da instrução.

VERS. 17-18. O fim para o pecador; sermão de Spurgeon.

VERS. 18. Certamente tu os pões em terreno escorregadio.
1. Isso significa que eles estavam sempre expostos a destruição súbita, inesperada. Como aquele que anda em lugares escorregadios está a todo momento sujeito a cair, ele não pode prever num momento se ficará de pé ou se cairá no próximo instante; e, quando cai, cai de vez sem aviso prévio.
2. São capazes de cair sozinhos, sem serem derrubados pela mão de outro; como aquele que fica de pé ou caminha em lugar escorregadio nada precisa senão seu próprio peso para o jogar no chão.
3. Nada há que segura homens maus em algum momento fora do inferno senão a vontade de Deus (Jonathan Edwards).

VERS. 18-20. O fim dos maus é/está:
1. Perto: Certamente os pões. Pode acontecer a qualquer hora.
2. Judicial. (Tu) os fazes cair.
3. Repentino: São destruídos de repente.
4. Atormentado: Tomados de pavor ... Tu os farás desaparecer.
5. Eterno: Deixados sós; desaparecidos da mente de Deus; e menos-prezado como um sonho quando a pessoa acorda. Nenhum ato posterior com respeito a eles, nem por livramento nem por aniquilação.

VERS. 19. O primeiro olhar e a primeira sensação do inferno de um pecador orgulhoso e rico, que acaba de morrer em paz.

VERS. 20. O objeto desprezível: um pecador que se considera virtuoso, ou que se gaba, ou que é perseguidor ou caviloso, ou avaro quando sua alma é chamada à presença de Deus.

VERS. 22. Nossa insensatez, ignorância e insensibilidade. Quando demonstrada. Que efeito o fato deve ter sobre nós; e o quanto isso ilustra a graça divina.

VERS. 22-25.
1. A confissão do salmista com respeito à carne.
2. As expressões fiéis do espírito.
3. A conclusão de todo o assunto.

VERS. 25. Deus é a melhor porção do Cristão; sermão de Spurgeon.
VERS. 25. O céu e a terra revistados para se encontrar uma alegria que iguale ao Senhor. Que o pregador pegue várias alegrias e mostre sua inferioridade.

VERS. 26.
1. A queixa do salmista: O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar.
2. Seu consolo: Mas Deus. Ou então podemos tomar nota (a) da fragilidade de sua carne; (b) do florescimento de sua fé.
DOUTRINA NÚMERO 1.
Que a carne do homem lhe será insuficiente. O coração do homem por mais elevado, mais santo que seja, nem sempre agüenta. O profeta foi um grande e gracioso homem, contudo, sua carne falhou.
DOUTRINA NÚMERO 2.
Esse é o consolo de um cristão, em sua condição mais triste, que Deus é sua porção (G. Swinnock).
VERS. 26. "The Fading of the Flesh" (A debilidade da carne). Título de Swinnock. Tratado.
VERS. 26. Onde falhamos e onde não podemos falhar.

VERS. 27.
1. As tristes condições.
2. As terríveis punições.
3. As consolações implícitas.

VERS. 28. Aproximar-nos de Deus é nossa sabedoria, nossa honra, nossa segurança, nossa paz, nossas riquezas [Sermão de Thomas Watson: "The Happiness of Drawing Near to God". (A Felicidade de Aproximarmo-nos de Deus), 1669].
VERS. 28. A conclusão de Davi; ou, a conclusão do santo (R. Sibbes).
VERS. 28.
1. A linguagem da oração: Bom é estar.
2. Da fé: Fiz do Soberano Senhor.
3. Do louvor: Proclamarei todos os teus feitos (G. R.).

SALMO 74

TÍTULO
Maschil de Asafe. Um salmo instrutivo de Asafe. A história da igreja sofredora é sempre edificante; quando vemos como os fiéis confiaram em Deus e lutaram com ele em tempos de muita aflição, aprendemos como devemos nos comportar em circunstâncias semelhantes; aprendemos também que, quando nos acontece uma provação de fogo, nenhuma coisa tão estranha nos aconteceu; é que nós estamos seguindo no trilho da hoste de Deus.

DIVISÃO
Em Sl 74.1-11, o poeta pleiteia as tristezas da nação e a malvadez feita às assembléias do Senhor; depois insiste que antigas mostras do poder divino são razão de livramentos no presente (Sl 74.12-23). Se é um salmo profético, visando ser usado em dificuldades previstas, ou se foi escrito por Asafe após a invasão por Senaqueribe ou durante as guerras dos Macabeus, é muito difícil determinar, mas não vemos nenhuma dificuldade com a primeira suposição.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. O desprazer divino é um fato.
2. É só em certa medida, e somos muito capazes de exagerá-lo.
3. Mesmo enquanto dura, nosso relacionamento com ele não é afetado. Ovelhas da tua pastagem.
4. Nossa preocupação é inquirir qual o motivo disso e agir de acordo.
VERS. 1 (segunda cláusula). A ira do Senhor com seu povo é comparada à fumaça.
1. Não é um fogo consumidor.
2. Sugere o temor do fogo.
3. Turva a luz da alegria.
4. Cega os olhos da fé.
5. Tira o fôlego da vida.
6. Escurece a beleza de nossos confortos mundanos.

VERS. 2.
1. O relacionamento do Senhor com seu povo.
(a) Eleição.
(b) Redenção.
(c) Habitação em nosso interior.
2. A oração que surge disso. Lembra-te.

VERS. 3. Danos na Igreja.
1. A igreja tem inimigos.
2. Maldade na igreja é sua grande arma.
3. Isso causa muita desolação aos santos fracos, aos "interessados", à paz, à oração, ao proveito.
4. A cura para isso é a interposição de Deus.

VERS. 3-4. O poder da oração.
1. De um lado havia:
(a) Desolação: perpétua.
(b) Profanação.
(c) Clamor: gritaram inimigos.
(d) Demonstração: hastearam.
2. Do outro lado está:
(a) Súplica.
(b) Isso traz Deus ao salvamento de modo efetivo e rápido.

VERS. 4. Bandeiras por sinais. O artifício de Satanás é suplantar a verdade com imitações enganadoras.

VERS. 5. Fama verdadeira. Construir para Deus com trabalho, ousadia, diligência, habilidade.

VERS. 6. Trabalho de vândalos contra a verdade de Deus.

VERS. 6-7. Coisas temidas por uma igreja.
1. Dano às suas doutrinas ou ordenanças: esmigalharam os revestimentos de madeira esculpida.
2. O fogo de contendas, divisão.
3. O aviltamento do pecado. Qualquer uma dessas coisas derruba uma igreja; que ela se cuide e ore contra isso.

VERS. 8. A destruição de nossas igrejas menos fortes é o alvo de nossos inimigos: o mal que fariam, e é nosso dever evitar que isso aconteça: os meios que os destruidores usam: suborno, opressão. Nosso método apropriado para sustentar tais igrejas.

VERS. 9. (primeira clausula).
1. Há coisas como sinais, isto é, indicações e sinais do favor especial de Deus para a alma.
2. Há também um ver esses sinais quando Deus, o Espírito Santo, se agrada de brilhar sobre eles.
3. Há um terceiro estado, no qual não há o ver os sinais; esses sinais estão envoltos em trevas, falta de clareza e obscuridade (J.C. Philpot).

VERS. 10. Uma oração por avivamento.
1. Como Deus é acusado.
2. Quais são os maus efeitos disso.
3. Quando podemos esperar que ele se levante.

VERS. 11.
1. A paciência de Deus com o homem: Ele "retém a sua mão", ele hesita abater (os inimigos).
2. A impaciência do homem com Deus: "Destrói-os" (G. R.).

VERS. 12.
1. A soberania de Deus.
2. Sua antigüidade.
3. Nossa lealdade a ela.
4. O caráter prático de seu reinado: trabalhando, trazendo.
5. A graciosidade dele: operando salvação.
6. O lugar de sua operação: sobre a terra.

VERS. 14. A derrota que Deus opera contra nossos inimigos, e o benefício que resulta para nós.

VERS. 15. A natureza maravilhosa de seus suprimentos graciosos, ilustrado pela rocha golpeada.

VERS. 16. Deus igualmente presente em todas as dispensações da providência.

VERS. 16-17.
1. O Deus da graça é o Deus da natureza: O dia é teu.
2. O Deus da natureza é o Deus da graça: a sabedoria, o poder, a fidelidade é a mesma. Ver o salmo 19 (G. R.).

VERS. 19. A alma do crente comparada a uma ave, uma pomba.

VERS. 20.
1. O título dado a nações pagãs: os lugares sombrios da terra. Não estão sem a luz da natureza, ou da razão, ou da consciência natural, nem da filosofia, como da Grécia e Roma, mas sem a luz da revelação.
2. Sua condição: antros de: crueldade em seus relacionamentos públicos, sociais, e particulares. Ver Romanos 1: "insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia" (ARA).
3. Sua parte na aliança. Isso é conhecido pela parte deles nas promessas dessa aliança, e em profecias sobre a conversão de pagãos.
4. A oração de outros a favor deles: Dá atenção; Ó, envie tua luz. A conversão do mundo acontecerá em resposta às orações da igreja.

VERS. 22. Deus defendendo sua própria causa em visitações de nações e indivíduos, como também em conversões e despertamentos notáveis.
VERS. 22.
1. A glória de nossa causa: ela é do próprio Senhor.
2. A esperança de nossa causa: ele mesmo a defenderá.
3. A esperança que assim se pode receber da violência do homem: ela comoverá o Senhor para que se levante.

SALMO 75

TÍTULO
Ao mestre da música. Eis aqui uma nobre obra para ele, pois o grito do salmo anterior está para ser ouvido, e o desafio dos inimigos de Israel é assumido pelo próprio Deus. Aqui a filha virgem de Sião despreza seu inimigo, e ri-se em zombaria dele. A destruição do exército de Senaqueribe é uma ilustração notável desse cântico sagrado. Al-taschith. Aqui temos outro dos salmos "não destrua", e o título talvez pretendesse ser um controle sobre a ferocidade natural dos oprimidos, ou um insulto ao inimigo selvagem, que aqui é amargamente ordenado para não destruir, porque a nação está bem consciente de que ele não pode. Aqui, em fé santa, a criança que mama brinca no buraco da víbora, e a desmamada põe a mão no covil da serpente. Um salmo ou canto de Asafe. Para ser lido ou cantado. Um hino a Deus e um cântico para seus santos. Feliz o povo que tendo encontrado o poeta Milton em Davi teve um compositor de canto quase igual em Asafe: mais feliz ainda, porque esses poetas não foram inspirados por fontes terrenas castelãs, e sim beberam "da fonte de toda bênção".

DIVISÃO
O hino do povo começa com gratidão e adoração, em Sl 75.1. Nos quatro versículos seguintes, em Sl 75.2-5, o Senhor se revela como governando o mundo com justiça. Depois, segue uma voz de aviso da igreja aos seus inimigos, Sl 75.6-8, e um canto de fechamento antecipando a glória que é devida a Deus e a derrota completa de seus inimigos.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. As incessantes ações de graças da igreja, seu grande motivo para adorar; a proximidade de seu Deus, e a prova evidente disso nas mostras de seu poder.
VERS. 1.
1. Nós damos graças?
2. Sim, nós damos graças.
3. Que agradecimentos fazemos?
4. Quando agradecemos?
5. Vamos dar graças novamente.
Boas resoluções são louváveis; como devem ser feitas, fortalecidas e realizadas.

VERS. 3. O Senhor é o esteio de seu povo mesmo sob as piores circunstâncias.
VERS. 3. Ensina-nos que nenhuma desordem ou confusão deve nos impedir de fazer aquilo que Deus requer de nós; não, pelo contrário, quanto mais as coisas estão desarranjadas, mais prontamente devemos trabalhar para retificá-las (Thomas Wilcocks).

VERS. 4.
1. Quem lhes falou? Eu: Deus.
2. Quem eram eles? Tolos, maus.
3. O que você disse?
4. O que adiantou? Ou, repreender o pecado, um dever.
VERS. 4. O trio profano: maldade, tolice, soberba.

VERS. 5. Argumentos contra o orgulho no coração, na aparência, na fala.

VERS. 6-7. As mudanças da providência não são truques da sorte.

VERS. 7. Deus age como juiz e não arbitrariamente em seus arranjos providenciais.

VERS. 8. Na mão do Senhor está um cálice.
1. Quanto à questão de preparação, considere que seja assim, e portanto está nas mãos do Senhor.
2. Quanto à qualificação: é ele quem o tempera; estava cheio de mistura.
3. Quanto à distribuição, dando a cada um sua parte e porção dele (Thomas Horton).
VERS. 8. O copo de ira. Onde está, o que é, até que ponto está cheio, quem o traz, quem precisa bebê-lo.
VERS. 8. Cheio de mistura. Ira de Deus, remorso, lembrança de alegria perdida, temor do futuro, recriminações, desespero, vergonha, todos estes são ingredientes do copo da mistura.
VERS. 8 (última cláusula).
1. "A borra" do copo: a ira da ira, o amargor do fel.
2. O refugo do povo: "os ímpios da terra".

VERS. 9. Nossa vocação na vida: declarar e cantar.

SALMO 76

TÍTULO
Ao mestre da música no Neginote. O regente do coral é instruído a executar este canto com o acompanhamento de instrumentos de corda. O mestre dos harpistas foi chamado para sua mais habilidosa arte de menestréis, e realmente o canto vale os mais doces sons que as cordas possam produzir. Um salmo ou canto de Asafe. O estilo e a matéria indicam a mão da mesma pessoa que escreveu o anterior, e é um arranjo feliz o que colocou os dois juntos. No salmo 75, a fé cantava vitórias que viriam, neste, canta-se triunfos já alcançados. Este salmo é um canto de guerra cheio de júbilo, uma exaltação ao Rei dos reis, o hino de uma nação teocrática ao seu soberano divino. Não há necessidade de marcarmos divisões num cântico em que a unidade está tão bem preservada.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Reverência ao nome de Deus proporcional ao verdadeiro conhecimento dele.

VERS. 2. O relacionamento especial de Deus com sua igreja.
VERS. 2 (primeira cláusula). Uma igreja pacífica é tabernáculo de Deus. Os benefícios que a paz proporciona, os males de contenda, as causas de dissensão, e os meios de promover a unidade.

VERS. 3. As glórias cristãs, ou as vitórias concedidas à igreja sobre o paganismo, a heresia, a perseguição.
VERS. 3.
1. Onde inimigos são vencidos; "Ali"; não no campo de batalha tanto como na casa de Deus; como Amaleque por Moisés no Monte; Senaqueribe por Ezequias no Santuário.
2. Como ali?
(a) Pela fé.
(b) Pela oração: "As armas de nossa guerra".

VERS. 4. O Senhor, nossa porção, comparado com tesouros de impérios.
VERS. 4.
1. O que o mundo é, comparado com a igreja. Montes de despojos.
(a) Crueldade em vez de amor.
(b) Violência em vez de paz.
2. A igreja comparada com o mundo.
(a) Mais gloriosa, porque é mais excelente.
(b) Mais excelente, porque é mais gloriosa. Ambos mais reais e duradouros (G. R.).

VERS. 5. Dormiram o seu sono. Diversos tipos de morte ou sono para as várias classes de homens.

VERS. 7. A ira de Deus. Um assunto muito sugestivo.

VERS. 8-9.
1. Os personagens descritos: os oprimidos da terra.
2. A necessidade implícita.
(a) De serem vindicados.
(b) De serem salvos.
3. A divina interposição a seu favor. Dos céus pronunciaste. Quando Deus se levantou.
4. O efeito de seu livramento. A terra tremeu (G. R.).

VERS. 10.
1. O mal permitido para o bem: a ira.
2. Refreado pelo bem: Os sobreviventes.
Ou:
1. São governados.
2. São indeferidos (G. R.).

VERS. 11.
1. A quem se pode fazer votos. Não ao homem, mas sim a Deus.
2. Que votos podem ser feitos assim.
(a) De dedicação própria.
(b) De serviço próprio.
(c) De sacrifício próprio.
3. Como guardá-los: Vote e pague.
(a) Por dever.
(b) Por medo do desprazer dele (G. R.).
VERS. 11. Fica bem, é obrigação, é prazer, e há proveito em apresentar dádivas ao Senhor.

SALMO 77

TÍTULO
Ao mestre da música, a Jedutum. Era apropriado que outro líder da salmodia tivesse sua vez. Nenhuma harpa deveria ficar silenciosa nos átrios da casa do Senhor. Um salmo de Asafe. Asafe era um homem de mente instruída e exercitada, e muitas vezes tocado por um tom melancólico; ele era pensativo, contemplativo, crente, mas havia nele um toque de tristeza, e isso transmitia um sabor forte a suas composições. Para acompanhá-lo com entendimento, é preciso ter trabalhado sobre as grandes águas, e ter sobrevivido às fortes ventanias do oceano Atlântico.

DIVISÃO
Se seguirmos o arranjo poético e fizermos as divisões nas Pausas, encontraremos o homem conturbado rogando em Sl 77.1-3, e depois o ouviremos lamentando e discutindo consigo mesmo em Sl 77.4-9. Em Sl 77.10-15, suas meditações correm em direção a Deus e, no final, ele parece, como em uma visão, contemplar as maravilhas do mar Vermelho e do deserto. A essa altura, como se perdido em êxtase, ele termina o salmo de modo abrupto, e seu efeito é muito surpreendente. O Espírito de Deus sabe quando parar de falar, que é mais do que sabem aqueles que, por amor a uma conclusão metódica, prolongam suas palavras até o cansaço. Talvez este salmo tenha tido o propósito de ser um prelúdio para o próximo, e, se for assim, o fecho repentino está explicado. O hino que temos à frente agora é para santos experientes somente, mas para eles será de raro valor como sendo uma transcrição de seus próprios conflitos interiores.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O benefício de se usar a voz na oração feita em particular.

VERS. 1, 3, 5, 10. Note o progresso do homem sábio saindo de sua problemática da alma.
1. Eu chorei.
2. Eu me lembrei.
3. Eu considerei.
4. Eu disse.

VERS. 2. Título do sermão de Spurgeon a respeito: "Sermão para o mais infeliz dos homens".
VERS. 2.
1. Oração especial: Quando estou.
2. Oração perseverante: mãos erguidas a Deus de noite bem como de dia.
3. Oração agonizante: minha alma está inconsolável (até que a resposta veio -- em A Bíblia Viva). "Estando em agonia, ele orou".
VERS. 2 (última cláusula). Quando isto é sábio e quando é censurável (orar até obter resposta).

VERS. 4.
1. Um homem bom não pode descansar em seu leito enquanto sua alma não descansa em Deus.
2. Ele não pode falar livremente com outros enquanto Deus não concede paz à sua alma (G. R.).
VERS. 4. Ocupação para os que não conseguem dormir, e consolação para os que não conseguem falar.

VERS. 5-6. Há quatro regras para se obter consolo na aflição.
1. A consideração da bondade de Deus ao seu povo na Antigüidade.
2. A lembrança de nossa própria experiência passada.
3. Autocrítica.
4. O estudo diligente da Palavra (G. R.).

VERS. 6. Lembrança. Uma boa memória é de grande ajuda e utilidade.
1. É um grande meio de conhecimento: pois, o que significa o que você lê ou ouve, se você não se lembra de nada?
2. É um meio de fé: 1Co 15.2.
3. É um meio de consolo. Se um pobre cristão em aflição se lembrasse das promessas de Deus, elas o inspirariam com vida nova; mas quando são esquecidas, seu espírito afunda.
4. É um meio de dar graças.
5. É um meio de esperança; pois "a experiência produz esperança" (Rm 5.4, ARA), e a memória é o armazém da experiência.
6. É um meio de arrependimento; pois como podemos nos arrepender ou chorar por aquilo que já esquecemos?
7. É um meio de utilidade. Quando uma fagulha de graça está realmente acesa no coração, ela rapidamente procurará aquecer outras também (R. Steele).

VERS. 7 (primeira cláusula). Para colocar a questão sob uma luz forte, consideremos:
1. Sobre quem é proferida a pergunta? O Senhor.
2. Qual o curso de ação que está em questão? Rejeitar para sempre.
3. Para quem seria executada a ação?

VERS. 8. Essas perguntas:
1. Supõem uma mudança no Deus imutável em dois atributos gloriosos.
2. São contrárias a toda prova do passado.
3. Só podem surgir da carne e de Satanás; e portanto,
4. São para ser enfrentadas no poder do Espírito, com forte fé no Deus Eterno.

VERS. 10. Uma confissão aplicável a muitas outras matérias, tais como medo da morte, medo de deserção, medo de serviço público, estar sensível à negligência.
VERS. 10. Minha enfermidade. Diferentes sentidos desta palavra. Estes forneceriam um bom tema. Algumas enfermidades devem ser suportadas pacientemente, outras devem ser aceitas gloriando-se nelas, outras levadas em oração a Deus por ajuda de seu Espírito, e outras lamentadas e aproveitadas para arrependimento.

VERS. 10-12. Lembrar, meditar, conversar.

VERS. 11-12.
1. Consolação tirada da lembrança do passado.
2. Consolação aumentada pela meditação.
3. Consolação fortalecida pela comunicação: "considerarei": falarei (G. R.).

VERS. 12. Temas para se pensar e tópicos para se conversar. Criação, providência, redenção.

VERS. 13, 19. No mar, no santuário. O caminho de Deus é incompreensível, embora sem dúvida correto: em sua santidade está a resposta aos enigmas.

VERS. 14. O taumaturgo, ou operador de Grandes Maravilhas.

VERS. 15. E de José. A honra de nutrir aqueles que nasceram de Deus pelo trabalho de outros homens.
VERS. 15. Redenção é teu poder, a conseqüência, evidência, e concomitante necessidade de redenção a um preço.
VERS. 15.
1. Os remidos: teu povo; os descendentes de:
(a) No cativeiro embora fossem seu povo.
(b) Seu povo embora estivesse no cativeiro.
2. A redenção: do cativeiro egípcio.
3. O Redentor: Tu, com o teu braço. Deus por Cristo, seu braço: o meu braço me ajudou (Is 63.5). E a quem foi revelado o braço do Senhor? (Is 53.1) (G. R.).

VERS. 16-18.
1. A homenagem da natureza ao Deus da graça.
2. Sua subserviência aos seus planos (G. R.).

VERS. 19.
1. Os caminhos de Deus aos homens são especiais: No mar; o teu caminho.
2. Eles são uniformes, eles se acham em pegadas regulares.
3. São inescrutáveis: como o caminho do navio sobre as águas, não o do arado na terra.
VERS. 19. O caminho de Deus está no mar. Em coisas imutáveis, ingovernáveis, vastas, insondáveis, terríveis, sobrepujantes, o Senhor tem o poder soberano.

VERS. 20.
1. Os súditos da direção divina: teu povo.
2. A maneira como são guiados: como rebanho - apartados, unidos, dependentes.
4. Os agentes empregados: pela mão; o Grande Pastor dirige pela mão de pastores subordinados. "Possa cada pastor subordinado conservar seu olho atento em Ti".
VERS. 20. História da igreja.
1. A igreja é um rebanho.
2. Deus é visto conduzindo-o para a frente.
3. Instrumentalidade é sempre usada.

SALMO 78

TÍTULO
Maschil de Asafe. Este é corretamente denominado um salmo instrutivo. Não se trata apenas de uma recapitulação de eventos importantes da história israelita, mas pretende ser uma parábola que expõe a conduta e a experiência de crentes de todas as épocas. É uma prova singular do embotamento de mente de muitos professores que fazem objeção a sermões e exposições sobre as partes históricas da Escritura, como se elas não contivessem instrução em assuntos espirituais: fossem tais pessoas realmente iluminadas pelo Espírito de Deus, perceberiam que toda a Escritura é proveitosa, e corariam diante de sua própria tolice em subestimar qualquer porção do volume inspirado.

DIVISÃO
A unidade é mantida muito bem do começo ao fim, mas para a conveniência do leitor, podemos notar que Sl 78.1-8 pode ser visto como prefácio, expondo o objetivo do salmista na epopéia que ele escreve. Em Sl 78.9-41, o tema é Israel no deserto; então ocorre um relato sobre a bondade anterior do Senhor para com seu povo ao tirá-lo do Egito com pragas e maravilhas em Sl 78. 42-52. A história das tribos é retomada em Sl 78.53, e continua até Sl 78.66, quando chegamos ao tempo da remoção da arca para Sião e a transferência da liderança de Israel de Efraim para Judá, o que ocorre em canto de Sl 78.67-72.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O dever de atender à palavra de Deus. Modos de negligenciar o dever; modos de cumpri-lo; razões para obediência; os males de não lhe dar atenção.

VERS. 2 (primeira cláusula). Pregue sobre a "Parábola da nação pródiga", como é exposta no salmo inteiro (C. A. Davies).

VERS. 2-3.
1. Verdades não são piores por serem velhas: diz o ditado antigo. "Lenha velha", disse Lord Bacon, "é melhor para queimar; livros velhos são melhores para ler; e amigos velhos são aqueles em quem mais podemos confiar".
2. As verdades nada perdem por se ocultarem sob metáforas: "Em parábolas abrirei; proferirei enigmas do passado".
3. As verdades nada perdem por serem repetidas freqüentemente.
(a) São mais testadas.
(b) São melhor testificadas (G. R.).

VERS. 3. A ligação entre o que "ouvimos", e o que "conhecemos" pessoalmente em religião.

VERS. 4. Uma boa decisão, e um resultado abençoado (C. D.).
VERS. 4.
1. O que deve ser conhecido? Os louváveis feitos do Senhor; o seu poder e as maravilhas que fez.
2. Quem deve conhecer? As gerações que virão.
3. Por quem? Pais - de uma geração para a outra.
4. Como se tornarão conhecidas?
(a) Não se escondendo nada.
(b) Declarando tudo que Deus fez (G.R.).

VERS. 5. Tradição bíblica, ou pela peça preciosa da herança que é o evangelho.

VERS. 5-8. Religião de família.
1. O conhecimento dos pais é a herança dos filhos - Sl 78.5-6.
2. A queda dos pais, a preservação dos filhos - Sl. 78.7-8.
VERS. 5-8.
1. Verdade uma vez começada não pode ser interrompida - Sl 78.5-6.
2. Verdade recebida liga a alma a Deus - Sl 78.7.
3. Verdade rejeitada acende faróis para outros - Sl 78.8.

VERS. 7-8. Sobre a aparência enganosa do coração, ao desconsiderar as dispensações providenciais em geral (John Jamieson, Sermons on the Heart, 1.430).

VERS. 8. Teimosia e não firmeza, ou a diferença entre um vício natural e uma qualidade graciosa.
VERS. 8. O coração falso (cláusula central), com sua mão esquerda, "Teimosia no erro" (primeira cláusula), e sua mão direita "inconstância no direito" (última cláusula) (C. D.).

VERS. 9. Quem eram? O que tinham? O que fizeram? Quando o fizeram?

VERS. 9, 67. A apostasia de crentes eminentes.
1. Os soldados do Senhor: quem eram; pertencentes ao povo escolhido de Deus; eram distinguidos pela graça (Gn 48.17-20). Fortes pela bênção de Deus (Dt 33.17). Lugar honroso entre seus irmãos. Favorecidos com o tabernáculo em Siló - Sl 78.60.
2. Seu equipamento: armamento defensivo e ofensivo, como o dos outros que triunfaram.
3. Seu comportamento em batalha: voltar era traição, covardia; era perigoso, desastroso, desonroso.
4. Seu castigo - Sl 78.57. Privado de sua honra especial (Ap 3.11) (C. D.).

VERS. 10-11. As gradações do pecado: negligenciar, rejeitar, esquecer de Deus (C. D.).

VERS. 12-16. Deus revelado em seus feitos. O Deus que opera maravilhas - Sl 78.12-16. O Deus vingador - Sl 78.12. O Deus que intervém - Sl 78.13. O Deus que guia - Sl 78.14. O Deus Pai - Sl 78.14-16 (C. D.).

VERS. 12-17. Obstinação pela descrença. Avança contra a majestade de Deus - Sl 78.17; sua graciosa providência - Sl 78.14-16, seu cuidado que se interpõe - Sl 78.13; sua justiça vingadora - Sl 78.12; sua graça distintiva - Sl 78.12-16 (C. D.).

VERS. 12-17. Prodígios não podem converter a alma (Lc 16.31) (C. D.).

VERS. 15-16. Suprimentos divinos a tempo, abundantes, da maior excelência, maravilhosos.

VERS. 16. Regatos que vêm da Rocha Jesus Cristo.
1. Sua fonte.
2. Sua variedade.
3. Sua abundância (B. Davies).

VERS. 12-17. Obstinação pela descrença. Avança contra a majestade de Deus - Sl 78.17; sua graciosa providência - Sl 78.14-16; seu cuidado interposto - Sl 78.13; sua justiça vingadora - Sl 78.12; sua graça que distingue - Sl 78.12-16 (C. D.).
VERS. 12-17. Prodígios não conseguem converter a alma, Lc 16.31 (C. D.).

VERS. 17. O pecado em seu progresso se alimenta de misericórdias divinas para avançar, como também as demais circunstâncias.

VERS. 17-21.
1. Tentaram a paciência de Deus; Sl 78.17.
2. Tentaram a sabedoria de Deus; Sl 78.18.
3. Tentaram o poder de Deus; Sl 78. 19-20.
4. Tentaram a ira de Deus; Sl 78.21 (E. G. Gange).

VERS. 18-21. O progresso do mal.
1. Eles se desviaram por causa da cobiça: Sl 78.18.
2. A cobiça concebida gera o pecado: Sl 78.19-20.
3. O pecado completado gera a morte: Sl 78. 21. "As carcaças deles caíram" (C. D.).

VERS. 21-22. As más conseqüências da descrença.
1. O pecado em si: eles duvidaram da certeza, integralidade e realidade da salvação divina na saída do Egito.
2. O agravamento desse pecado: o objetivo era Deus; quem deu lugar à insatisfação foi o povo dele. Mas os auxílios para a fé foram negligenciados.
3. A que isso os levou; pecado interno - Sl 78.18; pecado externo - Sl 78.19.
4. Ao que isso os sujeitou: Sl 78.21. Serpentes venenosas (Nm 21.6-8) (C. D.).

VERS. 25. Diferentes tipos de comida. Comida de animais (Lc 15.16). Comida de pecadores (Os 4.8). Comida de formalistas (Os 12.1). Comida de santos (Jr 15.16, Jo 6.53-57). Comida de anjos. Comida de Cristo (Jo 4.34) (C. D.).

VERS. 29-31. Orações perigosas. Quando a cobiça dita, a ira poderá responder. Deixe que a graça dite, e a misericórdia responderá (C. D.).

VERS. 34-37. Os pés do hipócrita, Sl 78.34. A memória do hipócrita, Sl 78.35. A capa do hipócrita e o coração do hipócrita (C. D.).

VERS. 38 (última cláusula) e Sl 78.50 (primeira cláusula) A ira de Deus praticada contra seu povo e contra seus inimigos (C. D.).

VERS. 39, 35. A lembrança que Deus tem de seu povo e a lembrança que estes têm de Deus.

VERS. 42. O grande dia.
1. O inimigo enfrentado nesse dia.
2. O conflito suportado.
3. O livramento realizado.
4. A alegria sentida (B. D.).

VERS. 45. O poder das coisas pequenas quando incumbidas de nos atazanar.

VERS. 47 (última cláusula). Algumas vezes, o tiro não sai. Às vezes, sai. E quando sai, erra o alvo.

VERS. 52.
1. Deus tem um povo no mundo.
2. Ele os leva para um lugar à parte dos outros.
3. Ele os traz à comunhão consigo.
4. Ele os traz para a comunhão de uns com os outros.
5. Ele os guia para o seu descanso.

VERS. 55. Substituição divina. Ele substitui os anjos caídos no céu. Uma nação da terra por outra (veja toda a história). Os pensamentos e afetos do coração na regeneração - Is 55.13 (C. D.).

VERS. 56-57. Sobre como o coração é enganoso no que diz respeito ao cumprimento do dever (J. Jamieson, 1.326). Sobre a falsidade do coroação, no que diz respeito à omissão da obrigação (J. Jamieson, 1.353).

VERS. 59-72.
1. Um pôr-do-sol escuro, Sl 78.59-60.
2. Uma noite terrível, Sl 78.60-64.
3. Um amanhecer abençoado, Sl 78.65-72 (C. D.).

VERS. 59, 67. A apostasia de crentes proeminentes.
1. Os soldados do Senhor: quem eram, pertencentes ao povo escolhido de Deus; eram distinguidos por graça (Gn 48.17-20). Fortes pela bênção de Deus (Dt 33.17). Uma posição de honra entre seus irmãos. Favorecidos com o tabernáculo em Siló - Sl 78.60.
2. Seu equipamento: armas defensivas e ofensivas; como as de outros que venceram.
3. Seu comportamento na batalha: voltar atrás era traição, covardia, perigoso, desastroso, era uma desonra.
4. Seu castigo - Sl 78.57. Ficarem privados de sua honra especial (Ap 3.11) (C. D.).

VERS. 70-72. Promoções espirituais.

VERS. 72. Apesar de suas transgressões, das quais ele sempre se arrependia e que foram portanto apagadas do Livro de Deus, Davi permanece para todos os príncipes e soberanos da terra como o padrão mais nobre. Em perfeita verdade interna, ele sabia e se sentia ser "Rei pela graça de Deus". A coroa e o cetro ele levava como administrador para o rei de todos os reis; e até seu último fôlego ele procurou com toda sua sinceridade ser encontrado como um genuíno rei teocrático, que em tudo devia conduzir seu governo terreno de acordo com as ordenanças e instruções de Deus. Portanto, o Senhor fez com que tudo em que punha a mão prosperasse, e nada estava mais claro para o povo do que o fato que o Senhor verdadeiramente estava com o rei (Frederick William Krummacher, em David, the King of Israel, 1867).

SALMO 79

TÍTULO E ASSUNTO
Um salmo de Asafe. Um salmo de lamentação tal como Jeremias poderia ter escrito em meio às ruínas da cidade amada. É evidente que trata de tempos de invasão, opressão e destruição nacional. Asafe era um poeta patriota, e não se sentia mais à vontade do que quando repassava a história de sua nação. Pudera Deus que tivéssemos poetas nacionais cujo canto fosse sobre o Senhor.

DIVISÃO
Em Sl 79.1-4, a lástima é despejada, em Sl 79.5-12, a oração é apresentada e, no versículo final, o louvor é prometido.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 4. Os santos são objeto de escárnio para os pecadores. Fosse merecidamente ou fosse injustamente. O que eles parecem para despertar o ridículo; o que devemos fazer diante dessa provação; como isso irá terminar?

VERS. 5.
1. A causa da ira: ciúme.
2. A moderação dela. Se continuasse para sempre, o povo pereceria, as promessas não seriam cumpridas, a aliança cairia, e a honra do Senhor seria desacreditada.
3. Dar um basta. Pela oração, pelo amor de seu nome, pela sua glória e pelo sangue de Jesus.
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SALMO 80

TÍTULO
Ao mestre da música sobre Shoshannim Eduth. Pela quarta vez, temos um cântico sobre os Shoshannim, ou os lírios; antes tivemos os salmos 45, 60 e 69. Por que este título lhe foi dado é difícil dizer em cada caso, mas a forma poética deliciosa do presente salmo pode bem justificar o título charmoso. Eduth significa testemunho. O salmo é um testemunho da igreja como um "lírio entre espinhos". Alguns estudiosos entendem que o título aqui se refira a um instrumento de seis cordas, e Schleusner traduz as duas palavras, "o hexacorde do testemunho". Poderá ser que uma futura pesquisa esclareça-nos esses "ditos escuros sobre uma harpa". Será um prazer aceitá-los como evidência de que o canto sagrado não era pouco estimado nos dias antigos. Um salmo de Asafe. Um Asafe posterior, vamos crer, que teve a infelicidade de viver, como o "último ministrel", em maus tempos. Se foi pelo Asafe do tempo de Davi, este salmo foi escrito com o espírito de profecia, pois canta sobre tempos que Davi não conheceu.

DIVISÃO
O salmo se divide de modo natural no refrão que ocorre três vezes: "Restaura-nos, ó Deus". O Sl 80.1-3 é um discurso de abertura dirigido ao Senhor Deus de Israel; os versículos de Sl 80.4-7 são uma lamentação sobre a tristeza nacional, e nos versículos de Sl 80.4-7 a mesma queixa é repetida, a nação sendo representada numa linda alegoria como uma vide. É um salmo muito triste, e seus lírios são os pequenos lírios do vale.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. De que forma o Senhor agiu como um pastor para Israel, como ilustração de seus procedimentos com sua Igreja.

VERS. 2. A salvação esperada em conexão com o povo de Deus, suas orações, seus trabalhos e seu serviço diário.

VERS. 3. A obra dupla na salvação.
(1) Volte-nos para si.
(2) Volte-se para nós.

VERS. 4. Que orações são as que fazem com que Deus fique irado.

VERS. 5. Alimento que não agrada.
1. Analise o fornecimento.
2. Note a mão que o manda.
3. Considere a saúde que essa dieta proporciona.
4. Lembre-se dos acompanhamentos para aliviar.

VERS. 7. A conversão, comunhão e confiança da salvação.

VERS. 8-15. Paralelo entre a Igreja e uma videira.

VERS. 12.
1. As cercas vivas da Igreja.
2. Sua remoção.
3. As conseqüências deploráveis.

VERS. 13. Quais são os maiores inimigos da Igreja? De onde vêm? Como os derrotaremos?

VERS. 17-18. O poder de Deus visto em Jesus, a causa da perseverança dos santos.

VERS. 18 (última cláusula). A necessidade de vivificação para que haja culto aceitável.

SALMO 81

TÍTULO
Ao mestre da música sobre Gittith. Muito pouco é conhecido sobre o sentido desse título. Neste trabalho, já demos a melhor explicação de que temos conhecimento em conexão com o salmo 8. Se for entendido como sendo um cântico da vindima, fala muito bem da piedade das pessoas para quem foi escrito; teme-se que em poucos lugares, mesmo em países cristãos, se consideraria apropriado os santos hinos serem cantados em conexão com a prensa do vinho. Onde os guisos dos cavalos serão santidade para o Senhor, então, o suco das uvas jorrará da prensa ao acompanhamento do canto sacro. Um salmo de Asafe. Esse poeta aqui medita novamente sobre a história de seu país; seu ponto forte parece ser passar em revista o passado em salmodia de admoestação. É um poeta da história e da política de Israel. Um verdadeiro cantor nacional, a um só tempo piedoso e patriótico.

DIVISÃO
Louvor é solicitado para se celebrar um dia memorável, talvez a Páscoa; com isso, o livramento do Egito é descrito em Sl 81.1-7. Depois, o Senhor gentilmente chama a atenção de seu povo por sua ingratidão, e retrata sua situação feliz, tivessem eles sido obedientes a seus mandados.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O canto da congregação deve ser geral, forte e alegre. As razões para isso, e seus benefício.

VERS. 1-3.
1. O louvor deve ser sincero. Só pode vir do povo de Deus.
2. Deve ser constante: devem louvar a Deus em todos os tempos.
3. Deve ser especial. Deve haver tempos de louvor especial.
(a) Indicado por Deus, como os sábados e as festas solenes.
(b) Exigido por providência em ocasião de livramentos e misericórdias especiais.
4. Deve ser público:

VERS. 4. A regra de ordenanças e cultos; pedidos para ir além disso; casos de várias igrejas; o pecado e perigo de tal adoração da vontade.

VERS. 5. O que há na linguagem do mundo que é ininteligível para os filhos de Deus.

VERS. 6. A emancipação dos crentes. O trabalho por lei é pesado, servil, nunca chega ao fim, não é recompensado, é cada vez mais irritante. Só o Senhor pode livrar-nos dessa lida escrava, e ele o faz pela graça e pelo poder. Fazemos bem em lembrar o tempo de nossa libertação, mostrar gratidão por ela, e viver constantemente com isso.

VERS. 7.
1. Orações respondidas - vínculos de gratidão.
2. Tempos de provação passada - ser lembrado e advertido.
3. O presente é um tempo para novas respostas assim como é para novos testes.
VERS. 7. Águas de Meribá. Os vários pontos de testagem na vida do crente.

VERS. 8-10.
1. Um Pai compassivo, chamando seu filho: Ouça meu povo, as minhas advertências. Se você me escutar.
2. Um soberano ciumento, legislando severamente: Não tenha deus estrangeiro no seu meio.
3. Um amigo oni-suficiente, desafiando a confiança: Eu sou o Senhor, o seu Deus: abra a sua boca e eu o alimentarei (Richard Cecil, 1748-1810).

VERS. 8, 11, 13. A ordem, a desobediência, o pesar.

VERS. 11, 12.
1. O pecado de Israel. Eles não quiseram ouvir. A boca se abre ao ouvir atentamente: abra a sua boca; mas meu povo. Seu pecado foi muito agravado.
1. Por aquilo que Deus tinha feito por eles.
2. Pelos deuses que haviam preferido a ele.
3. O castigo.
(a) Sua magnitude: Eu os entreguei.
(b) Sua justiça: meu povo não quis me ouvir... não quis me obedecer.

VERS. 13. A excelente situação de um crente obediente.
1. Inimigos subjugados.
2. Prazeres perpetuados.
3. Abundância possuída.

VERS. 13-14. O pecado e a perda daquele que apostata, que escorrega e cai.

VERS. 14. Inimigos espirituais são combatidos melhor por uma vida obediente.

VERS. 16.
1. Delícias espirituais.
2. Por quem são providenciadas.
3. A quem são dadas.
4. Com que resultado - "satisfeito".

SALMO 82

TÍTULO E ASSUNTO
Um salmo de Asafe. Este poeta do templo age aqui como um pregador para a corte e para a magistratura. Homens que fazem uma coisa bem, em geral, se prestam bem a outra; aquele que escreve bons versículos dificilmente não é capaz de pregar. Que pregação nos teria dado Milton se tivesse entrado no púlpito, ou se Virgílio tivesse sido um apóstolo.

O sermão de Asafe diante dos juízes está agora à nossa frente. Ele fala com muita clareza, e seu canto é mais caracterizado pela força do que pela doçura. Temos aqui uma prova clara de que não é preciso que todos os salmos e hinos sejam expressões diretas de louvor a Deus; podemos, de acordo com o exemplo deste salmo, admoestar um ao outro em nossas canções. Asafe sem dúvida viu em volta dele muito suborno e corrupção, e enquanto Davi punia-os com a espada, ele resolveu procurar corrigi-los com um salmo profético. Fazendo isso, o doce cantor não estava esquecendo sua profissão como músico do Senhor, mas antes o desempenhava de modo prático em outro departamento. Estava louvando a Deus quando repreendia o pecado que o desonrava, e se ele não fazia música, estava fazendo calar a discórdia quando mandou governantes dispensar justiça com imparcialidade.

DIVISÃO
O salmo é um todo e não precisa de uma divisão formal.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. A soberania de Deus sobre os mais poderosos e elevados. Como essa soberania se revela, e o que podemos esperar dela.
VERS. 1. A presença do Senhor nos gabinetes e senados.

VERS. 2. Um pecado comum. A estima pelas pessoas em si muitas vezes influencia nosso julgamento de suas opiniões, suas virtudes, seus vícios e sua atitude geral; isso envolve injustiça para com outros, bem como dano prejudicial para a pessoa lisonjeada.

VERS. 3. Um rogo por órfãos.

VERS. 5.
1. O caráter de príncipes maus.
(a) Ignorância: Nada sabem.
(b) Cegueira voluntária: Nada entendem.
(c) Perversidade sem limites: Vagueiam pelas trevas.
2. As conseqüências para outros: Todos os fundamentos.
(a) De segurança pessoal.
(b) De conforto social.
(c) De prosperidade comercial.
(d) De tranqüilidade nacional.
(e) De liberdade religiosa; todos estão fora de rumo (G. R.).
VERS. 5 (cláusula central). Uma descrição da peregrinação de pecadores presunçosos.

VERS. 6. Vocês são deuses. A passagem do Antigo Testamento que envolve a doutrina da divindade de Cristo (J. P. Lange).

VERS. 8.
1. A invocação: Levanta-te.
2. A predição: Julga (G. R.).

SALMO 83

TÍTULO
Um salmo ou Canto de Asafe. Esta é a última ocasião em que nos encontraremos com este escritor eloqüente. O poeta patriótico canta de novo as guerras e os perigos iminentes, mas não é nenhum canto irreligioso de uma nação que não pensa e entra em guerra levianamente. Asafe, o vidente, tem consciência dos perigos sérios que surgem das poderosas nações confederadas, mas sua alma em fé se firma em Jeová, enquanto que como poeta pregador ele estimula seus conterrâneos à oração por meio deste poema lírico sacro. O Asafe que pôs no papel este canto muito provavelmente foi a pessoa a que se faz referência em 2Cr 20.14, pois a evidência interna relacionando o assunto do salmo aos tempos de Josafá é fortíssima. A divisão no acampamento dos povos confederados no deserto de Tecoa não só acabou com sua liga, mas levou a uma grande matança, o que prejudicou o poder de algumas das nações por muitos anos. Pensavam destruir Israel, e destruíram-se uns aos outros.

DIVISÃO
Um apelo a Deus de uma maneira geral ocupa Sl 83.1-4; e depois o salmista entra em detalhes da liga, Sl 83.5-8. Isso leva a uma petição sincera pela derrota do inimigo, Sl 83.9-15, com uma expressão do desejo de que a glória de Deus possa assim ser promovida.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. l. O longo silêncio de Deus, as razões desse silêncio, e nossas razões de desejar que ele quebre o silêncio.

VERS. 3. Os teus ocultos.
1. Escondidos quanto à sua nova natureza, que é um enigma para os homens.
2. Escondidos para proteção, como coisas preciosas.
3. Escondidos para consolo e descanso.
4. Escondidos porque ainda não plenamente revelados.

VERS. 4. A imortalidade da igreja.

VERS. 5. As sociedades dos males contra os crentes, os santos.

VERS. 13-15. A instabilidade, o desassossego e a impotência dos maus, seu horror quando Deus trata com eles em justiça.

VERS. 16. Uma oração a respeito do Papa e seus sacerdotes.

VERS. 17. A sorte justa dos perseguidores e perturbadores.

VERS. 18. A Lição Dourada: como é ensinada, a quem, por quem, através de quem?

SALMO 84

TÍTULO E ASSUNTO
Ao mestre dos músicos sobre Os Lagares. Um salmo para os filhos de Corá. Este salmo bem merecia ser confiado ao mais nobre dos filhos da hinologia. Nenhuma música poderia ser doce demais para seu tema, ou delicada demais no som para se comparar à beleza de sua linguagem. Mais doce do que a alegria do premer do vinho (pois este diz-se ser o sentido da palavra traduzida por Gittith), é a alegria das assembléias santas da casa do Senhor; nem mesmo os filhos favorecidos da graça, que são como os filhos de Corá, podem ter um assunto mais rico para cantar do que os festivais sagrados de Sião. Importa pouco quando foi escrito esse salmo, ou por quem; para nós, ele exala um perfume davídico, cheira às urzes, plantas dos montes, e aos lugares solitários desérticos, onde o rei Davi deve ter se alojado muitas vezes durante suas muitas guerras. Este poema sacro é um dos mais especiais da coleção; irradia um brilho suave, que faz merecer ser chamado A pérola dos salmos. Se o salmo 23 é o mais popular, o 103 o mais alegre, o 119 o mais profundamente experimental, o 51 o mais sentimental, este com certeza é um dos mais doces dos salmos de paz. Peregrinações ao tabernáculo eram um traço distintivo da vida judaica. Na Inglaterra, peregrinações ao santuário de Canterbury, e de Nossa Senhora de Walsingham, foram tão generalizadas a ponto de afetar toda a população, e determinar a construção de estradas, a construção de pensões, e a criação de uma literatura especial; isso pode nos ajudar a entender a influência da peregrinação sobre os antigos israelitas. Famílias viajavam juntas, formando grupos que cresciam em cada parada; acampavam em clareiras ensolaradas no meio de bosques nativos à beira dos caminhos; cantavam em uníssono ao longo das estradas, lutavam juntos para atravessar montes e brejos que aparecessem pela frente, e, na caminhada, acumulavam lembranças felizes que nunca seriam esquecidas. Se alguém fosse excluído da companhia santa dos peregrinos e do culto devoto da congregação, certamente encontraria neste salmo a expressão adequada para seu espírito pesaroso.

DIVISÃO
Faremos nossas pausas onde o poeta ou o músico as colocou, onde já se encontram no texto.

VERS. 1.
1. Por que são chamados tabernáculos"? Para incluir:
(a) O lugar santíssimo, o mais santo de todos;
(b) O lugar santo;
(c) O pátio e áreas do tabernáculo. Os pátios qualificados como "agradáveis" (NVI), "amáveis" (ARA). Os pátios "amáveis" (belos, agradáveis), o lugar santo mais agradável - o santo dos santos de todos o mais agradável.
2. Por que são chamados agradáveis ou amáveis?
(a) Por causa do modo como Deus habita aqui. Condescendência é amável? E o amor? E a misericórdia? E a graça? Estes são manifestos aqui.
(b) Por causa do propósito pelo qual ele reside aqui. Salvar pecadores: consolar santos.

VERS. 1-3. Os títulos para Deus nestes três versículos valem ser meditados. Senhor dos Exércitos, o Deus vivo, meu Rei e meu Deus (G. R.).

VERS. 3.
1. A eloqüência da aflição. Ao ser banido, Davi inveja os pardais e as andorinhas que tinham feito seus ninhos junto à casa de Deus, mais do que Absalão que havia usurpado seu palácio e seu trono.
2. A engenhosidade da oração. Por que pardais e andorinhas deveriam estar mais perto de teus altares do que eu estou, ó Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus! "Não tenham medo. Vocês valem mais do que muitos pardais" (Lc 12.7) (G. R.).

VERS. 4.
1. O privilégio sugerido - habitar a casa de Deus. Alguns pássaros voam por cima da casa de Deus - alguns ocasionalmente pousam em cima dela -, outros fazem seus ninhos e criam seus filhotes lá. Este era o privilégio que o salmista queria.
2. O fato afirmado. Como são felizes os que habitam, que fazem dela sua morada espiritual e também a de seus filhos.
2. A razão dada. Louvam-te sem cessar.
(a) Terão muito pelo que louvar a Deus.
(b) Verão muito para louvar em Deus (G. R.).

VERS. 5. O homem é abençoado.
1. Quando sua força está em Deus. Força para crer, força para obedecer, força para sofrer.
2. Quando os modos de Deus estão nele. São felizes os que em ti. Quando as doutrinas, os preceitos e as promessas de Deus são gravados profundamente no coração (G. R..).
VERS. 5. A preciosidade da intensidade e do entusiasmo na fé, no culto e vida religiosos.

VERS. 5-7. O povo bem-aventurado é descrito:
1. Pelo seu desejo sincero e pela sua determinação de fazer essa viagem, embora morasse longe do tabernáculo, Sl 84.5.
2. Pela sua viagem dolorosa, contudo com algum refrigério no caminho, Sl 84.6.
3. Pelo seu progresso constante até chegar ao destino desejado, Sl 84.7 (T. Manton).

VERS. 6. Assim como o vale de lágrimas simboliza abatimento, assim um poço simboliza a salvação e o consolo sempre fluindo (compare Jo 4.14, Is 12.3).
VERS. 6.
1. O vale de Baca. Deste vale podemos observar:
(a) Ele é bem freqüentado.
(b) É desagradável para carne e sangue.
(c) Muito saudável.
(d) Muito seguro.
(e) Muito proveitoso.
2. O esforço laborioso: torná-lo um lugar de fontes.
(a) Consolo pode ser obtido da aflição mais profunda.
(b) Consolo deve ser obtido por meio de esforço.
(c) Consolo obtido por um indivíduo é útil a outros, assim como uma fonte pode ser.
3. O suprimento celestial. As chuvas também enchem os mananciais (ou enchem cisternas). Tudo vem de Deus; o esforço não adianta sem ele.

VERS. 7.
1. Confiar em Deus nas dificuldades traz consolo presente - Prosseguem o caminho.
2. Consolo presente assegura suprimentos ainda maiores - As chuvas de outono (v.6b) (G. R.).
VERS. 7.
1. Progresso.
(a) O povo de Deus não pode ficar parado;
(b) Não pode retroceder;
(c) Deve estar sempre avançando.
2. Com vigor. De força em força.
(a) De uma ordenança a outra;
(b) De um dever a outro;
(c) De uma graça a outra;
(d) De um grau de graça a outro. Acrescente fé à fé, virtude à virtude, conhecimento ao conhecimento.
3. Completamento. Até que cada um (G. R.).

VERS. 8.
1. A oração não é limitada ao santuário. Davi, mesmo banido, diz: Ouve a minha oração.
2. Ajuda não se limita ao santuário. O Senhor dos exércitos está "aqui", bem como em seu tabernáculo. Ver Sl 84.1.
3. Graça não se limita ao santuário. Aqui, também, no deserto, está presente o Deus da aliança, o Deus de Jacó (G. R.).
VERS. 8. Rogos por respostas à oração nos títulos usados aqui.
1. Ele é Jeová, o Deus vivo, de tudo sabedor, todo-poderoso, fiel, gracioso e imutável.
2. Ele é Deus dos exércitos, tendo múltiplas agências sob seu controle; pode enviar anjos, segurar demônios, ativar homens bons, invalidar homens maus, e governar todos os demais agentes.
3. Ele é o Deus de Jacó, do escolhido Jacó, como visto no sonho de Jacó; o Deus de Jacó quando estava banido, quando lutava (e portanto um Deus que pode ser vencido por oração), Deus a perdoar os pecados de Jacó, Deus a preservar Jacó e sua semente depois dele.

VERS. 9. Observe.
1. A fé. Nosso escudo é o teu ungido - Teu ungido é o nosso escudo. Este não é Davi, porque ele diz nosso escudo, mas é o maior, o filho de Davi. Um brilhar da luz do Evangelho através das nuvens densas.
2. A oração. Olha, ó Deus. Olha. Olha sobre ele como nosso representante, e olha sobre nós nele.
3. A petição.
(a) Ele tratou ser nossa defesa de tua ira;
(b) Ele foi ungido para esse ofício por ti (G. R.).
VERS. 9.
1. O que Deus é para nós.
2. O que nós queremos que ele olhe.
3. Onde nós queremos estar: escondidos atrás do escudo - visto na pessoa de Cristo.

VERS. 10. Aqui está:
1. Uma comparação de lugares. Um dia nos teus átrios. Quanto mais um dia no céu! O que, então, poderá ser uma eternidade no céu!
2. Uma comparação de pessoas. Prefiro ficar à porta. Melhor ser o menor na igreja do que o maior no mundo. Se "melhor reinar no inferno do que servir no céu" foi o primeiro pensamento de Satanás depois que caiu, só foi o primeiro pensamento (G. R.).
VERS. 10.
1. Dias nas cortes de Deus. Dias de ouvir, de se arrepender, de crer, de adorar, de ter comunhão, de avivamento.
2. Sua preciosidade. Melhor do que mil dias de vitória, de prazer, de conseguir ganhar dinheiro, de colheita, de discussão, de viajar entre belezas da natureza.
3. Razões para esse caráter precioso. São mais agradáveis, mais aproveitáveis agora, e mais preparatórios para o futuro e para o céu. A atividade, a sociedade, o prazer, o resultado, todos são melhores.

VERS. 11.
1. O que Deus é para seu povo. Um sol e um escudo.
(a) A fonte de todo o bem.
(b) Uma defesa de todo o mal.
2. O que ele dá. (a) Graça aqui. (b) Glória além.
3. O que ele retém. Tudo o que não é bom. Se ele retém a saúde ou a riqueza, ou seus próprios sorrisos de nós, é porque não são bons para nós naquele momento em particular (G. R.).

VERS. 12.
1. A única coisa que faz o homem bem-aventurado. Confiança em Deus. Como é feliz.
(a) Por todas as coisas;
(b) Em todos os tempos;
(c) Em todas as circunstâncias.
2. A bênção contida naquela única coisa. Deus mesmo torna-se nosso; temos:
(a) Sua misericórdia para perdoar-nos;
(b) Seu poder para proteger-nos;
(c) Sua sabedoria para guiar-nos;
(d) Sua fidelidade para nossa preservação;
(e) Sua suficiência completa para suprir-nos.
3. A certeza da bênção.
(a) Da própria experiência de Davi;
(b) Do solene apelo a Deus a respeito. Ó Senhor dos Exércitos (G. R.).
VERS. 12. A bem-aventurança da vida de fé acima daquela de gozo carnal, de sentimentalismo religioso, autoconfiança, viver conforme marcos e evidências, confiando no homem.

SALMO 85

TÍTULO
Ao mestre da música. Um salmo para os filhos de Corá. Não há necessidade de repetir nossas observações sobre um título que ocorre tão freqüentemente; o leitor deve se reportar às anotações nos cabeçalhos de salmos anteriores. Contudo, podemos citar Ne 12.46: "Pois já outrora, nos dias de Davi e de Asafe, havia chefes dos cantores, cânticos de louvor e ações de graças a Deus."

OBJETIVO E OCASIÃO
O salmo é a oração de um patriota por seu país afligido, no qual ele pede as misericórdias anteriores do Senhor, e pela fé prevê dias mais claros. Cremos que Davi o escreveu, mas muitos questionam essa afirmação. Certos intérpretes parecem ter má vontade quanto a conceder que o salmista Davi seja autor de qualquer dos salmos, e se referem aos cantos sagrados indiscriminadamente aos tempos de Ezequias, Josias, o Cativeiro e os macabeus. Extraordinário é que, via de regra, quanto mais cético é um escritor, mais resoluto é ele concordar com Davi, enquanto os comentaristas puramente evangélicos, em sua maior parte, ficam contentes de deixar o poeta real na cátedra da autoria. Os encantos de uma nova teoria também operam grandemente por parte de escritores que nada teriam para dizer se não inventassem uma nova hipótese, e torcessem a linguagem do salmo a fim de justificá-la. O salmo presente tem sido, naturalmente, relacionado ao Cativeiro, pois os críticos não puderam resistir à tentação de fazer isso; embora, de nossa parte não vemos necessidade de fazê-lo. É verdade que um cativeiro é mencionado no Sl 85.1, mas isso não significa que a nação tenha sido levada ao exílio, visto que o cativeiro de Jó foi removido, e ele nunca saiu de sua terra natal; ademais, o texto fala do cativeiro de Jacó como terminado, ele trazido de volta; mas tivesse se referido à emigração babilônica, teria falado de Judá; porque Jacó ou Israel, como tal, não retornou. O primeiro versículo, ao falar da "terra" prova que o autor não era um exilado. Cremos, pessoalmente, que Davi escreveu esse hino nacional quando a terra esteve oprimida pelos filisteus, e no espírito de profecia ele predisse os anos de paz de seu próprio reinado e o repouso do governo de Salomão, o salmo tendo em todo o seu curso um sentido interno do qual Jesus e sua salvação são a chave. A presença de Jesus, o Salvador, reconcilia terra e céu, e nos assegura a idade de ouro, os balsâmicos dias de paz universal.

DIVISÃO
Em Sl 85.1-4, o poeta canta as misericórdias anteriores do Senhor e implora a ele que se lembre de seu povo; em Sl 85.5-7, ele pleiteia a causa do Israel afligido, e então, tendo escutado o oráculo sagrado em Sl 85.8, ele publica alegremente as notícias de um bom futuro, Sl 85.9-13.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Há:
1. Cativeiro.
(a) Do povo de Deus.
(b) Embora sejam povo de Deus.
(c) Porque são povo de Deus. Foste favorável à tua terra.
2. Restauração do cativeiro. Trouxeste restauração.
(a) O fato.
(b) O autor: Tu: por teu próprio poder; em tua própria maneira; em teu próprio tempo.
3. A causa da restauração; o favor de Deus: Tu tens sido favorável.
(a) Por causa de favor passado: "Foste".
(b) Por causa de favor em reserva.

VERS. 2.
1. Os objetos de perdão: Teu povo.
(a) Por escolha.
(b) Por redenção.
(c) Por chamada efetiva.
2. A hora de perdão: Perdoaste.
3. O método de perdão.
(a) Perdoado. Em hebraico, levado, a mesma palavra de Lv 16.22: "O bode levará consigo todas as iniqüidades deles".
(b) Coberto; como o propiciatório cobria a lei que tinha sido transgredida. IV. Até onde se estende o perdão: todos os seus pecados.

VERS. 3.
1. A linguagem da penitência. Está implícito aqui que a ira era:
(a) Grande.
(b) só tua ira.
2. A linguagem da fé.
(a) Na graça do perdão: (...) te afastaste da tua ira. Nós não podíamos, por nada que pudéssemos fazer ou sofrer.
(b) No método do perdão: Afastaste. Fizeste-o desviar. Afastaste-o de nós para nossa segurança.
3. A linguagem do louvor: Retiraste... afastaste... Por isso te louvamos.

VERS. 4.
1. Em que consiste a salvação.
(a) Da remoção da inimizade de Deus para conosco.
(b) Da remoção da nossa inimizade para com ele.
2. Por quem é realizada. Pelo Deus da salvação.
(a) Ele faz com que a ira dele para conosco cesse, e
(b) Nossa ira para com ele.
3. Como isso é obtido? Por oração: "Restaura-nos".

VERS. 6.
1. Restaurações deixam implícito declínio.
(a) Que existe graça para ser avivada.
(b) Que essa graça declinou.
2. Avivamentos são de Deus: Restaura-nos mais uma vez (v. 4).
3. Avivamentos são necessários freqüentemente. Não nos renovarás de novo?
4. Avivamentos são em resposta a oração: Não nos renovarás.
5. Avivamentos são ocasiões de grande júbilo.
(a) Para os santos.
(b) Em Deus.

VERS. 7.
1. Salvação é obra de Deus: Tua salvação.
(a) O plano é dele.
(b) A provisão é dele.
(c) A condição é dele.
(d) A aplicação é dele.
(e) A consumação é dele.
2. Salvação é doação de Deus.
(a) De sua misericórdia: Mostra-nos o teu amor.
(b) De sua graça: Concede-nos.
3. Salvação é a resposta de Deus à oração.
(a) É o primeiro alvo de oração.
(b) Inclui todos os demais.

VERS. 8.
1. Nós devemos procurar uma resposta à oração. Tendo falado com Deus, devemos ouvir o que ele tem a nos dizer em resposta:
(a) Em sua palavra.
(b) Em sua providência.
(c) Pelo seu Espírito em nossas próprias almas.
2. Devemos procurar uma resposta de paz: Ele pronunciará paz.
3. Devemos evitar tudo que poderia nos privar dessa paz: Não voltem eles à insensatez.
VERS. 8. Thomas Goodwin tem três sermões sobre este versículo. (Primeira cláusula), com o título de "A volta das orações". (Segunda cláusula), "Boas novas de paz". (Última cláusula), "A insensatez da reincidência depois de se ter alcançado a paz".
VERS. 8. (última cláusula). Não se devem ser insensato novamente.
1. Porque será um agravamento maior pecar. Foi mostrado como agravamento do pecado de Salomão (1Re 11.9) que "Deus lhe havia aparecido duas vezes".
2. A segunda razão é intimada na palavra tolice: como se o Senhor houvesse dito "Coloquem de lado a descortesia e injustiça que vocês fazem a mim; contudo vocês nisso enganam a si mesmos; caberá a vocês o pior disso" (T. Goodwin).

VERS. 10.
1. Os atributos demonstrados na salvação do homem.
(a) Misericórdia na promessa.
(b) Verdade em seu cumprimento.
(c) Justiça na maneira de seu cumprimento.
(d) Paz em seus resultados.
2. Esses atributos são harmonizados na salvação do homem.
(a) Como? Se encontrarão - se beijarão.
(b) Por quê? Cada um por causa de si mesmo. Todos eles, um por causa do outro.
(c) Onde? Encontrados e beijados
(1) No pacto.
(2) Na encarnação.
(3) Na cruz.
(4) Na conversão de cada pecador.
(5) No completamento dos santos no céu (G. R.).
VERS. 10. Em um sermão de R.W. Sibthorpe, o pregador:
1. Considera a harmonia das perfeições divinas na redenção de um pecador.
2. A sabedoria dos tratamentos divinos no chamado e direcionamento do crente; para que a misericórdia, verdade, cada um por sua vez se torne visível em nossa experiência.
3. A integralidade da imagem divina na alma santificada, de modo que o santo aperfeiçoado se encha de amor fiel e verdade, esteja pleno de paz, e tome a forma de seu Senhor justo e reto.

VERS. 12.
1. Todo bem espiritual vem de Deus: O Senhor trará bênçãos.
2. A sabedoria do trato divino na chamada e direcionamento do crente; para que a misericórdia, verdade se tornem por sua vez aparentes em nossa experiência.
3. O completamento da imagem divina na alma santificada, de forma que o santo aperfeiçoado abunde em misericórdia e verdade, seja cheio de paz e adquira a forma de seu justo Senhor.
VERS. 12.
1. Todo bem espiritual vem de Deus: O Senhor nos trará.
(a) O arrependimento é boa coisa? O Senhor dará arrependimento.
(b) O perdão é coisa boa? O Senhor.
(c) A fé é coisa boa?
(d) A justificação é coisa boa?
(e) A regeneração é coisa boa?
(f) O crescimento em graça é coisa boa?
(g) A preservação até o final é coisa boa?
(h) A glória eterna é coisa boa? O Senhor dará.
2. Todo bem temporal vem de Deus. Nossa terra.
(a) De uma forma legal nossa terra.
(b) No uso de meios designados: Dará a sua colheita.
(c) Na dependência da bênção divina. "Deus... dando-vos estações frutíferas" (At 14.17, ARA). O bem espiritual não é dado menos no uso dos meios designados (G. R.).
VERS. 12. A fertilidade de nossas esferas de trabalho é dom de Deus.

VERS. 13.
1. A justiça pela qual somos justificados precedeu em muito a nossa justificação: esta justiça veio antes.
2. Nossa justificação por aquela justiça precede a nossa santificação.
3. A justiça da santificação invariavelmente segue a da justificação (G. R.).

SALMO 86

TÍTULO
Uma oração de Davi. Temos aqui um dos cinco salmos intitulado Tephillahs ou orações. Este salmo consiste de louvor bem como de súplica, mas é em todas as partes tão dirigido a Deus que é mais adequadamente chamado de "oração". Uma oração é nada menos, porém mais ainda uma oração por ter veias de louvor cursando por ele. Este salmo parece ter sido especialmente conhecido como sendo oração de Davi; assim como o salmo 90 é "a oração de Moisés". Davi o compôs e, sem dúvida, muitas vezes se expressou em linguagem parecida, tanto a matéria como as palavras combinando com suas variadas circunstâncias e expressando as diferentes características de sua mente. Em muitos respeitos se assemelha ao Sl 17.1-15, que leva o mesmo título, mas que em outros respeitos é bem diferente; as orações de um homem bom tem uma semelhança familiar, mas eles têm tantas diferenças quanto concordâncias. Com este salmo, podemos aprender que os grandes santos que viveram no passado oravam muito como nós fazemos hoje; os crentes de todos os tempos são de uma mesma espécie. O nome de Deus ocorre com grande freqüência neste salmo, às vezes sendo Jeová, mas, mais comumente, Adonai, que muitos estudiosos sábios crêem ter sido escrito pelos copistas judeus em vez do título mais sublime, porque seu medo supersticioso os levava a fazer assim: nós, que não lidamos com nenhum desses medos atormentadores, alegramo-nos em Jeová, nosso Deus. É interessante que aqueles que tanto temeram seu Deus, e que não ousavam escrever seu nome, tiveram tão pouco temor piedoso, que ousaram alterar sua palavra.

DIVISÃO
O salmo é irregular na construção, mas pode ser dividido em três partes, cada uma terminando com uma nota de gratidão ou de confiança: portanto, leremos o Sl 86.1-7, e depois (após outra pausa no fim de Sl 86.13) continuaremos até o final.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. O pedido de um favor - que o Senhor possa inclinar seu ouvido.
2. Uma súplica - "Sou pobre e necessitado".
3. A graça singular de Deus responderá o pedido, porque graça singular fez o requerente sentir sua necessidade.

VERS. 2.
1. A bênção que se busca é uma preservação presente, espiritual, completa e final.
2. Nossas razões para esperá-la são:
(a) Nós pertencermos a Deus - "Eu sou santo".
(b) Deus pertence a nós - "meu Deus".
(c) Nossa fé, que tem a promessa.
(d) Nossos frutos, que provam nossa fé - "teu servo".

VERS. 3 - Importunidade.
1. Quando ele roga - "diariamente" (KJV).
2. Como ele roga - "clamo".
3. A quem clama - "a ti".
4. Pelo que ele clama - "por misericórdia".
VERS. 3. Clamarei diariamente, por misericórdia que perdoa, santifica, assiste, preserva, provê e dirige (William Jay).

VERS. 4.
1. A alegria do crente vem de Deus. - "Alegra o coração do teu servo".
2. A alegria do crente está em Deus - "a ti, Senhor" (G. R.).
VERS. 4.
1. A grande força de sustentação.
2. O peso pesado - "a minha alma".
3. O operador fraco - "eu elevo".
4. A grande altura - "a ti".
5. O maquinário indicado - meios de graça; e,
6. O auxílio esperado - "Alegrar-se".

VERS. 5. - Pensamentos incentivadores sobre Deus.
1. Ele tem bondade em sua essência.
2. Ele tem perdão pronto para dar.
3. Ele tem misericórdia em ação, fluindo dele abundantemente.
4. Até a sua discriminação é graciosa - "para todos os que o invocam".

VERS. 6. O homem que ora deseja acima de tudo uma resposta. Objeções a tal expectativa. Fundamentos para continuar a esperar, e obrigações que recaem sobre aqueles que concretizam tais expectativas.
VERS. 6. A voz da súplica. É a voz de fraqueza, de penitência, de fé, de esperança, da nova natureza, do conhecimento.

VERS. 7.
1. Precisa-se de ajuda.
2. Buscou-se ajuda.
3. Achou-se ajuda (G. R.).
VERS. 7.
1. Um tempo que se espera - "dia da minha angústia".
2. Uma decisão a ser posta em prática - "clamarei a ti".
3. Um resultado a ser experimentado - "tu me responderás".
VERS. 7. A oração é a delineação de um problema, a evidência de que ele já está santificado, é seu consolo e o meio de livramento dele (William Jay).

VERS. 8.
1. Deus é um; o único Deus: as naturezas de falsos deuses são extrema-mente inferiores.
2. Suas obras são singulares. A natureza, a providência, a graça, todos são especiais em muitos respeitos. Um bom tema para um pregador pensativo.

VERS. 9. A conversão verdadeira do mundo contrastada com teorias modernas.

VERS. 10.
1. Deus é "grande", portanto, grandes coisas podem ser esperadas dele.
2. Ele é insondável, portanto pode-se esperar dele "coisas maravilhosas".
3. Ele é irresistível, portanto coisas que para os outros são impossibilidades podem ser esperadas dele: "Só tu és Deus" (G. R.).

VERS. 11. Na disposição de mente expressa nessas palavras, o crente se firma em oposição a quatro descrições de personalidade.
1. O pecador ignorante e irrefletido, que nem olha seu caminho nem seu fim.
2. O antinomiano, que é zeloso por doutrinas, e contrário à prática da religião.
3. O fariseu, que desconsidera o sentimento religioso, e faz da prática o tudo.
4. O hipócrita, que parece estar dividido entre a religião e o mundo (John Hyatt, 1811).
VERS. 11. O cristão como um estudioso, um homem de ação e um homem de devoção.
VERS. 11. A santidade ensinada, a verdade praticada, Deus adorado; e, assim, a vida aperfeiçoada.
VERS. 11 (cláusula central). Devemos andar na crença da verdade, sua prática, prazer, e profissão (William Jay).
VERS. 11 (terceira cláusula). A necessidade, benefício, e razoabilidade de dedicação na religião.

VERS. 12. - A arte de louvar a Deus de todo o coração.

VERS. 13.
1. Onde eu poderia ter estado - "no inferno mais baixo".
2. O que tu fizeste por mim - "me livraste".
3. O que tu estás fazendo - "grande é teu amor fiel".
VERS. 13 (primeira cláusula). O amor de Deus é grande na eleição, redenção, chamamento, perdão, sustentação. É assim, neste exato momento, em suprir minhas necessidades, preservar de perigo, consolar na tristeza. Grande é tua misericórdia para comigo - tão grande pecador, com tais necessidades, tão provocador, tão cheio de dúvidas.

VERS. 13-15. Os três versículos descrevem a salvação, a perseguição conseqüente, e a consolação tão imensamente suficiente.

VERS. 15. As sombras da luz do amor. Compaixão para o sofrimento, graça para o desmerecimento, paciência para a provocação, amor compassivo para o pecado, verdade para a promessa.

VERS. 16.
1. Minha identidade - "filho da tua serva".
2. Minha ocupação - "teu servo".
3. Meu caráter - precisando de "misericórdia".
4. Minha solicitação - "volta-te para mim".
VERS. 16. Em que respeitos pode um servo de Deus ser cingido de poder divino.

VERS. 17. Que sentimentos internos e providências externas são "sinais para o bem".

SALMO 87

TÍTULO
Um salmo ou cântico para os filhos de Corá. Um hino sagrado e um poema nacional. Uma teocracia combina as idéias religiosas e patrióticas em um só, e à medida que nações se tornam cristianizadas, suas canções populares se tornarão profundamente impregnadas de sentimentos piedosos. Julgado por esse padrão, nossa própria terra está muitíssimo atrasada. Este "salmo ou canção" foi composto pelos filhos de Corá ou foi dedicado a eles: como eles guardavam as portas da casa do Senhor, podiam usar esta bela composição como um salmo dentro das portas, e como um canto fora.

ASSUNTO E DIVISÃO
O canto é em honra de Sião, ou Jerusalém, e trata do favor de Deus àquela cidade situada entre as montanhas, das profecias que a tornaram ilustre e da honra de ser natural de lá. Muitos concebem que foi escrito na fundação de Sião, a cidade de Davi, mas será que a menção de Babilônia não significa uma época posterior? Parece ter sido escrito depois que Jerusalém e o Templo foram construídos, e desfrutara uma história, da qual gloriosas coisas podiam ser faladas. Entre outras maravilhas.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 2-3.
1. A fundação de Sião.
(a) É apenas uma: "fundação".
(b) É do Senhor: "sua".
(c) Está em conformidade com santidade: "monte(s) santo(s)".
(d) Consiste de propósitos eternos.
(e) Está construída sobre princípios imutáveis.
(f) Está situada numa posição gloriosa.
2. O favor desfrutado por Sião.
(a) Deus "ama as habitações de Jacó". Ele as dirigiu, as alimentou, as guardou, as iluminou, as visitou.
(b) Ele "ama mais" Sião, e lhe dá todas as bênçãos em forma mais rica.
(c) Há mais pessoas para amar.
(d) Suas ocupações são mais espirituais.
(e) Seus cantos e adoração são mais entusiasmados.
(f) Seu testemunho é mais poderoso.
(g) Seu conhecimento da verdade é mais claro.
(h) Sua comunhão está numa escala mais celestial. Estejamos na Igreja, e amemo-la.
3. A fama de Sião. "Coisas gloriosas são ditas":
(a) Dela na história;
(b) Dela pelo ministério;
(c) Para ela por Jesus;
(d) Sobre ela na profecia.
Aqui está um tema frutuoso.

VERS. 3. A idéia do texto apresenta a Igreja como "a cidade de Deus": toquemos em algumas das "coisas gloriosas" que são ditas dela.
1. Há coisas gloriosas com respeito ao erguimento da cidade.
(a) Há o plano de ser erguida. Nunca existiu um plano tão sem defeito, tão completo, tão maravilhoso pela sua beleza e magnificência. As portas, os muros, os edifícios, as ruas, os monumentos, as fontes, os jardins, se unem para proclamá-la uma obra-prima de habilidade. O arquiteto foi aquele que construiu os céus.
(b) Há o posicionamento, o local do erguimento da cidade. (Ver Sl 87.1.)
(c) Há a data do erguimento da cidade Um halo e uma glória se ligam, nesse caso, à grande antigüidade. Já faz um longo tempo que a cidade foi construída. Estava em pé nos dias de Paulo. "Vocês chegaram à cidade do Deus vivo". (Hb 12.22.) Davi o conheceu bem. (Sl 46.1-11.)
(d) Estava em pé antes do dilúvio. Noé, Enoque, Abel, moraram nela. É quase tão velha como a criação.
2. Há coisas gloriosas com respeito às defesas da cidade. Ela foi sitiada logo que se tornou cidade, e não foi tomada até o momento. "Nós temos uma cidade forte".
3. Há coisas gloriosas a contar a respeito do armazenamento e dos suprimentos dos quais a cidade depende:
(a) Sua excelência;
(b) Sua abundância;
(c) Sua fonte.
4. Há coisas gloriosas com respeito ao Rei da cidade, seu nome, pessoa, caráter.
5. Há coisas gloriosas ligadas aos cidadãos do dia (Andrew Gray, 1805-1861).
VERS. 3.
1. Observe que uma cidade não é como uma flor, uma árvore, ou uma planta - algo que cresce da terra, e é nutrida pela terra, e depende totalmente de seus caldos. É uma coisa artificial, construída pela sabedoria, e levantada por força, conforme foi planejada com inteligência e previsão.
2. Uma cidade é, geralmente, cercada por muros.
3. Jerusalém (a mais celebrada das cidades, da qual essa ilustração é tirada) foi construída no cume de um monte, um objeto extremamente conspícuo e lindo.
4. Numa cidade há vários edifícios, e estruturas de vários formatos, materiais e valor: ilustre pelas diferentes denominações.
5. Uma cidade tem leis municipais.
6. Tem também comércio, trânsito.
7. A figura, aplicada à Igreja de Cristo, envolve a idéia de segurança, honra.
8. Também há a idéia de escassez (John Cumming, 1843).
VERS. 3. As coisas "faladas" da cidade de Deus.
1. Será a residência permanente e exclusiva de Deus.
2. Será o cenário de prazerosos privilégios e bênçãos.
3. Será investida com segurança absoluta e inviolável.
4. Possuirá renome e império por todo o mundo.
5. Suas instituições e existência serão aperfeiçoadas no estado celestial (James Parsons, 1839).

VERS. 4 (última cláusula).
1. Veja o que o "homem" foi: natural de "Filistia", um lugar pagão, e inimigo de Deus.
2. Veja o que lhe aconteceu: ele "nasceu lá", isto é, nasceu de novo em Sião.
3. Veja o que ele se tornou - pelo seu novo nascimento, um homem livre e cidadão de Sião.

VERS. 4-5.
1. Qual é o lugar de nascimento que não é o mais honrado - não Raabe, nem o Egito, nem a Babilônia, nem um palácio ou reino terreno.
3. Qual é? É vir "de Sião".
(a) Porque é um nascimento mais nobre; um ser nascido no novo nascimento do Espírito de Deus.
(b) Porque é um lugar mais nobre; a residência do Altíssimo, e estabelecido para sempre.
(c) Porque resulta em posição mais nobre e em privilégios (G. R.).

VERS. 4-7.
1. Sião produzirá muitos homens bons e grandes.
2. O interesse de Sião será estabelecido por poder divino.
3. Os filhos de Sião serão registrados com honra.
4. Os cantos de Sião serão cantados com alegria e triunfo (Matthew Henry).
VERS. 4-7.
1. A excelência da igreja é aqui declarada.
2. Sua ampliação é aqui prometida (J. Scholefield, 1825).

VERS. 5. Os homens renomados da igreja de Deus.
1. Grandes guerreiros, que já lutaram contra a tentação.
2. Grandes poetas, cujas vidas foram salmos.
3. Grandes heróis, que viveram e morreram por Jesus.
4. Grandes reis, que governaram a si próprios. Apóstolos, mártires, confessores, reformadores, homens renomados por virtudes que só a graça pode produzir.
VERS. 5. Este homem e aquele. O caráter individual da verdadeira religião.
1. Cada alma peca por si.
2. Rejeita ou aceita o Salvador para si.
3. Precisa ser julgada, e
4. Salva ou perdida individualmente. A necessidade conseqüente de piedade pessoal, as tentações para negligenciá-la; e os hábitos que a promovem.
VERS. 5 (última cláusula). A igreja estabelecida de Deus - seu chefe, sua proteção, seu poder.

VERS. 6.
1. "O Senhor" fará o censo.
2. Ele "computará" se um homem está lá por direito ou não.
3. Todo homem verdadeiramente nascido em Sião será admitido no registro.
VERS. 6.
1. O tempo a que se refere, "O Senhor escreverá"; quando Israel verdadeira for salva.
2. A conta a ser registrada: "Quando ele escreveu no registro", isto é, revê e faz nova entrada dos nomes no Livro da Vida do Cordeiro. Compara os chamados com os escolhidos.
3. O teste a ser aplicado.
(a) Eles estarem em Sião, ou terem os meios de graça.
(b) Eles terem nascido lá.
4. O completamento de seu número: "O Senhor contará". Um número exato de pedras em um edifício perfeito, e de membros em um corpo perfeito. Assim na Igreja de Cristo. Todos perfazem uma noiva.
5. Cada um notado e anotado: "Este homem nasceu lá". Homens caíram como um todo; eles são salvos individualmente (G. R.).

VERS. 7.
1. Em Deus a nossa alegria.
2. De Deus os nossos suprimentos.
3. Para Deus o nosso louvor.
VERS. 7 (última cláusula). Todas as fontes em mim, todas as fontes que jorram para mim, estão no meu Deus. Há as nascentes "nos montes e nos vales", fontes "fechadas", fontes "do vale" (Sl 104.10), fontes de rochas, mas todas estas vêm do Senhor.

SALMO 88

TÍTULO
Um canto ou salmo para os filhos de Corá. Este lamento triste tem pouca semelhança com um canto, nem podemos entender como pode ter recebido um nome que significa um canto de louvor ou triunfo; contudo, talvez tenha sido intencionalmente assim chamado para mostrar como a fé "gloria também em tribulações". Com certeza, se existem cantos de lamentação e salmos de tristeza, este é um deles. Os filhos de Corá, que muitas vezes se uniram para salmodiar poemas jubilosos, são agora encarregados de cuidar destas frases tristonhas como se fossem um hino. Servos e cantores não têm muita escolha. Ao mestre dos músicos. Ele precisa dirigir os cantores e certificar-se de que cumpram bem a sua obrigação, pois tristeza santa deve ser expressa com tanto cuidado como o mais alegre louvor; nada deve ser feito de qualquer jeito na casa do Senhor. É mais difícil expressar bem a tristeza do que fazer soar notas de alegria. Sobre Mahalath Leannoth. Isso se traduz por Alexander: "com respeito à doença aflitiva", e, se estiver correto, indica a doença mental que ocasionou este canto tristonho. Maschil. Este termo já ocorreu várias vezes, e o leitor se lembrará que indica um salmo instrutivo ou didático: as tristezas de um santo são lições para outros; ensino experimental é extremamente valioso. De Hemã, o ezraita. O que nos indica a sua provável autoria; pode ter sido escrito por Hemã; mas qual deles não é fácil determinar, embora talvez não erremos muito ao supor que seja o homem mencionado em 1Re 4.31, como irmão de Etã, um dos cinco filhos de Zerá (1Cr 2.6), o filho de Judá, e, portanto, chamado "o ezraíta": se isso estiver certo, ele era famoso por sua sabedoria, e sua estadia no Egito durante o tempo da opressão do Faraó pode ajudar a explicar o baixo profundo de sua composição, e a forma antiga de muitas das expressões, que parecem mais de acordo com o estilo de Jó do que com o de Davi. Houve, no entanto, um Hemã no tempo de Davi que fazia parte do grande trio de músicos principais, "Hemã, Asafe e Etã" (1Cr 15.19), e não podemos provar que não tenha sido o compositor. Mas isso não é muito importante; quem quer que tenha escrito esse salmo era uma pessoa que possuía uma profunda experiência, que havia lidado nas grandes águas da tribulação da alma.

ASSUNTO E DIVISÃO
Este salmo é fragmentário, e a única divisão útil para nós é a sugerida por Albert Barnes, ou seja, uma descrição dos sofrimentos do homem doente (Sl 88.1-9), e uma oração por misericórdia e livramento (Sl 88.10-18). No entanto, consideraremos cada versículo separadamente, e assim mostraremos melhor a incoerência da aflição do autor. Antes disso, é melhor o leitor fazer uma leitura rápida do salmo todo.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Confiança em oração - "Deus que me salva".
2. Sinceridade na oração - "A ti clamo".
3. Perseverança na oração - "Dia e noite".

VERS. 2. Oração como um embaixador.
1. Um público procurado, ou o benefício do acesso.
3. Atenção solicitada, ou a bênção do sucesso.
4. O processo explicado, ou a oração vem e Deus se inclina.

VERS. 3.
1. Um bom homem é exposto a problemas internos.
(a) A dificuldades da alma.
(b) À alma cheia de problemas.
2. A dificuldades externas. "Minha vida".
(a) De perseguições externas.
(b) De aflições internas.
3. Para dificuldades internas e externas ao mesmo tempo: a alma "desce à cova" e o homem "já não tem forças" (G. R.).

VERS. 4 (última cláusula). Fraqueza consciente, sentida com dor, a certas horas, em vários serviços. Isso com a intenção de conservar-nos humildes, fazer-nos cair de joelhos, e trazer maior glória a Deus.

VERS. 4-5.
1. A semelhança do homem justo com os maus.
(a) Na morte natural.
(b) Em enfermidades do corpo.
2. As diferenças deles. Ele é "contado com eles", mas não é um deles.
(a) Ele só passa pela morte natural.
(b) Sua força é aperfeiçoada na fraqueza.
(c) Para ele, morrer é ganho (G. R.).

VERS. 6-7.
1. O que as aflições do povo de Deus parecem ser para eles.
(a) Extremas - "Puseste-me na cova mais profunda".
(b) Inexplicável - "na escuridão".
(c) Humilhantes - "nas profundezas".
(d) Severas - "Tua ira pesa".
(e) Exaustivas - "com todas as tuas ondas me afligiste".
2. O que são na realidade.
(a) Não extremas, mas leves.
(b) Não inexplicáveis, e sim de acordo com a vontade de Deus.
(c) Não humilham, mas elevam. "Humilhai-vos sob".
(d) Não severas, e sim leves. Não em ira, e sim em amor.
(e) Não exaustivas, mas parciais. Não todas as tuas ondas, mas apenas algumas ondinhas. O movimento leve no porto quando há um oceano barulhento além dele (G. R.).

VERS. 8 (última cláusula). Isso pode ser uma descrição de nós quando a depressão é crônica, quando os problemas nos acabrunham, quando a doença nos prende em casa, quando nos sentimos restringidos na obra cristã, ou obstruídos na oração.

VERS. 9.
1. Tristeza diante de Deus - "Minhas vistas".
2. Oração a Deus - "a ti ergo".
3. Esperando por Deus - "clamo cada dia"
4. Dependendo de Deus - "ergo as minhas mãos". Estas mãos nada podem fazer sem ti (G. R.).

VERS. 10-12.
1. A suposição.
(a) Que um filho de Deus possa ser totalmente morto.
(b) Que ele fique para sempre na sepultura.
(c) Que ele seja destruído.
(d) Que ele fique para sempre na escuridão.
(e) Que ele seja esquecido inteiramente, como se nunca tivesse existido.
2. As conseqüências envolvidas nessa suposição.
(a) As maravilhas de Deus a eles cessariam.
(b) O louvor deles a Deus seria perdido.
(c) O amor de Deus por eles seria desconhecido.
(d) A fidelidade de Deus seria destruída.
(e) As maravilhas que Deus faz por eles seriam ignoradas por outros.
(f) A justiça anterior de Deus para com eles seria esquecida.
3. O rogo fundamentado nessas conseqüências: "Acaso mostras". Não é possível que teu louvor pela graça mostrado ao teu povo seja perdido, e ninguém, senão eles mesmos, pode render esse louvor. "Então o que farás com teu grande nome?" (G. R.).

VERS. 13.
1. Bênçãos prolongadas pela oração - "A ti".
2. Bênçãos antecipadas pela oração - "De manhã". Misericórdias diárias antecipadas pelas orações matutinas (G. R.).
VERS. 13 (última cláusula). As vantagens das reuniões de oração bem cedo de manhã.

VERS. 14.
l. Aflições são misteriosas embora justas.
2. Justas embora misteriosas (G. R.).
VERS. 14. Indagações solenes a serem seguidas de exames penetrantes, confissões tristes, abnegações sérias e doces restaurações.

VERS. 15.
1. As aflições dos justos podem continuar por muito tempo, e, ainda assim, serem rigorosas. "Desde moço tenho sofrido, e ando perto da morte."
2. Rigorosas, embora continuem por muito tempo.
(a) Dolorosas - "Os teus terrores".
(b) Ameaçadoras - "Ando perto da morte".
(c) Aterrorizantes - Sofro "teus terrores".
(d) Levam ao desespero - Já "levaram-me" (G. R.).
VERS. 15. Os sofrimentos pessoais de Cristo pela salvação de seu povo. (Sermão de Robert Hawker).

VERS. 16.
1. Homens bons muitas vezes são homens provados.
2. Homens experimentados muitas vezes julgam erradamente os procedimentos do Senhor.
3. O Senhor não os prende à palavra deles - ele é melhor do que os temores deles (G. R.).

VERS. 18. Com a perda de amigos, tendemos a nos lembrar da nossa própria mortalidade, a desmamar da terra, a confiar mais completamente no Senhor, a punir-nos pelo pecado, e nos deixar atrair ao grande lugar de encontro.
VERS. 18. As palavras de nosso texto nos levarão a observar que:
1. A felicidade da vida depende muitíssimo de amizades íntimas.
2. O processo da separação de amigos íntimos é muitíssimo doloroso.
3. Nesta, bem como em toda aflição, na verdade, o melhor consolo é o que se tira de crer e meditar na providência governadora de Deus (Joseph Lathrop, 1845).

SALMO 89


Chegamos agora ao majestoso salmo da Aliança (ou do Pacto) que, de acordo com o arranjo judaico, completa o terceiro livro dos salmos. É o pronunciamento de um crente, na presença de um grande desastre nacional, pleiteando com seu Deus, insistindo no grande argumento das disposições da aliança, e esperando livramento e ajuda, por causa da fidelidade de Jeová.

TÍTULO

Este é muito apropriadamente chamado Maschil, pois é muito instrutivo. Não há tema mais importante para a teologia do que a aliança. Aquele que é ensinado pelo Espírito Santo a ser claro sobre a aliança da graça será um escriba bem instruído nos assuntos do reino; aquele cuja teoria doutrinária é um emaranhado de obras e graça dificilmente será capaz de ser o mestre de recém-nascidos na fé. Poema do ezraíta Etã: talvez a mesma pessoa que Jedutum, músico no reinado de Davi que destacou-se por sua sabedoria nos dias de Salomão e que, provavelmente, tenha sobrevivido até as tribulações do período de Roboão. Se este foi o homem, ele deve ter escrito este salmo na velhice, quando problemas caíam grossos e pesados sobre a dinastia de Davi e a terra de Judá; isso não é de modo algum improvável, e há muita coisa no salmo que parece demonstrar isso.

DIVISÃO
O poeta sacro começa afirmando que crê na fidelidade do Senhor à sua aliança com a casa de Davi e faz sua primeira pausa em Sl 89.4. Ele então louva e engrandece o nome do Senhor por seu poder, justiça e amor, Sl 89.5-14. Isso o leva a cantar a felicidade do povo que tem tal Deus para ser sua glória e defesa, Sl 89.19-37, e então lamentosamente dá voz à sua queixa e petição, Sl 89.38-51, terminando com uma forte bênção e um amém duplo. Possa o Espírito Santo nos abençoar muito a leitura deste preciosíssimo salmo de instrução.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. O amor de Deus celebrado. Quando? - "para sempre".
2. Por quem? - por aqueles que são os que o recebem.
3. Portanto, precisam viver para sempre para celebrá-lo.
4. Fidelidade declarada.
(a) Para nossa própria geração.
(b) Para gerações sucessivas pela sua influência sobre outras pessoas.

VERS. 2.
1. O testemunho.
(a) À constância do amor.
(1) Ajunta seus troféus a cada momento.
(2) Preserva-os para sempre.
(b) À constância da fidelidade. Ela permanece como sendo as ordenanças do céu.
2. Sua confirmação. "Fiz aliança". Eu o disse:
(a) Sobre a base da Escritura.
(b) Da experiência.
(c) Da razão.
(d) Da observação de outros.

VERS. 3-4.
1. A aliança feita. Com quem? com Davi e, por ele, com o Senhor e o filho de Davi. O verdadeiro Davi - o escolhido - o servo do Pai na redenção.
2. Para o quê?
(a) Para sua semente. Ele teria uma semente e esta semente seria estabelecida.
(b) Para si, "teu trono".
3. A aliança confirmada.
(a) Por decreto. "Fiz".
(b) Por promessa. "Estabelecerei".
(c) Por juramento. "Jurei".

VERS. 6. Temos uma comparação entre Deus e o mais excelente no céu e terra - desafio aos dois mundos.
1. O verdadeiro Deus, soberano do céu e da terra, é incomparavelmente maior em seu SER e EXISTÊNCIA:
(a) Por causa dele ser em si mesmo eterno;
(b) Porque ele é um ser perfeito;
(c) Porque ele é independente;
(d) Porque ele é imutável.
2. Deus é incomparavelmente grande em seus ATRIBUTOS e PERFEIÇÕES.
(a) Em sua santidade;
(b) Em sua sabedoria e conhecimento;
(c) Em seu poder;
(d) Em sua justiça;
(e) Em sua paciência;
(f) Em seu amor e bondade.
3. Deus é incomparavelmente grande em suas OBRAS - criação; providência; redenção e salvação humana (Theophilus Jones).
VERS. 6. A incomparabilidade de Deus, em seu ser, seus atributos, suas obras e sua palavra (Swinnock).

VERS. 6-7.
1. Na criação, Deus está muito acima de outros seres - Sl 89.6.
2. Na redenção, está muitíssimo acima de si mesmo na criação - Sl 89.7.

VERS. 9-10. O governo atual de Deus em meio à confusão e rebelião; e sua derrota final de todas as forças adversas.

VERS. 11.
1. Como Deus possui o céu, assim é o modelo de como possui a terra.
2. A posse que Deus tem da terra é coisa certa, e a manifestação disso no futuro é certeza.
3. O método de agir sugere-se a seu povo pelos dois fatos.

VERS. 12. A alegria da criação no seu Criador.

VERS. 14.
1. A retidão do governo divino - "justiça". Nenhuma criatura pode eventualmente ser tratada injustamente sob o seu domínio, e seu reino rege sobre tudo.
2. A soberania do governo divino. Verdade antes de misericórdia. Misericórdia fundada sobre verdade. "O amor e a fidelidade". A aliança feita em amor a Abraão é cumprida em fidelidade a Jacó.

VERS. 15.
1. O evangelho é um som alegre. Boas novas.
2. É um som alegre para aqueles que o conhecem, o ouvem, o crêem, o amam, o obedecem.
3. Aqueles para quem é um som alegre são abençoados. "Feliz o povo que aprendeu a aclamar-te, Senhor". "Anda na luz da tua presença".
VERS. 15.
1. Existe um conhecimento teórico do evangelho.
2. Um conhecimento experimental, e
3. Um conhecimento prático (W. Drasfield, 1859).

VERS. 16.
1. Exultação.
(a) "Em teu nome", tão rico em misericórdia como o Deus da salvação - de toda graça - de toda consolação.
(b) Em que tempo - "sem cessar", o dia todo, ao meio-dia, e à noite.
2. Exaltação. "Exaltam a tua retidão".
(a) Como não é exaltado. Não em sua própria retidão.
(b) Como é exaltado. "Em tua". Conseguida para eles - por uma pessoa divina (tua) - imputada a eles. Nossa, embora tua. A justiça de Deus como Deus não podia exaltar-nos, mas sua justiça como Deus homem pode. Exaltado acima do inferno, acima da terra, acima do paraíso, acima dos anjos. Exaltado para amigos de Deus - filhos de Deus - um com Deus, para o céu.
VERS. 16 (segunda cláusula). Considere.
1. Acima ou a partir de que o que o crente é exaltado, pela retidão de Deus.
(a) Isso o exalta acima da lei.
(b) Acima do mundo.
(c) Acima do poder e da malícia de Satanás.
(d) Acima da morte.
(e) Acima de toda acusação (Rm 8.33-34).
2. Para que alegria ou dignidade é o crente exaltado em virtude dessa retidão.
(a) A um estado de paz e reconciliação com Deus.
(b) A ser filho.
(c) A comunhão e familiaridade com Deus, e acesso a ele.
(d) E, finalmente, a um estado de glória sem fim (E. Erskine).

VERS. 17.
1. A felicidade dos justos.
(a) Sua glória interior. Depende de força divina.
(b) Sua honra interior. "Pelo teu favor".
2. A participação nessa felicidade. O deles do povo de Deus torna-se nosso. A força deles, a nossa riqueza. Felizes são aqueles que, a respeito a todos os privilégios dos santos, podem transformar o deles em nosso.
VERS. 17.
1. Considere nossa fraqueza natural.
2. Considere nossa força em Deus.
3. Dê a Deus a glória disso.

VERS. 18.
1. Jeová - seu poder, sua auto-existência e sua majestade - nossa defesa.
2. O Santo de Israel - seu caráter, o caráter da aliança e a unidade - nosso governo.

VERS. 19.
1. O trabalho exigido. "Ajuda".
(a) Por quem? Por Deus mesmo.
(b) Para quê? Para reconciliar Deus com o homem, e o homem com Deus.
2. As pessoas escolhidas para esse trabalho.
(a) Humanos. "Escolhido dentre o povo".
(b) Divino. "Aquele que é santo".
3. Suas qualificações para o trabalho.
(a) Sua própria capacidade para esse ofício. "Um guerreiro".
(b) Sua nomeação por Deus. "Cobri de forças". "Exaltei um".
VERS. 19 (última cláusula). Eleição, extração, exaltação.

VERS. 20-21.
1. O Messias seria da semente de Davi. O verdadeiro Davi.
2. Seria servo do Pai. "Meu servo".
3. Seria consagrado ao seu ofício por Deus. "Com meu óleo sagrado".
4. Ele o cumpriria com perfeição. "Minha mão o susterá".
5. Seria sustentado no ofício pelo Pai. "Meu braço".

VERS. 22-23.
1. Uma profecia do conflito do Messias com Satanás. Satanás não conseguiu exigir nenhuma dívida ou homenagem dele.
2. De sua refutação de seus inimigos. "Nenhum inimigo o oprimirá". Os escribas e os fariseus foram derrotados diante de sua face.
3. Da destruição da cidade e nação deles. "Esmagarei".

VERS. 26. O espírito filial de Nosso Senhor, e como foi demonstrado.

VERS. 29.
1. Os súditos do reinado do Messias. "Sua semente".
(a) Para união - "Sua semente".
(b) Para semelhança.
(c) Para multidão
2. A duração de seu reinado.
(a) Eles serão um com ele para sempre.
(b) Ele estará no trono para sempre.

VERS. 30-34.
1. As pessoas referidas. "Seus filhos". "Vocês todos são filhos" (1Ts 5.5).
2. A suposição a respeito deles. "Se os seus filhos abandonarem".
(a) Possivelmente - podem cair, embora não permanentemente.
(b) Provavelmente, porque estão longe de ser perfeitos.
(c) Já fizeram isso de fato, como o próprio Davi e outros.
3. A ameaça fundamentada sobre essa suposição.
(a) Especificada - "a vara - açoites". Eles sofrerão por isso mais cedo ou mais tarde.
(b) Certificado "Castigarei".
4. Qualificando a ameaça. "Mas".
(a) O mas, porém, caracterizado. Amor não retirado.
(b) Enfatizado. A vara pode parecer ser em ira, mas.
Há:
1. Um se,
2. Um jamais,
3. Um "permanecerá".

VERS. 39.
1. A providência pode muitas vezes estar em contradição com as promessas.
2. As promessas nunca estão em desacordo com a providência. É a aliança do seu servo e de sua coroa.
VERS. 39. Como o trono do rei Jesus pode ser profanado.

VERS. 40.
1. O que Deus havia feito. "Derrubaste".
2. O que ele não havia feito. Não tirou a tristeza pela sua retirada e o desejo pela sua volta.

VERS. 43. Casos nos quais a espada do evangelho parece ter seu fio virado.

VERS. 44-45.
1. A profecia de que o Messias seria manso e humilde. "Deste fim ao seu esplendor".
2. Ele se tornaria servo do Pai. "Atiraste ao chão o seu trono".
3. Seria cortado no meio de seus dias. "Encurtaste os dias de sua juventude.
4. Que morreria uma morte infame. "De vergonha o cobriste".

VERS. 45. A excelência dos primeiros dias do cristianismo, e por que a sua glória nos abandonou.

VERS. 46. A mão de Deus deve ser reconhecida.
1. Na natureza da aflição. "Tu te esconderás".
2. Na duração da aflição. "Até quando, Senhor?"
3. Na severidade da aflição. Irá queimando como fogo.
4. No resultado da aflição. Quanto tempo? Para sempre? Levando tudo isso em consideração, as palavras são aplicáveis tanto a Cristo como ao seu povo.
VERS. 46. Lembrem. A oração do ladrão moribundo, o crente atribulado, o cristão perseguido.

VERS. 47.
1. Um apelo à bondade divina. "Lembra-te". Que minha vida não seja toda de aflição e tristeza.
2. À sabedoria divina. "Terás criado em vão". Será que o homem foi feito só para ser aflito? Será que o homem não terá sido criado em vão se sua vida for só curta, e essa vida curta for nada senão tristeza?

VERS. 52.
1. A voz. "Bendito". Em si, em todas as suas obras e modos - em seus juízos bem como em suas misericórdias - como o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo - "para sempre".
2. O eco. "Amém e amém". Amém, diz a igreja na terra, diz a igreja no céu, dizem os anjos de Deus, diz todo o universo santo e feliz, diz a eternidade passada e a eternidade por vir.
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SALMO 90

TÍTULO
Uma oração de Moisés, o homem de Deus. Muitas tentativas já foram feitas para provar que Moisés não escreveu este salmo, mas nós permanecemos firmes na convicção de que ele seja o seu autor. A condição de Israel no deserto é tão eminentemente ilustrativa de cada versículo, e as palavras tão semelhantes a tantas do Pentateuco, que as dificuldades sugeridas são, à nossa mente, leves como o ar em comparação com as evidências em favor de sua origem mosaica. Moisés foi poderoso na palavra bem como na ação, e cremos ter sido este salmo um de seus pronunciamentos de peso, digno de se colocar ao lado de seu glorioso discurso registrado em Deuteronômio. Moisés era de modo todo especial um homem de Deus e de Deus um homem, escolhido por Deus, inspirado por Deus, honrado por Deus, e fiel a Deus em toda a sua casa, bem merecendo o nome que aqui lhe é dado. O salmo é chamado de oração, pois os pedidos finais entram em sua essência, e os versículos anteriores são uma meditação preparatória à súplica. Homens de Deus certamente serão homens de oração. Esta não foi a única oração de Moisés. De fato, é apenas uma amostra da maneira em que o vidente de Horebe se inclinava a estar em comunhão com o céu e a interceder pelo bem de Israel. Este é o mais antigo dos salmos, e se acha entre dois livros de salmos como uma composição única em sua grandeza, e sozinha em sua antigüidade sublime. Muitas gerações de lamentadores escutaram este salmo enquanto rodeavam de pé um túmulo aberto, e foram consolados por ele, mesmo quando não perceberam como se aplicava de modo especial a Israel no deserto e esqueceram-se de lembrar o terreno muito mais alto sobre o qual os crentes agora estão de pé.

ASSUNTO E DIVISÃO
Moisés canta a fragilidade do homem e a brevidade da vida, contrastando com isso a eternidade de Deus, e fazendo apelos sinceros por compaixão. A única divisão que será útil separa a contemplação em Sl 90.1-11 de Sl 90.12-17. Não há necessidade nem dessa quebra, porque a unidade é bem preservada em todo o salmo.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O relacionamento próximo e afetivo entre Deus e seu povo, de modo que habitam mutuamente um no outro.
VERS. 1. A habitação da igreja é a mesma em todas as épocas; seu relacionamento com Deus nunca muda.
VERS. 1.
1. A alma está em casa em Deus.
(a) Originalmente. Seu lugar de nascimento - sua atmosfera natural, seu ar - o lar de seus pensamentos, vontade, consciência, afetos, desejos.
(b) Experimentalmente. Quando volta aqui, sente-se em casa. "Volte ao seu descanso".
(c) Eternamente. A alma, quando retorna a esse lar, nunca o deixa: "não sairá mais nunca para sempre".
2. A alma não está em casa em qualquer parte. "nosso refúgio".
(a) Para todos os homens.
(b) Em todos os tempos. Ele é sempre o mesmo, e os desejos da alma são substancialmente sempre os mesmos (G. R.).

VERS. 2. Um discurso sobre a eternidade de Deus (S. Charnock, Works, p. 344-373, edição de Nichol).
VERS. 2 (última cláusula). A consideração da eternidade de Deus pode servir:
1. Para o sustento de nossa fé; em referência à nossa própria condição para o futuro; em referência a nossa posteridade, e à condição da igreja de Deus até o fim do mundo.
2. Para o incentivo de nossa obediência. Servimos ao Deus que nos pode dar uma recompensa eterna.
3. Para o terror de homens ímpios (Sermão de Tillotson sobre a eternidade de Deus).

VERS. 3.
1. A causa da morte - "fazes os homens voltarem".
2. A natureza da morte - "voltar".
3. As necessidades da morte - reconciliação com Deus e a preparação para voltar.

VERS. 4.
1. Contempla o período alongado com todos os seus eventos.
2. Considera o que ele deve ser para quem tudo isso é como nada.
3. Considera como nós estamos para com ele.

VERS. 5. Comparação da vida mortal ao sono (Ver comentário de William Bradshaw).

VERS. 5-6. A lição dos campos.
1. Relva em crescimento é emblema da juventude.
2. Relva florescendo - ou o homem no vigor dos anos.
3. Relva cortada - ou o homem à morte.

VERS. 7.
1. As principais dificuldades do homem são o efeito da morte.
(a) Sua própria morte.
(b) A morte de outros.
2. A morte é o efeito da ira divina: "Somos consumidos por".
3. A ira divina é o efeito do pecado. Morte por pecado (G. R.).

VERS. 8.
1. A atenção que Deus dá ao pecado.
(a) Individual. "Nossas iniqüidades".
(b) Atenção universal - "iniqüidades", não só uma, mas todas.
(c) As pequenas, até as mais secretas.
(d) Constantes: colocadas diante dele, "à luz".
2. A atenção que nós devemos dar a eles por causa disso.
(a) Em nossos pensamentos. Coloque-os diante de nós.
(b) Em nossas consciências. Condenemos a nós mesmos por causa deles.
(c) Em nossas vontades. Afastemo-nos deles por arrependimento - voltemos a um Deus perdoador pela fé (G. R.).

VERS. 9.
1. Todo homem tem uma história. Sua vida é um conto - um conto à parte - para ser contado.
2. A história de cada homem tem nela uma mostra de Deus. Todos os nossos dias, dizem alguns, são passados em tua ira; todos, outros poderão dizer, em teu amor;
3. e outros, alguns de nossos dias em ira e alguns, em amor.
4. A história de cada homem será contada. Na morte, no juízo, por toda a eternidade (G. R.).

VERS. 10.
1. O que a vida é para a maioria. Poucas vezes chega a seus limites naturais. A metade morre na infância; mais de metade da outra metade morre na idade madura, poucos chegam à idade da velhice.
2. O que a vida é no máximo. "Setenta anos".
3. O que é para a maioria além daquele limite. "São anos difíceis".
4. O que é para todos. "A vida passa depressa".

VERS. 11.
1. A ira de Deus contra o pecado não é plenamente conhecida por seus efeitos nesta vida. "Quem conhece o poder". Aqui vemos o esconder de seu poder.
2. A ira de Deus contra o pecado é igual aos nossos maiores medos: "tão grande como o temor que te é devido" (G. R.).

VERS. 12.
1. O ajuste de contas.
(a) Qual é seu número usual.
(b) Quantos já foi gasto.
(c) O quanto é incerto o número que resta.
(d) Quantos deles devem ser ocupados com os deveres necessários desta vida.
(e) Quais as aflições e desamparo que podem decorrer neles.
2. O uso que se pode fazer desta vida.
(a) "Buscar sabedoria" - não riqueza, honras mundanas, nem prazeres - e sim sabedoria; não a sabedoria do mundo, mas a de Deus.
(b) "Aplicar o coração" a isso. Não sabedoria mental, meramente, e sim sabedoria moral; não especulativo, meramente, mas experimental; não meramente teórico, e sim prático.
(c) Buscá-la imediatamente.
(d) Buscá-la constantemente - "aplicar nossos corações".
3. A ajuda a ser procurada nisto. "Ensina-nos".
(a) Nossa própria capacidade é insuficiente pela perversão tanto da mente como do coração por causa do pecado.
(b) Ajuda divina pode ser conseguida. "Se algum de vocês tem falta de sabedoria" (Tg 1.5) (G. R.).
VERS. 12. - A percepção da mortalidade. Mostre a variedade de bênçãos dispensadas às diferentes classes por meio do uso certo da percepção da mortalidade.
1. Pode ser um antídoto para os tristes. Refletir, "existe um fim".
2. Deve ser um restaurador para os trabalhadores.
3. Deve ser um remédio para os impacientes.
4. Como bálsamo para os feridos de coração.
5. Como corretivo para os mundanos.
6. Como sedativo para os frívolos (R. Andrew Griffin, em Stems and Twigs, 1872).

VERS. 13. De que maneira se pode dizer que o Senhor se arrepende.

VERS. 14 (primeira cláusula): "A oração do moço" foi título de um sermão do autor.
VERS. 14.
1. O maior anseio do homem é por satisfação.
2. A satisfação só pode ser encontrada na percepção da Misericórdia Divina (C. M. Merry, 1864).
VERS. 14. Satisfaça-nos pela manhã com teu amor. Aprenda:
1. Que nossas almas não podem ter satisfação sólida nas coisas terrenas.
2. Que só o amor, a misericórdia de Deus pode satisfazer nossas almas.
3. Que nada senão a satisfação em Deus pode encher nossos dias de alegria e contentamento (John Cawood, 1842).
VERS. 14.
1. Os dias mais alegres da terra se tornam mais felizes com nossos pensamentos da misericórdia divina.
2. Os dias mais tristes da terra se tornam alegres pela consciência do amor de Deus (G. R.).

VERS. 15.
1. A alegria da fé é proporcional à tristeza do arrependimento.
2. A alegria da consolação é proporcional ao sofrimento na aflição.
3. A alegria dos sorrisos que voltam para Deus é proporcional ao terror de seu olhar de censura e reprovação (G. R.).
VERS. 15. O equilíbrio da vida ou a maneira na qual nossas alegrias são equilibradas contra nossas tristezas.

VERS. 16.
1. Nossa obrigação - "trabalho", e nosso desejo sobre isso.
2. A porção de nossos filhos - "esplendor", e nossa oração com referência a ela.

VERS. 17. O estabelecimento certo, ou o trabalho que perdurará - porque ele durará e deve durar. Porque nós desejamos que nosso trabalho seja dessa natureza, e se há elementos que duram nele.

SALMO 91

TÍTULO
Este salmo não tem título, e não possuímos meios de saber ao certo o nome do escritor, nem a data de sua composição. Os doutores judaicos consideram que, quando o nome do autor não é mencionado, podemos atribuir o salmo ao último escritor nomeado; e, se for assim, este é outro salmo de Moisés, o homem de Deus. Muitas expressões aqui são similares àquelas de Moisés em Deuteronômio, e a evidência interna, pelas expressões idiomáticas, apontariam-no como o compositor. A vida prolongada de Josué e Calebe, que seguiram plenamente o Senhor, ilustra com grandeza este salmo, pois eles, como recompensa por terem permanecido sempre perto do Senhor, continuaram a viver "entre os mortos, em meio aos seus túmulos". Por essa razão, não é improvável que este salmo tenha sido escrito por Moisés, mas não ousamos ser dogmáticos a esse respeito. Se a pena de Davi foi usada para nos dar esse poema incomparável, não podemos acreditar, como fazem alguns, que ele assim comemorou a praga que assolou Jerusalém por ter contado o povo. Para ele, então, cantar de si mesmo que via "a recompensa dos ímpios" seria inteiramente contrário à sua declaração, "Eu pequei, mas estas ovelhas, o que fizeram?" e a ausência de qualquer alusão ao sacrifício sobre Sião não poderia ser de qualquer forma explicada, visto que o arrependimento de Davi inevitavelmente o teria levado a frisar o sacrifício expiatório e o aspergir do sangue pelo hissopo.

Em toda a coletânea não há nenhum salmo mais alegre, seu tom é elevado e sustentado do começo ao fim, a fé é clara e seu texto é nobre. Um médico alemão costumava dizer que ele era a melhor defesa em tempos de cólera, e, na verdade, constitui mesmo um medicamento celestial contra pragas e pestes. Aquele que pode viver no espírito do salmo 91 será destemido, mesmo que as cidades sejam assoladas por pestes e pragas, e os túmulos se encham de carcaças.

DIVISÃO
Desta vez seguiremos as divisões sugeridas por nossos tradutores no início do salmo, porque são expressivas e sugestivas.
Sl 91.1-2 - O estado dos piedosos.
Sl 91.3-8 - Sua segurança.
Sl 91.9-10 - Sua habitação.
Sl 91.11-13 - Seus servos.
Sl 91.14-16 - Seu amigo, com os bens de todos eles.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. O lugar de moradia secreto. Existe o habitante do mundo das trevas, da terra favorecida, da cidade santa, do átrio exterior; mas o santo dos santos é o "lugar secreto" - comunhão, aceitação.
2. A sombra protetora - segurança, paz; como as aldeias de tempos antigos agrupadas abaixo dos muros dos castelos (Charles A. Davis).
VERS. 1.
1. A pessoa. Quem está em comunhão íntima, pessoal, secreta, per ma com Deus, habitando junto ao propiciatório, dentro do véu.
2. O privilégio. Ele é hóspede de Deus, protegido, revigorado e consolado por ele, e isso até toda a eternidade.

VERS. 1-2. Quatro nomes de Deus.
1. Temos comunhão com ele reverentemente, pois ele é o Altíssimo.
2. Descansamos nele como o Todo-Poderoso.
3. Alegramo-nos nele como Jeová ou Senhor.
4. Confiamos nele como EL, o poderoso Deus.

VERS. 2.
1. Observe os substantivos aplicados a Deus - refúgio de aborrecimentos, fortaleza nas dificuldades, Deus em todo o tempo.
2. Observe os pronomes usados pelo homem - "eu" direi: "meu" refúgio, "minha fortaleza" (G. R.).
VERS. 2. O poder, excelência, fruto, justas razões e confissão aberta de fé pessoal.

VERS. 3. Proteção invisível de perigos invisíveis; sabedoria para enfrentar a esperteza, amor para guerrear contra a crueldade, onipresença para combinar com o mistério; vida para frustrar a morte.
VERS. 3. CERTAMENTE, ou razões para confiar seguramente na proteção de Deus.

VERS. 3-7. Pestilência, pânico e paz (para tempos de epidemias) (Charles A. Davis).

VERS. 3, 8-9.
1. Os santos estão seguros - "Ele te livrará" (Sl 91.3).
2. O mal tem limites - "simplesmente" (Sl 91.8).
3.O Senhor tem razões para preservar quem é seu sempre que "você fizer do Altíssimo o seu abrigo" (v. 9).

VERS. 4.
1. A compaixão de Deus.
2. A confiança dos santos.
3. A armadura da verdade.

VERS. 5-6.
1. A exposição de todos os homens ao medo.
(a) Continuamente, dia e noite.
(b) Merecidamente: "a consciência faz covardes de todos nós".
2. A isenção de alguns homens do medo.
(a) Por causa de sua confiança.
(b) Por causa da divina proteção.

VERS. 7. Como um mal pode estar perto, mas não próximo.

VERS. 8. O que nós realmente temos visto do "castigo dos ímpios".

VERS. 9-10.
1. Deus é nossa habitação espiritual.
2. Deus o preservador de nossa habitação terrena.
3. A verdade geral: que o espiritual abençoa o temporal.

VERS. 10.
1. A bênção pessoal.
2. A bênção doméstica.

VERS. 11-12. Uma Escritura "deturpada" endireitada.
1. A versão de Satanás - presunçosa.
2. A versão do Espírito Santo - de plena confiança (Charles A. Davis).

VERS. 11-12.
1. O Ministério de Anjos empregado por Deus.
(a) Oficial: "ele dará ordens".
(b) Pessoal: "a seu respeito".
(c) Constante: "em todos os seus caminhos".
2. Como apreciado pelo homem.
(a) Para preservação: "o segurarão". Ternamente, mas efetivamente.
(b) Sob limites. Não podem fazer o trabalho de Deus, ou de Cristo, ou do Espírito, ou da palavra, ou de ministros, para a salvação; "não são todos eles espíritos ministradores" (G. R.).

VERS. 12. A preservação de males pequenos - estes são mais preciosos porque muitas vezes são os mais dolorosos, levam a grandes males e envolvem muitos danos.

VERS. 13. O amor do crente colocado em Deus.
VERS. 13.
1. Todo filho de Deus tem seus inimigos.
(a) São numerosos: "o leão, a serpente, o leãozinho, o dragão".
(b) Diversificados: sutis e fortes - "leão e serpente", novo e velho - "leãozinho" e "cobra".
2. Ele finalmente obterá vitória sobre eles - "Você pisará"; "pisoteará"; "O Senhor o livrará (G. R.).

VERS. 14-16. As seis vezes que o futuro de determinação é usado. (Eu o resgatarei, protegerei, darei resposta, estarei com ele, vou livrá-lo, vou cobri-lo de honra).

VERS. 14. Aqui temos:
1. Amor por amor: "Porque".
(a) A razão do amor dos santos em Deus. Há primeiro o amor em Deus sem o amor deles, depois o amor pelo amor deles.
(b) A evidência do amor dele para com eles: "Eu o resgatarei" - do pecado, do perigo, da tentação, de todo mal.
2. Honra por honra.
(a) Ele honrando a Deus. "Porque conhece o meu nome", diz Sl 91.14 e o fez conhecer; Deus honrando-o; "Eu o colocarei no alto" (KJV) - alto em honra, em felicidade, em glória (G. R.).

VERS. 15-16. Observe:
1. As promessas tremendamente grandes e preciosas.
(a) Resposta a oração: "ele clamará".
(b) Consolo em problema: "Estarei com ele".
(c) Livramento do problema: "Vou livrá-lo".
(d) Maior honra depois do problema: livrar "e cobri-lo de honra".
(e) Vida longa o suficiente para satisfazê-lo.
(f) A salvação de Deus: "e lhe mostrarei a minha salvação"; muito mais do que o homem poderia pensar ou desejar.
2. A quem essas promessas pertencem; quem é o ele e lhe a quem estas promessas são feitas. Ele "clama a Deus", diz Sl 91.15; ele "conhece o meu nome, diz Sl 91.14; ele "fez do Senhor a sua habitação", diz Sl 91.9; ele "habita no abrigo do Altíssimo," diz Sl 91.1. Hannah More diz: "Pregar privilégios sem especificar a quem pertencem é como colocar uma carta no correio sem endereço." Pode ser muito boa e conter uma quantia valiosa, mas ninguém saberá dizer a quem é endereçada. O endereço posto nas promessas deste salmo é inconfundivelmente claro e, muitas vezes, repetido (G. R.).

SALMO 92

TÍTULO
Um salmo ou cântico para o dia de sábado. Esta composição admirável é tanto um salmo como um canto, igualmente solene e alegre; e foi planejada para ser cantada no dia do descanso. O assunto é o louvor de Deus; o louvor é trabalho sabático, a ocupação alegre, de corações em descanso. O estilo é digno do tema e do dia, sua inspiração vem da "fonte de todas as bênçãos"; Davi falou como o Espírito lhe dava a forma de expressão. Na igreja de Cristo, a essa hora, nenhum salmo é mais cantado no dia do Senhor do que este aqui. A encantadora versão do dr. Watts é bem conhecida:

Doce obra é, meu Deus, que minha alma invade,
Em louvar teu nome, dar graças e cantar;
Em horas matutinas o teu amor mostrar,
E à noite vir falar de toda tua verdade.

O sábado foi separado para adorar o Senhor em sua obra acabada da criação, e por isso é bem adequado este salmo; os cristãos podem partir para um vôo ainda mais alto, porque celebram a redenção completa. Ninguém que conhece o estilo de Davi hesitará em atribuir-lhe a autoria desse salmo divino; os desvarios dos rabis que afirmam ter sido ele composto por Adão, só precisam ser mencionados para ser descartados. Adão no Paraíso não tinha nem harpas para tocar, nem ímpios com que contender.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. É bom ter motivo para a gratidão. Todas as pessoas têm isso.
2. É bom ter o princípio da gratidão. Esta é a dádiva de Deus.
3. É bom dar expressão à gratidão. Isso pode suscitar gratidão em outras pessoas (G.R.).

VERS. 1-3. A bem-aventurança do louvor.
Sl 92.1. O tema do louvor.
Sl 92.2. A ingenuidade do louvor.
Sl 92.3. A natureza inanimada inscrita neste trabalho santo (C. A. Davis).

VERS. 2.
1. Nossos louvores a Deus devem ser inteligentes, declarando seus vários atributos.
2. Oportunos, declarando cada atributo na hora apropriada.
3. Contínuos, toda noite e todo dia.

VERS. 3.
1. Todos os poderes da alma serão louvor. "Ao som da lira de dez cordas", todas as cordas da mente, afeições, vontade.
2. Todos os pronunciamentos dos lábios devem ser de louvor.
3. Todas as ações da vida devem ser louvor.
VERS. 3. Em nosso louvor deve haver:
1. Preparação - pois instrumentos devem ser afinados.
2. Amplitude de pensamento - "sobre um instrumento de dez cordas".
3. Absorção de toda a natureza - "dez cordas".
4. Variedade - saltério, harpa.
5. Reverência profunda - som solene.

VERS. 4 (primeira sentença).
1. Meu estado de ânimo - "feliz".
2. Como cheguei a isso - "tu me fizeste contente".
3. Qual é a base disso? - "através do teu trabalho, tua obra".
4. O que, então, eu farei? Atribuirei tudo a Deus, e eu o bendirei por isso.
VERS. 4.
1. A mais divina alegria - da criação de Deus, tendo a obra de Deus como seu argumento.
2. O mais divino triunfo - causado pelas obras variadas de Deus na criação, providência, redenção. O primeiro é para nossos próprios corações, o segundo é para convencer aqueles que estão à nossa volta.

VERS. 5. As montanhas 'inescaláveis', e o mar 'insondável'; ou as obras divinas e os pensamentos divinos (revelados e ocultos por Deus) igualmente além da apreensão humana (C. A. Davis).

VERS. 7. Grande prosperidade é precursora freqüente da destruição de homens ímpios, pois leva-os a provocar a ira divina:
1. Por dureza de coração, como o faraó.
2. Por orgulho, como Nabucodonosor.
3. Por soberbo ódio dos santos, como Hamã.
4. Por segurança carnal, como o rico insensato.
5. Por auto-engrandecimento, como Herodes.

VERS. 7-10. Contrastes. Entre os maus e Deus, Sl 92.7-8. Entre os inimigos de Deus e seus amigos, Sl 92.9-10 (C. A. Davis).

VERS. 7, 12-14. Os ímpios e os justos retratados (C. A. Davis).

VERS. 10 (última cláusula). Iluminação cristã, consagração, alegria e graças, todos eles o ungir do Espírito (William Garrett Lewis).
VERS. 10 (última cláusula). O tema da confiança de Davi:
1. Era muito abrangente, incluindo força renovada, novos sinais de favor, confirmação em sua posição, qualificações para isso, e novas alegrias.
2. Era bem fundamentado, visto ser firmado em Deus, e em suas promessas.
3. Acalmava todos os temores.
4. Suscitava esperanças.
5. Causava pena por aqueles que não têm tal confiança.

VERS. 12.
1. Os justos florescem em todos os lugares. Palmeiras no vale, cedro sobre a montanha.
2. Em todas as estações. As duas árvores são sempre verdes.
3. Sob todas as circunstâncias. Palmeira na seca, cedro em tempestade e geada (G. R.).

VERS. 14-15.
1. Regeneração - "plantados".
2. Crescimento na graça - "florescerão".
3. Utilidade - "fruto".
4. Perseverança - "velhice".
5. A razão disso tudo - "para proclamar que o Senhor".

VERS. 15. A razão e a garantia da perseverança final (C. A. Davis).

SALMO 93


Este breve salmo não tem título nem nome de autor, mas seu tema é bastante óbvio, sendo declarado na primeira linha. É o salmo de soberania onipotente: Jeová, apesar de toda oposição, reina supremo. Possivelmente, ao tempo em que foi escrita esta ode, a nação corria perigo diante de seus inimigos, e as esperanças do povo de Deus foram encorajadas com a lembrança de que o Senhor ainda era Rei. O que poderiam desejar de mais doce e mais segura consolação?

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo. Reavivamentos de religião são descritos.
1. Deus reina.
2. Seu poder é sentido.
3. Seu reino é estabelecido.
4. A oposição é vencida.
5. A palavra é valorizada.
6. A santidade é cultivada.

VERS. 1-2. O profeta no primeiro versículo descreve nosso Rei.
1. De sua posição.
(a) Ele "reina". Ele é o grande e soberano Monarca; não é um espectador inativo das coisas que há embaixo; mas sabiamente, com justiça e com poder, administra todas as coisas.
(b) Ele é um Rei glorioso. "Vestiu-se de majestade".
(c) Ele é um Rei potente. "De poder vestiu-se" (ARA).
(d) Ele é um Rei guerreiro. "Armou-se de poder", afivelou a espada sobre sua armadura; para a ofensiva contra os inimigos, para a defesa de seu reino.
2. De seu reino.
(a) É universal: "O mundo".
(b) É fixo, firme e estável: "O mundo está firme e não se abalará".
(c) É um reino eterno: "Desde a antigüidade está firme o teu trono; tu és desde a eternidade" (Adam Clarke).
VERS. 1-2. Mostram:
1. A proclamação real.
2. A veste imperial.
3. O reino estável.
4. O trono antigo.
5. O Rei Eterno (C. A. D.).
VERS. 1-2.
1. Fazem a grande proclamação. O direito, a estabilidade, a antigüidade, a extensão, a perpetuidade, do domínio do Senhor.
2. Note as diferentes emoções que inspira nos rebeldes, condenados, leais.
3. Negociar por submissão ao Rei (C. A. D.).

VERS. 3. A voz das enchentes.
1. A voz da natureza é a voz de Deus.
2. É uma voz vinda de Deus.
3. É uma voz para Deus. "Deus tem uma voz que para sempre é ouvida, no troar do trovão, no chilro do pássaro: vem na torrente, rápida e forte, no murmúrio borbulhante da pequena correnteza; nas ondas do oceano, nos sulcos lavrados, na montanha de granito, no átomo de areia; volte-se para onde for, do céu à terra, onde é que olhais que não vedes a Deus?" (G. R., Poema por Eliza Cook).

VERS. 4.
1. Deus é poderoso na criação.
2. Ele é mais poderoso na providência.
3. Ele é poderosíssimo na redenção (G. R.).

VERS. 5.
1. Fidelidade caracteriza a palavra de Deus.
2. Santidade caracteriza a casa de Deus (G. R.).
VERS. 5. (última cláusula).
1. Santidade caracteriza a casa típica de Deus, o templo.
2. Sua casa espiritual maior, a igreja.
3. Sua casa espiritual menor, o crente.
4. Sua casa eterna, o céu (C. A. D.).

SALMO 94

ASSUNTO
O escritor vê malfeitores no poder, e sofre sob sua opressão. Seu senso da soberania divina, que ele vinha cantando no salmo anterior, o leva a apelar a Deus como o grande Juiz da terra; ele faz isso com muita veemência e importunidade, evidentemente ardendo ainda sob a chibata do opressor. Confiante da existência de Deus, e seguro pela sua observação pessoal dos feitos dos homens, o salmista repreende seus adversários ateus e proclama seu triunfo em seu Deus: ele também interpreta a severa dispensação da Providência como sendo, na verdade prática, castigos instrutivos, e por isso avalia todos aqueles que os sofrem como sendo felizes. O salmo é outra forma comovente do velho enigma -"por que os ímpios sofrem?" É outro exemplo de um homem bom perplexo diante da prosperidade dos incrédulos, confortando seu coração com a lembrança de que existe, apesar de tudo, um Rei no céu, por quem todas as coisas são anuladas para o bem.

DIVISÃO
No Sl 94.1-7 o salmista expressa sua reclamação contra os opressores maus. De Sl 94.8-11 ele raciocina contra a idéia cética deles de que Deus não notou as ações dos homens. Ele mostra então que o Senhor abençoa seu povo, sim, e os livrará, embora por um tempo possam ser castigados, Sl 94.12-15. Ele suplica de novo por ajuda em Sl 94.16, e declara sua inteira dependência de Deus para a preservação, Sl 94.17-19; contudo, uma terceira vez ele insiste em sua reclamação, Sl 94.20-21, e então conclui com a confiante certeza de que seus inimigos, e todos os demais homens maus, certamente seriam obrigados a colher a recompensa devida de seus feitos, - "O Senhor, nosso Deus, os exterminará".

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Retribuição é prerrogativa de Deus somente.
2. Sob quais aspectos podemos desejar que ele a dê.
3. Como e quando ele certamente cumprirá este desejo justo.
VERS. 1.
1. A vingança pertence a Deus e não ao homem.
2. A vingança é melhor nas mãos de Deus do que nas do homem. Prefiro cair nas mãos do Senhor (1Cr 21.13) (G. R.).

VERS. 2. A provocação peculiar do pecado de orgulho e seus vícios relacionados. Sua influência sobre os soberbos, os seus semelhantes, e para Deus mesmo.

VERS. 3.
1. A porção doce dos ímpios - o presente triunfo.
2. O fel que o torna amargo - o triunfo é apenas temporário, e faz com que haja oração contra (C. A. Davis).

VERS. 5-10.
1. Opressão arbitrária pelos maus (Sl 94.5-6),
2. Indiferença arrogante à supervisão Divina (Sl 94.7).
3. Demonstração de clareza sobre o conhecimento e vingança divinos (Sl 94.8-10) (C. A. D.).

VERS. 6-9.
1. Pecado visível, patente.
2. Suposição absurda.
3. Argumento esmagador.

VERS. 8. A duração do reino do mal.
1. Até que tenha enchido sua medida de culpa.
2. Até que tenha mostrado provas de sua própria tolice.
3. Até que tenha desenvolvido as graças e orações dos santos.
4. Até que tenha esvaziado toda confiança humana e nos obrigado a olhar para o Senhor somente, seu Espírito e seu advento.
VERS. 8. Ateístas na prática.
1. Descritos verdadeiramente.
2. Aconselhados sabiamente (C. A. D.).

VERS. 8-11.
1. A exortação (Sl 94.8).
2. A discussão (Sl 94.9-10).
3. A afirmação (Sl 94.11).

VERS. 9-10. Racionalismo verdadeiro ou Revelação de Deus pela razão (U. A. D.).

VERS. 11.
1. Com respeito ao mundo presente, considere que profusão de pensamentos são empregados em vão.
(a) Em buscar satisfação onde não se encontra.
(b) Em se concentrar em eventos que não podem ser lembrados.
(c) Em antecipar males que nunca nos acontecem.
(d) A esses pode ser acrescentado o valorizar-nos em coisas de pouca ou nenhuma valia.
(e) Em fazer planos que precisam ser desfeitos.
2. Vejamos quais são os pensamentos do homem com respeito à religião, e as preocupações sobre a vida futura.
(a) Quais são os pensamentos do mundo pagão com respeito à religião?
(b) Quais são todos os pensamentos do mundo cristão, onde os pensamentos de Deus são negligenciados?
(c) Que é todo aquele ateísmo prático que induz as multidões a agirem como se não existisse nenhum Deus?
(d) Quais são todas as imaginações descrentes, autolisonjeadoras dos ímpios, como se Deus não fosse sincero em suas declarações e ameaças?
(e) Quais são os presunçosos conceitos de justiça e auto-satisfação, com os quais inflam suas mentes com esperanças vãs e recusam a submeter-se à justiça de Deus? (Andrew Fuller).
VERS. 11. O conhecimento íntimo do homem que Deus tem. Uma verdade estarrecedora. Uma verdade humilhante.

VERS. 12-13. A Universidade de Cristo. O mestre, o livro, a vara, o estudioso abençoado e o resultado de sua educação.
VERS. 12-13.
1. O abençoado. (a) divinamente ensinado. (b) divinamente punido.
2. A bênção. (a) descansar na aflição. (b) descansar da aflição (G. R.).

VERS. 14.
1. Medo que está implícito. Que Deus lançará fora, abandonará.
2. Medo negado. Deus não lançará fora, não abandonará (G. R.).
VERS. 14.
1. Exponha sua doutrina clara, que brilha, num fundo escuro. E se o contrário fosse verdade? Considerações que poderiam levar-nos a tomar posse dela como sendo verdade.
2. Veja alegremente a verdade brilhante em si. A doutrina declarada. As razões aludidas (O povo dele. A herança dele.) A confiança expressa (C. A. D.).

VERS. 15.
1. Juízo suspenso.
2. Juízo devolvido.
3. Juízo reconhecido (G. R.).

VERS. 16.
1. A pergunta feita à igreja, aos seus defensores.
2. A resposta de todo homem verdadeiramente comprometido.
3. A resposta mais animadora ainda de seu Senhor.

VERS. 16-17. A única fonte de socorro.
1. Um forte grito por socorro. Como de um campeão ou advogado.
2. A resposta da terra. Um silêncio completo, perturbado apenas por um eco (Sl 94.17).
3. A voz de ajuda que quebra o silêncio - a do Senhor (Sl 94.17) (C. A. D.).

VERS. 18. A bênção da confissão de fraqueza.
1. A confissão.
2. O socorro.
3. O tempo.
4. O reconhecimento (C. A. D.).

VERS. 19.
1. Na profusão de meus pensamentos incrédulos teus consolos deleitam minha alma.
2. Na profusão de meus pensamentos penitentes teus consolos.
3. Na profusão de meus pensamentos mundanos.
4. Na profusão de meus pensamentos depressivos.
5. Na profusão de meus pensamentos relativos ao futuro.
Ou:
1. Não há consolação para o homem em si mesmo.
2. Não há consolação para ele em outras criaturas.
3. Sua única consolação está em Deus (G. R.).
VERS. 19.
1. A alma esbarrando-se nos outros na estrada dos sentimentos de ansiedade.
2. A companhia agradável apreciada assim mesmo.

VERS. 20.
1. Deus não pode ter comunhão com os maus.
2. Os maus não podem ter comunhão com Deus.
VERS. 20. Política divina.
1. Há tronos erigidos em oposição ao trono de Deus, "tronos corruptos, de injustiça", por exemplo, que transgridem na liberdade civil, que infringem na igualdade religiosa, que derivam ganhos do comércio ímpio.
2. Tais tronos, quaisquer que sejam suas pretensões, são excluídos da comunhão divina; entre eles e Deus está fixado um grande abismo (C. A. D.).

VERS. 21-22.
1. O perigo dos justos (Sl 94.21).
2. Sua defesa (Sl 94.22) (G. R.)

VERS. 21-23.
1. A sentença proferida na corte da injustiça (Sl 94.21).
2. Um elemento no caso que não é considerado pela corte (Sl 94.22).
3. A sentença conseqüentemente recai sobre as cabeças certas (Sl 94.23). (Este trecho, sob um véu muito fino, mostra Cristo, Mt. 27.1) (C. A. D.).

VERS. 23.
1. Ninguém pode punir os inimigos de Deus senão ele só. "Ele fará cair".
2. Ninguém precisa puni-los senão ele mesmo.
(a) Será completo,-- "ele os destruirá".
(b) Com certeza (G. R.).

SALMO 95

TÍTULO
Este salmo não tem nenhum título, e tudo que sabemos de sua autoria é que Paulo o cita como estando "em Davi" (Hb 4.7). É verdade que isso pode meramente significar que se encontra na coletânea conhecida como salmos de Davi; mas se esse fosse o sentido do Apóstolo, teria sido mais natural ele ter escrito, "dizendo nos salmos"; por isso nos inclinamos a acreditar que Davi foi o autor real deste poema. No original ele é verdadeiramente um cântico hebraico, dirigido, tanto em sua exortação como em sua advertência, ao povo judeu, mas temos o aval do Espírito Santo na epístola aos Hebreus para usar seus apelos e solicitações quando apelando aos crentes gentios. É um salmo de convite à adoração. Tem nele como que um sonido de sinos de igreja, e como os sinos, ele soa tanto alegre como solene, a princípio soltando um repique vivo, e depois caindo num dobre de funeral, como se soasse no funeral da geração que pereceu no deserto. Nós o chamaremos de SALMO DA PROVOCAÇÃO.

DIVISÃO
Seria correto quanto ao sentido dividir este salmo em um convite e uma advertência para que se comece a segunda parte com a última cláusula de Sl 95.7, mas no todo pode ser mais conveniente ver Sl 95.6 como "o coração em batimentos do salmo", como Hengstenberg o chama, e fazer a divisão no final do Sl 95.5. Assim formará (1) um convite com razões, e (2) um convite com advertências.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Um convite a louvar o Senhor.
1. Um método favorito de louvar o Senhor - "cantemos".
2. Um estado de espírito adequado para o canto - gratidão alegre.
3. Um assunto apropriado para suscitar tanto alegria como gratidão - a rocha de nossa salvação.
VERS. 1. A rocha de nossa salvação. Imagens expressivas. Rocha de abrigo, apoio, habitação interior e suprimento - ilustre esse último com a água fluindo da rocha no deserto.

VERS. 2.
1. O que se quer dizer com chegar à presença dele? Certamente não em "lugares santos".
2. Que oferta é mais apropriada quando nós entramos em sua presença?

VERS. 3.
1. A grandeza de Deus como Deus. Ele será concebido como grande na bondade, poder, glória.
2. Seu domínio sobre todos os outros poderes no céu ou na terra.
3. O culto que lhe é devido conseqüentemente.

VERS. 4-5. A universalidade do governo divino.
1. Em todas as partes do globo.
2. Em todas as providências.
3. Em toda fase de condição moral. Ou, coisas profundas, ou altas, escuras ou perigosas estão em sua mão; circunstâncias que mudam, terríveis, sobrepujantes como o mar, estão sob o seu controle tanto quanto a confortável terra firme da paz e da prosperidade.

VERS. 6. Um conceito real de Deus gera:
1. Uma disposição para cultuar.
2. Um incentivo mútuo para adorar.
3. Reverência profunda na adoração.
4. Um fortíssimo senso da presença de Deus conosco na adoração (C. A. Davis).

VERS. 6-7. Deus deve ser adorado:
1. Como nosso Criador - "quem nos fez".
2. Como nosso Redentor, "o povo".
3. Como nosso Preservador, "as ovelhas" (George Rogers).

Verse 7. O rogo do Espírito Santo.
1. A voz especial - "o Espírito Santo diz":
(a) Na Escritura.
(b) No coração de seu povo.
(c) Nos despertados.
(d) Pelos seus atos de graça.
2. Uma obrigação especial, "ouvir sua voz", instruindo, mandando, convidando, prometendo, ameaçando.
3. Um tempo especial - "hoje". Enquanto Deus fala, depois de um longo tempo, no dia da graça, agora, no estado em que você está.
4. O perigo especial - "não endureçam o coração", por indiferença, descrença, pedindo sinais, com presunção, prazeres mundanos.
VERS. 7. Pecadores rogados a ouvirem a voz de Deus. "Ouçam sua voz", porque:
1. A vida é curta e incerta.
2. Vocês não podem prometer, corretamente nem legalmente, dar o que não é seu.
3. Se vocês adiarem, mesmo que seja só até amanhã, vocês estarão endurecendo seus corações.
4. Há grande razão para crer que, se vocês adiarem isto hoje, vocês nunca começarão.
5. Depois de certo tempo Deus pára de lutar com pecadores.
6. Não há nada irritante ou desagradável numa vida religiosa, para fazer com que queiram adiar o começo dessa vida (Edward Payson).
VERS. 7. A diferença dos tempos em relação à religião. - Em um levantamento espiritual há grande diferença de tempo. Para entender isso, eu mostro:
1. Que mais cedo e mais tarde não são iguais, com respeito à eternidade.
2. Que tempos de ignorância e de conhecimento não são iguais.
3. Que antes e depois de uma entrega de iniqüidade conhecida não são iguais.
4. Que antes e depois de contrair hábitos ruins, não são iguais.
5. Que o tempo da graciosa e particular visitação de Deus e o tempo em que Deus retira sua graciosa presença e assistência, não são iguais.
6. Que o tempo florescente de sua saúde e força, e a hora de doença, fraqueza, e o aproximar da morte, não são iguais.
7. O agora e o porvir, o presente e o futuro, este mundo e o mundo além, não são iguais (Benjamin Whichcot).
VERS. 7. Esta suposição, Se ouvirem, e a conseqüência inferida disso, não endureçam o coração, evidentemente demonstram que um ouvir correto evita a dureza de coração; especialmente o ouvir da voz de Cristo, isto é, o evangelho. É o evangelho que faz e conserva um coração terno (William Gouge).

VERS. 8-11.
1. O temeroso experimento de Israel de tentar a Deus.
2. O resultado terrível.
3. Que não seja tentado de novo (C. A. Davis).

VERS. 10. O erro e a ignorância que são fatais.

VERS. 11. O momento fatal da entrega de uma alma, de como pode ser apressado, quais os sinais disso, e quais os resultados terríveis.

VERS. 10-11. O acender, crescer, e a força total da ira divina, e seus resultados temíveis.

SALMO 96

ASSUNTO
Este salmo evidentemente foi tirado daquele cântico sacro composto por Davi ao tempo em que "a arca de Deus foi colocada no meio da tenda que Davi havia preparado para ela, e ofereceram sacrifícios e ofertas pacíficas diante de Deus". Veja o capítulo dezesseis do primeiro livro de Crônicas. A primeira parte daquele canto provavelmente foi omitido porque se referia a Israel, e o plano do Espírito Santo neste salmo foi dar um cântico para os gentios, um hino triunfal com o qual celebrar a conversão das nações a Jeová nos tempos do evangelho. Segue os passos do salmo anterior, que descreve a obstinação de Israel, e a conseqüente retirada do evangelho deles para que pudesse ser pregado entre as nações que o receberiam e, no devido tempo, seriam plenamente conquistadas por Cristo pelo seu poder. Assim faz par com o salmo 95. É um grande hino missionário, e admira-se que zombadores possam lê-lo e ainda ficarem separados. Se cegueira parcial não tivesse acontecido para Israel, poderiam ter enxergado há muito tempo, e agora veriam, que seu Deus sempre teve planos de amor para todas as famílias dos homens, e nunca pretendeu que sua graça e seu pacto se relacionassem só à semente de Abraão segundo a carne. Não é de admirar que o Davi de grande coração se alegrou e dançou diante da arca, enquanto via em visão toda a terra deixando os ídolos para se voltar ao único Deus vivo e verdadeiro. Tivesse Mical, a filha de Saul, sido capaz ao menos de entrar na alegria dele, ela não o teria repreendido, e se os judeus de hoje pudessem ao menos expandir o coração para sentir compaixão com toda a humanidade, eles também cantariam de alegria pela grande profecia de que toda a terra será provida com a glória do Senhor.

DIVISÃO
Não faremos nenhuma, pois o canto é uno e indivisível, uma veste de louvor sem costuras, todo ele, tecida de cima a baixo.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. As novidades da graça.
1.Uma nova salvação.
2. Cria um novo coração.
3. Sugere um novo cântico.
4. Assegura novos testemunhos, e estes,
5. Produzem novos convertidos.

VERS. 1-3.
1. O fim desejado - ver a terra cantando ao Senhor e bendizendo seu nome.
2. Os meios sugeridos - mostrar a sua salvação dia-a-dia; declarando sua glória.
3. A certeza da realização disso. O Senhor o disse. "Cantem". Quando ele manda a terra tem de obedecer (G. R.).
VERS. 1-3. O aperfeiçoamento do fervor.
1. A mola do desejo expansivo, Sl 96.1.
2. O riacho dos esforços práticos diários, Sl 96.2.
3. O rio largo das missões estrangeiras, Sl 96.3 (C. D.).

VERS. 1-9. Devemos honrar a Deus.
1. Com cânticos, Sl 96.1-2.
2. Com sermões, Sl 96.3.
3. Com os trabalhos religiosos, Sl 96.7-9 (Matthew Henry).

VERS. 3 (primeira cláusula).
1. Declarem entre os pagãos a glória das perfeições de Deus, para que possam reconhecê-lo como o Deus verdadeiro.
2. Declarem a glória de sua salvação, para que possam aceitá-lo como seu único Redentor.
3. Declarem a glória de sua providência, para que possam confiar nele como seu fiel guardião.
4. Declarem a glória de sua palavra, para que a prezem como seu principal tesouro.
5. Declarem a glória de servi-lo, para que possam escolhê-lo como sua ocupação mais nobre.
6. Declarem a glória de sua habitação, para que possam buscá-la como seu melhor lar (William Jackson).
VERS. 3.
1. O que o evangelho é , "A glória de Deus", "suas maravilhas".
2. O que faremos com ela - declará-la.
3. A quem. Entre os descrentes, "todas as nações".
VERS. 3 (última cláusula). Seus feitos maravilhosos entre todos os povos.
1. As maravilhas de seu ser, para inspirá-los com reverente admiração.
2. As maravilhas de sua criação, para enchê-los de pasmo.
3. As maravilhas de seus juízos, para refreá-los com temor.
4. As maravilhas de sua graça, para atraí-los com amor (W. Jackson).

VERS. 4-6. Sermão missionário.
1. Contraste o Jeová da Bíblia com deuses de invento humano.
2. Decida entre culto divino e idolatria.
3. Apele por esforço em nome de idólatras (C. D.).

VERS. 6. Majestade e esplendor estão diante dele.
1. Como emanações dele.
2. Como excelências atribuídas a ele.
3. Como características do que é feito por ele.
4. Como marcas de todos que habitam perto dele (W. Jackson).
VERS. 6 (última cláusula). O que podemos ver no santuário de Deus (força e beleza). O que podemos obter nele, Sl 90.17 (força e beleza) (C. D.).

VERS. 8. Jeová possui uma natureza e um caráter especial; ele mantém várias posições e relacionamentos, e ele já realizou muitas obras que só ele poderia realizar. Nesse sentido, algo lhe é devido por parte de suas criaturas. E quando nós o prezamos com tais afetos e lhe prestamos tais serviços, como merecem sua natureza, caráter, posições e obras, então lhe damos a glória que é devida a seu nome.
1. Perguntemos o que é devido a Jeová por causa de sua natureza.
2. O que é devido a Jeová por causa do caráter que ele possui.
3. O que é devido a Deus por causa dos relacionamentos e ofícios que ele ocupa - o de um criador, preservador.
4. O que é devido a Jeová pelas obras que ele realizou, na natureza, providência e redenção (E. Payson).
VERS. 8. O objeto de culto. A natureza do culto. O acompanhamento do culto (uma oferta). O lugar do culto (C. D.).

VERS. 9 (primeira cláusula) Um exame do culto verdadeiro e falso.
1. Culto falso, na obscuridade da ignorância, no enfado do formalismo, na ofensa do pecado favorecido, na hediondez da hipocrisia.
2. O verdadeiro culto, na beleza da santidade (C. D.).
VERS. 9. Temor santo é ingrediente essencial da verdadeira religião.

VERS. 10-13. O reinado da justiça.
1. A proclamação de um rei e juiz justo.
2. A recepção jubilosa preparada para ele.
3. Sua vinda gloriosa (C. D.).

VERS. 11-12. A harmonia da natureza com a obra da graça; especialmente ao expressar-se por completo no período do milênio.

SALMO 97

ASSUNTO
Como o primeiro salmo que canta os louvores do Senhor relacionados à proclamação do evangelho entre os gentios, assim este parece prenunciar a obra poderosa do Espírito Santo em reprimir os sistemas colossais de erro e derrubar os deuses dos ídolos. Atravessando as regiões marítimas, uma voz clama por regozijo no reinado de Jesus (Sl 97.1), o fogo sagrado desce (Sl 97.3), como relâmpago o evangelho surge em labaredas chamejantes (Sl 97.4), dificuldades desaparecem (Sl 97.5), e todas as nações vêem a glória de Deus (Sl 97.6). Os ídolos são confundidos (Sl 97.7), a igreja regozija (Sl 98.8), o Senhor é exaltado (Sl 98.9). O salmo termina com uma exortação à firmeza santa sob a perseguição que se seguiria, e manda os santos se alegrarem por seu caminho ser claro e sua recompensa, gloriosa e certa. Os críticos modernos, sempre atentos em atribuir os salmos a qualquer pessoa que não Davi, se acham bem-sucedidos em datar este canto para depois do cativeiro, porque contém passagens semelhantes àquelas que ocorrem nos profetas posteriores; mas nós nos aventuramos a afirmar roubo. É tão provável que os profetas tenham adotado a linguagem de Davi quanto que algum escritor desconhecido tenha tomado emprestado deles. Um salmo desta série é dito estar "em Davi", e nós cremos que os restantes estão no mesmo lugar, e são do mesmo autor. A questão não é importante, e só a mencionamos porque certos críticos têm orgulho de estabelecer novas teorias, e há leitores que imaginam que isso é uma prova definitiva de uma erudição prodigiosa. Não cremos que suas teorias valem o papel em que foram escritas.

DIVISÃO
O salmo se divide em quatro partes, cada uma contendo três versículos. A vinda do Senhor é descrita (Sl 97.1-3), seu efeito sobre a terra é declarado (Sl 97.4-6), e depois sua influência sobre os pagãos e o povo de Deus (Sl 97.7-9). A última parte contém tanto exortação como incentivo, insistindo na santidade e inculcando felicidade (Sl 97.10-12).

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. A soberania de Deus é um tema de alegria em muitos aspectos e para muitas pessoas, especialmente quando exibido num reinado de graça.

VERS. 3-6. Os acompanhamentos do advento evangélico de Cristo.
1. O fogo de seu Espírito.
2. A luz da palavra.
3. A comoção do mundo.
4. A remoção de obstáculos.
5. A demonstração da glória divina.

VERS. 4-5.
1. Os terrores que acompanharam a entrega da lei: "seus relâmpagos".
2. As razões para aqueles terrores. (a) Mostrar a culpa do homem. (b) Sua inabilidade em guardar a lei. (c) Mostrar sua necessidade de um cumpridor da lei em seu favor (G. R.).

VERS. 4-6. Uma descrição da doação da lei.
1. Os arautos do doador da lei, ou convicção, Sl 97.4.
2. O efeito de sua presença, ou contrição, Sl. 97.5.
3. A proclamação da lei, ou instrução (como por uma voz do céu, Sl 97.6).
4. O efeito da doação da lei, ou manifestação divina (Sl 97.6, última cláusula) (C. D.).

VERS. 5. A presença de Deus na igreja é seu poder invencível.

VERS. 6. A desordem no coração que resulta do culto idólatra, mesmo se for apenas espiritual. O quebrar do ídolo, desapontar-se com ele, ferir-se com ele, removê-lo.

VERS. 8.
1. O mundo tem um medo terrível dos juízos divinos.
2. A igreja se alegra neles, "Sião ouviu".
Ou:
1. Quando o mundo está alegre a igreja está triste.
2. Quando o mundo está triste, a igreja está alegre (G. R.).

VERS. 10. O que vocês fazem agora: "Amem o Senhor". Reciprocamente, pessoalmente, supremamente, habitualmente, progressivamente.
1. O que vocês precisam fazer: "Odeiem o mal". Fazer o mal, escrever o mal, falar o mal, pensar o mal; renunciar o mal, dominá-lo, superá-lo (W. J.).
VERS. 10.
1. A peculiaridade que distingue o povo de Deus: "Vocês que amam o Senhor".
2. Sua manifestação: "Odeiem o mal".
3. Sua recompensa: "O Senhor protege"; "Ele os livra" (G. R.).

VERS. 10-11. Davi observa em Deus três características de um verdadeiro amigo: Primeiro, com fidelidade e boa vontade ele preserva as almas dos piedosos. Segundo, com seu poder e majestade ele livra-os de seus inimigos. Terceiro, com sua sabedoria e santidade ele os ilumina e revigora (Le Blanc).

VERS. 11.
1. Onde é semeado? A resposta a isso virá sob os seguintes cabeçalhos, a saber: no propósito de Deus, na compra de Cristo, no ofício do Espírito, nas promessas da Palavra, na obra da Graça feita no coração e, nas preparações feitas lá em cima na glória.
2. Quando é a estação da cega? E para isso, a resposta é, a estação de colheita dos primeiros frutos, de colher em parte, é em certas horas na vida presente; a estação de colher mais plenamente é na morte, e de colher ainda mais completa e perfeitamente é no dia do juízo e tem continuidade através da eternidade.
(a) O tempo da ceifa parcial ocorre algumas vezes no curso da vida presente.
(1) Tempos de aflição têm sido para os retos, tempos de colher a alegria semeada. Assim eles têm sido preparados para sofrimentos, sustentados sob esses, e depois preparados para esquecer suas tristezas, devido à alegria pela descoberta emocional do que Deus fez por eles, e fez neles. Assim Deus faz com que luz surja nas trevas, e num dia chuvoso os revigora com um raio do céu, tornando brilhantes as gotas que caem; traz seu povo ao deserto e lá os consola.
(2) Estações de sofrimento pela causa de Cristo e do evangelho têm sido estações em que os retos começaram a colher a alegria semeada. Quando chamados a resistirem até o sangue, lutando contra o pecado, eles precisaram de mais do que um consolo comum, para capacitá-los a enfrentar e se manter firmes através da provação de fogo, e assim foi-lhes dado encorajamento num grau nunca antes experimentado (Jó 16.33).
(3) Estações em que Deus chamou os justos a serviço grande e difícil têm sido tempos de colher os começos da alegria semeada. Quando seu Pai celeste levanta a luz de seu rosto sobre eles, e faz brilhar neles a percepção de seu amor, eles estão preparados a ir aonde quer que ele os mande, e fazer o que ele ordenar.
(4) Depois de conflitos fortes com Satanás, os justos são reavivados pelo crescimento da alegria semeada. Depois que Cristo foi tentado um anjo veio consolá-lo. E para animar seus seguidores ele declara, Ap 2.17, "Ao vencedor darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que o recebe".
(5) Aguardando em Deus no santuário, os retos já se terão avistado com ele, e assim ter tido os começos da alegria semeada.
(b) Um tempo de colheita em maior plenitude acontecerá na morte; com alguns quando a alma está partindo; mas com todos imediatamente após ser libertado do corpo.
(c) A estação na qual os justos colherão sua alegria semeada, em plenitude, e em perfeição, será o dia final. Então Cristo virá para ser glorificado em seus santos, e admirado em todos aqueles que crêem, e para guiá-los todos em conjunto, e todos eles aperfeiçoados, para entrar na presença de Deus, onde há plenitude de alegria, e onde há prazeres para sempre (Daniel Wilcox).

VERS. 12. Alegrem-se com a lembrança de sua santidade. Sejam agradecidos por:
1. sua perfeição impoluta.
2. sua paciência maravilhosa.
3. seu lugar em nossa salvação.
4. como nos podemos aproximar dele através de Cristo.
5. seus triunfos preditos.
VERS. 12.
1. Uma lembrança diante da qual o mundo não dá um muito obrigado.
2. Razões que a tornam um assunto de ações de graças no caso dos justos. Sua importância no caminho da salvação; nas doutrinas do evangelho; na lei da vida cristã (C.D.).

SALMO 98

TÍTULO E ASSUNTO
Este poema sacro, que leva simplesmente o título de "salmo" se sucede ao anterior, e evidentemente é uma parte integral da série de salmos da realeza. Se Sl 97.1-12 descreveu a publicação do evangelho, portanto o estabelecimento do reino do céu, este salmo é uma espécie de Hino de Coroação, proclamando oficialmente o Messias conquistador como Monarca sobre as nações, com altos sonidos de trombetas, palmas e celebração de triunfos. É um cântico singularmente ousado e vivo. Os críticos estabeleceram o fato de que expressões similares ocorrem em Isaías, mas não vemos força nenhuma na inferência de que por isso foi escrito pelo profeta; por esse princípio, a metade dos livros escritos em língua inglesa poderiam ser atribuídos a Shakespeare. O fato é que esses salmos associados formam um mosaico, no qual cada um deles tem um lugar apropriado, e é necessário ao quadro total, e por isso acreditamos serem todos o trabalho de uma só mente. Paulo, se bem o entendemos, atribui Sl 95.1-11 a Davi, e como cremos que o mesmo escritor escreveu o grupo todo, atribuímos este também ao filho de Jessé. Seja de quem for, o canto merece estar entre as mais devotas e emocionalmente tocantes composições musicais sagradas.

DIVISÃO
Temos aqui três estrofes de três versículos cada. Na primeira, Sl 98.1-3, o assunto do louvor é anunciado; na segunda, Sl 98.4-6, a maneira daquele louvor é prescrita; e na terceira, Sl 98.7-9, sua extensão universal é proclamada.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Um novo cântico. O dever, beleza e benefício de manter o frescor em piedade, culto e adoração.
VERS. 1. Ele fez coisas maravilhosas.
1. Ele criou um maravilhoso universo.
2. Ele estabeleceu um maravilhoso governo.
3. Ele doou uma maravilhosa dádiva.
4. Ele providenciou uma maravilhosa redenção.
5. Ele inspirou um maravilhoso livro.
6. Ele abriu uma maravilhosa plenitude.
7. Ele efetuou uma maravilhosa transformação (W. Jackson).
VERS. 1. A vitória. As vitórias de Deus no juízo e na misericórdia: especialmente os triunfos de Cristo na cruz, e pelo seu Espírito no coração, e na igreja e por ela no âmbito maior.

VERS. 2. O Senhor anunciou a sua salvação.
1. O conteúdo de que é composta.
2. As razões pelas quais foi providenciada.
3. O preço pelo qual foi conseguida.
4. Os termos nos quais será concedida.
5. O modo em que precisa ser propagada.
6. A maneira na qual a negligência dela será punida (W. J.).
VERS. 2 (primeira cláusula).
1. O que é salvação?
2. Por que é chamada do Senhor: "A Salvação é do Senhor".
3. Como ele a fez conhecida.
4. Para que propósito.
5. Com que resultados (E. G. Gange).
VERS. 2. O grande privilégio de conhecer o evangelho.
1. Em que consiste.
(a) Revelação através da Bíblia.
(b) Declaração pelo ministro.
(c) Iluminação pelo Espírito.
(d) Ilustração na providência diária.
2. Ao que levou.
(a) Nós o cremos.
(b) Tanto o entendemos que cada vez mais cresce nosso regozijo nele.
(c) Somos capazes de contá-lo a outros.
(d) Detestamos aqueles que o mistificam.
VERS. 2. A glória da salvação.
1. É divina - "sua salvação".
2. É coerente com a justiça - "sua justiça".
3. É clara e simples - "revelada abertamente".
4. É pretendida para todos os tipos de homens - "às nações" inclui pagãos.

VERS. 3 (primeira cláusula). O Senhor lembra de sua aliança. Tempos em que ele parece ter se esquecido dele; modos em que mesmo naqueles tempos ele prova sua fidelidade; grandes feitos de graça pelos quais em outros tempos ele demonstra lembrar de suas promessas; e razões pelas quais ele precisa estar consciente de sua aliança.
VERS. 3 (última cláusula). Todos os confins da terra.
1. Literalmente. Missionários já visitaram todas as terras.
2. Espiritualmente. Homens prontos a se desesperarem, a perecerem.
3. Profeticamente. Demore-se mais nas grandes promessas com respeito ao futuro e os triunfos da igreja (E. G. G.).
VERS. 3. Todos os confins da terra viram a vitória de nosso Deus.
1. Importantes estrangeiros já a viram; muitos vieram de "todos os confins da terra" - do leste e oeste; gregos, os ouvintes de Pedro, o eunuco, homens da Groenlândia, das Ilhas dos Mares do Sul, da África, Índios.
2. Os santos mais maduros a viram; eles estão nos lugares claros da terra, saindo do deserto para entrar em Canaã.
3. Os piores pecadores a viram; aqueles que andaram tão grande distância que não podiam ir mais longe sem pisarem no inferno. O ladrão na cruz. A mulher que era pecadora. Aqueles a quem Whitefield chamou de "os rejeitados do diabo" (W. J.).

VERS. 4. O uso certo do barulho.
1. "Aclamem". Façam um barulho. Acorde, ó quem dorme. Fale, ó quem é mudo.
2. "Celebrem com júbilo". O grito de livramento, de gratidão, de alegria.
3. "Aclamem, louvem-no com cânticos de alegria". A natureza com suas dez mil vozes. A igreja com miríade de santos.
4. "Aclamem a Deus com alto som". Louvem somente a ele. Louvem-no para sempre (E. G. G.).

VERS. 6. Alegria é um ingrediente necessário do louvor. O Senhor como Rei, uma idéia essencial na adoração. Expressar isso de vários modos nos cabe, quando louvamos com alegria a um Rei como ele.

VERS. 7-8. A natureza em adoração. A congregação é:
1. Vasta. Mar, terra, rios, montes.
2. Variada. Diversa no caráter, palavra, aspecto, cada um do outro, constante e semelhante só nisso, todos sempre adoram Deus.
3. Feliz. Nisso como os adoradores no céu, e pela mesma razão - o pecado está ausente (E. G. G.).

VERS. 8. O canto das águas, e a aleluia dos montes.

VERS. 9. O juízo final como tema para gratidão.
VERS. 9. Diante do Senhor. Onde nós estamos, onde nossa alegria deve estar, onde todos devemos sentir que todas as nossas ações estão - "diante do Senhor". Pergunte - O que somos nós diante do Senhor? O que nós seremos quando ele vier?

SALMO 99


Este salmo pode ser chamado de O SANTÍSSIMO, ou seja, O SALMO SANTO, SANTO, SANTO, pois a palavra "santo" é a conclusão e o refrão de suas três divisões principais. Seu assunto é a santidade do governo divino, a santidade do reinado do Mediador. Parece-nos declarar a santidade do próprio Jeová em Sl 99.1-3; menciona a eqüidade do rei que o Senhor nomeou, como ilustração do amor de santidade do Senhor; ou mais provavelmente descreve o próprio Senhor como sendo o rei, em Sl 99.4-5, e então apresenta o caráter severamente justo dos tratos de Deus com aquelas pessoas favorecidas que em tempos anteriores ele havia escolhido para se aproximarem dele em favor do povo, Sl 99.6-9. É um hino que bem serve aos santos que habitam em Sião, a cidade santa, e especialmente digno de ser cantado reverentemente por todos que, como Davi o rei, Moisés o portador da lei, Aarão o sacerdote, ou Samuel o vidente, têm a honra de liderar a igreja de Deus, e implorar por ela junto ao Senhor dela.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. A doutrina da soberania divina enunciada.
2. A apreensão da soberania divina exigida. Deve ser apreendida, compreendida espiritualmente. Deus quer ser Rei no coração dos homens. Todos os mortais devem tremer ante o Imortal, especialmente os ímpios.
3. Os acessórios da soberania divina descritos. A soberania nunca abandona o propiciatório. Anjos são representados sobre o propicia-tório, os ministros da soberania.
4. O efeito da soberania divina descritos. Os homens devem ser "levados" a temer e obedecer ao Rei diante de quem os anjos se curvam. Os homens devem ser levados a buscar a misericórdia que os anjos estudam (William Durban).
VERS. 1. Ele se senta entre os querubins.
1. Afirmação feita; onde Deus habita, sobre o propiciatório, seu trono. Para ouvir oração e confissão e para conceder salvação.
2. Efeito produzido - "A terra desperta"; à admiração, à oração, à contrição com lamento, para se aproximar (E. G. Gange).

VERS. 2.
1. Deus é grande em Sião em si mesmo, todas as suas perfeições estão aqui, o que não pode ser dito da criação, nem da lei, nem do céu de anjos.
2. Grande em suas obras de salvar pecadores, o que ele não pode fazer em outra parte.
3. Grande em sua glória como demonstrada na redenção através de seu Filho.
4. Grande em seu amor para com seus redimidos (G. R.).
VERS. 2. Grande é o Senhor em Sião.
1. Na condescendência que ele mostra - Sião é sua "habitação", seu "descanso".
2. Na glória que ele manifesta - poder e glória estão no santuário, Sl 68.2.
3. Na assembléia que ele atrai. "Cada um em Sião se apresenta" diante de Deus". Sl 84.7.
4. Nas bênçãos que ele dá.
5. Na autoridade que ele exerce (W. Jackson).

VERS. 3. Os terrores do Senhor, ligados à santidade, e dignos de louvor.

VERS. 4.
1. Trace o processo do funcionamento dos princípios certos através de três estágios - amor, estabelecimento, execução.
2. Ilustre pelo caráter e ação de Deus.
3. Aplique isso à vida nacional e à diária (C. D.).

VERS. 5. Exaltem o Senhor, seu Deus.
1. Por quê? Por aquilo que ele é para você. Por aquilo que ele já fez por você. Por aquilo que ele lhe contou.
2. Como? Em seu afeto. Em sua meditação. Em sua súplica. Em sua conversação. Em sua profissão. Em sua consagração. Em sua cooperação. Em sua expectativa (W. J.).
VERS. 5.
1. O entusiasmo leal do culto; isso exalta o Senhor.
2. A humilde modéstia da adoração, não aspirando à exaltação, se ajoelha ao escabelo.
3. A boa razão para cultuá-lo. - "Ele é santo" (C. D.).

VERS. 6-7.
1. A oração ofertada. Moisés o profeta. Aarão o sacerdote. Samuel o governador, "Eles clamavam".
2. A oração respondida. "Ele lhes respondia", "falava-lhes".
3. A oração vindicada. Eles guardavam os outros testemunhos (G. R.).

VERS. 7 (primeira cláusula). A revelação da nuvem ou o que Deus prenunciava a Israel na coluna da nuvem.
1. Que Deus estava disposto a se comunicar com o homem.
2. Que o homem pecador não podia ver Deus e viver.
3. Que Deus se tornasse encarnado, tendo o véu da carne como dentro da nuvem.
4. Que ele deveria ser sua proteção, seu protetor e guia.
5. Que Deus manifesto em carne os conduziria à Terra Prometida - que é o Céu (C. D.).

VERS. 8. Misericórdia e justiça, ou o mar de vidro misturado com fogo (C. D.)
VERS. 8. Observe:
1. Que a vingança de Deus por pecado não evita que ele perdoe o pecado;
2. Que Deus perdoar o pecado não evita de ele se vingar pelo pecado (Stephen Bridge).

VERS. 9. O Senhor, o nosso Deus. Um dulcíssimo tópico será encontrado na consideração das questões: "De que maneira é Deus nosso? e em que relações está ele com seu povo?"
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SALMO 100

TÍTULO
Um salmo de louvor, ou melhor, de ação de graças. Este é o único salmo que leva precisamente esta inscrição. É todo chamejante de adoração agradecida, e por este motivo tem sido um grande favorito do povo de Deus desde que foi escrito. Vamos cantar o salmo 100, "the Old Hundredth", em hino ou cântico, foi uma das expressões ouvidas sempre na igreja cristã, e será assim (cantado ou lido) enquanto existirem homens leais ao Grande Rei. Nada mais sublime pode haver deste lado do céu do que o cantar deste nobre salmo por uma congregação vasta. A paráfrase que Watts fez, que começa "Before Jehovah's awful throne" (Ante o trono tremendo de Jeová) 3, e o escocês "All people that on earth do dwell" (Vós - que este mundo povoais)4 são ambas versões nobres, e até Tare e Brady se erguem além de si mesmos quando cantam: "Num só acordo, que toda a terra/erga a Deus alegres vozes". Neste salmo cantamos com júbilo o poder criador e a bondade do Senhor, assim como antes com tremor adoramos sua santidade.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo. Este é um cacho de uvas do vale de Escol. É um gosto daquilo que ainda é a terra prometida. A igreja judaica chegou a sua perfeição no reinado de Salomão, mas um maior do que Salomão está aqui. A perfeição da igreja do Novo Testamento é aqui antecipada. Este salmo ensina:
1. Que haverá um estado de júbilo do mundo todo (Sl 100.1).
(a) A quem é dirigida a mensagem - a "todos os habitantes da terra", a todos que há naquelas terras.
(b) O tema da mensagem - "Aclamem o Senhor" ("Cantem alegre-mente" - Bíblia Viva). Que barulho triste já fez!
(c) Por quem é dada a mensagem? Por aquele que assegura o que ele ordena.
2. Que este estado alegre do mundo inteiro surja do prazer no Ser Divino (Sl 100.2).
(a) Os homens há muito já tentaram ser felizes sem Deus.
(b) Eles descobrirão por fim que sua felicidade está em Deus. A conversão de um indivíduo nesse respeito é um modelo da conversão do mundo.
3. Que este prazer em Deus surja de um novo relacionamento com ele (Sl 100.3).
(a) De conhecimento da nossa parte: ele será conhecido como o Deus Triuno, como um Deus da aliança, como o Deus da salvação - como Deus.
(b) De reivindicação por direito dele.
(1) por direito de criação - "Ele nos fez".
(2) por luz da redenção - "Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus" (1Pe 2.10); "Volte para mim, pois eu o resgatei" (Is 44.22b).
(3) por direito de preservação - "Somos o rebanho".
4. Que este novo relacionamento com Deus nos faça estimar os rituais de sua casa (Sl 100.4).
(a) Do que o culto consistirá - "ações de graça" e louvor.
(b) A quem será apresentado. Entrem pelas portas dele - em seus átrios - dêem graças a ele - bendizei-o - bendizei o nome dele. Que esse culto seja perpétuo; comece na terra e continue no céu. Este fato é bem fundamentado.
5. Que este culto será perpétuo; começado na terra, continuado no céu. Este aspecto é fundamentado.
(a) Na bondade essencial dele. "Pois o Senhor é bom".
(b) Na misericórdia eterna. "Sua misericórdia".
(c) Na verdade imutável. "Sua verdade" (G. R.).

VERS. 2. Prestem culto ao SENHOR com alegria.
1. Pois ele é o melhor dos seres.
2. Pois seus mandamentos não são penosos.
3. Porque ele é seu Salvador, bem como Criador; seu amigo, bem como Senhor.
4. Os anjos, muito mais importantes do que você, não conhecem nenhuma razão para não servi-lo com alegria.
5. Em servi-lo você serve a si mesmo.
6. Você torna atraente a religião.
7. Você se prepara para o céu (George Bowen).
VERS. 2 (primeira cláusula). Um coração verdadeiro:
1. é humilde - presta serviço.
2. é piedoso - serve ao Senhor.
3. é ativo - serve, "preste culto ao Senhor".
4. em conseqüência, é alegre - "com alegria".
VERS. 2 (primeira cláusula) "Servi ao Senhor com alegria" (ARA). "Prestem culto ao Senhor" (NVI). Bom tema de Sermão, que tem sido usado: "Servindo ao Senhor com Alegria".

VERS. 3. Reconheçam que o SENHOR é Deus. Para que você possa ser sincero no meio de superstição, esperançoso em contrição, persistente em súplica, não fatigado no empenho, calmo em aflição, firme em tentação, ousado em perseguição, e feliz mesmo em desapontamentos (W. J.).
VERS. 3. Somos o seu povo. Nascemos duas vezes, como todo o seu povo. Amamos a sociedade de seu povo. Estamos olhando para Jesus como seu povo está. Somos separados do mundo como seu povo. Experimentamos as dificuldades de seu povo. Preferimos o serviço do seu povo. Gozamos os privilégios de seu povo (W. J.).

VERS. 4. Uma Fala de Gratidão que é devida a Deus por seus benefícios e bênçãos.
VERS. 4.
1. Os privilégios de acesso.
2. A obrigação de mostrar gratidão.
3. As razões de apreciarmos as duas coisas.

VERS. 5.
1. A fonte inexaurível - a bondade de Deus.
2. A correnteza eterna que não pára de fluir - a misericórdia de Deus.
3. Os oceanos insondáveis - a verdade de Deus. "Ó, as profundezas!" (W. Durban).

SALMO 101

TÍTULO
Um salmo de Davi. Este é um salmo exatamente como o homem segundo o coração de Deus comporia quando estava para se tornar rei em Israel. É todinho Davi, direto, resoluto, devoto; não há sequer um traço de diplomacia ou vacilação; o Senhor o nomeou para ser rei, e ele o sabe, portanto ele tem o propósito em todas as coisas de comportar-se como convém a um monarca que o próprio Senhor escolheu. Se nós chamamos este de O SALMO ou RESOLUÇÕES PIEDOSAS, quem sabe vamos nos lembrar dele ainda mais prontamente. Depois de cânticos de louvor um salmo sobre a prática não só proporciona variedade, como chega muito adequadamente. Nunca louvamos melhor o Senhor do que quando fazemos aquelas coisas que são agradáveis à sua vista.

DICAS PARA O PREGADOR
Salmo inteiro. Este é um salmo no tempo futuro dos verbos. O número de vezes em que aparece varia um pouco conforme a tradução, mas são cerca de treze. Decisões devem ser tomadas:
1. Com deliberação, não, portanto, sobre assuntos levianos.
2. Com reserva, no espírito de "Se o Senhor quiser".
3. Dependendo do poder divino para seu cumprimento (G. R.).

VERS. 1.
1. A doce obra que se decide é "cantar".
2. O doce cantor que resolve isso, a saber, Davi, "eu cantarei".
3. O doce assunto do cântico: "misericórdia e juízo".
4. O doce objeto deste louvor e a maneira na qual ele quer cantá-lo: "A ti, Senhor, cantarei" (Ralph Ershikine).
VERS. 1. O que há na misericórdia que dá base para se cantar.
1. A liberdade e o imerecimento da misericórdia.
2. A misericórdia inesperada. Quando eu estava esperando uma carranca, ganhei um sorriso; quando eu esperava nada a não ser ira, ganhei um olhar de amor; em vez de um golpe de vingança, ganhei uma visão de glória.
3. O oportuno da misericórdia é base para se cantar - graça para ajudar em tempo de necessidade.
4. A grandeza e riquezas da misericórdia fazem cantar os recebedores dela.
5. A doçura da misericórdia os faz cantar.
6. A certeza e a firmeza da misericórdia já faz com que cantem - "As misericórdias seguras de Davi" (De Ralph Erskine, no sermão dele, "The Militant's Song").
VERS. 1.
1. As diferentes condições do homem justo nesta vida. Nem tudo misericórdia, nem tudo juízo, mas tanto misericórdia como juízo.
2. Seu único dever e privilégio em referência a eles. "Cantarei".
(a) Porque ambos vêm de Deus.
(b) Porque ambos vêm de amor.
(c) Porque ambos são para o bem atual.
(d) Porque ambos são preparativos para o descanso eterno (G. R.).
VERS. 1. A combinação de canto com viver santo. Tanto o sino do louvor como a romã dos frutos santos devem adornar os sacerdotes do Senhor.

VERS. 2.
1. O fim desejado: "Portar-se sabiamente"; consistência de conduta.
2. Os meios empregados: "Quando virás"; só quando Deus está conosco nós caminhamos de modo perfeito.
3. O teste proposto: "Em minha casa", onde sou mais eu mesmo e onde sou mais bem conhecido (G. R.).
VERS. 2. A sabedoria da santidade.
1. Em escolher nossa esfera de obrigação.
2. Em cronometragem: ordenar e equilibrar os deveres.
3. Em gerenciar outros de acordo com suas constituições.
4. Em evitar disputas com adversários.
5. Em administrar repreensão, dar esmolas, aconselhar a combinação da serpente com a pomba.
VERS. 2. - Ó quando virás ao meu encontro? Uma exclamação devota.
1. Revelando a necessidade do salmista da presença divina para a santidade.
2. Seu anseio intenso.
3. Sua expectativa plena.
4. Sua apreciação tosca da visita condescendente.
VERS. 2 (última cláusula). Piedade no lar. Seu dever, excelência, influência, sua esfera e recompensa. Note também a mudança de coração e firmeza de propósito necessários para isso.

VERS. 3.
1. A vista da maldade deve ser evitada: "Repudiarei todo mal".
2. Quando visto é para ser detestado: "Odeio".
3. Quando sentido é para ser repudiado. Pode me tocar, mas "jamais me dominará".

VERS. 4. A necessidade de cuidado extremo na escolha de nossos íntimos.

VERS. 5. A natureza detestável da calúnia, prejudicando três pessoas ao mesmo tempo - quem fala, quem ouve e a pessoa caluniada.

VERS. 6. O dever de crentes que têm mais recursos de encorajar e empregar pessoas de caráter piedoso.

VERS. 8. A obra do grande Rei quando chega em juízo.

SALMO 102

TÍTULO
Uma oração do aflito, quando ele é esmagado e derrama sua queixa diante do Senhor. Este salmo é uma prece muito mais no espírito do que nas palavras. Os pedidos formais são poucos, mas uma forte torrente de súplicas vai do começo ao fim, e como uma subcorrente, consegue achar o caminho para os céus através dos gemidos de aflição e confissões de fé que compõem a maior parte do salmo. É uma oração dos afligidos ou de "um sofredor", e leva as marcas da idade dos pais, como está registrado em Jabez que "sua mãe o deu à luz em tristeza", assim podemos dizer deste salmo, ainda como o Benoni de Raquel, ou filho da tristeza, era também seu Benjamim, ou filho de sua mão direita, assim é este salmo tão eminentemente expressivo de consolação como de desolação. Não chega a ser correto chamá-lo de salmo penitente, pois a tristeza é mais de alguém sofrendo do que pecando. Tem seu próprio amargo, e não é o mesmo daquele do salmo cinqüenta e um. O sofredor está aflito mais pelos outros do que por si mesmo, mais por Sião e a casa do Senhor do que por sua própria casa. É quando ele está oprimido, ou muito preocupado e deprimido. Nem os melhores dos homens são sempre capazes de abafar a torrente de tristeza. Mesmo quando Jesus estava à bordo, a embarcação podia se encher e começar a afundar. E ele derrama sua queixa ante o Senhor. Quando um copo é enchido demais ou virado, naturalmente cai tudo que estava nele; grande dificuldade remove do coração toda a reserva e faz a alma se derramar sem detença; é bom quando aquilo que está na alma é tal que pode ser derramado na presença de Deus, e este é o caso quando o coração foi renovado pela graça divina. A palavra traduzida "reclamação" nada tem nela da idéia de achar defeito ou queixar-se, mas deve antes ser traduzida como "gemido" - expressão de dor, não de rebeldia. Para ajudar a memória chamaremos este salmo de O GEMIDO DO PATRIOTA.

ASSUNTO
É o lamento de um patriota sobre a situação angustiosa de seu país. Ele se veste das aflições de sua nação como se fosse uma roupa de estopa, e lança seu pó e cinzas sobre sua cabeça como os sinais e causas de sua tristeza. Ele tem suas tristezas particulares e seus inimigos pessoais, ele está também muito afligido no corpo por doença, mas as misérias de seu povo lhe causam angústia mais amarga, e isso ele derrama num lamento sincero e comovente. Contudo, não sem esperança o patriota chora; ele tem fé em Deus, e espera pela ressurreição da nação através do favor onipotente do Senhor; isso o faz caminhar entre as ruínas de Jerusalém, e dizer com espírito esperançoso: "Não, Sião, nunca perecerás. Teu sol não se pôs para sempre; dias mais claros estão guardados para ti". É inútil indagar do ponto preciso na história de Israel que comoveu assim a alma do patriota, pois muitas vezes a terra foi oprimida, e em qualquer de seus tempos tristes este cântico e oração teria sido uma fala bastante natural e apropriada.

DIVISÃO
Na primeira parte do salmo, Sl 102.1-11, o gemido monopoliza todos os versículos; a lamentação não cessa, a tristeza reina. A segunda porção, de Sl 102.12-28, tem uma visão de coisas melhores, uma visão do Senhor gracioso, e sua existência eterna, e cuidado de seu povo, e assim é intercalada com luz solar bem como sombreada pela nuvem, e termina muito gloriosamente com confiança calma no futuro e doce descanso no Senhor. A composição completa pode ser comparada a um dia que, começando com vento e chuva, se aclara ao meio-dia e se esquenta com o sol; continua com tempo bom, alguns chuviscos intermitentes, e finalmente termina com um pôr de sol radiante.

DICAS PARA O PREGADOR
1. Homens aflitos podem orar.
2. Homens aflitos devem orar mesmo quando dominados pela situação.
3. Homens aflitos podem orar - pois o que é preciso é um derramamento de sua queixa, não um espetáculo de oratória.
4. Homens aflitos são aceitos na oração - pois esta oração é registrada.

VERS. 1-2. Cinco passos para o propiciatório. O salmista ora por:
1. Audiência: "Ouve a minha oração".
2. Acesso: "Chegue a ti o meu grito de socorro".
3. Remoção do véu: "Não escondas de mim o teu rosto".
4. Um ouvido atento: "Inclina para mim os teus ouvidos".
5. Resposta (C. Davis).

VERS. 1, 17, 19-20. Uma dissertação interessante pode ser baseada nestas passagens.
1. Implora-se ao Senhor que ouça - Sl 102.1.
2. A Promessa é dada de que ele ouvirá - Sl 102.17.
3. O Registro é que o Senhor já ouviu - Sl 102.19-20.

VERS. 2.
1. Oração na dificuldade é mais necessária.
2. Oração na dificuldade é mais escutada.
3. Oração na dificuldade é mais acelerada: "Responde-me depressa".
Ou:
1. Oração da aflição: "Quando estou atribulado".
2. A oração da aflição: "Não escondas o teu rosto", não removas a provação, mas esteja comigo nela. Uma fornalha em fogo é um paraíso quando Deus está lá conosco (G. R.).
VERS. 2 (primeira cláusula). Ele deprecia a perda da face divina quando está em aflição.
1. Isso intensificaria a aflição mil vezes.
2. Isso tiraria dele a força para suportar a aflição.
3. Isso evitaria de ele agir de modo a glorificar Deus na aflição.
4. Isso poderia prejudicar o resultado da dificuldade.
VERS. 2 (última cláusula).
1. Nós muitas vezes temos que ter uma resposta depressa.
2. Deus pode responder assim.
3. Deus tem respondido assim.
4. Deus prometeu responder assim.

VERS. 3-11.
1. As causas da tristeza.
(a) A brevidade da vida, Sl 102.3.
(b) Dor no corpo, Sl 102.3.
(c) Depressão no espírito, Sl 102.4-5.
(d) Solidão, Sl 102.6-7.
(e) Repreensão, Sl 102.8.
(f) Humilhação, Sl 102.9.
(g) As vezes em que Deus esconde a face, Sl 102.10.
(h) Definhar, ser consumido, Sl 102.11.
2. A eloqüência da tristeza.
(a) A brevidade da vida é como "fumaça" que se esvai.
(b) Dor corpórea é fogo nos ossos.
(c) Depressão no espírito é "relva ressequida". Quem pode comer quando o coração está triste?
(d) Solidão é como a coruja no deserto, o pássaro solitário no telhado".
(e) Repreensão é como estar cercado por loucos - a "lançar maldições".
(f) Humilhação é "comer cinzas" como pão e "beber lágrimas".
(g) As ocultações da face de Deus são como levantar-se para ser lançado abaixo.
(h) Definhar é uma sombra declinando e relva murchando (G. R.).

VERS. 4. Tristeza descrente faz-nos esquecer de usar os meios apropriados para nosso sustento.
1. Esquecemos as promessas.
2. Esquecemos o passado e suas experiências.
3. Esquecemos do Senhor Jesus, nossa vida.
4. Esquecemos o amor eterno de Deus. Isso nos leva à fraqueza, à debilidade e deve ser evitado.

VERS. 6. Como texto, junto com o Sl 103.5, este faz um contraste interessante, e dá espaço para muito ensino experimental.

VERS. 7. Os males e benefícios da solidão; onde pode ser procurado, e quando se torna uma tolice. Ou, o observador tristonho - sozinho, fora do âmbito da comunhão, insignificante, desejoso do intercâmbio, isolado para vigiar.

VERS. 9. As tristezas dos santos - seu número, sua amargura, fontes, corretivos, influências e consolações.

VERS. 10 (última cláusula). A prosperidade de uma igreja ou de um indivíduo é muitas vezes seguida de deterioração; engrandecimento mundano freqüentemente é seguido por aflição; grande alegria no Senhor muito geralmente é seguida por provação.

VERS. 11-12. Eu e Tu, ou o contraste notável.
1. Eu: meus dias são como sombra.
(a) Porque sombra é inconsistente; porque compartilha da natureza da escuridão que vai absorvê-la; porque quanto mais longa ela se torna tanto mais breve sua continuação.
(b) Sou como relva cortada pela foice, queimada por ser seca.
2. Tu. Senhor. Duras para sempre. Sempre memorável. Sempre o estudo de gerações passadas de homens (C. D.).

VERS. 13.
1. Sião muitas vezes precisa de restauração. Precisa de "misericórdia".
2. Sua restauração é certa: "Tu te levantarás".
3. As estações de sua restauração estão determinadas. Há um "tempo" para favorecê-la; um tempo "determinado".
4. Intimações dessas estações que vêm são dadas muitas vezes "O tempo certo é chegado" (G. R.).

VERS. 13-14.
1. Visitação esperada.
2. Conta-se com a predestinação.
3. A evidência é observada.
4. A indagação sugerida - Temos prazer em suas pedras?
VERS. 13-14. O interesse do povo do Senhor nos interesses de Sião é um dos sinais mais certos do retorno de sua prosperidade.

VERS. 15. A prosperidade interior da igreja é essencial ao seu poder no mundo.

VERS. 16. Deus é o comprador, o arquiteto, o construtor, o habitante e Senhor de Sião.
1. Sião edificado. Conversões freqüentes; confissões numerosas; união firme; edificação sólida; missões estendidas.
2. Deus glorificado. Em seus próprios fundamentos; pelo seu ministério; pelas dificuldades e inimigos; por trabalhadores fracos; materiais pobres e até por nossos fracassos.
3. Esperança despertada. Porque podemos esperar que o Senhor se glorificará.
4. Averiguação sugerida. Estou eu interessado em saber como é construído, ou está sendo construído, não só doutrinariamente, e sim experimentalmente?

VERS. 17.
1. Os necessitados oram.
2. Eles oram mais.
3. Eles oram melhor.
4. Eles oram com mais eficácia. Ou, o modo mais certo de ser bem-sucedido na oração é orar como fazem os destituídos; mostre a razão disso.

VERS. 18.
1. Um memorial.
2. Um magnificante (W. Durban).

VERS. 18-21.
1. Extrema miséria.
2. Divindade observadora.
3. Deidade assistindo.
4. Glória publicada em conseqüência.

VERS. 19-22.
1. A observação que Deus faz do mundo, Sl 102.19.
(a) O lugar de onde ele o vê: "do céu", não de um ponto de vista terreno.
(b) O jeito como ele o olha; "do alto do santuário", de seu propiciatório.
2. O que mais atrai a sua observação no mundo. O gemido do prisioneiro e daqueles marcados para a morte.
3. O propósito para o qual ele os observa. "libertar"; "anunciar".
(a) Para consolo humano.
(b) Para sua própria glória.
4. Quando ele fixa sua observação sobre a terra. "Quando" Sl 102.22 (G. R.).

VERS. 23. Para os doentes.
1. Submissão - O Senhor mandou a tribulação - "Ele me abateu".
2. Serviço - exonera de algum trabalho, agora requer de mim paciência, sinceridade.
3. Preparação - para ir ao lar.
4. Oração - por outros para ocuparem meu lugar.
5. Expectativa - logo estarei no céu, agora que meus dias estão abreviados.

VERS. 24.
1. A oração. "Não me leves".
(a) Não no meio da vida, é a oração de alguns.
(b) Não no meio da prosperidade mundana, é a oração de muitos, por amor daqueles que dele dependem.
(c) Não no meio de crescimento espiritual, é a oração de não poucos: "Ó, me poupe, para que eu possa recuperar a força".
(d) Não no meio do trabalho cristão e utilidade, é a oração de outros.
2. A prece. "Teus anos"; anos são abundantes contigo, portanto dar-me mais longos dias será uma dádiva fácil - e os teus próprios se estendem através de todas as gerações (G. R.).

VERS. 25-27.
1. A imutabilidade de Deus em meio a mudanças passadas: "de há muito".
(a) Ele era o mesmo antes como depois que ele deitou os fundamentos da terra.
(b) Ele era o mesmo depois como antes.
2. A imutabilidade de Deus em meio a mudanças futuras. "Eles perecerão".
(a) O mesmo antes de perecerem como depois.
(b) Depois como antes.
3. A imutabilidade de Deus no passado e o futuro. "Tu és o mesmo" (G. R.).

VERS. 26-27.
1. Até onde Deus pode mudar - só em suas roupas, ou manifestações externas da criação e providência.
2. Em que ele não pode mudar - sua natureza, atributos, pacto, amor.
3. As verdades confortáveis que seguramente podem ser inferidas ou que ganham suporte desse fato.
VERS. 26-27.
1. O universo material de Deus.
(a) Nada mais para ele do que uma veste para quem o põe.
(b) Sempre ficando velho, mas ele o mesmo.
(c) Logo para ser mudado e deixado para perecer, mas de seus anos não há fim.
2. Nosso relacionamento com cada um.
(a) Nunca amemos o traje mais do que o usuário.
(b) Nem confiemos mais no mutável do que no permanente.
(c) Nem vivamos para aquilo que morrerá, que passará.

VERS. 28. A verdadeira sucessão apostólica.
1. Sempre haverá santos.
2. Freqüentemente, serão a semente dos santos segundo a carne.
3. Serão sempre a semente espiritual dos piedosos, porque Deus converte um por meio de outro.
4. Devemos ordenar nossos esforços com um olho no futuro da igreja.

SALMO 103

TÍTULO
Um salmo de Davi. Sem dúvida por Davi; está no seu próprio estilo quando no seu auge, e devemos atribuí-lo a seus anos mais maduros, quando ele sentia mais a preciosidade do perdão, por ter um senso mais aguçado do pecado, do que quando mais moço. Seu senso claro da fragilidade da vida indica estar nos anos de mais fraqueza, assim como a própria imparcialidade de seu senso de louvor na gratidão. Como nos altos Alpes alguns picos sobem mais do que todos os outros, também nos salmos inspirados há alturas de cântico que superam os outros. Este salmo cento e três sempre nos pareceu ser o Monte Rosa da cadeia divina de montanhas de louvor, cintilando com uma luz mais rubra do que qualquer outra. É como a macieira em meio às arvores da mata, e seu fruto dourado tem um sabor como nenhuma outra a não ser que tenha amadurecido no sol pleno da misericórdia. É a resposta do homem à bênção de seu Deus, seu Canto no Monte respondendo o Sermão no Monte que seu Redentor apresentou. Nabucodonosor adorou seu ídolo com flauta, harpa, cítara, saltério, pífaro, e todo tipo de música, e Davi, em estilo bem mais nobre, acorda todas as melodias do céu e terra em honra do único Deus vivo e verdadeiro. Nossa tentativa de exposição começa sob um senso impressivo da completa impossibilidade de fazer justiça a tão sublime composição; invocamos nossa alma e tudo que está dentro de nós para ajudar-nos na tarefa agradável, mas, ai, nossa alma é finita, e toda nossa faculdade mental pequena demais para o empreendimento. Há demais no salmo para mil penas escreverem; é uma daquelas Escrituras que a tudo compreende, que é uma Bíblia em si mesmo, e que poderia sozinha quase ser suficiente para o hinário da igreja.

DIVISÃO
Primeiro, o salmista canta de misericórdias pessoais que ele mesmo recebeu, Sl 103.1-5; depois ele magnifica os atributos de Jeová como mostram seus tratos com seu povo, Sl 103.6-19; e ele completa invocando todas as criaturas do universo para adorarem o Senhor e juntarem-se a ele bendizendo Jeová, o sempre gracioso.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Devemos bendizer o próprio Altíssimo. É possível que não o bendigamos, enquanto bendizemos suas dádivas, sua palavra, suas obras, seus modos.
2. Devemos bendizê-lo individualmente. "Minha alma". Não meramente a família através do pai, nem as pessoas através do pastor, nem a congregação através do coro; mas pessoalmente.
3. Devemos bendizê-lo espiritualmente: "alma". Não só com órgão, voz, oferta, obras.
4. Devemos bendizê-lo sem reservas: "todo o meu ser".
5. Devemos bendizê-lo resolutamente. Davi pregou a comunhão consigo mesmo, o incentivo de si e o comando de si (W. Jackson).
VERS. 1. Aqui está:
1. Converse consigo: "Ó minha alma". Muitos conversam bastante livremente com outros, mas nunca conversam consigo mesmo. São estranhos para si - estão "de mal" consigo próprios - não se interessam pelas próprias almas - ficam entorpecidos e melancólicos quando estão a sós.
2. Exorte a si: "Bendiga ao Senhor, ó minha alma". Teu Criador, teu Benfeitor, teu Redentor.
3. Encoraje a si. "Tudo que há em mim" - toda faculdade de meu ser mental, moral e espiritual: com dez cordas - toda corda em move-mento. Não é preciso que uma faculdade diga a outro: "conheça o Senhor", pois todos o conhecerão do menor até mesmo o maior" (G. R.).
VERS. 1 (primeira cláusula, e Sl 103.22, última cláusula) Culto pessoal é o Alfa e Ômega da religião (C. Davis).

VERS. 2. Pesquise as causas de nosso freqüente esquecimento das misericórdias do Senhor, mostre o mal disso, e aconselhe remédios.

VERS. 3.
1. O perdão está em Deus: "Contigo há o perdão". É de sua natureza perdoar bem como punir o pecado.
2. Vem de Deus. Ninguém pode perdoar pecado a não ser Deus. Ninguém pode revelar perdão senão Deus.
3. É como Deus, pleno, de graça e para sempre - "todas as tuas iniqüidades" (G. R.).
VERS. 3. Cura todas as tuas doenças.
1. Por que o pecado é chamado de doença?
(a) Porque destrói toda a beleza moral da criatura. Porque suscita dor.
(b) Porque incapacita para o dever.
(c) Porque leva à morte.
2. A variedade de doenças pecaminosas à qual somos sujeitos, Mc 7.21-23; Gl 5.19.
3. O remédio com que Deus cura essas doenças.
(a) Sua misericórdia perdoadora através da redenção de Cristo.
(b) As influências santificadoras da graça.
(c) O meio da graça.
(d) A ressurreição do corpo. (De "O Estudo", 1873).
VERS. 3 (última cláusula) Nossas doenças por natureza, nosso grande Médico, a perfeita sanidade com que ele trabalha em nós, resultados desta sanidade.

VERS. 3-5. A Hexapla da Misericórdia (isto é, as seis colunas do templo, a misericórdia em seis colunas).
1. Três maldições tiradas.
(a) A culpa tirada.
(b) A corrupção tirada.
(c) A destruição evitada.
2. Três bênçãos dadas.
(a) Favores que podem gratificar.
(b) Prazeres que podem satisfazer.
(c) A vida que nunca pode morrer.
Ou
1. Perdão (Sl 103.3).
2. Purificação (Sl 103.4).
3. Redenção.
4. Coroação (Sl 103.5).
5. Abundância concedida.
6. Poder renovado (W. Durban).

VERS. 4. (primeira cláusula). A Redenção da vida de Davi da destruição.
1. Sua vida de pastor.
2. Sua vida militar.
3. Sua vida perseguida.
4. Sua vida real.
5. Sua vida espiritual (W. J.).
VERS. 4. O que é redimido, e de quê? Quem é redimido, e por quem?

VERS. 5.
1. Uma única condição - satisfação.
2. Uma única provisão - boas coisas.
3. Um único resultado - juventude renovada.
VERS. 5. Rejuvenescimento.

VERS. 7.
1. Deus quer que os homens o conheçam.
2. Ele é seu próprio revelador.
3. Há graus na revelação.
4. Nós podemos orar por mais conhecimento dele.

VERS. 8.
1. Misericórdia especificada: "Compassivo e misericordioso".
2. Misericórdia qualificada: "Mui paciente". Dificilmente se enfurece. A misericórdia pode se enfurecer, e então como é terrível a ira.
3. Misericórdia expandida: "Cheia de amor". "Ele perdoará abundantemente; e só ele sabe o que perdão abundante significa" (G. R.).

VERS. 9.
1. O que Deus fará para seu povo. Ele por vezes admoesta - contende com eles.
(a) Do ponto de vista da providência, com provações externas.
(b) Do ponto de vista da experiência, com conflitos internos.
2. O que ele não fará a eles.
(a) Não os repreenderá continuamente nesta vida.
(b) Não os repreenderá nem um pouco no além.
(c) "Os dias de sua lamentação terão fim" (G. R.).

VERS. 11-13. A estatura, a extensão e a profundidade do amor divino.

VERS. 12. "Absolução completa".
VERS. 12.
1. A união que está implícita. Entre o homem e suas transgressões.
(a) Legalmente.
(b) Realmente.
(c) Experimentalmente.
(d) Eternamente, neles considerada.
2. A separação efetuada.
(a) Por quem? "Ele afasta".
(b) Como? Por seu próprio Filho ficar entre o pecador e seus pecados.
3. A "re-união" evitada. "Como o Oriente". Quando oriente e ocidente se encontram então, e não antes, a reunião se dará. Como as duas extremidades de uma linha reta nunca se podem encontrar, e não podem ser encompridadas sem se distanciar mais ainda uma da outra, assim sempre será com um pecador perdoado e seus pecados (G. R.).

VERS. 13-14 "A Terna Piedade do Senhor" (Sermão de Spurgeon).
VERS. 13-14.
1. De quem Deus se compadece; "daqueles que o temem".
2. Como ele se apieda "como um pai se compadece de seus filhos".
3. Por que ele se apieda? "Sabe do que somos feitos". Ele tem razão de conhecer nossa estrutura, pois ele nos estruturou, e tendo ele mesmo feito o homem do pó, "ele lembra de que somos pó" (Matthew Henry).

VERS. 14.
1. A constituição do homem.
2. A consideração de Deus (W. D.).

VERS. 15. A carreira terrena do homem. Seu surgimento, progresso, glória, queda, e oblívio.

VERS. 15-18.
1. O que o homem é quando deixado por conta própria? "A vida do homem".
(a) O que há aqui? Seus dias são como relva, sua glória como a flor da grama.
(b) O quê, depois? ... que se vai quando sopra o vento, por uma rajada de ira divina - não é mais conhecido na terra, conhecido só na perdição.
2. O que a misericórdia de Deus faz para ele:
(a) Faz uma aliança de graça a seu favor, uma flora eterna.
(b) Faz uma aliança de paz com ele nesta vida.
(c) Faz-lhe uma aliança de promessa por uma eternidade que virá.
3. Quem são os objetos desta misericórdia?
(a) Aqueles que temem a Deus.
(b) Que andam nos passos de ancestrais piedosos.
(c) Que confiam na misericórdia da aliança.
(d) Que são fiéis a seus compromissos da aliança (G. R.).

VERS. 18. A aliança, como podemos guardá-la, em que estado mental precisa ser guardada, e qual a prova real de estar fazendo isso.

VERS. 19. "Um discurso sobre o Domínio de Deus" (Charnock).
VERS. 19.
1. A natureza do trono.
2. A extensão do domínio.
3. O caráter do monarca.
4. A alegria conseqüente dos súditos: "Bendito seja o Senhor".

VERS. 20. O serviço dos anjos é instrutivo para nós.
1. Sua força pessoal é excelente. Como servos de Deus nós também devemos cuidar de nosso próprio rigor e saúde espiritual.
2. Eles são realistas em sua obediência, não teóricos.
3. Eles são atenciosos enquanto estão no trabalho, prontos a aprender mais, e mantendo comunhão com Deus, que fala pessoalmente com eles.
4. Eles fazem tudo no espírito de alegre louvor, bendizendo o Senhor.

VERS. 20-21,
1. O centro do louvor: "Bendizei o Senhor". Todo o louvor se centra nele.
2. O concerto de louvor.
(a) Anjos.
(b) As hostes dos redimidos.
(c) Ministros em especial.
(d) A criação em volta.
3. O clímax de louvor: "Bendizei o Senhor, ó minha alma. Isto tem grande direito sobre mim para gratidão e louvor. Vasto como pode ser o coro, não será perfeito sem a minha nota de louvor. Esta é a nota culminante: "Bendiga o Senhor, ó minha alma" (G. R.).

VERS. 21. Quem são os ministros de Deus? Qual é seu trabalho? Fazer a sua vontade. Qual é seu deleite? Bendizer o Senhor.

VERS. 21-22. Henry Melville tem um sermão notável sobre "O perigo do guia espiritual". Seu sentido pode ser constatado no trecho extraído que colocamos como uma observação sobre a passagem.

VERS. 22.
1. O coro.
2. O eco (W. D.).

SALMO 104

OBSERVAÇÕES GERAIS
Temos aqui um vôo dos mais amplos e longos da musa inspirada. Este salmo oferece uma interpretação às muitas vozes da natureza, e canta docemente tanto a criação como a providência. O poema contempla um cosmos completo, mar e terra, nuvem e sol, planta e animal, luz e escuridão, vida e morte, todos provas eloqüentes da presença do Senhor. Traços dos seis dias da criação estão muito evidentes, e, embora a criação do homem, a obra coroadora do trabalho do sexto dia, não seja mencionada, isso se explica por ser o próprio homem o cantor: alguns têm até discernido sinais do descanso divino no sétimo dia em Sl 104.31. É a versão de um poeta do Gênesis. Não é apenas a presente condição da terra o assunto deste canto, mas há uma alusão àqueles tempos mais santos quando veremos "uma nova terra na qual habita a justiça", na qual o pecador será destruído, Sl 104.35. O espírito de louvor ardente a Deus percorre todo o salmo, bem como uma percepção distinta do Ser divino como uma existência pessoal, a qual se ama, em quem se confia e que se adora.
Não temos informação quanto ao autor, mas a Septuaginta o atribui a Davi, e não vemos razão para atribuí-lo a outra pessoa. Seu espírito, estilo e modo de escrever estão bem patentes nele, e se o salmo precisa ser atribuído a outro, deve ser a uma mente muito similar, e nós só poderíamos sugerir o filho sábio de Davi, Salomão, o pregador poeta, a cujas anotações sobre história natural em Provérbios alguns dos versículos se assemelham bastante. Quem quer que tenha usado a pena humana, a glória extraordinária e a perfeição da autoria divina do próprio Espírito Santo ficam claras a qualquer mente espiritualizada.

DIVISÃO
Depois de atribuir bem-aventurança ao Senhor, o salmista devoto canta a luz e o firmamento, que foram a obra do primeiro e segundo dias, Sl 104.1-6. Com uma modulação fácil, ele descreve a separação das águas da terra seca, a formação das chuvas, ribeiros e rios, e o crescimento de ervas verdes, que foram o produto do terceiro dia, Sl 104. 7-18. Então, o desígnio para que o sol e a lua fossem os guardiões do dia e da noite dirige a admiração do poeta (Sl 104.19-23), e assim, ele louva o trabalho do quarto dia. Já tendo aludido a uma variedade de criaturas vivas, o salmista prossegue com o Sl 104.24-30 para cantar a vida com que o Senhor ficou satisfeito em encher o ar, o mar e a terra; essas formas de existência foram o produto especial do quinto e sexto dias. Podemos contar os versículos finais, Sl 104. 31-35, como uma meditação de sábado, hino e oração. Tudo se estende diante de nós como um panorama do universo visto pelo olho da devoção. Que Deus nos dê graça para render o devido louvor ao Senhor enquanto o lemos.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1 (primeira cláusula). Uma exortação ao nosso próprio coração.
1. Para lembrar-se do Senhor como a primeira causa de todo bem. Bendiga não ao homem, ou à sorte, e sim ao Senhor.
2. Faça isso de maneira amorosa, agradecida, com louvor. Bendiga ao Senhor.
3. Faça isso agora - por várias razões e de todos os modos possíveis.
VERS. 1 (segunda cláusula) Ele é tudo isso essencialmente, e na natureza, providência, graça e juízo.

VERS. 2 (primeira cláusula). A mais clara revelação de Deus ainda é um ocultamento; até mesmo a luz é apenas uma cobertura para ele. Deus é vestido de luz quando nós o vemos em sua onisciência, sua santidade, sua revelação, sua glória, no céu e sua graça na terra.

VERS. 3 (última cláusula).
1. Deus tem vagar em sua pressa: "ele cavalga".
2. Deus é rápido enquanto vai devagar: "ele cavalga nas asas do vento".
3. As conclusões práticas são que há tempo suficiente para os propósitos divinos, mas nenhum para nosso desperdício; e que nós devemos esperar com paciência para a vitória de sua causa bem como apressá-lo com atividade santa.

VERS. 4.
1. A natureza dos espíritos angelicais.
2. O Senhor dos anjos. "Que faz". Qual deve ser a espiritualidade própria daquele que faz espíritos?
3. O ministério de Anjos.
(a) Seu ofício: "ministros".
(b) Sua atividade ou zelo: "um fogo flamejante".
(c) Sua dependência: feitos ministros (G. Rogers).

VERS. 7. O poder da palavra divina na natureza mostra seu poder em outras esferas.

VERS. 9.
1. Todas as coisas têm seus limites ordenados.
2. Ultrapassar esses limites sem permissão especial de Deus é transgressão. "Tu estabelecestes um limite que eles não podem ultrapassar".
3. Casos extraordinários devem ser seguidos pela volta a obrigações ordinárias. "Para não voltarem de novo" (G. R.).

VERS. 10. Deus é atencioso para com aqueles que, como os vales, estão embaixo, ocultos e necessitados: o caráter de permanência de seus suprimentos; e os resultados alegres de seu cuidado.
VERS. 10. O cuidado de Deus pelas criaturas selvagens; reflexões sobre isso.
1. Ele não cuidará muito mais ainda de seu povo?
2. Ele não olhará pelos homens rudes, errantes?
3. Nós também não devemos cuidar de todos que vivem?
VERS. 10. Da fertilidade, vida e música que marcam o curso de um ribeiro, ilustre as influências benéficas do Evangelho (C. A. Davis).

VERS. 14. No Monte de Feno. (Sermões de Spurgeon, n. 757. Abrigo da chuva. Reunião de Oração dentro do abrigo do feno. Oração e um Movimento Estudantil Missionário.)
1. O capim é em si instrutivo.
(a) Como símbolo de nossa mortalidade: "Toda carne é capim".
(b) Como símbolo dos ímpios.
(c) Como figura dos eleitos de Deus, Is 35.7; 44.4; Sl 72.5, 16.
(d) O capim é comparável à comida com que o Senhor supre as necessidades de seus eleitos, Sl 23.2; Sf 1.7.
2. Deus é visto no cultivo do capim.
(a) Como trabalhador: "É o Senhor que faz". Veja Deus nas coisas comuns - nas coisas solitárias.
(b) Veja Deus como zelador: "O Senhor faz crescer o pasto para o gado". Deus cuida dos animais, dos que precisam de amparo, mudas e sem palavras, providenciando comida que serve para eles: "pasto". Vejamos sempre, então, a sua mão na providência.
3. Deus operando no pasto para o gado dá-nos ilustrações com respeito à graça.
(a) Deus "cuida de gado" e satisfaz seus desejos: então deve haver algo em algum lugar para satisfazer as necessidades da mais nobre criatura homem e sua alma imortal.
(b) Embora Deus providencie o capim para o gado, o gado precisa comê-lo. O Senhor Jesus Cristo é providenciado como alimento da alma. Precisamos, pela fé, receber e alimentarmo-nos de Cristo.
(c) Impedir a graça pode ser visto aqui em um símbolo: antes que o gado fosse criado, neste mundo havia o capim. Houve suprimentos da aliança para o povo de Deus antes que eles estivessem no mundo.
(d) Eis uma ilustração da graça disponível: o gado nada traz para comprar o alimento. Por que é assim?
(1) Porque eles lhe pertencem, Sl 100.3.
(2) Porque ele entrou numa aliança com eles para alimentá-los. Gn 9.9, 10.
No texto há um forte golpe dado contra o livre arbítrio: "Ele faz crescer o pasto". A graça não cresce no coração sem uma causa divina. Se Deus cuida de fazer crescer o pasto, ele também nos fará crescer em graça. Ou, por outra, o pasto não cresce sem finalidade, é "para o gado"; mas o gado cresce para o homem. Para que, então cresce o homem? Observe que a existência do pasto é necessária para completar a cadeia da natureza. Assim o mais desprezível filho de Deus é necessário à família.

VERS. 16. "Os Cedros do Líbano" (Sermão de Spurgeon, 529).
1. A ausência de toda a cultura humana. Estas árvores são especialmente árvores do Senhor, porque:
(a) Devem seu plantio inteiramente a ele: "que ele plantou".
(b) Não são dependentes do homem para serem regadas.
(c) Nenhum poderio mortal as protege.
(d) Quanto à sua inspeção - preservam uma sublime indiferença ao olhar humano.
(e) Sua exultação é toda para Deus.
(f) Não há um cedro no Líbano que não seja independente do homem em suas expectativas.
2. A mostra gloriosa do cuidado divino.
(a) Na abundância de seu suprimento.
(b) São sempre verdes.
(c) Observe a pujança e tamanho dessas árvores.
(d) Sua fragrância.
(e) Sua perpetuidade.
(f) São bem veneráveis.
3. A plenitude do princípio vital. "As árvores do Senhor são cheias de seiva".
(a) Isto é vitalmente necessário.
(b) É essencialmente misterioso.
(c) É radicalmente secreto.
(d) É perenemente ativo.
(e) É externamente operante.
(f) É abundantemente desejável.

VERS. 17-18. "Lições da natureza" (Sermão 1.005).
1. Para cada lugar Deus preparou uma forma de vida adequada: para "os pinheiros", para "a cegonha", "os montes elevados", "o bode selvagem". Assim, para todas as partes do universo espiritual Deus providenciou formas adequadas de vida divina.
(a) Cada época tem seus santos.
(b) Em cada fileira serão encontrados. A religião cristã se adapta igualmente bem em todas as condições.
(c) Em toda igreja encontra-se vida espiritual.
(d) O povo de Deus será encontrado em todas as cidades.
2. Cada criatura tem seu lugar apropriado.
(a) Cada homem tem de Deus uma posição conferida a ele.
(b) Isso também é verdade para nossa experiência espiritual.
(c) Também é verdade quanto à individualidade de personalidade.
3. Toda criatura que Deus fez é provido de um abrigo.
4. Para cada criatura o abrigo é apropriado.
5. Cada criatura usa seu abrigo.

VERS. 19.
1. A sabedoria de Deus conforme apresentada nos céus. Nas mudanças da lua e variedade das estações.
2. A bondade de Deus conforme apresentada ali, inspirando confiança em suas criaturas pela sua regularidade.
"Assim como o sol, possa eu cumprir
Os deveres que me deu o meu Mestre
Com mente disposta e vontade no agir,
Ir em frente em meu rumo celeste."

VERS. 20. A escuridão e os animais que começam a sair de mansinho.
1. Ignorância de Deus, e paixões irrestritas (Rm 1.21). Pecados descobertos. Animais estavam lá antes, mas não notados, agora apavoram o homem.
2. Desânimo espiritual, desalento, desespero.
3. Letargia da igreja. Todo tipo de heresias, começam a aparecer de mansinho.
4. Influência papal. "Monges", "frades", "sacerdotes" caminham nesta era de treva.

VERS. 20.
1. Trabalho noturno é para feras selvagens: "Trazes trevas".
2. Trabalho diurno é para homens: "O homem sai" (v. 23). Trabalho bom é de dia; os maus gostam da noite: sua operação é no escuro. Os ministros que entram no escritório à noite e "rugem à procura da presa" e "buscam seu alimento de Deus" parecem mais feras do que homens racionais ( G. R.).

VERS. 21. Orações não articuladas, ou quão falha pode ser a expressão e contudo como pode ser verdadeira a oração na estima de Deus.

VERS. 22. Do efeito do raiar do sol sobre as feras silvestres, assim a influência da Graça Divina sobre nossas paixões vis (C. A. D.).

VERS. 24.
1. A linguagem da admiração: "Quantas são as tuas obras". Seu número, variedade, cooperação, harmonia.
2. De admiração: "Com sabedoria fizeste". Em toda parte a mesma sabedoria é apresentada. Deus, diz dr. Chalmers, é tão grande nas minúcias como na magnitude.
3. De gratidão: "A terra está cheia" (G. R. ).
VERS. 24.
1. As obras do Senhor são múltiplas e variadas.
2. São construídas de maneira a mostrar a mais completa sabedoria em seu projeto, e na finalidade para a qual foram formadas.
3. São todas propriedade de Deus, e devem ser usadas somente em referência à finalidade para a qual foram criadas. Todo abuso e desperdício das criaturas de Deus são espólio e roubo na propriedade do Criador (Adam Clarke).

VERS. 26. Nele passam os navios.
1. Nós vemos que os navios passam.
(a) Os navios são feitos para ir.
(b) Os navios ao ir finalmente desaparecem da vista.
(c) Os navios ao passar estão indo a negócio.
(d) Os navios navegam em um mar variável.
2. Como navegam os navios?
(a) Eles devem navegar conforme o vento.
(b) Mas o marinheiro não segue o vento sem trabalho algum de sua parte.
(c) Eles têm que ser guiados e dirigidos pelo leme.
(d) Aquele que maneja o leme se direciona por mapas e luzes.
(e) Eles andam de acordo com seu porte.
3. Vamos fazer sinal a eles.
(a) Quem é seu dono?
(b) Qual é sua carga?
(c) Onde você vai?

VERS. 27. Trace a analogia no mundo espiritual. Os santos aguardando, Sl 5.27; sua sustentação da mão estendida, Sl 5.28; seu problema sob a face oculta, sua morte se o Espírito tiver desaparecido, Sl 5.29; seu avivamento quando o Espírito retorna, Sl 5.30.

VERS. 30.
1. O começo da vida é de Deus: "Quando sopras o teu fôlego".
2. A continuação da vida é de Deus: "Renovas".
3. O declínio da vida é de Deus: "Escondes o rosto".
4. O cessar da vida é de Deus: "(Tu) lhes retiras o fôlego".
5. A ressurreição da vida é de Deus: "Renovas a face da terra" (G. R.).
VERS. 30. A estação da Primavera e suas analogias morais.

VERS. 32.
1. O que há em um Olhar de Deus. "Ele olha".
(a) O que há num olhar de ira.
(b) O que há num olhar de amor. Ele olhou da coluna de fogo sobre os egípcios. "O Senhor olhou de seu pilar de glória". Ele dirigiu outro olhar da mesma coluna para Israel.
2. O que há num Toque de Deus: "(Ele) toca". Um toque dele pode elevar uma alma para o céu, ou afundar uma alma até o inferno (G. R.).

VERS. 33.
1. O cantor - "Eu".
2. O canto - "louvores".
3. O auditório - "O Senhor", "Meu Deus".
4. A extensão do canto - "toda minha vida; enquanto eu viver" (A. G. B.).
VERS. 33. Dois verbos no futuro. "Cantarei... louvarei..."
1. Porque ele me fez viver.
2. Porque ele me fez viver nele.
3. Porque ele é Jeová e "meu Deus".
4. Porque eu viverei para sempre, no melhor sentido.

VERS. 34.
1. A contemplação de Davi.
2. A exultação de Davi (Thomas Horton).

VERS. 35.
1. Aqueles que não louvam a Deus não merecem estar na terra: "Sejam os pecadores eliminados".
2. Muito menos merecem estar no céu.
3. Aqueles que louvam a Deus estão aptos tanto para a terra como para o céu. Embora outros não o louvem aqui, os santos o louvarão. "Bendiga o Senhor a minha alma" (G. R.).

SALMO 105


Este salmo histórico foi evidentemente composto pelo Rei Davi, porque os primeiros quinze versículo dele foram usados como um hino quando foi carregada a arca da casa de Obede-Edom, e nós o lemos em 1Cr 16.7: "Foi naquele dia que, pela primeira vez Davi encarregou Asafe e seus parentes de louvarem o Senhor com salmos de gratidão". Tal canto foi adequado para a ocasião, pois descrevia os movimentos do povo do Senhor e sua proteção sobre eles em todos os lugares. Nosso último salmo cantou os capítulos iniciais de Gênesis, e este toma como tema seus capítulos finais e nos introduz em Êxodo e Números. Os primeiros versículos são cheios de louvor alegre, e convocam o povo para exaltar Jeová, Sl 105.1-7; depois os primeiros dias da nação infante são descritos, Sl 105.8-15; a ida ao Egito, Sl 105.16-23, a saída de lá com o braço estendido do Senhor, Sl 105.24-38, a viajem através do deserto e a entrada em Canaã, Sl 105.39-45.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Louvem a Deus por misericórdias passadas.
2. Orem por mais misericórdias.
3. Publique suas famosas misericórdias.
VERS. 1. Uma série de exercícios santos.
"Dêem graças"
"proclamem"
"divulguem"
"cantem"
"relatem"
"gloriem"
"rejubilem"
"busquem"
"lembrem"

VERS. 2.
1. O prazer de falar com Deus. "Cantem"; fazendo melodia no coração.
2. O dever de falar sobre Deus. Falem, "relatem" (G. R.).
VERS. 2. A conversa à mesa do cristão.

VERS. 3.
1. Aqueles que acham: ou "gloriem-se".
2. Aqueles que buscam: ou "rejubilem-se".
VERS. 3 (segunda cláusula). Que o que busca se regozije por haver um Deus assim para buscar, que ele nos convida a buscar, que ele nos incita a buscar, nos possibilita buscar, e promete ser achado por nós. A tendência do que busca é desanimar, mas há muitas bases para consolo.

VERS. 4. Como podemos buscar a força do Senhor?
1. Desejando ser sujeito a ela.
2. Sendo sustentada por ela.
3. Sendo equipada com ela para o serviço.
4. Vendo seus resultados em outros.
VERS. 4 (última cláusula). Buscar o Senhor é a ocupação perpétua de um crente.

VERS. 5. Temas para a memória.
1. O que Deus tem feito.
2. O que Deus tem dito.
VERS. 5. Nossa memória e a memória de Deus. "Lembre-se". "Ele se lembrou".

VERS. 7. A relação de Deus com seu eleito e com toda a humanidade.

VERS. 9. O ato de fazer, de jurar, e de confirmar o pacto. Veja nosso comentário sobre estes versículos com as passagens a que nos referimos.

VERS. 12. Consolo para os poucos. O Israel típico e espiritual era pouco a princípio. Uns poucos na arca povoaram o mundo. Pequenos grupos fizeram maravilhas. A presença de Cristo é prometida a dois ou três. Deus diz que não por muitos nem por poucos.

VERS. 13.
1. O povo de Deus pode muitas vezes ser removido.
2. Eles nunca podem ser prejudicados.
3. A propriedade de Deus neles não será renunciada.

VERS. 14. Dr. T. Goodwin tem um excelente sermão sobre esses versículos, intitulado "O Interesse da Inglaterra", no qual ele condensa a história do mundo, para mostrar que aquelas nações que têm perseguido e afligido o povo de Deus invariavelmente têm sido partidas em pedaços (Goodwin's Works, volume 12, p. 34-60, ed. Nichol).

VERS. 15. De que modo foi Abraão um profeta, e até que ponto os crentes também são.

VERS. 16.
1. Todas as coisas vêm ao chamado de Deus. Ele chamou por abundância, e ela veio; por fome, e ela veio; por cativeiro, e ele veio; por livramento, e ele veio.
2. Os meios mais improváveis de se realizar um propósito com o homem muitas vezes é o modo direto com Deus. Ele cumpriu a promessa de Canaã a Abraão banindo-o de lá; de abundância, mandando uma fome; de liberdade, trazendo-os ao cativeiro (G. R. ).

VERS. 19. A duração de nossas aflições, o poder de testar da promessa, a questão consoladora que é assegurada a nós.

VERS. 24 (segunda cláusula) Como pode a graça tornar os crentes mais fortes do que os seus inimigos.

VERS. 25.
1. O ódio natural do mundo para com a igreja.
2. Deus permitindo que ele seja mostrado. Quando? Por quê?
3. A maneira sutil de esse inimigo buscar seu objetivo.

VERS. 32. Deu-lhes granizo, em vez de chuva. Juízo substituído por misericórdia.

VERS. 37 (primeira cláusula). Riqueza encontrada conosco depois da aflição.
VERS. 37 (segunda cláusula). Uma consumação a ser desejada. Isso foi o resultado direto da presença divina. As circunstâncias que resultaram nisso foram o trabalho forçado e a perseguição, que tornou possível a eles sair do Egito, viajar longe, carregar cargas, lutar contra inimigos.

VERS. 39.
1. Uma nuvem escura de providência é o guia do povo de Deus de dia.
2. Uma nuvem brilhante de promessas é seu guia à noite (G. R.).
VERS. 39. A bondade do Senhor exemplificada em nossas condições variadas.
1. Para a prosperidade - uma nuvem.
2. Para a adversidade - uma luz. Um bom texto poderia ser encontrado em "Luz na noite".

VERS. 40.
1. Deus muitas vezes dá por amor o que não foi pedido. Assim o pão do céu que foi além de tudo que pudessem pedir ou pensar.
2. Ele às vezes dá em ira o que é pedido. Pediram carne para comer - "e ele trouxe codornizes"(G. R.).

VERS. 41. Nós temos:
1. Um tipo da pessoa de Cristo, na rocha.
(a) De má aparência em Horebe - "Ele não tinha qualquer beleza... que nos atraísse" (Is 53.2).
(b) Firme e imóvel - "Quem é rocha, senão o nosso Deus?" (2Sm 22.32).
2. Um tipo dos sofrimentos de Cristo, na rocha que foi ferida.
(a) Ferida pela vara da Lei.
(b) Ferida até o coração.
3. Um tipo dos benefícios de Cristo, na água fluindo da rocha - pura, refrescante, perpétua, abundante (James Bennett, 1828).
VERS. 41.
1. A energia miraculosa da graça de Deus na conversão de um pecador: "Ele fendeu a rocha e jorrou água".
2. O efeito em relação a outros, o que demonstra imediatamente a excelência e a realidade do milagre em nós mesmos: "corriam nos lugares áridos como um rio"(Thomas Dale, 1836).
VERS. 41.
1. A grande fonte - a rocha se abriu.
2. A correnteza liberal - "jorrou".
3. A correnteza continuada - "em lugares áridos".

VERS. 45. Obediência a Deus é o plano de suas misericórdias a nós.

SALMO 106


OBSERVAÇÕES GERAIS
Este salmo começa e termina com Aleluia - "Dêem graças ao Senhor". O espaço entre essas duas descrições de louvor é preenchido com os lamentosos detalhes do pecado de Israel, e a extraordinária paciência de Deus, e na verdade fazemos bem em bendizer ao Senhor tanto no começo como no fim de nossas meditações quando o pecado e a graça são os temas. Este cântico sagrado trata da parte histórica do Antigo Testamento, e é um dos muitos que é composto desta maneira: certamente esta deveria ser uma repreensão suficiente para aqueles que fazem pouco das Escrituras históricas; não é bom um filho de Deus tratar levianamente aquilo que o Espírito Santo usa para nossa instrução com tanta freqüência. Que outras Escrituras tinha Davi além daquelas mesmas histórias que são tão depreciadas, e contudo ele as estimava mais do que o seu alimento, e fazia delas seus      cânticos na casa de sua peregrinação?
A história de Israel é escrita aqui a fim de mostrar o pecado humano, assim como o salmo anterior foi composto para magnificar a bondade divina. É, de fato, uma confissão nacional, e inclui um reconhecimento dos pecados de Israel no Egito, no deserto e em Canaã, com rogos devotos por perdão, o que tornou o salmo adequado para uso em todas as gerações sucessivas, e especialmente em tempos de cativeiro nacional. É provável que tenha sido escrito por Davi - de qualquer maneira, seu primeiro versículo e os dois últimos se encontram naquele hino sagrado que Davi entregou a Asafe quando este trouxe a arca do Senhor (1Cr 16.34, 35, 36). Enquanto estamos estudando este salmo santo, vamos ver-nos entre o povo antigo do Senhor, e arrepender-nos de nossas próprias provocações ao Altíssimo, ao mesmo tempo admirando sua infinita paciência, e adorando-o por causa dela. Possa o Espírito Santo santificar nos em prol da promoção de humildade e gratidão.

DIVISÃO
Louvor e oração são misturados na introdução (Sl 106.1-5). Então começa a história dos pecados da nação, que continua até a oração de encerramento e o louvor dos últimos dois versículos. Em confissão, o salmista reconhece os pecados cometidos no Egito e no Mar Vermelho (Sl 106.6-12), a cobiça no deserto (Sl 106.13-15), o ciúme de Moisés e Aarão (Sl 106.16-18), a adoração do bezerro de ouro (Sl 106.19-23), o menosprezo da terra prometida (Sl 106.24-27), a iniqüidade de Baal-Peor (Sl 106.28-30), e as águas de Meribá (Sl 106.28-33). Depois ele reconhece o decaimento de Israel quando assentado em Canaã, e menciona seu castigo conseqüente (Sl 106.34-44), junto com a rápida compaixão que veio aliviá-los quando estavam derrubados (Sl 106.44-46). A oração final e doxologia ocupam os versículos restantes.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Aceite este versículo como tema do salmo, e assim veremos que sua exortação a louvar:
1. É dirigida a um povo especial: escolhido, redimido, mas pecador, apoiado e perdoado.
2. Tem o apoio de abundantes argumentos. O homem não deve ser louvado, porque peca. Deus dá em sua bondade, e perdoa em sua misericórdia, e portanto deve ser agradecido.
3. É tão aplicável agora como sempre: pois a nossa história é uma transcrição daquela de Israel.

VERS. 2.
1. Um desafio.
2. Uma sugestão: pelo menos deixe-nos fazer o que podemos.
3. Uma ambição: nas eras vindouras nós tornaremos conhecidos, com a igreja, aos anjos e todos os seres inteligentes, os atos poderosos da graça divina.
4. Uma pergunta - eu estarei lá?

VERS. 3. A bem-aventurança de uma vida piedosa.

VERS. 4.
1. A linguagem da Humildade: "Lembra-te de mim, Senhor". Não me deixes escapar de ser notado por ti entre os muitos milhões de criaturas sob o teu cuidado.
2. A linguagem da Fé
(a) Que Deus tem um povo a quem mostra favor especial.
(b) Que ele mesmo providenciou salvação para eles.
3. A linguagem da oração.
(a) Pela dádiva gratuita da salvação.
(b) Pela salvação comum - não desejando ser especial, mas ser como "Teu povo", aceitando-os para tudo em tudo, tanto aqui como no além. Caminhando nos passos do rebanho.
"Seja esta minha glória, Senhor, eu ser aqui
Ligado a teus santos, e próximo de ti" (G. R.).

VERS. 4, 7, 45. Em Sl 106.4, ser lembrado é desejado. Em Sl 106.7, uma falha de memória é lastimada. Em Sl 106.45, uma lembrança divina é exaltada.

VERS. 5.
1. As Pessoas: "Teus escolhidos"; "teu povo"; tua nação; "tua herança".
2. Os Privilégios: "o bem-estar de teus escolhidos"; "A alegria de tua nação"; a glória de "louvar-te junto com a tua herança". 3. As Petições: "Que eu possa ver". Foram um dia como eu sou: faça-me o que eles são agora.
(a) Minha salvação é tudo para mim. "Que eu possa ver". "Para que eu possa me alegrar". Eles são muitos, eu sou apenas um. "Que eu possa me gloriar" (G. R.).

VERS. 6. Em que sentidos podem os homens ser participantes dos pecados de seus antepassados.

VERS. 7-8.
1. Na parte do homem um entendimento escurecido, esquecimento ingrato e provocação.
2. Na parte de Deus: entendimento descobrindo uma razão para ter misericórdia; uma memória lembrada pela aliança; paciência revelando o poder da aliança.
VERS. 7-8.
1. Uma provocação especial; murmuraram diante do Mar Vermelho.
2. Um livramento especial; "Contudo".
3. Um desígnio especial; "Por causa do seu nome"; "para manifestar o seu poder".

VERS. 8. Salvação pela graça é uma grande manifestação de poder.
VERS. 8. "Por que homens são salvos?(Ver Sermão de Spurgeon, n° 115).
1. O glorioso Salvador: "Ele".
2. As pessoas favorecidas, quem são?
(a) Era um povo tolo: "Nossos antepassados não deram atenção", Sl 106.7.
b) Um povo mal agradecido: "Não se lembraram", Sl 10.7, 13, 24.
c) Um povo provocador, rebelde.
3. A razão da salvação: Ele os salvou "por causa de seu nome". O nome de Deus é sua pessoa, seus atributos e sua natureza. Poderíamos, talvez incluir também isto: "Meu nome está nele" - isto é, em Cristo; ele nos salva por causa de Cristo, que é o nome de Deus. Ele os salvou para que ele pudesse manifestar sua natureza: "Deus é amor". Ele os salvou para vindicar seu nome.
4. Os obstáculos removidos: " Contudo".

VERS. 9. Israel diante do Mar Vermelho.
1. As três dificuldades de Israel.
(a) O Mar Vermelho à frente deles. Isso não foi colocado lá por um inimigo; foi por Deus mesmo. O Mar Vermelho representa alguma providência grande e difícil colocada no caminho de todo filho recém-nascido de Deus, para testar sua fé e a sinceridade de sua confiança em Deus.
(b) Os egípcios atrás deles, os representantes dos pecados que pensávamos estarem já mortos e acabados.
(c) A terceira dificuldade, seus corações tímidos, medrosos.
2. As três ajudas de Israel.
(a) A providência.
(b) Seu conhecimento de serem o povo da aliança de Deus.
(c) O homem - Moisés. Assim a esperança e a ajuda do crente está no Deus homem Jesus Cristo.
3. O grande plano de Deus nisso. Dar-lhes um batismo completo no seu serviço, consagrando-os para sempre para si mesmo (1Co 1-2).
VERS. 9 (segunda cláusula). Caminhos perigosos e difíceis que se tornam seguros e fáceis pela liderança de Deus.

VERS. 11 (segunda cláusula). Canto sobre pecados perdoados.

VERS. 12-14. A fé natural, baseada no que se vê, causa alegria passageira, logo evapora, morre em descrença total e conduz a pecado maior.

VERS. 13-15.
1. Misericórdias são esquecidas mais depressa do que provações: Eles "logo se esqueceram". Escrevemos nossas aflições em mármore, nossas misericórdias em areia.
2. Devemos esperar por Deus, bem como em Deus: "Eles não esperaram".
3. Desejo exagerado por aquilo que não temos de bens materiais tenta Deus a nos privar daquilo que temos (Sl 106.14).
4. A oração pode ser tanto respondida por mal como por bem: "Deu-lhes o que pediram", depois feriu-os com uma praga.
5. Indulgência carnal é inimiga de mentalidade espiritual: Sl 106.15. Melhor ter um corpo magro e uma alma sadia, do que um corpo sadio e magreza de alma. "Pobre neste mundo, rico na fé". Há poucos de nós de quem se pode dizer: "Eu desejo que possas prosperar e estar com saúde" (3João 2) (G. R.).

VERS. 14. O mal de desejos incontidos.
1. Estão fora de lugar - "no deserto".
2. São agressões a Deus - "e tentaram Deus".
3. Desprezam misericórdias anteriores - ver versículos anteriores.
4. Envolvem sério perigo - ver versículo seguinte.

VERS. 16. O pecado da inveja. É baixo por natureza, e sua ação cruel é sua ingratidão sem escrúpulos, sua agressão ousada, sua abominação perante Deus.

VERS. 19. O pecador como inventor.
VERS. 19-22.

1. O Pecado lembrado.
(a) Idolatria: não só esquecendo Deus, ou negando-o, mas colocando um ídolo em seu lugar.
(b) Idolatria da pior espécie: transformando a glória de Deus na semelhança de um boi.
(c) A idolatria do Egito sob o qual tinham sofrido, e de onde eles tinham sido libertados.
(d) Idolatria depois de muitas maravilhosas interposições do verdadeiro Deus a seu favor.
2. A lembrança do pecado.
(a) Para humilhação. Era o pecado de seus pais.
(b) Para autocondenação. "Pecamos com nossos pais". Era a nossa natureza neles, e é a natureza deles em nós que cometeu esse grande pecado.

VERS. 23. Moisés, o intercessor, um tipo de nosso Senhor. Estude cuidadosamente seu rogo conforme registrado em Êx 32.1-35.
VERS. 23.
1. Mediação exigida: "Ele ameaçou destruí-los".
2. Mediação oferecida: "Moisés intercedeu diante dele".
3. Mediação aceita: "Para evitar que a sua ira", Êx 32.1-35 (G. R.).

VERS. 24-26. Murmuração.
1. Surge de desprezar nossas misericórdias.
2. É alimentada por descrença.
3. Cultiva-se a murmuração em todo tipo de lugares.
4. Torna as pessoas surdas à voz do Senhor.
5. Provoca juízos duros da parte do Senhor.

VERS. 24-27.
1. O Descanso prometido: "A terra desejável".
2. A Rejeição do Descanso: "Queixaram-se".
3. A Razão da Rejeição: incredulidade. "Não creram na promessa dele" (G. R.).

VERS. 30-31. Os efeitos de um ato decisivo para Deus; imediato, pessoal e para a posteridade.

VERS. 32-33.
1. As aflições do povo de Deus servem para provação de sua fé.
2. A provação de sua fé visa tirá-los da dependência de circunstâncias e trazê-los para a dependência de Deus.
3. A paciência de Deus com seu povo é maior do que aquela dos melhores dos homens (G. R.).

VERS. 33.
1. O que é falar sem refletir.
2. O que isso causou - "provocaram a ira de Deus".
3. Quais podem ser os resultados.

VERS. 34-42.
1. O que Israel não fez. Começaram bem, mas não completaram a subjugação de seus inimigos: Sl 106.34.
2. O que eles fizeram: Sl 106.35-39.
(a) Fizeram amizade com eles.
(b) Adotaram seus hábitos: "imitaram suas práticas".
(c) Abraçaram sua religião: "prestaram culto a seus ídolos".
(d) Imitaram suas crueldades, Sl 106.37-38.
(e) Fizeram pior do que os pagãos (Sl 106.39); eles próprios acrescentaram invenções ímpias.
3. O que Deus fez com eles: Sl 106.40-42. Ele os entregou às mãos de seus inimigos, e permitiu que fossem severamente oprimidos por eles. Nós precisamos derrotar todos os nossos inimigos ou ser derrotados por eles. Volte da batalha com seu escudo, ou volte deitado sobre ele (G. R.).

VERS. 37. Culto a Moloque em tempos modernos. Crianças sacrificadas à moda, prosperidade, e casamento sem amor entre as classes mais altas. Exemplo ruim, hábito de beber entre os mais pobres. Um assunto necessário.

VERS. 44-45. Pecado do povo de Deus.
1. É muito provocante para Deus.
2. Garante castigo.
3. É para ser lamentado sinceramente - "seu clamor".
4. Será perdoado graciosamente, e seu efeito será eliminado. Assim são as promessas da aliança.

VERS. 47.
1. Uma Oração sincera: "Salva-nos, Senhor".
2. Uma Oração de Fé: "Ó Senhor nosso Deus".
3. Uma Oração humilde: "Ajunta-nos dentre as nações", dentre os pagãos.
4. Uma Oração sincera: "Para que demos graças ao teu santo nome"; para possuirmos tua justiça e santidade em todos os teus caminhos.
5. Uma Oração confiante: "Para triunfar em teu louvor". Só temperos esmagados emitem tais aromas (G. R.).

VERS. 48.
1. Deus deve ser louvado como "o Deus de Israel".
(a) Do Israel simbólico.
(b) Do Israel verdadeiro.
2. Ele será louvado como o Deus de Israel sob todas as circunstâncias: por seus juízos tanto como por suas misericórdias.
3. Em todos os tempos: "Por toda a eternidade".
4. Por todo o povo: "Que todo o povo diga: 'Amém'".
5. Como começo e fim de todo canto: "Aleluia" (G. R.).
VERS. 48. Que todo o povo diga, Amém. A exortação ao louvor universal. Todos os homens são devedores do Senhor, todos pecaram, todos ouvem o evangelho, todo seu povo é salvo. Unanimidade no louvor é agradável e promove unidade em outras questões.

SALMO 107

ASSUNTO
Este é um cântico seleto para os remidos do Senhor (Sl 107.2). Embora celebre livramentos providenciais, e portanto possa ser cantado por qualquer homem que já foi preservado em tempo de perigo; contudo, sob esse pretexto, ele principalmente magnifica o Senhor por bênçãos espirituais, das quais os favores temporais são apenas sombras. O tema é a gratidão e seus motivos. A construção do salmo é bastante poética, e só como composição já seria difícil achar um à sua altura entre as produções humanas. Os poetas da Bíblia não ficam atrás entre os filhos da arte.

DIVISÃO
O salmista começa dedicando seu poema aos remidos que foram reunidos do cativeiro, Sl 107.1-3; ele então compara sua história àquela dos viajantes perdidos no deserto, Sl 107.4-9; à de prisioneiros em ferros, Sl 107.10-16; à de homens doentes, Sl 107.17-22; e à de marinheiros sacudidos por tempestades, Sl 107.23-32. Nos versículos finais o juízo de Deus sobre os rebeldes, e as misericórdias de Deus pelo seu próprio povo afligido levam o ônus do canto, Sl 107.33-42, e então o salmo conclui com um tipo de sumário, em Sl 107.43, que declara que aqueles que estudam as obras e modos do Senhor certamente verão e louvarão a sua bondade.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo. Este salmo é como a casa do Intérprete no livro O Peregrino de Bunyan. É dito a Peregrino que ele verá ali coisas excelentes e proveitosas. A mesma promessa é feita na introdução deste salmo, quando temos:
1. A fonte destas coisas excelentes - a bondade e toda a misericórdia duradoura de Deus; misericórdia não exaurida pelo desmerecimento de seus objetos.
2. Seu reconhecimento: "Assim o digam os que o Senhor resgatou". Os homens não o confessam, mas os remidos do Senhor o confessarão. É a experiência destes que é representada visualmente neste salmo. Que cada um fale de Deus como pensa. Será Deus tão bom quando ele tira como quando dá? "Assim o digam os que o Senhor resgatou". Ele é tão misericordioso quando fecha o sobrolho como quando sorri? "Assim o digam os que o Senhor resgatou". Ele faz todas as coisas agirem juntas para o bem daqueles que o amam? "Assim o digam os que o Senhor resgatou".
3. Seu fim. Louvor e ações de graças: "Que eles dêem graças":
(a) Por misericórdias gerais.
(b) Por redenção.
(c) Por livramentos especiais (G. R.).

VERS. 1-2. O dever do louvor é universal, a apresentação verdadeira dela fica com os resgatados. Redenção particular deve levar a louvor específico, testemunho especial da verdade e fé especial em Deus: "Assim o digam os que o Senhor resgatou".

VERS. 3. O ajuntamento dos escolhidos.
1. Todos se desviaram.
2. Seus caminhos foram diferentes.
3. Todos foram observados pelo Senhor.
4. Todos foram trazidos a Jesus como para um só ponto central. Note os caminhos, e os tempos das reuniões.

VERS. 4. Judeus errantes. Ilustram o perambular de uma mente em busca de verdade, paz, amor, pureza.
VERS. 4. As palavras contém uma breve história da queda e da infelicidade do homem e de sua restauração por Jesus Cristo, que é descrita sob os seguintes aspectos:
1. O estado perdido dos homens, por natureza.
2. Eles chegam a uma percepção correta disso, e clamam ao Senhor Jesus por livramento.
3. Ele os ouve e os livra de todas as suas aflições.
4. O tributo de gratidão que é devido a ele por esse grande livramento (W. Romaine).

VERS. 5. Fome espiritual é a causa de fraqueza. Necessidade de alimentar a alma.

VERS. 7. Graça divina estimulando nossas exerções. "Ele os conduziu ...para que pudessem ir".

VERS. 8. Aquele que apreciou o auxílio de Deus deve marcar bem:
1. Em que aflição esteve.
2. Como chamou por Deus.
3. Como Deus o ajudou.
4. Que agradecimentos ofereceu; e,
5. Que ações de graças ele ainda deve render (Lange's Commentary).

VERS. 9. Um grande fato geral. A condição, o benfeitor, a bênção - bondade, o resultado sacia. Mais o resultado de louvor visto em Sl 107.8.

VERS. 12-13.
1. A condição miserável da alma declarada culpada - humilhada, exausta, prostrada, abandonada.
2. Seu livramento rápido. Chorou, chorou ao Senhor enquanto em problemas. Ele salvou destas aflições.

VERS. 13. O trabalho do homem e o trabalho de Deus. Eles clamaram e ele salvou.

VERS. 14. Deus dá luz, vida, liberdade.

VERS. 20. Recuperação do mal deve ser atribuída ao Senhor, e a gratidão deve jorrar por causa disso. Mas o texto descreve o mal espiritual e mental. Observe:
1. O paciente em sua situação extrema.
(a) Ele é um tolo: por natureza inclinado ao mal.
(b) Ele fez papel de tolo (ver Sl 107.17), "rebeldia", "maldades".
(c) Ele agora perdeu todo o apetite e não tem condições de ser curado.
(d) Ele está às portas da morte.
(e) Mas ele começou a orar.
2. A cura em sua simplicidade.
(a) Cristo a Palavra é a cura essencial. Ele cura a culpa, o hábito, a depressão, e maus resultados do pecado. Para cada forma de enfermidade Cristo tem cura; por isso os pregadores devem pregá-lo muito e todos devem meditar muito sobre ele.
(b) A palavra no Livro é a cura instrumental: seus ensinos, doutrinas, preceitos, promessas, incentivos, convites, exemplos.
(c) A palavra do Senhor pelo Espírito Santo é a cura que se aplica. Ele nos leva a crer. Ele deve ser procurado pela alma doente. Nele é que devem confiar aqueles que querem trazer outros ao Grande Médico.

VERS. 26. Os altos e baixos da experiência de um pecador convicto.

VERS. 27. O pecador despertado, cambaleante e tonto.

VERS. 33-34. A cena aqui, que se abre com uma paisagem de beleza e fertilidade, é de repente transformada em lugar desértico e estéril. Os rios secam, as fontes não correm mais entre os morros, e os campos verdejantes estão queimados e vazios. A razão dada é "a maldade dos moradores". O quadro não precisa de interpretação para o povo de Deus. É precisamente o que acontece dentro deles quando já caíram no pecado (G. R.).

VERS. 34. A maldição, causa e cura da secura numa igreja.

VERS. 35. A esperança para igrejas em decadência está em Deus; ele pode operar uma mudança maravilhosa, ele faz isso - "Transforma": ele o faz quando a causa da secura é removida por arrependimento.

VERS. 35-38. Aqui a cena muda de novo. As fontes tornam a jorrar, lagos calmos repousam em meio a folhagens e flores, os morros estão cobertos de vinhas exuberantes, e os campos estão cobertos de milharais; abundância tanto na cidade como no campo, e aumentam tanto homens como gado. Este quadro tem também sua contrapartida em piedade experimental. "No lugar do espinheiro crescerá", "O deserto e o lugar solitário se alegrará por eles". Uma cena precede a oração, a outra a segue. Um deserto desolado antes, o jardim do Éden em seguida (G. R.).

VERS. 39-41. A cena se inverte novamente. Há nova mudança - de liberdade à opressão, de abundância à carência, de honra à desprezo. Depois aparece novo avivamento, igualmente repentino. Os pobres e afligidos são erguidos e os enlutados têm "suas famílias como rebanhos". Tais são as cenas em mudança pelas quais o povo de Deus é guiado; e tal a experiência pela qual são preparados apropriadamente para as alegrias puras, perfeitas e perpétuas do céu (G. R.).

VERS. 42-43. Tais voltas surpreendentes são úteis:
1. Para o consolo dos santos; eles observam essas dispensações com prazer: "Os justos vêem tudo isso e se alegram", no glorificar dos atributos de Deus, e a manifestação de seu domínio sobre os filhos dos homens.
2. Para o silenciar de pecadores: "todos os perversos se calam": isso será uma convicção da loucura daqueles que negam a presença divina.
3. Para satisfazer todos com respeito à bondade divina: "Reflitam nisso os sábios e considerem" estas coisas - estas várias dispensações da divina providência; mesmo eles compreenderão o amor leal do Senhor (M. Henry).

VERS. 43. A melhor observação e a mais nobre compreensão.

SALMO 108

TÍTULO E ASSUNTO
Um canto ou salmo de Davi. Para ser cantado com júbilo como um hino nacional ou solenemente como um salmo sacro. Não se consegue descartar esse salmo meramente indicando o leitor ao Sl 57.7-11 e depois ao Sl 60.5-12, embora possa ser visto de imediato que essas duas porções bíblicas são quase idênticas aos versículos que temos diante de nós. É verdade que a maioria dos comentaristas tem feito exatamente isso, e não somos tão presunçosos a ponto de questionar sua sabedoria, mas de nossa parte afirmamos que as palavras não teriam sido repetidas se não houvesse uma finalidade para isso, e que esta matéria não poderia ter sido repetida se todo ouvinte dela tivesse dito: "Ah, já vimos isso, portanto não precisamos meditar sobre isso de novo". O Espírito Santo não é tão carente de expressões que precise se repetir, e a repetição não aconteceu apenas para preencher o livro: deve haver alguma intenção no arranjo de dois pronunciamentos divinos anteriores em uma nova conexão; se podemos descobrir esse intento é outro assunto. Pelo menos nós podemos tentar fazê-lo, e podemos esperar assistência divina nisso.

Temos diante de nós O Canto da Manhã do Guerreiro, com o qual ele adora a seu Deus e fortifica seu coração antes de enfrentar os conflitos do dia. Como um velho oficial prussiano costumava em oração invocar o auxílio do "Augusto Aliado de sua Majestade", assim Davi apela a seu Deus e desfralda sua bandeira em nome de Jeová.

DIVISÃO
Primeiro temos um pronunciamento ditado pelo espírito de louvor, Sl 108.1-5, depois uma segunda mensagem evocada pelo espírito da oração de fé, Sl 108.6-12; e ainda uma palavra de decisão final, Sl 108.13, quando o guerreiro ouve a trombeta marcial convocando-o imediatamente para a batalha, e assim marchar com seus correligionários a fim de logo entrar na luta.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo. Partes de dois salmos precedentes são aqui unidos em um só.
1. Repetição é aqui sancionada por inspiração.
(a) De quê? De hinos, de orações, de sermões.
(b) Para quê? Para reforço. "Como dissemos antes digo novamente agora, se qualquer homem pregar". Para confirmação . "Alegrem-se no Senhor. Novamente digo: Alegrem-se": eles passaram pela Síria e Cilícia outra vez confirmando as igrejas. Para preservação: citações autenticam originais, uma escrita em duas vias é mais segura do que em uma.
2. O rearranjo é aqui sancionado por inspiração.
(a) Diferentes experiências podem exigi-lo. Às vezes o coração é mais fixado no começo de um exercício espiritual, às vezes no seu término. Por isso o começo de um salmo é o fechamento de outro.
(b) Diferentes ocasiões podem exigi-lo. Como de tristeza e alegria. Duas partes de dois hinos diferentes podem se harmonizar mais com uma ocasião específica do que qualquer um deles considerado separadamente (G. R.).

VERS. 1.
1. A melhor ocupação: louvor. Digno:
(a) Do coração em sua melhor condição.
(b) Das melhores faculdades pessoais do homem mais instruído.
2. A melhor decisão:
(a) Surgida de um coração fixado.
(b) Formada com deliberação.
(c) Expresso solenemente.
(d) Executado alegremente.
3. Os melhores resultados. Louvar Deus faz um homem tanto mais feliz como mais santo, mais forte e mais ousado - como mostram os versículos seguintes.

VERS. 2. O benefício de se levantar cedo. A doçura do culto de oração matutino no dia do Senhor.

VERS. 3. Não podemos restringir o louvor porque estranhos nos estão ouvindo, nem porque os ouvintes são pagãos, ou ímpios, ou são numerosos, ou são capazes de se opor. Pode haver mais razão para nosso louvor a Deus em voz alta quando estamos em tais circunstâncias.

VERS. 4-5. A grandeza da misericórdia, a altura da verdade e a imensidade do louvor divino.

VERS. 6. A oração de um homem representativo. Há ocasiões em que responder-me é resgatar, é salvar a igreja - em tais ocasiões eu tenho um rogo poderoso.

VERS. 7. A voz de Deus é a causa da alegria, a razão para a ação, a garantia de sucesso.

VERS. 8. Judá é o meu cetro, meu legislador. Jesus é o único legislador na igreja.

VERS. 11. (primeira cláusula). Confiança em um Deus de sobrolho fechado.
VERS. 11. (segunda cláusula). Se Deus vai sair com nossos exércitos depende de - Quem são? Qual o seu objetivo? Qual sua motivação e espírito? Que armas usam?

VERS. 12. O fracasso da ajuda humana é freqüente:
1. Causa direta de nossa oração.
2. Fonte de urgência no rogar.
3. Argumento possante para aquele que pede.
4. Motivo distinto para motivar a esperança.

VERS. 13. Como, quando, e por que um crente deve agir valorosamente.

SALMO 109

AO MESTRE DE MÚSICA
Para ser cantado, portanto, e cantado no culto do templo! Mesmo assim não é nada fácil imaginar a nação inteira cantando tais maldições. Nós próprios, mesmo assim, sob a dispensação do evangelho, achamos muito difícil infundir neste salmo um sentido do evangelho, ou um sentido compatível, por pouco que seja, com o espírito cristão; e portanto, imaginaríamos que os judeus teriam achado difícil salmodiar linguagem tão forte sem sentir o espírito de vingança excitado, e o despertar desse espírito não poderia nunca ter sido o objetivo do culto divino em tempo algum - sob a lei ou sob a graça. De início esse título mostra que o salmo tem como sentido que fica bem homens de Deus terem comunhão diante do trono do Altíssimo: mas qual será esse sentido? É uma pergunta de grande dificuldade, e só um espírito muito infantil poderá ser capaz de respondê-la.

Um salmo de Davi. Portanto não é o desvario de um misantropo malévolo, ou as abominações de um espírito vingativo esquentado. Davi não abateria o homem que buscava seu sangue, ele freqüentemente perdoou aqueles que o trataram vergonhosamente; e portanto estas palavras não podem ser lidas em um sentido amargo, vingativo, pois isso seria alheio ao caráter do filho de Jessé. As sentenças imprecatórias diante de nós foram redigidas por alguém que, junto com toda sua coragem em batalha, era um homem de música e de coração terno, e queriam ser dirigidas a Deus na forma de um salmo, e por isso sem a menor possibilidade de desejarem ser mero praguejamento irado.

A não ser que se possa provar que a religião da velha dispensação era completamente dura, morosa e draconiana, e que Davi tinha um espírito mal-intencionado e vingativo, não se pode conceber que este salmo contenha o que um autor ousou chamar de "um ódio incompassivo, uma malignidade refinada e insaciável". A tal sugestão não podemos dar espaço nem por uma hora. Mas que outra opção se tem diante de linguagem tão forte? Na verdade é um dos pontos mais difíceis da Escritura, uma passagem que a alma treme para ler, contudo, sendo um salmo a Deus, e dado por inspiração, não nos compete tecer julgamento a seu respeito, mas apurar o ouvido para o que Deus o Senhor nos diria.

Este salmo se refere a Judas, pois assim Pedro o citou, mas atribuir suas denúncias amargas ao nosso Senhor na hora de seus sofrimentos é mais do que nós ousamos fazer. Estas não são coerentes com o silencioso Cordeiro de Deus, que não abriu sua boca quando levado à matança. Pode parecer muito piedoso pôr tais palavras em sua boca; esperamos que seja nossa piedade que evita de o fazermos.

DIVISÃO
Nos primeiros cinco versículos (Sl 109.1-5), Davi roga humildemente a Deus que ele possa ser livrado de seus inimigos sem remorso e de coração falso. Em Sl 109.6-20, cheio de um fervor profético, que o leva inteiramente além de si mesmo, ele denuncia o juízo sobre seus inimigos, e então, em Sl 109.21-31, ele volta à sua comunhão com Deus em oração e louvor. A parte central do salmo, no qual a dificuldade se encontra, precisa ser vista não como o desejo pessoal do salmista de sangue frio, mas como sua denúncia profética de pessoas tais como ele descreve, e enfaticamente de um especial "filho da perdição" que ele enxerga com olho presciente. Nós todos oraríamos pela conversão de nosso pior inimigo, e Davi teria feito o mesmo, mas vendo os adversários do Senhor, e executores de iniqüidade, como tais, e como incorrigíveis nós não podemos lhes desejar o bem; pelo contrário, desejamos sua derrota e destruição. Os mais ternos corações se afogueiam com indignação quando ouvem falar de barbaridades feitas a mulheres e crianças, de complôs ladinos para arruinar os inocentes, de opressão cruel de órfãos desamparados, e ingratidão gratuita aos bons e mansos. Uma maldição sobre os que cometem atrocidades na Turquia pode não ser menos virtuoso do que uma bênção sobre os justos. Nós desejamos o bem a toda a humanidade, e por essa razão às vezes nos inflamamos de indignação contra os seres desumanos que pisam cada lei que protege nossos semelhantes, e por quem cada ditame da humanidade se torna nulo.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O silêncio de Deus. O que pode significar, o que envolve, como podemos procurar quebrá-lo.
VERS. 1. Deus de meu louvor. Um texto que pode ser exposto em seu sentido duplo.

VERS. 1-3.
1. Deus está a favor de seu povo quando os maus estão contra eles (Sl 109.1):
(a) Por amor de seu povo.
(b) Por amor de si.
2. Os maus estão contra seu povo quando ele está a favor deles (Sl 109.2-3):
(a) De ódio de Deus.
(b) De ódio do povo dele (G. R.).

VERS. 2. Difamação. Sua causa - maldade e malícia. Seus instrumentos - engano e mentiras. Sua freqüência - Jesus e os santos foram difamados. Seu castigo. Nossa saída quando provados por ela - oração a Deus.

VERS. 4. Sobre a excelência da oração.
VERS. 4. Os adversários do Senhor, e seu recurso.

VERS. 4-5.
1. O espírito e conduta de Davi para com seus inimigos.
(a) Seu espírito é amor - amor por ódio; por isso suas denúncias são contra os pecados deles, em vez de contra eles.
(b) Sua conduta. Devolvia o bem pelo mal; intercedia por eles.
2. O espírito e conduta deles para com ele.
(a) Ódio por amor.
(b) O mal pelo bem (G. R.).

VERS. 5. O mal pelo bem. Isso é como o diabo. Será que os homens não se sentem culpados disso diante dos pais, diante daqueles que lhes deram avisos, diante de santos e ministros, e especialmente diante do próprio Senhor?
VERS. 5. Como o Redentor tem sido recompensado? Mostre o que ele merece, e o que ele recebe de vários indivíduos. Ele sente a grosseria da parte daqueles que não são agradecidos.

VERS. 6. É a lei de retribuição punir os maus por meio dos maus (Storke).

VERS. 7. Quando pode a oração tornar-se pecado. Dependendo do que se procura, como é procurado, por quem é procurado, e para quê é procurado.

VERS. 8. Seja a sua vida curta. O pecado é o que mais abrevia a vida humana. Depois do dilúvio a raça inteira viveu menos anos; a paixão e o cuidado avaro encurtam a vida, e alguns pecados têm o poder especial de fazer isso, paixão lasciva, bebedice.

VERS. 20-21.
1. Davi deixa seus inimigos na mão de Deus (Sl 109.20).
2. Ele se entrega às mesmas mãos (Sl 109.21) (G. R.).

VERS. 21. O rogo de um crente precisa ser tirado de seu Deus, seu "nome" e sua "misericórdia". O hábito oposto de buscar argumentos em si é muito comum e desilude muito.
VERS. 21. A bondade especial da misericórdia divina.

VERS. 22. As tristezas íntimas de um santo. Suas causas, efeitos, consolações e cura.

VERS. 26-27.
1. A oração.
2. O título quando se Crê: "Senhor, meu Deus".
3. O atributo em que se confia.
4. O motivo para o pedido.

VERS. 28. A cura divina para a má vontade humana, e o temperamento do santo quando ele confia nela - "o teu servo se alegrará".

VERS. 29.
1. Uma oração para o arrependimento dos adversários de Davi.
2. Uma profecia de sua confusão se permanecerem impenitentes (G. R.).
VERS. 29. O último manto do pecador.

VERS. 30. Louvor vocal. Deve ser pessoal, resoluto, inteligente, abundante, forte. Deve atrair outros, unir-se com outros, estimular outros, mas nunca perder a sua personalidade.

VERS. 30-31.
1. A vontade de Davi em relação a si mesmo: "darei... louvarei" (Sl 109.30).
2. O futuro de Davi em relação a Deus: ele agirá (Sl 109.31) (G. R.).
VERS. 30-31. Ele promete a Deus que ele louvará a Deus (Sl 109.31). Ele se promete que terá causa para louvar a Deus (Sl 109.31) (Matthew Henry).

VERS. 31.
1. A quem a promessa é feita - ao pobre.
2. O perigo a que está exposto - àqueles que condenam sua alma.
3. O livramento que lhe é prometido - divino, oportuno, eficaz, completo, eterno.

SALMO 110

TÍTULO
Um salmo de Davi. Da exatidão deste título não pode haver dúvida, visto que nosso Senhor em Mt 22.43 diz "Então como é que Davi, falando pelo Espírito, o chama 'Senhor'". Contudo, alguns críticos gostam tanto de encontrar novos autores para os salmos que ousam levantar pó contra o próprio Senhor Jesus. Para evitar achar Jesus aqui, eles lêem o título, "salmo de (ou sobre) Davi", como se não fosse tanto escrito por ele como sobre ele, mas aquele que lê com entendimento verá pouco de Davi aqui exceto como escritor. Ele não é o assunto do salmo nem no menor grau, mas Cristo é tudo. Quanta coisa foi revelada ao patriarca Davi! Como são cegos alguns sábios modernos, mesmo em meio ao presente clarão de luz, comparado ao profeta poeta da dispensação mais escura. Possa o Espírito que falou pelo homem segundo o coração do próprio Deus dar-nos olhos para ver os mistérios ocultos deste maravilhoso salmo, no qual cada palavra tem uma infinidade de sentidos.

ASSUNTOS E DIVISÕES
O tema é O Rei sacerdote. Nenhum dos reis de Israel unificou essas duas posições, mesmo que alguns o tenham tentado. Embora Davi realizasse alguns atos que pareceram beirar o sacerdotal, não foi nenhum sacerdote, e sim da tribo de Judá, "da qual Moisés nada disse sobre o sacerdócio", e ele era um homem piedoso demais para se lançar naquele ofício sem ser chamado. O Rei Sacerdote aqui mencionado é o Senhor de Davi, um personagem misterioso tipificado por Melquizedeque, e aguardado pelos judeus como o Messias. Ele não é senão o apóstolo e sumo sacerdote de nossa profissão de fé, Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus. O salmo descreve a nomeação do rei sacerdote, de seus seguidores, suas batalhas e sua vitória. Seu centro é o versículo 4, e assim pode ser dividido, como sugere Alexandre, em introdução, Sl 106.1-3; idéia central, versículo 4; e versículo suplementares, Sl 106.5-7.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Aqui o Espírito Santo começa com o reino de Cristo, que ele descreve e magnifica:
1. Pela sua unção e ordenação pela palavra ou decreto de seu Pai: "O Senhor disse".
2. Pela grandeza da pessoa dele em si, uma vez que é quase aliado no sangue e na natureza a nós: "Meu Senhor".
3. Pela glória, poder e caráter celestial de seu reino, pois na administração dele ele se assenta à mão direita de seu Pai: "Senta-te à minha direita".
4. Pela continuação e vitórias: "Até que eu faça dos teus inimigos um estrado" (Edward Reynolds).
VERS. 1. Meu Senhor.
1. A proximidade condescendente de Cristo a nós não destrói nossa reverência: ele foi filho de Davi, e mesmo assim este o chama de Senhor; ele é nosso irmão, noivo e contudo é nosso Senhor.
2. A glória de Cristo não diminui sua proximidade de nós, nem a familiaridade conosco. Sentado no trono como Senhor, ele é ainda "meu Senhor".
3. É sob o aspecto duplo como Senhor, e assim mesmo nosso, que Jeová o vê e fala com ele, e o ordena ao sacerdócio. Sempre nesses dois aspectos devemos vê-lo.
VERS. 1. Senta-te.
1. A quietude de nosso Senhor em meio a acontecimentos.
2. A abundância de seu poder presente.
3. A operação de toda a história em direção ao seu final, que será:
4. Sua vitória fácil: pisar sobre seus inimigos tão prontamente como nós pisamos em uma banqueta para os pés.

VERS. 2.
1. O que é o cetro? É o evangelho (Ilustrado pela vara de Moisés).
2. Quem o envia? "O Senhor".
3. De onde vem? Da igreja de Deus.
4. Qual é o resultado? Jesus reina.

VERS. 3. Um povo disposto e um Líder imutável.
1. A promessa feita a Cristo com respeito a seu povo: "O teu povo se apresentará".
(a) Uma promessa temporal: "desde o romper da alvorada".
(b) De pessoas: "Teu povo".
(c) De disposição: "Voluntariamente".
(d) De caráter: "Nas belezas da santidade".
(e) A figura majestosa empregada (KJV): "Do ventre da manhã, tu tens o orvalho de tua juventude". (ARA): "Como o orvalho emergindo da manhã serão os teus jovens. (NVI): "Desde o romper da alvorada os teus jovens virão como o orvalho".
VERS. 3. Esta é uma profecia dos súditos do reino de Cristo.
1. Quem são: "Teu povo".
(a) Um povo. Isso denota distinção, separação, similaridade, organização. Não é uma gentalha confusa, mas uma comunidade unida.
(b) Seu povo. Por dádiva, por chamada efetiva.
2. O que são.
(a) Um povo leal: "voluntariamente" disposto.
(b) Um povo conquistado: "dominarás".
(c) Um povo santo: "trajando vestes santas".
(d) Um povo numeroso: "emergindo da manhã". O número de convertidos na primeira proclamação do evangelho de Cristo foi apenas o orvalho de sua mocidade (G. R.).
VERS. 3. Primeiro, a evidência interna do reino de Cristo está na disposição de seu povo: "O teu povo se apresentará voluntariamente" - todos voluntários, não homens pressionados. Segundo, a evidência externa disso está na santidade de seu povo; "as belezas da santidade", ou, como pode ser dito, "na magnificência de seu santuário", pois os ornamentos do santuário e as vestes dos sacerdotes eram muito esplêndidas. Quando nos oferecemos a Deus, nos tornamos templos de Deus; e a santidade deve adornar o coração que é um templo vivo do Espírito Santo (J. Bennett, em um sermão, 1829).
VERS. 3. Todos os verdadeiros seguidores de Jesus são:
(1) Sacerdotes - belezas de santidade em suas vestes sacerdotais.
(2) Soldados - "quando convocares as tuas tropas", no dia do teu poder.
(3) Voluntários.
(4) Benfeitores - como o orvalho.
VERS. 3. Aqui temos um grupo de assuntos - a disposição do povo de Deus, a beleza da santidade, jovens convertidos à vida e glória da igreja, o mistério da conversão, e assim por diante.

VERS. 4. O sacerdócio eterno de Cristo. No que é fundada a sua perpetuidade e os resultados abençoados que fluem dele.
VERS. 4. Estas palavras oferecem três pontos de observação especial.
1. A cerimônia usada na consagração de nosso Senhor: "O Senhor jurou".
2. A posição conferida a ele por esse rito ou cerimônia: "Tu és sacerdote".
3. As prerrogativas de sua posição, cujo ofício é aqui declarado ser:
(a) Perpétuo, "para sempre".
(b) Regular, "segundo a ordem".
(c) Real, "de Melquizedeque" (Daniel Featley).
VERS. 4. Melquizedeque: um assunto frutífero.

VERS. 5. A derrota certa de todo poder que se opõe ao evangelho.

VERS. 6. As calamidades temerosas que aconteceram a nações através de sua rejeição pecaminosa do Senhor Jesus.

VERS. 7. A diligência de Cristo, a autonegação e simplicidade, as causas de seu sucesso. Exemplo para ser imitado.
VERS. 7. A humilhação e exaltação de Cristo.

SALMO 111

TÍTULO
Não há título neste salmo, mas trata-se de um hino de louvor alfabético, tendo por assunto as obras do Senhor na criação, providência e graça. O doce cantor se demora na idéia de que Deus deve ser conhecido por seu povo, e que este conhecimento quando transformado em piedade prática é a sabedoria verdadeira do homem, e a causa certa de adoração duradoura. Muitos desconhecem o que seu Criador já fez, portanto, são tolos de coração, e se calam quanto a louvores de Deus: este mal só pode ser removido por uma recordação das obras de Deus e um estudo diligente delas; para isso, então, o salmo visa nos despertar. Pode ser chamado O salmo das Obras de Deus, que pretende entusiasmar-nos à obra do louvor.

DIVISÃO
O salmista começa com um convite ao louvor, Sl 111.1, e então passa a fornecer-nos matéria para adoração nas obras de Deus e seus procedimentos com seu povo, Sl 111.2-9. Ele termina seu cântico com uma recomendação ao culto do Senhor e aos homens que o praticam.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Aleluia! (ou) Louvai ao Senhor; há uma exortação. "Darei graças ao Senhor"; há um voto. Será meu voto "de todo o coração"; há uma piedade experimental. Será "na reunião da congregação dos justos"; há uma posição relativa junto da família de Deus (Joseph Irons).
VERS. 1. De todo o meu coração. Isso inclui espiritualidade, simplicidade e sinceridade (Joseph Irons).
VERS. 1.
1. Quem são os justos?
2. O que estão fazendo? Louvando a Deus.
3. O que farei se eu for favorecido a me colocar entre eles? "Louvarei ao Senhor".
VERS. l. Onde amo estar, e o que eu amo fazer.

VERS. 2. O filósofo cristão.
1. Sua esfera: "As obras do Senhor".
2. Seu trabalho: Buscá-las e meditar sobre elas.
3. Sua qualificação: Ele tem prazer nelas.
4. Sua conclusão: "Louvar", como em Sl 111.1

VERS. 2-9. O salmista nos fornece assunto para louvor que surge das obras de Deus.
1. A grandeza de suas obras e a glória delas.
2. A retidão delas.
3. A bondade delas.
4. O poder delas.
5. A conformidade delas com a sua palavra de promessa.
6. A perpertuidade delas (Matthew Henry).

VERS. 3 (última cláusula). Como um atributo essencial, conforme revelada na providência, vindicada na redenção, demonstrada no castigo, apropriada por crentes.

VERS. 4. A compaixão do Senhor conforme vista ao ajudar as memórias de seu povo.

VERS. 4-5. As maravilhas de Deus não deveriam ser famosas maravilhas de nove dias.
1. É projeto de Deus que suas maravilhas sejam lembradas, por isso:
(a) Ele as fez grandes.
(b) Ele as trabalhou para um povo imerecedor.
(c) Ele as elaborou em horas memoráveis.
(d) Ele as fez registrar.
(e) Ele instituiu memoriais.
(f) Ele mandou que as contassem a seus filhos.
(g) Ele tratou com eles de maneira tal a reavivar suas memórias.
2. É sabedoria nossa lembrar das maravilhas do Senhor:
(a) Para nos assegurar de sua compaixão: "O Senhor é gracioso".
(b) Para fazer-nos considerar sua abundância: "Deu alimento".
(c) Para certificar-nos de sua fidelidade: "sempre se lembra de sua aliança".
(d) Para suscitar nosso louvor: "Louvem ao Senhor".

VERS. 5. Há:
1. Incentivo do passado: "Deu alimento".
2. Confiança para o futuro: "Sempre se lembra" (G. R.).

VERS. 6. O poder de Deus é um incentivo para a evangelização dos pagãos.

VERS. 9. Redenção. Louvem a nosso Jeová Triuno por sua redenção. Escreva isso onde possa lê-lo. Afixe onde possa vê-lo. Grave-a no seu coração para que possa entendê-la. É uma palavra enorme em sua importância. Nela estão contidos seus destinos o os da Igreja, até todas as épocas futuras. Há nela alturas que vocês podem nunca ter escalado, e profundezas que podem nunca ter sondado. Vocês nunca tomaram as asas da manhã e foram aos extremos da terra, para medir o comprimento e largura dela. Use-a como selo no seu braço, como anel de sinete em sua mão direita, pois Jesus é o autor da redenção. Ó! preze-a como pedra preciosa, mais preciosa que rubis... Deixe que ela expresse suas melhores esperanças enquanto você vive, e firme-se nela em seus lábios trêmulos no momento de dissolução, pois ela formará o coro do canto dos remidos por toda a eternidade ( Isaac Saunders, 1818).
VERS. 9. Ele comandou sua aliança para sempre. Como ele fez aliança, assim ele cuida que seus aliados sejam respeitados, que são tão mandatários para nós, como sua aliança é para ele; e através da graça, sua aliança é tão mandatária para ele, como os nossos compromissos da aliança são para nós (John Trapp).
VERS. 9. Santo e temível, ou terrível, é seu nome. "Santo é seu nome", e portanto "terrível" para aqueles que, sob todos os meios da graça, continuam a não ser santos (George Horne).
VERS. 9. Santo e reverendo é seu nome. Que nós, portanto, não devemos pronunciar repentina e impensadamente. Os judeus não queriam pronunciá-lo. Os gregos (como Suidas observou), quando queriam jurar pelo Júpiter deles, faziam questão de não mencioná-lo. Isso deveria agir como um freio na profanação comum entre nós. Que aqueles que querem ter o seu nome reverendo, se esforcem para serem santos como Deus é santo (John Trapp).
VERS. 9. Redenção. Concebida, arranjada, executada e aplicada por Deus. Por preço e por poder. Para que nós possamos ser livres do pecado e da morte, os salvos do Senhor, a glória do Senhor.
VERS. 9. Redenção.
1. Seu autor: "Ele trouxe".
2. Seus objetivos: "A seu povo".
3. A garantia que nos dá: "Ele firmou a sua aliança".
4. O louvor que isso cria em nós.
VERS. 9. Santo e reverenciado.
1. A santidade de Deus é o objeto de nossa reverência.
2. Tal reverência tem muita influência útil sobre nós.
3. Deve sempre acompanhar nossa fé na redenção e aliança. Ver as frases anteriores do versículo.

VERS. 10.
1. O começo na escola de Cristo.
2. O homem que já se formou: tem "um bom entendimento".
3. O Mestre que recebe o louvor.
VERS. 10.
1. O princípio da sabedoria: "O temor do Senhor" - Deus é temido.
2. Sua continuação: "todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso" - quando o temor do Senhor no coração é desenvolvido na vida.
3. Seu fim, louvar a Deus para sempre: "seu louvor" (G. R.).

SALMO 112

TÍTULO E ASSUNTO
Não há nenhum título neste salmo, mas é evidentemente um companheiro do salmo cento e onze, e como ele, é um salmo alfabético. Mesmo no número de versículo, e cláusulas de cada versículo, coincide com o salmo que o precede, como também em muitas de suas palavras e frases. O leitor deve comparar os dois salmos com cuidado linha por linha. O tema do poema diante de nós é a bem-aventurança do homem justo, e assim ele conserva a mesma relação que a lua tem com o sol com o salmo anterior; pois, enquanto o primeiro declara a glória de Deus, o segundo trata da reflexão do brilho divino em homens nascidos do alto. Deus é louvado aqui pela manifestação de sua glória, que é vista em seu povo, assim como no salmo anterior Deus foi magnificado pelos seus próprios atos pessoais. O cento e onze trata do grande Pai, e este descreve seus filhos renovados de acordo com a imagem dele. O salmo não pode ser visto como a exaltação do homem, porque começa com "Louvai ao Senhor", e tem o intento de dar a Deus toda a honra da sua graça que é manifestada aos filhos de Deus.

DIVISÃO
O tema é declarado no primeiro versículo, e ampliado sob vários cabeçalhos de 2 a 9. A bem-aventurança dos justos é contrastada com a sorte dos ímpios no versículo 10.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. "Aleluia!" "Louvai ao Senhor".
1. Quem deve ser louvado? Não o homem, si mesmo, riqueza, mas Deus somente.
2. Quem deve louvá-lo? Todas as pessoas, mas especialmente o povo dele, os abençoados descritos neste salmo.
3. Por que devem louvá-lo? Por todos os motivos mencionados nos versículo que seguem.
4. Como devem fazê-lo? Principalmente vivendo uma vida como aquela descrita aqui.
VERS. 1 (segunda cláusula).
1. Temor do Senhor; o que é.
2. Sua ligação com o prazer mencionado.
3. As qualidades nos mandamentos que suscitam prazer na mente de quem é temente a Deus.

VERS. 2. O poder real da semente santa e sua verdadeira bem-aventurança.

VERS. 3. As riquezas de um cristão: contentamento, paz, segurança, poder em oração, promessas, providência, sim, Deus mesmo.
VERS. 3. O caráter duradouro da verdadeira justiça.
1. Baseado em princípios eternos.
2. Crescendo de uma semente incorruptível.
3. Sustentado por um Deus fiel.
4. Unido ao Cristo que vive para sempre.
VERS. 3. Ligando as duas cláusulas - Como ser rico e justo. Note bem os versículos seguintes, e mostre como a liberalidade é necessária se homens ricos querem ser homens justos, íntegros.

VERS. 4 (versículo todo).
1. Os homens direitos, os íntegros, têm suas horas negras.
2. Receberão consolo.
3. Seu próprio caráter assegurará isso.
VERS. 4 (primeira cláusula).
1. O caráter dos justos: "direitos", "graciosos".
2. Seu privilégio.
(a) Luz bem como trevas.
(b) Mais luz do que trevas.
(c) Luz nas trevas: luz interior em meio a trevas circundantes. Luz vista no alto, quando tudo é trevas em baixo. Mesmo a própria escuridão torna-se arauto do dia (G. R.).
VERS. 4 (última cláusula). Uma trindade de excelências é encontrada em cristãos verdadeiros, em Cristo, e em Deus: a união deles forma um caráter perfeito quando são bem equilibrados. Mostre como isso se exemplifica na vida diária.

VERS. 5.
1. Um homem bom é benevolente, mas um homem benevolente nem sempre é bom.
2. Um homem bom é prudente, mas um homem prudente nem sempre é bom. Primeiro deve haver bondade e depois seus frutos. "Torne a árvore boa" (G. R.).
VERS. 5. "Emprestar".
1. É para ser feito.
2. É para ser feito como um favor; tomar emprestado é pedir esmola.
3. Deve ser feito muito discretamente. Acrescente a isso um "sermão" sobre tomar emprestado e devolver.

VERS. 6.
1. Nesta vida o cristão é:
(a) Firme.
(b) Calmo.
(c) Inconquistável; e
2. Quando esta vida tiver acabado a lembrança dele é:
(a) Querida.
(b) Influente.
(c) Perpétua.
VERS. 6.
1. O caráter do justo é eterno: "jamais será abalado".
2. Sua influência sobre os outros é eterna: "sempre... se lembrarão".

VERS. 7.
1. "Não temerá": pacífico.
2. "Seu coração está firme": descansado.
3. "Confiante no Senhor": cheio de confiança, a causa dos demais.
VERS. 7.
1. As ondas: "más notícias".
2. O navio abalizado: "ele não temerá".
3. A âncora: "seu coração está fixado, confiante".
4. O ancoradouro "no Senhor".

VERS. 8. Estabelecimento do coração, a confiança que flui dele, a cena que será avistada por aquele que o possui.
VERS. 8.
1. A segurança do justo: "seu coração está firme", bem estabelecido.
2. Sua tranqüilidade: "nada temerá"; e,
3. Sua expectativa: "no final" (G. R.).

VERS. 9. Benevolência: "reparte generosamente", o exercício de doar, sua influência duradoura sobre o caráter e a honra que ganha.

VERS. 10.
1. O que os maus devem ver e seu efeito sobre eles.
2. O que eles nunca verão (seu desejo realizado), e o resultado de seu desapontamento.

SALMO 113

TÍTULO E ASSUNTO
Este salmo é de puro louvor, e contém muito pouco que requer ser exposto; um coração ardente, cheio de adoração admiradora pelo Altíssimo, compreenderá melhor este hino sacro. Seu tema é a grandeza e a bondade condescendente do Deus de Israel, como se mostra ao levantar os necessitados de sua baixa condição. Pode ser cantado apropriadamente pela igreja durante um período de avivamento depois de ter por longo tempo diminuído e estar derribada. Com este salmo começa o Halel (série de salmos que começam com "Aleluia"), ou seja, o Aleluia dos judeus, que era cantado em suas festas solenes: aqui o chamaremos O COMEÇO DO ALELUIA. Dr. Edersheim (Jesus, o Messias, Shedd Publicações, no prelo) nos conta que o Talmude frisa a adequação especial do Halel à Páscoa, "visto que não só recorda a bondade de Deus para com Israel, como especialmente seu livramento do Egito, e por isso começa apropriadamente com "Louvem, ó servos do Senhor, louvem o nome do Senhor!" - e não mais servos de Faraó". Suas alusões aos pobres no pó e necessitados no monturo de esterco estão de acordo com Israel no Egito, como também a referência ao nascimento de numerosas crianças onde eram menos esperadas.

DIVISÃO
Nenhuma divisão precisa ser feita na exposição deste salmo, com exceção daquela sugerida na tradução em uso (com Spurgeon, a KJV). É uma exortação para louvar a Deus pela sua excelência, Sl 113.1-5; e por sua misericórdia, Sl 113.6-9.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo. O salmo contém três partes:
1. Uma exortação aos servos de Deus para louvá-lo.
2. Uma forma de como e onde louvá-lo, versículo 2,3.
3. As razões para convencer-nos disso.
(a) Pelo seu infinito poder, versículo 4, 5.
(b) Sua providência, conforme apresentada no céu e na terra, versículo 6 (Adam Clarke).

VERS. 1. As repetições mostram:
1. A importância do louvor.
2. Nossas muitas obrigações de rendê-lo.
3. Nossa relutância na obrigação.
4. O vigor e freqüência com que deve ser realizado.
5. A necessidade de chamar outros para se unir a nós.
VERS. 1.
1. A quem se deve louvor: "o Senhor".
2. De quem é devido: "ó servos do Senhor".
3. Pelo que é devido: seu "nome".
(a) Por todos os nomes descritivos daquilo que ele é em si.
(b) Por todos os nomes descritivos daquilo que ele é para seus servos (G. R.).

VERS. 1, 9. Louvem o Senhor.
1. Comece e termine a vida com isso, e faça o mesmo com o serviço santo, o sofrimento paciente e tudo mais.
2. Preencha o intervalo com louvor. Passe os olhos pelos versículos intermediários.

VERS. 2.
1. A obra do céu começada na terra: louvar o nome do Senhor.
2. A obra da terra continuada no céu: "e para sempre". Se o louvor começado na terra for continuado no céu, precisamos estar no céu para continuar o louvor (G. R.).
VERS. 2.
1. É tempo de começar a louvar: "desde agora". Será que não há uma razão especial, que já está atrasado, para o dever atual de louvar?
2. Não existe hora de deixar de louvar: "e para sempre". Nenhum motivo se pode supor nem desculpar.

VERS. 3. Deus é para ser louvado:
1. O dia todo.
2. No mundo todo.
3. Publicamente, à luz.
4. Entre os afazeres diários.
5. Sempre - porque é sempre dia em algum lugar.
VERS. 3.
1. Horas canônicas foram abolidas.
2. Lugares sagrados foram abolidos - visto que nem sempre podemos estar neles.
3. Todo horário e lugar é consagrado.

VERS. 5-6.
1. A grandeza de Deus como vista aqui de baixo, v. 5.
2. A condescendência de Deus como vista lá de cima, v. 6.
(a) Na criação.
(b) Na encarnação.
(c) Na redenção (G. R. ).
VERS. 5-6. A condescendência de Deus não tem paralelos.
1. Ninguém é tão grande, e portanto capaz de se abaixar tanto.
2. Ninguém é tão bom, e portanto tão disposto a alcançar tão pouco.
3. Ninguém é tão sábio, e portanto tão capaz de "ver" ou conhecer as necessidades das pequenas coisas.
4. Ninguém mais é infinito, e portanto capaz de entrar em minúcias e apiedar-se da menor mágoa: a Infinidade é vista no diminuto tão verdadeiramente como no imenso.

VERS. 6.
1. O mesmo Deus governa no céu e na terra.
2. Ambas as esferas dependem para sua felicidade dele os observar.
3. Ambas apreciam a sua consideração.
4. Todas as coisas feitas nelas estão sob a sua inspeção.

VERS. 7. O evangelho e seu olho especial nos pobres.

VERS. 7-8.
1. Onde os homens estão? No pó da tristeza, no monturo do pecado.
2. Quem interfere para ajudá-los? Aquele que habita o alto.
3. O que ele efetua para eles? "Levanta, coloca-os com príncipes, entre os príncipes do seu povo".

VERS. 8. Elevação à nobreza do céu; ou, a Família Real aumentada.

VERS. 9. Para reuniões de mães. "Uma feliz mãe de filhos".
1. É uma alegria ser mãe.
2. E especialmente alegre ter filhos vivos, saudáveis, obedientes.
3. Mas melhor de tudo é ter filhos cristãos. . . . Louvor é devido ao Senhor que dá tais bênçãos.
VERS. 9.
1. Um Deus do lar ou Deus no Lar: "Ele faz". Você tem filhos? É de Deus. Você já perdeu filhos? É de Deus. Você não tem filhos? É de Deus.
2. Culto no lar ou o Deus do Lar: "Louvai ao Senhor".
(a) Na família.
(b) Por misericórdias familiares (G. R.).

SALMO 114

ASSUNTO E DIVISÃO
Este sublime CÂNTICO DO ÊXODO é uno e indivisível. Verdadeira poesia aqui alcançou o seu auge: nenhuma mente humana foi capaz de igualar, muito menos exceder, a grandeza deste salmo. Fala de Deus como saindo à frente de seu povo do Egito à Canaã, e fazendo que toda a terra se mova com sua vinda. As coisas inanimadas são representadas como imitando as criaturas vivas quando o Senhor passa. São apostrofadas e questionadas com força de linguagem maravilhosa, até que se parece ver a cena real. O Deus de Jacó é exaltado como tendo o comando sobre rio, mar e montanha, fazendo com que toda a natureza preste homenagem e tributo à sua gloriosa majestade.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1-2. O primeiro livramento de pecado é um tempo notável pela especial presença de Deus.
VERS. 1-2. O Senhor foi para seu povo:
1. Um libertador.
2. Um sacerdote - "seu santuário".
3. Um rei - "seu domínio".

VERS. 1, 7. "A casa de Jacó" e "o Deus de Jacó", o relacionamento entre os dois.

VERS. 2. A igreja, o templo de santidade e o domínio de obediência.

VERS. 3. O mar olhou, e fugiu; ou melhor, "O mar viu e fugiu" - viu Deus e todo seu povo seguindo a liderança dele, ficou pasmo de espanto e fugiu. Uma figura ousada. O Mar Vermelho refletiu as hostes que tinham descido até a sua margem, e refletiu a nuvem que se erguia bem alto sobre tudo, como símbolo da presença do Senhor: nunca antes houve tal cena captada em imagem sobre a superfície do Mar Vermelho, ou qualquer outro mar. Não pôde suportar a visão descomunal e assustadora, e fugindo para a direita e a esquerda, abriu uma passagem para o povo eleito. Um milagre similar aconteceu no final da grande marcha de Israel, porque o "Jordão foi mandado para trás". Era um rio que fluía rapidamente, se em um declínio íngreme, e não estava apenas dividido, mas a correnteza estava sendo empurrada de volta de modo que a torrente rápida, contrária à natureza, fluía para cima. Foi uma operação de Deus: o poeta não canta a suspensão de leis naturais, nem de um fenômeno singular não prontamente explicável; mas para ele a presença de Deus com seu povo é tudo, e em seu cântico grandioso ele conta como o rio foi empurrado para trás porque o Senhor esteve lá. Nesse caso a poesia não é senão o fato literal, a ficção fica por conta dos críticos ateus que sugerirão uma explicação qualquer para o milagre, em vez de admitir que o Senhor desnudou seu braço sacro aos olhos de todo o seu povo. A divisão do mar e o secar do rio se unem apesar dos quarenta anos interpostos, porque foram as cenas de abertura e encerramento de um grande evento. Assim também pela fé podemos unir nosso novo nascimento e nossa saída deste mundo para a herança prometida, pois o Deus que nos tirou do Egito, de nossa escravidão sob o pecado, também nos conduzirá pelo Jordão da morte de nossas peregrinações no deserto desta vida de provações e inconstante. É tudo um único e mesmo livramento, e o começo assegura o fim.
VERS. 3. A impenitência de pecadores repreendida pela criação inanimada.
VERS. 3. O Jordão retrocedeu, ou a morte foi vencida.

VERS. 4. A mutabilidade de coisas que parecem fixas e estabelecidas. O poder de Deus despertando mentes letárgicas, em meio a sistemas antigos e pessoas preconceituosas da mais alta linhagem.

VERS. 7-8. Temor santo.
1. Deve ser causado pela presença divina.
2. Deve ser aumentado por seu caráter de fazer aliança - "o Deus de Jacó".
3. Deve culminar quando vemos apresentações de sua graça para com seu povo - "fez da rocha um açude".
4. Deve se tornar universal.

VERS. 8. Maravilhas aparentadas ao milagre junto à rocha.
1. A morte de Cristo, fonte de vida.
2. Adversidade, um meio de prosperidade.
3. Corações duros se tornam penitentes.
4. Secura de alma transformada em abundância.
VERS. 8. Suprimentos divinos.
1. Garantidos - pois ele os extrairá até de uma rocha.
2. Abundantes - "um charco ou água parada".
3. Contínuos - "fontes de água".
4. Instrutivos. Devem criar em nós um santo pasmo diante do poder do Senhor.

SALMO 115

ASSUNTO
No salmo anterior as maravilhas antes operadas por Deus foram recontadas em sua honra, e neste salmo pede-se que ele se glorifique novamente, porque os pagãos estavam se prevalecendo da ausência de milagres, estavam negando completamente os milagres de tempos atrás, e insultando o povo de Deus com a pergunta: "Onde está agora o seu Deus?". Machucava o coração dos piedosos que Jeová fosse assim desonrado; e tratando como indigna de se notar a sua própria condição de vergonha, eles imploram ao Senhor que ao menos vindique seu próprio nome. O salmista está evidentemente indignado com o fato que os adoradores de ídolos tolos pudessem colocar uma pergunta tão insultuosa ao povo que adorava o único Deus vivo e verdadeiro, e tendo gasto sua indignação em sarcasmo contra as imagens e seus fabricantes, ele passa a exortar a casa de Israel a confiar em Deus e bendizer o seu nome. Como aqueles que morreram e se foram não podem mais cantar salmos ao Senhor entre os filhos dos homens, ele exorta os fiéis que vivem na época a cuidarem que Deus não seja roubado de seu louvor, e então ele termina com um exultante Aleluia. Os vivos não devem exaltar o Deus vivo?

DIVISÃO
Para melhor exposição, o salmo pode ser dividido em um rogo a Deus para que vindique sua própria honra, versículo 1, 2; uma descrição desdenhosa dos falsos deuses e seus adoradores, 3-8; uma exortação aos fiéis para que confiem em Deus e esperem dele grandes bênçãos, 9-15; uma explicação do relacionamento de Deus com sua condição atual das coisas, versículo 16; e um lembrete de que, não os mortos, e sim os vivos, devem louvar a Deus continuamente aqui em baixo.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. A passagem pode ser usada como:
1. Uma petição poderosa em oração.
2. Uma expressão do verdadeiro espírito de piedade.
3. Um guia seguro em teologia.
4. Uma orientação prática na escolha de nosso modo de vida.
5. Um espírito aceitável quando se passa em revista o sucesso passado ou presente.
VERS. 1.
1. Nenhum louvor é devido ao homem. Temos nós uma vida? Não a nós. Temos saúde? Não a nós. Temos confortos exteriores? Não a nós. Amigos? Não a nós. Os meios de graça? Não a nós. Fé salvadora em Cristo? Não a nós. Dons e graças? Não a nós. A esperança da glória? Não a nós. Somos úteis a outros? Não a nós.
2. Todo louvor deve ser dado a Deus.
(a) Porque tudo que temos vem do amor dele.
(b) Porque tudo que esperamos vem da fidelidade dele (G. R.).

VERS. 2. Uma pergunta insultuosa, à qual podemos dar muitas respostas satisfatórias.
VERS. 2. Por que dizem assim? Por que Deus permite que eles o digam? (Matthew Henry).

VERS. 2-3.
1. A pergunta de pagãos: Sl 115.2.
(a) Por ignorância. Vêem um templo mas nenhum deus.
(b) Por censura ao povo de Deus quando seu Deus os tem abandonado por um tempo: "Por que perguntam as nações, onde".
2. A réplica à sua indagação: Sl 115.3. vocês perguntam onde nosso Deus está? Antes perguntem onde ele não está. Perguntam o que ele tem feito? "Ele fez e pode fazer tudo o que lhe agrada"(G. R.).

VERS. 3.
1. Sua posição é sinal de domínio absoluto.
2. Seus atos o provam.
3. Contudo ele aceita ser "o nosso Deus".
VERS. 3 (segunda cláusula). A soberania de Deus. Estabelece e melhora a grande doutrina bíblica, que o glorioso Deus tem direito de exercer domínio sobre todas as suas criaturas; e fazer, em todos os respeitos, como lhe agrada. Este direito naturalmente resulta dele ser Anterior a e o Possuidor de céu e terra. Considere:
1. Ele é infinitamente sábio; ele conhece perfeitamente todas as suas criaturas, todas as ações deles e todas as tendências deles.
2. Ele é infinitamente justo.
3. Ele é infinitamente bom (George Burder).

VERS. 4-8.
1. A natureza de deuses ídolos. Sejam nossos deuses objetos naturais ou riquezas ou prazeres mundanos, eles não tem nenhum olho de piedade, nenhum ouvido para ouvir pedidos, nenhuma língua para aconselhar, nenhuma mão para ajudar.
2. A natureza do verdadeiro Deus. Ele é todo olho, todo ouvido, todo língua, todo mão, todo pé, todo mente, todo coração.
3. A natureza dos adoradores de ídolos. Todos tornam-se naturalmente assimilados aos objetos de seu culto.

VERS. 8. A semelhança entre idólatras e seus ídolos. Estabeleça isso nas particularidades mencionadas.

VERS. 9. O Deus vivo reivindica culto espiritual; a vida de tal culto é fé; fé prova o fato que Deus é uma realidade viva - "Ele é seu socorro". Só o Israel eleito chegará a dar este culto vivo.

VERS. 9-11.
1. A repreensão: "Ó Israel!" "Sacerdotes!" "Vocês que temem o Senhor". Será que vocês não tem acreditado em seu Deus?
2. A correção ou admoestação. "Confiem no Senhor". Você tem confiado no verdadeiro Deus tanto como outros em seus deuses falsos?
3. A instrução. "Ele é seu auxílio". Deixe que igrejas, ministros, e todos que temem a Deus saibam que em todas as horas e sob todas as circunstâncias ele é seu auxílio e seu escudo (G. R.).

VERS. 10.
1. Aqueles que prestam serviço publicamente devem confiar especial-mente. "Confiem no Senhor, sacerdotes", casa de Aarão.
2. Aqueles que são especialmente chamados devem ser especialmente ajudados. "Ele é o seu socorro".
3. Aqueles que são especialmente ajudados podem ter certeza de proteção especial em perigo... "e o seu escudo".

VERS. 11. Temor filial é o fundamento de fé mais plena.

VERS. 12. O que nós temos experienciado. O que nós podemos esperar (Matthew Henry).

VERS. 12-13.
1. O que Deus já fez por seu povo. "Ele se lembra de nós".
(a) Nossa preservação prova isso.
(b) Nossas misericórdias.
(c) Nossas tribulações.
(d) Nossa orientação.
(e) Nossas consolações. Tudo, até mesmo a mais pequenina bênção, representa um pensamento na mente de Deus com respeito a nós. "Como são preciosos para mim os teus pensamentos" com respeito a mim, Ó Deus; "que grandes" e aqueles pensamentos remontam a uma eternidade antes de nós virmos a ser. "O Senhor lembra-se de nós"; portanto, será que não nos devemos lembrar mais dele?
2. O que ele fará por seu povo - "Ele nos abençoará".
(a) Grandemente. Suas bênçãos são como ele, grandes. São abençoados quem ele abençoa.
(b) Adequadamente. A casa de Israel, a casa de Aarão, todos os que o temem, de acordo com sua necessidade, tanto pequena como grande.
(c) Certamente ele nos abençoará, a casa de Israel, a casa de Aarão, todos os que o temem, de acordo com sua necessidade, "do menor ao maior".
(d) Seguramente. Ele "abençoará": o verbo é usado quatro vezes, e mais uma vez no v. 15, "Sejam vocês abençoados pelo Senhor" (G. R.).

VERS. 13.
1. A mensagem geral - "Temei o Senhor".
2. Os graus de desenvolvimento - "do menor ao maior".
3. A bênção em comum.

VERS. 14.
1. Aumento gracioso - em conhecimento, amor, poder, santidade, utilidade.
2. Aumento crescente - crescemos mais depressa, e avançamos não só mais, como cada vez mais.
3. Aumento relativo - nossos filhos crescem na graça através de nosso exemplo.
VERS. 14. As bênçãos de Deus estão:
1. Sempre fluindo "mais e mais".
2. Transbordantes - "vocês e os seus filhos". Que os pais procurem mais graça para si mesmo por amor a seus filhos.
(a) Para que estes sejam mais influenciados pelo exemplo deles.
(b) Que suas orações sejam mais prevalecentes a seu favor.
(c) Que seus filhos sejam mais abençoados por sua causa (G. R.).

VERS. 15. Uma bênção.
1. Pertencente a um povo especial - "vocês".
2. Vinda de um quadrante especial - "do Senhor".
3. Trazendo uma data especial - "Sejam" - o presente.
4. Marcada com certeza especial - "Vocês são abençoados".
5. Que envolve um dever especial - "Bendizer o Senhor agora e para sempre".
VERS. 15. A bênção do Criador - sua grandeza, plenitude, variedade.

VERS. 16. O senhorio do Homem sobre o mundo, seu limite, seu abuso, seu limite legítimo, seu grande plano.

VERS. 17-18.
1. Vozes ausentes - "Os mortos não louvam".
2. O estímulo deles sobre nós - "Mas nós".
3. Seu clamor a outros - "Louvem o Senhor". Vamos completar pelas vozes que já se calaram.
VERS. 17-18.
1. Aqueles que não louvam a Deus aqui não o louvarão no além. Não há moratória da punição, portanto.
2. Aqueles que louvam a Deus nesta vida o louvarão para sempre. Aleluia por isso. "Louvem o Senhor" (G. R.).
VERS. 17-18. Um sermão para o Ano Novo.
1. Uma lembrança triste - "os mortos".
2. Uma decisão feliz - "mas nós bendiremos o Senhor".
3. Um começo apropriado - "desde agora".
4. Uma continuação eterna - "e para sempre".

SALMO 116

ASSUNTO
Este salmo é uma continuação do Aleluia Pascoal, portanto, em algum sentido, deve ser interpretado em relação à saída do Egito. Parece ser um canto pessoal no qual uma alma crente, lembrada pela Páscoa de sua própria servidão e livramento, fala disso com gratidão, e louva o Senhor. Podemos conceber o Israelita com um cajado em sua mão cantando, "Retorne ao seu descanso, ó minha alma", enquanto lembra da volta da casa de Jacó à terra de seus pais, e depois bebe do copo na festa usando as palavras de Sl 116.13, "Erguerei o cálice da salvação". O homem piedoso evidentemente se lembra tanto de seu próprio livramento como do de seu povo quando canta na linguagem de Sl 116.16, "Livraste-me das minhas correntes", mas ergue-se em solidariedade a sua nação ao pensar nos pátios da casa do Senhor e na gloriosa cidade, e promete cantar "no seu interior, ó Jerusalém". Amor pessoal nutrido por uma experiência pessoal de redenção é o tema deste salmo, e nele vemos os remidos atendidos quando oram, conscientes de que não pertencem a si mesmos mas foram comprados com um preço, e se unindo com todo o grupo dos resgatados para cantar aleluias a Deus.

Visto que nosso divino Mestre cantou este hino, dificilmente erramos se vemos aqui palavras às quais ele pôde por o seu selo - palavras em certa medida descritivas de sua própria experiência, mas sobre isso não iremos longe, pois em outra parte temos indicado como o salmo foi entendido por aqueles que amam encontrar o seu Senhor em cada linha.

DIVISÃO
David Dickson faz uma divisão um tanto singular deste salmo, que nos parece muitíssimo sugestiva. Ele diz: "Este salmo é um compromisso triplo do salmista para dar graças a Deus, por sua misericórdia para com ele, e em particular por algum notável salvamento dele da morte, tanto corporal como espiritual. O primeiro compromisso é que ele, por amor, terá recurso a Deus pela oração, Sl 116.1-2; as razões e motivações disso são dadas, por causa de seus livramentos anteriores, Sl 116.3-8; o segundo compromisso é o de uma conversação santa, Sl 116.9, e os motivos e razões são dados em Sl 116.10-13; o terceiro compromisso é o de louvor e serviço contínuo, e especialmente o de pagar aqueles votos diante da igreja, o que ele fez nos dias de tristeza; as razões são dadas em Sl 116.14-19".

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1-2.
1. O presente - "Eu amo".
2. O passado - "Ele ouviu".
3. O futuro - "Eu o invocarei".
VERS. 1-2. Experiência pessoal em referência à oração.
1. Temos orado, freqüentemente, constantemente, em modos diferentes.
2. Fomos ouvidos. Um retrospecto agradecido de respostas usuais e especiais.
3. Amor a Deus foi assim promovido.
4. Nosso senso do valor da oração já ficou tão intenso que não podemos parar de orar.

VERS. 1, 2, 9. Se você lançar os olhos no primeiro versículo do salmo, verá uma profissão de amor - eu amo o Senhor; no segundo, uma promessa de oração - eu invocarei o Senhor; e no nono, uma decisão de andar - eu andarei diante do Senhor. São três coisas que devem ser objeto do cuidado de um santo, a devoção da alma, a profissão da boca e a conversão da vida: essa é a melodia mais doce aos ouvidos de Deus, quando não só a voz canta, como as cordas do coração vibram em harmonia, e a mão bate o compasso (Nathaniel Hardy).

VERS. 2. "Ele... (inclinou)", e portanto "Eu o invocarei". Graça se transformando em ação.

VERS. 2, 4, 13, 17. Falar com Deus mencionado quatro vezes sugestivamente - Eu o farei (Sl 116.2), eu o experimentei (Sl 116.4), quando eu o tomar (Sl 116.13), e quando eu o oferecer (Sl 116.17).

VERS. 2, 9, 13-14, 17. As promessas ativas do salmo. Eu invocarei (Sl 116.2), Eu andarei (Sl 116.9), Eu erguerei (Sl 116.13), Eu cumprirei (Sl 116.14), Eu oferecerei (Sl 116.17).

VERS. 3-4, 8. "Para Almas em Agonia", (Sermão de Spurgeon).

VERS. 3-5. A história de uma alma provada.
1. Onde eu estive, Sl 116.3.
2. O que fiz, Sl 116.4.
3. O que aprendi, Sl 116.5.

VERS. 3-6.
1. A ocasião.
(a) Aflição no corpo.
(b) Angústia de consciência.
(c) Tristeza de coração.
(d) Auto-acusação: "Eu já estava".
2. A petição.
(a) Direta: "Clamei".
(b) Imediata: "então", quando o problema veio; oração foi o primeiro remédio buscado, não o último, como acontece com muitos.
(c) Breve - limitada à coisa devida que é necessária: "Livra-me".
(d) Importuna: "Senhor!".
3. A restauração.
(a) Implícita: "compassiva" Sl 116.5.
(b) Expressa, Sl 116.6, no geral: "O senhor protege" e particularmente: "eu já estava sem forças": ajudou-me a orar, ajudou-me a sair da aflição em resposta à oração, e ajudou-me a louvá-lo pela misericórdia, a fidelidade, a graça, mostrada em meu livramento. Deus é glorificado através das aflições de seu povo; os submissos são preservados nelas, e os humildes são exaltados por elas (G. R.).versículo 5.
1. Graça eterna, ou o propósito do amor.
2. Justiça infinita, ou a dificuldade da santidade.
3. Misericórdia sem limites, ou o resultado da expiação.

VERS. 6.
1. Uma classe singular - "os simples".
2. Um fato singular - "o Senhor protege os simples".
3. Uma prova singular do fato - "eu estava".

VERS. 7. Retorne ao seu descanso, ó minha alma. Descanso em Deus é coisa que se pode dizer que pertence ao povo de Deus por conta de quatro coisas:
1. Por designação. O descanso que o povo de Deus tem nele é resultado de seu próprio propósito e plano, em conseqüência de seu prazer e amor.
2. Por compra. O descanso que desejavam como criaturas, eles tinham perdido como direito por serem pecadores. Então, Cristo deu a vida para obtê-lo.
3. Por promessa. Este é o engajamento bondoso de Deus. Ele disse: "Eu mesmo o acompanharei, e lhe darei descanso", Êx 33.14.
4. Por escolha própria almas graciosas têm um descanso em Deus (D. Wilcox).
VERS. 7. Retorne ao seu descanso, ó minha alma. Quando, ou em que ocasião, um filho de Deus deve usar a linguagem do salmista.
1. Depois de conversar com o mundo nos negócios de seu trabalho todos os dias.
2. Quando vai ao santuário no dia do Senhor.
3. Diante de qualquer dificuldade que possa encontrar.
4. Ao deixar este mundo na hora da morte (D. Wilcox).
VERS. 7.
1. O descanso da alma: "Meu descanso", isto está em Deus.
(a) A alma foi criada para encontrar seu descanso em Deus.
(b) Por esta causa, não consegue achar descanso em outra parte.
2. Sua saída deste descanso. Isso está implícito na palavra: "Retorne".
3. Seu retorno.
(a) Por arrependimento.
(b) Por fé, na maneira fornecida para sua volta.
(c) Por oração.
4. Seu incentivo para retornar.
(a) A alma não encontra nela mesma, mas em Deus.
(b) Não na justiça, e sim na bondade de Deus: "porque o Senhor". A bondade de Deus o leva ao arrependimento (G. R.).

VERS. 8. A trindade da piedade experimental.
1. É uma unidade - "Tu livraste"; todas as misericórdias vêm de uma só fonte.
2. É uma trindade de libertação, de alma, olhos, pés; de punição, tristeza, e pecado; para vida, alegria e estabilidade.
3. É uma trindade em unidade: tudo isso foi feito para mim e em mim - "minha alma, meus olhos, meus pés".

VERS. 9. O efeito do livramento sobre nós mesmos: "Para que possa andar".
1. Andar por fé nele.
2. Andar em amor com ele.
3. Andar por obediência a ele (G. R.).

VERS. 10-11.
1. A regra: "Eu cri". Em geral o salmista falou o que ele havia considerado e testado pela própria experiência, como quando disse: "Eu fui deixado sem forças e ele me ajudou". "O Senhor tem sido bom para comigo".
2. A exceção: "Eu tinha dito, 'Estou muito aflito'".
(a) Ele falou erradamente: ele disse: "Ninguém merece confiança" ("Todos os homens são mentirosos"). Havia alguma verdade nisso, mas não era a verdade toda.
(b) Falei "em pânico", sem a devida reflexão. (c) Iradamente, sob a influência da aflição, provavelmente pela infidelidade de outros. A natureza age antes da graça - a primeira por instinto, a outra por consideração (G. R.).

VERS. 11. Uma fala apressada.
1. Havia muita verdade nela.
2. Errou pelo lado certo, porque mostrou fé em Deus em lugar de na criatura.
3. Errou mesmo foi em ser abrangente demais, severo demais, desconfiado demais.
4. Logo foi curado. O remédio para toda fala tão apressada assim é - Comece a agir no espírito de Sl 116.12.

VERS. 12. Obrigações irresistíveis.
1. Uma soma na aritmética - "toda a sua bondade para comigo" - todos os benefícios de Deus.
2. Um cálculo de dívida - "Como posso retribuir?".
3. Um problema para solução pessoal - "Que farei eu?" (Sermão nº. 910).

VERS. 12, 14. Para pensar: Se votos religiosos bem redigidos não promovem a religião grandemente.

VERS. 13. Sermão sobre a Ceia do Senhor. Nós tomamos o cálice do Senhor:
1. Em memória dele que é a nossa salvação.
2. Em lembrança de nossa confiança nele.
3. Em evidência de nossa obediência a ele.
4. Em forma de expressão de nossa comunhão nele e com ele.
5. Em esperança de beber o cálice novamente com ele dentro em breve.
VERS. 13. Os vários copos mencionados na Bíblia fariam um assunto interessante.

VERS. 14. O voto. Ou a excelência do tempo presente.

VERS. 15.
1. A declaração. Nem a morte dos maus nem mesmo a morte dos justos é preciosa em si; mas
(a) Porque a pessoa deles é preciosa para ele.
(b) Porque a experiência deles na morte é preciosa para ele.
(c) Por causa de sua conformidade na morte com Cristo, o seu Cabeça da Aliança; e
(d) Porque põe fim às tristezas deles, e os translada ao seu descanso.
2. Sua manifestação.
(a) Em preservá-los da morte.
(b) Em sustentá-los na morte.
(c) Em dar-lhes vitória sobre a morte.
(d) Em glorificá-los depois da morte.
VERS. 15. "Mortes Preciosas" (Sermão de Spurgeon, nº. 1036).

VERS. 16. Serviço Santo.
1. Declarado enfaticamente.
2. Apresentado honestamente - "na verdade".
3. Defendido logicamente - "filho da tua serva".
5. Coerente com liberdade consciente.

VERS. 17. Isto se deve a nosso Deus, bom para nós e incentivador para os outros.
VERS. 17. O sacrifício de ações de graças.
1. Como pode ser apresentado. Em amor secreto a Deus, em conversação, em canto sacro, em testemunho público, em dons e obras especiais.
2. Por que o devemos apresentar. Por orações respondidas (Sl 116.1-2), livramentos memoráveis (Sl 116.3), preservação especial (Sl 116.6); restauração notável (Sl 116.7-8), e pelo fato de sermos os seus servos (Sl 116.16).
3. Quando devemos apresentá-lo. Agora, enquanto a misericórdia está na memória, e sempre que novas misericórdias nos ocorrem.

VERS. 18.
1. Como votos podem ser pagos em público. Indo ao culto público como a primeira coisa que fazemos quando a saúde é restaurada. Unindo-nos com entusiasmo nos cantos. Chegando-nos para a Ceia. Fazendo oferta especial de agradecimento. Usando oportunidades para testemunho aberto sobre a bondade do Senhor.
2. A dificuldade especial na matéria. Pagá-las ali para o Senhor, e não em ostentação ou como uma fórmula vazia.
3. A utilidade especial do ato público. Interessa a outros, toca seus corações, reprova, incentiva.

VERS. 19. O Cristão em casa.
1. Na casa de Deus.
2. Entre os santos.
3. Em sua obra favorita: "O louvor".

SALMO 117

ASSUNTO
Este salmo, cujo texto é muito pequeno, é tremendamente grande em seu espírito; pois, arrebentando todas as barreiras de raça ou nacionalidade, convoca toda a humanidade para louvar o nome do Senhor. Com toda probabilidade, foi usado freqüentemente como um breve hino apropriado para quase toda ocasião, e especialmente quando o tempo para o culto era curto. Talvez tenha sido cantado também no começo ou no fim de outros salmos, como nós podemos usar a doxologia. Teria servido ou para dar início a um culto ou para encerrá-lo. É curto e doce. O mesmo Espírito divino que discorre no salmo 119, aqui condensa sua fala em dois versículos curtos, mas mesmo assim a mesma infinita plenitude está presente e perceptível. Vale notar que este é ao mesmo tempo o capítulo mais curto da Escritura e a porção central de toda a Bíblia.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo. O reino universal.
1. O mesmo Deus.
2. O mesmo culto.
3. A mesma razão para ele.

VERS. 2. Bondade misericordiosa. Na bondade de Deus há misericórdia, porque:
1. nosso pecado merece o inverso da bondade.
2. nossa fraqueza requer grande ternura.
3. nossos temores só podem ser removidos assim.
VERS. 2 (última cláusula).
1. Em seu atributo - ele é sempre fiel.
2. Em sua revelação - sempre infalível.
3. Em sua ação - sempre de acordo com sua promessa.

SALMO 118

AUTOR E ASSUNTO
No livro Ed 3.10-11, nós lemos que "quando os construtores lançaram os alicerces do templo do Senhor, os sacerdotes, com suas vestes e suas trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, tomaram seus lugares para louvar o Senhor, conforme prescrito por Davi, rei de Israel. Com louvor e ações de graças, cantaram responsivamente ao Senhor; porque ele é bom, e seu amor a Israel dura para sempre. E todo o povo louvou o Senhor em alta voz, pois haviam sido lançados os alicerces do templo do Senhor". Ora, as palavras mencionadas em Esdras são a primeira e a última sentenças deste salmo, e nós concluímos, portanto, que o povo salmodiou todo este canto sublime, e mais ainda, que o uso desta composição em tais ocasiões foi ordenado por Davi, que concebemos ter sido seu autor. O próximo passo leva-nos a crer que ele é seu tema, pelo menos em algum grau; pois está claro que o escritor fala de si mesmo em primeiro lugar, embora possa não ter se limitado a todos os detalhes da própria experiência pessoal. Que o salmista tinha uma visão profética de nosso Senhor Jesus é muito manifesto; as freqüentes citações deste salmo no Novo Testamento não deixam nenhuma dúvida; mas ao mesmo tempo não podia ter sido tencionado que toda frase e sentença fosse lida em referência ao Messias, pois isso requer muita engenhosidade, e interpretações engenhosas dificilmente são verdadeiras. Certos expositores devotos já conseguiram torcer a expressão de Sl 118.17, "Não morrerei; mas vivo ficarei", para fazê-la aplicável ao nosso Senhor, que realmente morreu, e cuja glória é que ele morreu; mas não conseguimos dedicar nossa mente a cometer tal violência contra as palavras da Escritura Sagrada.

O salmo parece-nos descrever Davi ou algum outro homem de Deus que foi nomeado pela opção divina a um cargo alto e honrável em Israel. Este herói eleito viu-se rejeitado por seus amigos e compatriotas, e ao mesmo tempo sofreu violenta resistência de seus inimigos. Com fé em Deus, ele luta por seu espaço designado, e no tempo devido consegue obtê-lo de tal forma a demonstrar o poder e a bondade do Senhor. Ele então sobe à casa do Senhor para ofertar sacrifício e expressar sua gratidão pela divina interposição, todo o povo abençoando-o, e desejando-lhe abundante prosperidade. Este personagem heróico, que é difícil não crer que seja o próprio Davi, tipificou amplamente o nosso Senhor, mas não de forma tal que em todas as minúcias de suas lutas e orações devamos procurar paralelos. A sugestão de Alexander, de que quem fala é um indivíduo simbólico da nação, é bastante digna de atenção, mas não é incoerente com a idéia de que um líder pessoal possa ser pretendido, visto que aquilo que descreve o líder será em grande parte verdade com respeito aos seguidores. A experiência do líder é a dos membros, e pode-se falar de ambos em termos bastante iguais. Alexander acha que a libertação celebrada não pode ser identificada com nenhum incidente em particular, mas que é vê-lo como um canto nacional, adaptado igualmente para o surgimento de um herói selecionado e a edificação de um templo. Se uma nação é fundada de novo por um príncipe vitorioso, ou um templo fundado pela colocação de sua pedra fundamental num clima de alegria, o salmo é igualmente aplicável.

DIVISÃO
Propomos dividir este salmo assim: em Sl 118.1-4, os fiéis são chamados para magnificar o amor eterno do Senhor; em Sl 118.5-18, o salmista expõe a narrativa de sua experiência, e uma expressão de sua fé; em Sl 118.19-21, ele pede entrada na casa do Senhor, e começa o reconhecimento da salvação divina. Em Sl. 118.22-27, os sacerdotes e povo reconhecem quem os governa, engrandecem o Senhor por ele, declaram-no abençoado, e mandam que ele se aproxime do altar com seu sacrifício. Em Sl 118.28-29, o próprio herói agradecido exalta Deus, o eternamente misericordioso.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1-4.
1. O assunto dos cantos: "Dêem graças ao Senhor porque ele é bom".
2. O coro - "O seu amor dura para sempre".
3. O coro - "Que Israel diga"; "Os sacerdotes digam"; Os que temem o Senhor digam".
4. O ensaio - "Os que temem o Senhor digam" "agora" (KJV), para que estejam mais bem preparados para louvor universal no futuro.

VERS. 5.
1. O tempo para oração - "em angústia".
2. A resposta no tempo certo - "O Senhor me respondeu".
3. A resposta além do pedido - "dando-me ampla liberdade".

VERS. 6.
1. Quando pode um homem saber que Deus está a favor dele?
2. Que confiança pode gozar aquele homem que está seguro do auxílio divino?

VERS. 7.
1. O valor de amigos verdadeiros.
2. O valor maior de ajuda lá de cima.

VERS. 8-9. Melhor. É mais sábio, mais certo, moralmente mais direito, mais enobrecedor, mais feliz no resultado.

VERS. 10. Observe um raio de ação amplo e considere o que já foi feito, deve ser feito, e pode ser feito "em nome do Senhor".

VERS. 12.
1. As irritações inúmeras à fé.
2. Têm fim rápido.
3. A completa vitória da fé.

VERS. 13.
1. Nosso grande antagonista.
2. Seus ataques ferozes.
3. Seu objetivo evidente: "a minha queda".
4. Seu fracasso: "mas o Senhor me ajudou".

VERS. 14.
1. Força sob aflição.
2. Cântico na esperança de livramento.
3. Salvação, ou escape real de uma provação.

VERS. 15. A alegria de casas cristãs. É alegria na salvação: é expressa. - "A voz: ela permanece; "a voz é": ela é alegria na proteção e honra dada pela mão direita do Senhor.

VERS. 15-16.
1. Verdadeira alegria é especial aos justos.
2. Em seus tabernáculos: em seu estágio de peregrinação.
3. Para salvação: regozijo e salvação vão juntos.
4. De Deus: "a mão direita": três mãos direitas; tanto a salvação como a alegria são da mão do Pai e do Filho e do Espírito Santo; a mão direita de cada um age valorosamente (G. R.).

VERS. 17.
1. Homens bons muitas vezes estão em perigo especial: José no poço; Moisés no cesto de juncos, Jó no monturo, as fugas perigosas de Davi da mão de Saul, Paulo descido em um cesto; que cesto de frutos foi aquele! Quanto estava suspenso naquela corda! A salvação de inúmeros!
2. Homens bons muitas vezes têm um pressentimento de sua recuperação de perigo especial: "Eu não morrerei, mas viverei".
3. Homens bons têm um desejo especial pela preservação de suas vidas: "vivo ficarei para anunciar os feitos do Senhor" (G. R.).

VERS. 17, 19, 22. A vitória do Salvador ressurreto e suas conseqüências que alcançam longe.
1. A morte é vencida.
2. As portas da justiça são abertas.
3. A pedra fundamental da igreja é colocada (Deichert, no Comentário de Lange).

VERS. 18.
1. As aflições do povo de Deus são castigos: "O Senhor me castigou".
2. Aqueles castigos são muitas vezes severos: "castigou com severidade".
3. A severidade é limitada: "não me entregou à morte" (G. R.).

VERS. 19.
1. Acesso a Deus desejado.
2. Pedido humildemente: "Abram as portas para mim".
3. Ousadamente aceito: "quero entrar".
4. Agradecidamente apreciado: "para dar graças ao Senhor".

VERS. 22. Nestas palavras podemos notar os seguintes particulares:
1. A visão metafórica na qual a igreja é aqui representada, a saber, a de uma casa ou edifício.
2. O caráter que nosso Emanuel tem em relação a este edifício; ele é a pedra em uma maneira de eminência, sem a qual não pode haver prédio, nenhuma casa em que Deus habite entre os filhos dos homens.
3. O caráter dos homens empregados nesta estrutura espiritual; são chamados construtores.
4. Um erro fatal com que são criticados em construir a casa de Deus; eles recusam a pedra que Deus escolhe; não lhe permitem um lugar em sua própria casa.
5. Observe o lugar que Cristo deveria e deverá ter neste edifício, mesmo que os construtores façam o pior: ele é feito a pedra angular de esquina. As palavras que seguem imediatamente a isso declaram como isso é efetuado, e como os santos são afetados com a notícia de sua exaltação, não obstante a malícia do inferno e da terra: "Isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós" (Ebenezer Erskine).

VERS. 22-23.
1. O mistério declarado.
(a) Aquilo que é menos estimado pelos homens como meio de salvação é o mais estimado por Deus.
(b) Aquilo que é mais estimado por Deus quando conhecido é menos estimado pelo homem.
2. O mistério explicado. O caminho da salvação é coisa feita pelo Senhor, portanto é maravilhoso aos nossos olhos (G. R.).

VERS. 22-25.
1. Cristo rejeitado.
2. Cristo exaltado.
3. Sua exaltação é devida a Deus somente.
4. Sua exaltação começa uma nova era, uma nova época.
6. Sua exaltação sugere uma nova oração (Sermão de Spurgeon).

VERS. 24.
1. Falado como sendo:
(a) O dia do evangelho.
(b) O dia do sábado.
2. O que é dito sobre ele.
(a) É dado por Deus.
(b) Para ser alegremente recebido pelo homem (G. R.).

VERS. 25. O que é a prosperidade da igreja? De onde precisa vir? Como podemos obtê-la?
VERS. 25.
1. O objetivo da oração.
(a) Salvação do pecado.
(b) Prosperidade na justiça.
2. A sinceridade da oração. "Eu te imploro. Eu te imploro".
3. A urgência da oração: "agora - agora" - agora que as portas da justiça estão abertas, agora que a pedra de alicerce está colocada, agora que o dia do evangelho chegou - agora, Senhor! agora! (G. R.).

VERS. 27. "Amarre o sacrifício com cordas". [Segundo a tradução (KJV) de uma frase, lembrando o holocausto do templo de Jerusalém.] Devoção é a mãe, e ela tem quatro filhas.
1. Constância: "Amarre o sacrifício".
2. Fervor: Amarre-o "com cordas".
3. Sabedoria: Amarre-o "ao altar".
4. Confiança: Até as "pontas" do altar (Thomas Adams).
VERS. 27. Amarre o sacrifício com cordas.
1. O que é o sacrifício? Toda a nossa pessoa, todo talento, todo nosso tempo, propriedade, posição, mente, coração, temperamento, vida até o fim.
2. Por que isto precisa ser atado? É naturalmente irrequieto. Demoras longas, tentações, riqueza, status, desânimo, ceticismo, tudo tende a distanciá-lo do altar.
3. Ao quê está atado? À doutrina da expiação. A Jesus e sua obra. A Jesus e nosso trabalho.
4. Que são as cordas? São os nossos próprios votos. A necessidade das almas. Nossa alegria no trabalho. A grande recompensa. O amor de Cristo operando sobre nós pelo Espírito Santo.

VERS. 28.
1. O fato mais alegre de todo o mundo: "Tu és o meu Deus".
2. A forma correta em que apreciar isto: "Eu te exaltarei".
VERS. 28.
1. O efeito de Cristo ser sacrificado por nós: "Tu és o meu Deus".
2. O efeito de nós sermos oferecidos como um sacrifício aceitável a ele. "Eu te louvarei.. Eu te exaltarei".
Ou:
(a) A bênção da aliança: "Tu és meu Deus".
(b) A obrigação pactual: "Eu te louvarei" (G. R.).

VERS. 29.
1. O começo e o fim da salvação é misericórdia.
2. O começo e o fim de seus requisitos é ações de graças (G. R.).


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