Contos Waldryano

Estudando Salmos 119 ao 150


SALMO 119

TÍTULO
Este salmo não tem título nem é mencionado o nome de nenhum autor. É O SALMO MAIS LONGO e este já é um nome suficientemente distintivo para ele. No tamanho é igual a vinte e dois salmos que tenham a média do comprimento dos Salmos dos Degraus. E não é só o comprimento; porque supera também na amplitude de pensamento, profundidade de sentido e intensidade de fervor. É como a cidade santa que é quadrangular, com altura e largura iguais. Muitos leitores superficiais têm imaginado que ele toca numa corda só, e tem abundantes repetições e redundâncias piedosas, mas isto surge da pouca profundidade da mente do próprio leitor; os que estudaram este hino divino, e notaram cuidadosamente cada linha, ficam pasmos diante da variedade e profundidade do pensamento. Usando apenas poucas palavras, o escritor produziu alterações e combinações de sentido que demonstram sua familiaridade santa com o tema, e a engenhosidade santificada de sua mente. Ele nunca se repete, porque se o mesmo sentimento reaparece, está em um novo contexto, e assim exibe outra variação de sentido. Quanto mais se estuda, mais revigorante ele se torna. Como aqueles que bebem a água do Rio Nilo gostam mais dela cada vez que a tomam, assim este salmo se torna mais completo e fascinante quanto mais freqüentemente se volta a ele. Não contém uma só palavra inútil; as uvas deste cacho estão quase a explodir com o vinho novo do reino. Quanto mais se olha neste espelho de um coração gracioso tanto mais se enxerga. Plácido sobre a superfície como o mar de vidro diante do trono eterno, em suas profundezas há um oceano de fogo, e aqueles que o miram com devoção não só verão o brilho, como sentirão o calor da chama sagrada. Está carregado de sentido sagrado, e tem tanto peso como massa. Muitas vezes temos clamado durante o estudo: "Ai, que profundidade!". Mas essa profundidade se esconde sob uma simplicidade aparente, como bem afirmou sabiamente Agostinho; e isso torna a exposição mais difícil. Sua obscuridade está escondida atrás de um véu de luz, e por isso só a descobrem aqueles que estão intensamente determinados, não só a ver a palavra, mas, como os anjos, a observá-la por dentro.

Este salmo é alfabético. Oito versículos começam com uma letra, e depois outros oito com a letra seguinte, e assim o salmo todo procede com grupos de oito através das vinte e duas letras do alfabeto hebraico. Além disso, há múltiplas aposições de sentido, e outros pontos com aquelas formalidades estruturais que agradam a mente oriental - formalidades muito semelhantes àquelas com as quais nossos poetas mais antigos se deleitavam. Assim o Espírito Santo condescendeu falar com homens em formas que atraíam a atenção e ajudavam a memória. Ele é muitas vezes claro ou elegante em sua maneira, mas não deixa de ser exótico ou formal se com isso seu plano de instrução pode ser alcançado com mais segurança. Também não despreza contrações ou formas artificiais, e assim pode fixar seu ensino na mente. Isaac Taylor explanou muito bem esse fato: "No sentido mais estrito, esta composição é condicionada; apesar de ser, no sentido mais elevado, uma expressão de vida espiritual; e assim, ao encontrar estes elementos aparentemente opostos, intimamente mesclados neste salmo, uma lição plena de sentido é silenciosamente transmitida àqueles que querem recebê-la - e a transmissão das coisas de Deus ao espírito humano não é de modo algum prejudicada ou impedida, e muito menos desviada por modos soltos de comunicação que indicam ser mais adaptados à infância e à capacidade juvenil do interlocutor".

AUTOR
O costume entre escritores modernos tem sido, até onde possível, não atribuir a Davi os salmos. Como os críticos desta linha costumam não ter solidez na doutrina nem espiritualidade no tom, nós gravitamos na direção oposta, por uma suspeita natural de tudo que vem de fonte tão insatisfatória. Cremos que Davi escreveu este salmo. É davídico em tom e expressão, e confere com a experiência de Davi em muitos pontos interessantes. Quando éramos moços nosso professor o chamava de "livro de bolso de Davi" e nós nos inclinamos à essa opinião de que aqui temos o diário do personagem real escrito em vários tempos através de uma vida longa. Não, não podemos ceder este salmo para o inimigo. "Este é o espólio de Davi". Depois de muita leitura de um autor, chega-se a conhecer seu estilo, e adquire-se certo discernimento pelo qual sua composição é detectada mesmo se seu nome estiver oculto; sentimos uma espécie de certeza crucial de haver a mão de Davi nesse salmo, sim, de ser completamente seu.

ASSUNTO
O tema único é a palavra do Senhor. O salmista aborda seu tema sob muitas luzes diferentes, e o trata de várias maneiras, mas poucas vezes omite a menção da palavra do Senhor em cada versículo sob um ou outro dos muitos nomes pelos quais ele o conhece; e mesmo que o nome não esteja lá, o tema é ainda perseguido com entusiasmo em todas as estrofes. Quem escreveu este maravilhoso cântico estava impregnado dos livros da Escritura que possuía. Andrew Bonar conta de um cristão simples numa casa de fazenda que tinha meditado sobre a Bíblia toda três vezes. Foi precisamente o que este salmista tinha feito - de ler tinha passado a meditar. Como Lutero, Davi tinha sacudido cada árvore frutífera do jardim de Deus, e colhido ali frutos de ouro. "A maioria", diz Martin Boos, "lê sua Bíblia como vacas no capim denso, que esmagam sob os pés as flores e ervas mais finas". Teme-se que nós façamos a mesma coisa demasiadas vezes. É um jeito infeliz de tratar as páginas de inspiração. Possa o Senhor evitar que repitamos esse pecado enquanto lemos este salmo inestimável.

Há um desenvolvimento evidente em seu tema. Os versículos mais do início são de um tipo que se presta à hipótese de ter sido o autor um homem jovem, enquanto que muitas das passagens mais adiante só poderiam ser sugeridas pela idade e pela sabedoria. Em cada porção, no entanto, há o fruto da experiência profunda, observação cuidadosa e meditação séria. Se Davi não o escreveu, outro crente com exatamente a mesma mente de Davi deve ter vivido, e ele deve se ter dedicado a salmodia com igual ardor, e ter sido um apreciador igualmente entusiasmado da Escritura Sagrada.

Nosso melhor aproveitamento desta composição sacra advirá de colocarmos nossa mente em intensa afinidade com o seu tema. A fim de fazer isso, deveríamos decorá-lo. A filha de Philip Henry escreveu em seu diário: "Ultimamente fiz algum esforço para aprender de cor o Salmo 119, e fiz algum progresso nisso". Ela foi uma mulher sensata, piedosa. Feito isso, devemos considerar a plenitude, a clareza e a doçura da palavra de Deus, já que por tais reflexões talvez sejamos estimulados a sentir um afeto caloroso por ela. Como são favorecidos os seres a quem o Deus Eterno já escreveu uma carta com sua própria mão e estilo! Que ardor de devoção, que diligência de composição pode produzir um tributo digno dos testemunhos divinos? Se algum dia tal tributo saiu da pena de um homem, é este Salmo 119, que bem pode ser chamado o solilóquio de uma alma santa diante de uma Bíblia aberta.

Este poema sacro é uma pequena Bíblia, a Escritura condensada, uma magnitude de escritura bíblica, Escrito Sagrado reescrito em emoções e ações santas. Benditos são aqueles que podem ler e entender esses aforismos santos; encontrarão maçãs neste verdadeiro Hespério, e virão a considerar que este salmo, como toda a Escritura que ele louva, é uma ilha de pérolas, ou, melhor ainda, um jardim de doces flores.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 2. Como são felizes os que obedecem aos seus estatutos, e de todo o coração o buscam.
1. A busca sagrada. "Busquem-no". Ele já foi buscado entre as árvores, os montes, os planetas, as estrelas. Já foi procurado em sua própria imagem desfigurada, o homem. Já foi buscado em meio às rodas misteriosas da Providência. Mas essas buscas muitas vezes foram motivadas simplesmente por intelecto, ou forçadas por consciência, e assim resultaram em uma luz fria e fraca. Ele foi buscado na palavra que este salmo tanto exalta, onde subiu pelos picos brilhantes e cobertos de fumaça do Sinai. Foi seguido, quando conduziu sob as oliveiras do Getsêmani para testemunhar uma luta misteriosa em suor de sangue e angústia, até o Calvário, onde no lugar de uma caveira, vida e imortalidade vieram à luz. A busca sagrada só lá começa.
2. É conduzida a busca. Pesquisadores poderiam sentir-se enganosamente desanimados diante de uma interpretação tão literal de "todo o coração". Não hesitamos em dizer que um ribeiro em seu volume total está fluindo em direção ao mar, mesmo havendo pequenas contracorrentes laterais; nem em dizer que a maré está subindo apesar de ondas contrárias, ou que a primavera está chegando apesar das tempestades de granizo e ventos cortantes. Indicação de:
(a) Unidade,
(b) Intensidade,
(c) Determinação.
Ninguém conduz esta busca direito sem ser estimulado ou sustentado pelo gracioso Espírito.
3. Bem-aventurança tanto na busca como no resultado.
(a) Bem-aventurança na amargura da penitência. A maçaneta da porta tocada por ele pinga gotas de mirra. O sol nascente lança feixes luminosos sobre os picos mais altos.
(b) Bem-aventurança nas descobertas felizes de salvação e adoção.
(c) Bem-aventurança na eterna busca (William Anderson, de Reading, 1882).
VERS. 2. A bênção dupla:
1. Em guardar os testemunhos.
2. Em buscar o Senhor.
VERS. 2. De todo o coração o buscam.
1. Buscar o quê? O próprio Deus. Não há paz até que ele seja encontrado.
2. Buscar onde? Em seus testemunhos.
(a) Estudando-os.
(b) Guardando-os.
3. Buscar como? Com todo o coração (George Rogers).
VERS. 2. Buscando Deus.
1. O modo do salmista encontrar Deus.
(a) Ele buscou Deus com o coração. Só o coração pode encontrar Deus. A vista falha.
"O método científico" falha. Toda racionalidade falha. Só amor e confiança podem ser bem-sucedidos. O amor muito vê onde qualquer outra percepção nada encontra. A fé geralmente acompanha a descoberta, e em nada mais tanto como em encontrar Deus.
(b) Ele buscou Deus com todo o coração.
(1) O coração sem entusiasmo raramente se encontra algo que valha a pena.
(2) O coração sem entusiasmo demonstra desprezo a Deus.
(3) Deus não se revelará a quem o busca sem ânimo. Significaria dar grande valor à indiferença.
2. O rogo do salmista em buscar Deus: "Não permitas que eu me desvie de teus mandamentos".
(a) Os mandamentos de Deus levam, dentro em pouco, à presença dele próprio. Se tomamos a lei moral, cada um dos dez manda-mentos leva para longe do mundo, e o pecado, àquela reclusão da santidade na qual ele se esconde. É assim com todos os mandamentos das Escrituras.
(b) A sinceridade da alma na busca por Deus se torna, em si, um rogo a Deus para que ele seja encontrado por nós. Deus, que ama o importuno na oração, não ama menos quando isso toma a forma de buscar com todo o coração. Aquele que busca com todo o coração encontra ânimo especial para orar: "Não permitas que eu me desvie de teus mandamentos" (F. G. Marchante).
VERS. 2. "Que o buscam". Devemos lembrar seis condições exigidas daqueles que buscam o Senhor corretamente.
1. Devemos buscá-lo em Cristo o Mediador (Jo 14.6).
2. Devemos buscá-lo em verdade (Jr 10.10, Jo 4.24 Sl 7.6).
3. Devemos buscá-lo em santidade (2Tm 2.19, Hb 12.14, Jo 1.3).
4. Devemos buscá-lo acima de todas as coisas e por causa dele mesmo.
5. Devemos buscá-lo à luz de sua própria palavra.
6. Devemos buscá-lo diligentemente e com perseverança, nunca descansando até que o encontremos, com a bem-querença da esposa em Cântico dos Cânticos (William Cowper).

VERS. 2, 4-5, 8. Felizes são os que obedecem. "Tu mesmo ordenaste os teus preceitos, para que sejam fielmente obedecidos". "Obedecerei". A bênção, a bem-aventurança de obedecer os estatutos de Deus - demonstrada (Sl 119.2), ordenada (Sl 119.4-5), com oração (Sl 119.5) e espírito decidido (Sl 119.8) (C. A. D.).

VERS. 3. Não praticam o mal. Não cometem nenhuma iniqüidade.
1. Propósito de coração.
2. Regozijo.
3. Perseverança.
4. Nenhuma iniqüidade quando o coração é inteiramente santificado a Deus; Cristo habitando nele pela fé lançando fora a iniqüidade (Adam Clarke).
VERS. 3. A relação entre a virtude negativa e a positiva. Ou, com Deus está a melhor prevenção de iniqüidade.

VERS. 4.
1. Observe o doador da lei: "Tu mesmo". Não outro igual que ficará confuso, e sim o grande Deus.
2. Ele interpôs autoridade: "ordenaste".
3. A natureza desta obediência ou coisa ordenada: "obedecer os teus preceitos, para que sejam fielmente obedecidos" (T. Manton).
VERS. 4. O mandamento suplementar. Deus tendo ordenado a lei moral, suplementa esta lei com um mandamento dizendo o modo de observá-la. Portanto:
1. Deus não é indiferente ao tratamento que os homens dão à sua lei - se a observam, negligenciam ou a desafiam.
2. Quando observada, ele discrimina o espírito de sua observância, se escrava, parcial ou diligente.
3. Há apenas um espírito de obediência que satisfaz a exigência. "Diligentemente" implica em uma obediência que é cuidadosa em averiguar a lei - disposta a cumpri-la (Sl 119.60) sem reservas - inspirado por amor ("diligentemente", no antigo sentido, através do latim, "amorosamente", Sl 119.47, 113).
4. Será que nossa obediência chega a este padrão? (C. A. D.).
VERS. 4. Não só se ordena serviço, mas a maneira dele. Vigor, cuidado, perseverança são exigidos, porque sem isso ele não será uniforme, nem vitorioso sobre as dificuldades.
VERS. 4. Como obedecer: "Diligentemente".
1. Não parcialmente, mas completamente.
2. Não com dúvidas, mas confiantemente.
3. Não relutantemente, mas prontamente.
4. Não desleixadamente, mas cuidadosamente.
5. Não friamente, mas sinceramente.
6. Não de modo intermitente, mas com regularidade (W. J.).

VERS. 4-6. Um reconhecimento espontâneo, fiel (Sl 119.4). Tão ardente como (Sl 119.5). Uma conseqüência feliz (Sl 119.6) (W. D.).

VERS. 5. A oração dos graciosos.
1. Sugerida por cada cláusula antecedente de bênção.
2. Por uma consciência de fracasso.
3. Por um apego amoroso ao Senhor.
VERS. 5.
1. O fim desejado: "Obediência aos teus mandamentos". Não ser apenas seguro ou feliz, e sim, santo.
2. A ajuda implorada.
(a) Compreender os preceitos divinos.
(b) Guardá-los (G. R.).
VERS. 5. Anelando obedecer.
1. É uma nobre aspiração. Nada maior do que desejar isso a não ser fazer isso.
2. Este é um anelo espiritual. Não é fruto de nossa natureza. É o coração de Deus na nova criatura.
3. É uma aspiração praticável. Às vezes suspiramos pelo impossível. Mas isto pode ser alcançado pela graça divina.
4. É uma aspiração intensa. É o "Ai!" de um desejo ardente.
5. É uma aspiração influente. Não evapora em suspiros. É um poderoso incentivo implantado pela graça que não nos deixará descansar sem santidade (W. J.).

VERS. 6. "Uma consciência limpa". (Sermão)
VERS. 6. A armadura da prova.
1. Obediência universal dará confiança imperturbável:
(a) Diante do mundo que critica.
(b) Na (não tão suprema) corte da consciência.
(c) Diante do trono da graça.
(d) No dia do juízo.
2. Mas nossa obediência está longe de universal, e deixa-nos abertos para:
(a) Os dardos do mundo.
(b) As repreensões da consciência.
(c) Paralisa nossas orações.
(d) Não ousa aparecer a nosso favor diante do tribunal de Deus.
3. Que nós pela fé nos cubramos com a justiça perfeita de Cristo. Nossa resposta à contestação capciosa do mundo. Não somos sem defeito, e para salvação descansamos inteiramente em outro. Esta justiça é:
(a) O bálsamo de nossa consciência ferida.
(b) Nosso rogo poderoso na oração.
(c) Nossa vindicação triunfal no dia do juízo (C. A. D.).
VERS. 6. Tópico: Respeito próprio depende de respeito por um maior do que eu mesmo (W.D.).

VERS. 7. O melhor do louvor, o melhor do saber, a melhor das combinações versus o louvor e a santidade.
VERS. 7.
1. O professor de música sacra: "Eu louvarei".
2. O tema de seu cântico: "Eu te louvarei".
3. O instrumento: "O coração".
4. O instrumento afinado: "O coração sincero".
5. O conservatório musical: "Justas ordenanças" (W. D.).
VERS. 7. Aprender e louvar.
1. Há dois exercícios espirituais. É possível aprendizes e cantores serem carnais e sensuais, mas neste caso eles são empregados com respeito às finalidades, obras e caminhos justos do Senhor.
2. São dois exercícios apropriados. O que pode ser mais correto do que aprender de Deus e louvá-lo?
3. São dois exercícios proveitosos. As expectativas mais utilitárias são ultrapassadas. O prazer e o lucro rendem recompensa abundante. Coração, cabeça, vida, todos são muito beneficiados.
4. São dois exercícios que se ajudam mutuamente. Em um somos receptivos, e no outro, comunicativos. Pelo primeiro somos capacitados para o outro. Pelo antecedente somos estimulados para fazer o outro. Quão maravilhosamente a lição é transformada em um canto, e o aprendiz em um cantor (W. J.).
VERS. 7.
1. A deficiência confessada: "Quando eu aprender". Isso é essencial ao crescimento, e é algo que todos na verdade podem confessar.
2. Progresso previsto. Ele deu seu coração à tarefa do aprendizado. Buscou auxílio divino.
3. Louvor prometido. Ele o prometeu a Deus somente. Prometeu que seria sincero: "de coração sincero" (W. Williams, de Lambeth, 1882).

VERS. 8.
1. Uma resolução esperançosa tomada para a vida toda.
2. Um tremendo medo.
3. Uma série de considerações removendo o medo.
VERS. 8.
1. Toma-se a decisão: "Obedecerei".
2. A posição: "Nunca me abandones".
(a) Submissão filial. Eu a mereço ocasionalmente.
(b) Confiança filial. Que o abandono não seja completo.
3. A ligação entre as duas coisas. Obediência sem oração e oração sem obediência são igualmente vãs. Para ir em frente é preciso se valer dos dois remos. Deus não suporta pedintes preguiçosos, que enquanto podem obter qualquer coisa só pedindo não fazem nenhum trabalho (G. R.).
VERS. 8. Nunca me abandones: Não me abandone completamente. A deserção divina protestada.
1. A oração angustiada.
(a) O abandono soberano. Soberania não é arbitrariedade nem capricho: talvez sua definição certa seja amor misterioso de rei; desconhecido agora, mas justificado quando for revelado.
(b) Abandono vicário.
(c) Abandono por causa de pecado. Davi, Jonas, e Pedro. As sete igrejas da Ásia; os judeus. Mas para conhecer o que "completo" significa, tanto em relação ao grau como ao tempo, devemos recorrer a inferno. Como alguém tremendo à beira do inferno, ele ora. Como o viajante atrasado, em mata vasta e cercado por animais selvagens, suspira ao declinar do dia. Como o vigia na balsa vendo a vela afastando-se na linha do horizonte, ao ficar rouco gritando para que ela parasse.
2. Seu fundamento doutrinário. Onde ele condescende morar, sua habitação é perpétua. Ele só pode abandonar-nos completamente porque ficou decepcionado conosco. Só pode abandonar-nos completamente quando se frustra. As duas coisas implicam em blasfêmia. Tu que detestas abandonar, tu que nunca deixas completa-mente nenhum santo, não me faças ser a exceção solitária.
3. A certeza histórica da resposta. O santo e a igreja livrados em todos os tempos. Pode demorar até o "entardecer", como disse um poeta, Cowper. Seu rosto após a morte levava uma expressão de surpresa encantada (W. A.).

VERS. 9-16. Santificação através da palavra, declarada genericamente (Sl 119.9); buscada pessoalmente (Sl 119.10-12); noticiada para outros (Sl 119.13); motivo de regozijo pessoal (Sl 119.14-16).

VERS. 9.
1. A pergunta do moço.
2. A resposta do sábio.
VERS. 9. Na palavra de Deus, quando aplicada ao coração pelo Espírito de Deus, há:
1. Uma suficiência de luz para mostrar aos homens a necessidade de limpar seu caminho.
2. Energia suficiente para deixar visível aos homens a necessidade de limpar seu caminho.
3. Uma suficiência de prazer para incentivá-los à opção de limpar seu caminho.
4. Apoio suficiente para sustentá-los em seu caminho já limpo (Theophilus Jones, em um "Sermão aos jovens", 1829).
VERS. 9. A palavra de Deus providencia para a purificação do caminho.
1. Apontando ao jovem o mal do caminho.
2. Descobrindo um remédio infalível para as desordens de sua natureza - a salvação que está em Jesus Cristo.
3. Tornando-se um guia de instruções em todos os caminhos da obrigação à qual ele pode ser chamado (Daniel Wilson, 1828).
VERS. 9. As regras do salmista para se conseguir a santidade são deduzidas de sua experiência própria.
1. Busque a Deus "de todo o coração" (Sl 119.2). Seja realmente consciente de seus desejos.
2. Guarde e se lembre do que Deus diz (Sl 119.11): "Guardei no coração a tua palavra".
3. Reduza tudo isso à prática (Sl 119.11): "Para eu não pecar contra ti".
4. Bendiga a Deus por aquilo que ele já deu (v. 12): "Bendito sejas".
5. Peça mais (Sl 119.12): "Ensine-me os teus decretos".
6. Esteja disposto a comunicar o conhecimento dele a outros (Sl 119.13). "Com os lábios repito todas as leis".
7. Que tenha um efeito devido em teu próprio coração (Sl 119.14): "Regozijo-me".
8. Medite freqüentemente nos preceitos (Sl 119.15): "Eu meditarei".
9. Reflita profundamente a respeito deles (Sl 119.16). "Tenho prazer". Como o alimento não digerido não nutre o corpo, assim a palavra de Deus não considerada com profunda meditação e reflexão não alimenta a alma.
10. Tendo seguido o curso acima ele deve continuar nele, e assim assegurar sua felicidade (Sl 119.16): "Tenho prazer nos teus decretos; não me esqueço da tua palavra" (Adam Clarke).
VERS. 9. Uma pergunta e uma resposta para os jovens. A Bíblia é um livro para jovens. Aqui ela dá a entender:
1. Que o caminho do jovem precisa ser limpado. Seu modo de pensar, sentir, falar, agir.
2. Que ele deve tomar uma parte ativa nesse trabalho. A causa da eficiência na operação é Deus. Outras boas influências também operam. Mas o jovem deve estar em afinidade forte e prática com esta obra.
3. Que ele precisa usar a Bíblia para este objetivo. O livro registra fatos, apresenta incentivos, prescreve preceitos, emite promessas, e oferece exemplos, todos os quais adaptados a tornar um jovem santo. Lendo, estudando e imitando as Escrituras num espírito humilde e de oração, o jovem escapará da poluição e ornamentará a sociedade (W. J.).
VERS. 9. Uma palavra para o jovem.
1. Mostre como o jovem está em perigo especial de corromper seu caminho. Por:
(a) Suas fortes paixões.
(b) Seu juízo imaturo.
(c) Sua falta de experiência
(d) Sua auto-suficiência irrefletida.
(e) Seus companheiros levianos, e
(f) Seu descuido geral.
2. A prudência que ele deve praticar para limpar seu caminho. "Cuidar-se":
(a) De suas inclinações más.
(b) De suas companhias.
(c) De suas atividades.
(d) Das tendências de tudo o que ele faz.
3. O guia infalível pela qual sua conduta será regulada: "de acordo com a tua palavra", isto é:
(a) Seus preceitos.
(b) Seus exemplos.
(c) Suas razões.
(d) Seus avisos.
(e) Suas seduções (C. A. D.).

VERS. 10.
1. Uma revisão agradecida.
2. Uma previsão ansiosa.
3. Uma oração elogiável.
VERS. 10. As duas grandes solicitudes do crente.
1. O que ele está ansioso por achar: "Eu te busco".
2. O que ele teme perder: "Teus testemunhos".
VERS. 10. Sinceridade não é auto-suficiência.
1. O crente deve estar consciente da sinceridade ao buscar Deus.
2. Mas consciência da sinceridade não garante auto-suficiência.
3. Mesmo quem busca com a maior sinceridade ainda precisa buscar a graça divina para não perder o rumo (C. A. D.).

VERS. 11. A melhor coisa, no melhor lugar, para o melhor dos propósitos.

VERS. 12. A bem-aventurança de Deus, e o modo de penetrar nela.
VERS. 12.
1. Davi dá glória a Deus: "Bendito sejas, Senhor".
2. Ele pede para receber graça de Deus (Matthew Henry).
VERS. 12.
1. O que é ou como Deus nos ensina.
(a) Deus nos ensina por fora, por suas ordenanças, pelo ministério de homens.
(b) Por dentro, pela inspiração e trabalho do Espírito Santo.
2. A necessidade de seu ensino.
3. O benefício e a utilidade dele (T. Manton).
VERS. 12. O Desejo de Ensino Divino estimulado pelo Reconhecimento da Bem-aventurança Divina.
1. Desvenda em algum grau, mesmo inadequado, a felicidade do Deus bendito para sempre, que surge de sua pureza, benevolência, amor.
2. Mostra a maneira de o homem tornar-se participante dessa bem-aventurança conformando-se a seus preceitos.
3. Faça a oração do texto: "Bendito sejas, Senhor! Ensina-me os teus decretos" (C. A. D.).

VERS. 13. O discurso empregado adequadamente. O texto está tomado de um assunto seleto, um assunto completo, um assunto proveitoso para os homens e a glorificação de Deus.

VERS. 14. A religião prática, fonte de um consolo maior do que riquezas. Dá ao homem paz de espírito, independência de porte, peso de influência, e outros aspectos que se supõem surgir da riqueza.
VERS. 14.
1. O tema do regozijo. Não apenas os "testemunhos", mas eles serem praticados, "em seguir".
4. O regozijar-se naquele assunto.
(a) Sua paz interna.
(b) Suas conseqüências externas.
3. O grau do regozijo: "como o que" (G. R.).
VERS. 14.
1. Os dois pratos da balança. Seja para o que for que as riquezas sejam boas, os testemunhos de Deus são bons para a mesma coisa.
2. Riquezas são desejáveis como meio de se conseguir prazer pessoal, mas os testemunhos de Deus produzem a alegria mais excelsa.
3. Riquezas são desejáveis como meio de alcançar melhoramento pessoal, mas os testemunhos de Deus são os educadores máximos.
4. Riquezas são desejáveis como meio de fazer o bem; mas os testemunhos de Deus operam o bem maior (C. A. D.).

VERS. 15. A vida contemplativa e a vida ativa têm em comum o mesmo alimento, objetivo e recompensa.

VERS. 16.
1. O que existe para o deleite.
2. O que vem de tal deleite: "Não me esqueço".
3. O que vem de tal memória - mais prazer.

VERS. 17-24. Desejo das generosas doações divinas. Vida, para serviço piedoso (Sl 119.17). Iluminação (Sl 119.18). Direcionamento ao lar para o estranho ("teus mandamentos") (Sl 119.19-20), e, lançando um olhar rápido aos orgulhosos que se desviam desse direcionamento (Sl 119.21), o salmista ora para ser eliminada a "afronta e o desprezo" associados ao se manter fiel a Deus (Sl 119.22-24).

VERS. 17.
1. Um mestre abundantemente generoso.
2. Um servo necessitado - implorando pela própria vida.
3. Uma recompensa adequada: "e obedeça à tua palavra".
VERS. 17. Aqui somos ensinados:
1. Que devemos nossas vidas à misericórdia de Deus.
2. Que devemos então gastar nossas vidas em serviço a Deus (Matthew Henry).

VERS. 18. As maravilhas ocultas do evangelho. Há muitas coisas ocultas na natureza, muitas em nossos semelhantes; assim também há muitas na Bíblia. As coisas da Bíblia são ocultas por causa da cegueira do Homem.
1. A tristeza do homem cego. "Abre meus olhos". Não posso ver. Tenho olhos e não enxergo. A dor desta cegueira consciente quando um homem realmente o sente.
2. A convicção do cego: "Para que eu veja as maravilhas". Há maravilhas aí para serem vistas. Tenho certeza disso. Há uma vista maravilhosa:
(a) Do pecado.
(b) Do inferno, como o deserto dele.
(c) De Um que está pronto a salvar.
(d) Do perdão perfeito.
(e) Do amor de Deus.
(f) Da graça totalmente suficiente.
(g) Do céu.
3. A sabedoria do homem cego. O defeito está em meus olhos, não na tua palavra. "Abre os meus olhos", e tudo estará bem. A razão de não ver é que os olhos são cegados por pecado. Nada falta na Bíblia.
4. A oração do homem cego: "Abre os meus olhos".
(a) Eu não posso abri-los.
(b) Meus amigos mais íntimos não podem.
(c) Só tu podes. "Senhor, eu te imploro, abre-os agora".
Muitos buscam parar de orar assim. Seja como Bartimeu que "clamou ainda mais".
5. A antecipação do homem cego: "Que eu possa ver".
(a) A alegria de um homem cego curado quando ele está para ver, pela primeira vez, as belezas da natureza.
(b) A alegria dos curados espiritualmente quando começam a "olhar para Jesus".
(c) O caráter pessoal da alegria: "Abre os meus olhos para que eu veja". Até aqui vi pelos olhos dos outros. Quero não depender mais de outros olhos. A alegre antecipação de Jó: "Quando verei por mim mesmo, e meus olhos contemplarão, e não um outro". (Frederick G. Marchant, 1882).
VERS. 18. A palavra de Deus combina com a percepção de maravilha que o homem tem.
1. Faremos algumas observações sobre o senso de maravilha no homem, e o que em geral o estimula. Uma das primeiras causas de maravilhar-se é o novo ou inesperado. A segunda fonte encontra-se em coisas belas e grandiosas. Uma terceira fonte é o misterioso que rodeia o homem - há coisas que não se pode conhecer.
2. Deus fez provisão para esse senso de maravilha em sua palavra revelada. A Bíblia dirige-se ao nosso senso de maravilha apresentando-nos constantemente o novo e o inesperado; coloca diante de nós coisas belas e grandiosas. Se chegamos à terceira fonte de maravilha, aquele que a eleva a pasmo, é da competência especial da Bíblia tratar disso.
3. Os meios que nós devemos usar a fim de ter a palavra de Deus assim desdobrada, a oração do salmista pode nos dar como guia - "Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei". (John Ker, de Glasgow, 1877).
VERS. 18. Vistas maravilhosas para olhos que foram abertos.
1. As coisas maravilhosas na lei de Deus. Uma maravilhosa regra de vida. Uma maldição maravilhosa contra a transgressão. Uma maravilhosa redenção da maldição que avança como sombra na lei cerimonial.
2. Visão especial necessária para contemplá-las. São coisas espirituais. Os homens são espiritualmente mortos (1Co 2.14).
3. Oração pessoal ao grande Abridor de Olhos (C. A. D.).

VERS. 20.
1. A palavra buscada, procurada em todos os tempos.
2. A palavra buscada e procurada com desejo intenso.
3. A palavra procurada, tanto mais intensamente quanto mais é encontrada. Foi porque ele já tinha encontrado tanto na palavra do Senhor, que a alma do salmista estava se rompendo para achar mais. Aqueles uma vez admitidos "ao segredo do Senhor" acham sua maior alegria em conhecer de modo ainda mais pleno esse segredo. É para aqueles que sabem esse segredo que a promessa é dada. "O Senhor os leva a conhecer a sua aliança", Sl 25.14 (F. G. M.).
VERS. 20. Um dos melhores testes de caráter e profecias do que um homem será são os seus anseios.
1. O objetivo que entusiasma o santo: "Teus juízos". A palavra aqui é sinônima à "palavra" de Deus.
(a) O salmista reverenciava grandemente a palavra.
(b) Ele desejava intensamente conhecer seu conteúdo.
(c) Ele desejou alimentar-se da palavra de Deus.
(d) Ele ansiava por obedecê-la.
(e) Ele desejava muito sentir o poder dos juízos de Deus em seu coração.
2. Os anseios ardentes do santo.
(a) Constituem uma experiência viva.
(b) A expressão usada no texto representa um senso humilde de imperfeição.
(c) Indica uma experiência avançada.
(d) É uma experiência que podemos classificar de agridoce.
(e) Esses anseios podem até cansar, tornar-se muito estressantes à alma de um homem.
3. Reflexões que alegram.
(a) Deus está trabalhando em sua alma.
(b) O resultado da obra de Deus é muito precioso.
(c) Está conduzindo a algo mais precioso.
(d) O desejo em si está fazendo bem a você.
(e) Torna Cristo precioso.

VERS. 21.
1. O caráter dos orgulhosos.
2. A maneira de Deus com eles.
3. Nossa própria relação com eles.
VERS. 21.
1. O pecado; "Desviar-se dos mandamentos".
(a) Por negligência; ou,
(b) Por abuso deles.
2. Sua origem é orgulho: orgulho de razão, de coração, de vida.
3. Seu castigo.
(a) Repreensão.
(b) Condenação (G. R.).

VERS. 23. Meditação.
1. Nossa melhor ocupação enquanto outros caluniam.
2. Nosso melhor consolo diante da mentira deles.
3. Nosso melhor preservador de um espírito de vingança.
4. Nosso melhor modo de mostrar nossa superioridade diante dos ataques deles.

VERS. 24.
1. Ele os reverenciou como testemunhas de Deus.
2. Ele os apreciou como seu deleite.
3. Ele se referiu a eles como seus conselheiros.

VERS. 25. Confissão. Absolvição. Instrução.

VERS. 26.
1. O dever: "A ti relatei os meus caminhos", tornei conhecida a minha experiência de tua palavra a outros.
2. Reparado por Deus. "Tu me respondeste".
3. Sua recompensa. Mais conhecimento me será dado: "Ensina-me" (G. R.).

VERS. 27.
1. A oração de um estudante.
(a) Trata do assunto principal da conversa que será a ocupação daquele estudante "o caminho dos preceitos de Deus".
(b) Uma confissão está implícita: "Faze-me".
(c) Um grande benefício é pedido - entender, saber, teus estatutos.
(d) A Fonte de toda sabedoria é empregada.
2. A ocupação do homem instruído.
(a) Ele testifica as obras de Deus - suas obras maravilhosas - a obra de Cristo por nós, a obra do Espírito Santo em nós. O maravilhoso caráter dessas obras de Deus, um vasto campo para um estudo dedicado.
(b) Ele fala muito claramente: "Eu falarei".
(c) Ele falará com muita freqüência: "Eu falarei".
(d) Ele falará o que é relevante: "Então", isto é, de acordo com o sentido compreendido.
3. A relação íntima entre a oração do estudante e a busca que ele seguiu em conseqüência dela (Sermão de Spurgeon: "A oração do estudante").
VERS. 27. Instrução para o ministério.
1. O estudante no educandário: "Faze-me discernir". Sua lição. Seu instrutor. Sua dedicação.
2. O pregador no seu trabalho: "Então meditarei", então falarei. Suas qualificações. Seu tema. Sua maneira (C. A. D.).

VERS. 28. Opressão, a causa, o tormento e a cura.

VERS. 29. O caminho do engano.
1. Descreva o caminho do engano. Vários caminhos, por exemplo, visões errôneas de doutrina; bases falsas de fé; frouxidão de prática; retraimento da cruz diária.
2. Mostre porque tem esse nome. Não entrega os prazeres prometidos. Não conduz ao alvo professado. Passa pelo território do pai das mentiras.
3. Note o traço peculiar na oração contra ele. Não me tire dele, mas remova-o de mim: porque o caminho da mentira está dentro de nós.
4. Nosso livramento do caminho da mentira se encontra em Deus (C. A. D.).

VERS. 29-30.
1. O modo da mentira, nosso desejo de eliminá-lo e o método da resposta.
2. O modo da verdade, nossa escolha e o método de cumpri-la.

VERS. 31. Razões para se apegar aos testemunhos divinos.
VERS. 31. Uma composição sadia.
1. Fidelidade firme.
2. Desconfiança de si.
3. Oração importuna (C. A. D.).

VERS. 32. O Corredor Amarrado é solto.
1. O percurso que lhe foi convidativo.
2. As correntes que o prendiam.
3. A impaciência que o impelia.
4. O Senhor que o libertou.
5. Agora deixe-o ir (C. A. D.).
VERS. 32.
1. Liberdade desejada.
2. Liberdade corretamente usada. Ou, o efeito do coração sobre os pés.
VERS. 32. O texto nos dará ocasião para falar.
1. Sobre o benefício de um coração dilatado. A precedência necessária deste trabalho por parte de Deus, antes que possa haver qualquer inclinação séria ou movimento do coração em direção a Deus de nossa parte.
2. A decisão subseqüente dos santos de empenhar seus corações em viver para Deus.
3. Com que sinceridade, espontaneidade e rigor de espírito esta obra deve ser desempenhada: "Corro" (T. Manton).
VERS. 32.
1. O caminho da obediência: "Teus mandamentos".
2. O dever da obediência: "Correrei", não ficar parado - não demorar-se - não engatinhar - não andar, e sim correr.
3. A vida da obediência.
(a) Onde está - no coração.
(b) De onde vem: "quando me alegrares o coração" (ARA); "pois me deste maior entendimento" (NVI).
(c) O que faz -"dilatarás meu coração" (KJV) (G. R.).

VERS. 33. Nesta prece por graça observe:
1. A pessoa a quem ele ora: "Senhor"
2. A pessoa por quem ora: "Ensina-me"
3. A graça pela qual ele ora: ser ensinado.
4. O objetivo deste ensino: "O caminho dos teus decretos". O ensino que ele implora não é especulativo, e sim, prático, aprender a andar no caminho de Deus (T. Manton).
VERS. 33. A eficácia superior do ensino divino: consegue prática santa e assegura a sua perpetuidade.

VERS. 33-34. Luz do alto.
1. O poder que o pecado tem de cegar. "Ensina-me", isto é, "aponte para mim". "Dê-me entendimento". Seja qual tenha sido a quantidade original de luz que veio de comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal, aquela luz há tempo tem sido insuficiente.
(a) Os homens precisam de luz para discernir o bem do mal.
(b) Os homens precisam de luz para entender as belezas do caminho certo. Belezas tais margeiam o caminho da verdade de cada lado, mas só a mente ensinada por Deus as aprecia. Mesmo Jesus, que é o caminho, a verdade, e a vida, é como raiz tirada da terra seca, até ser a mente ensinada do Senhor. O pecado é a causa dessa cegueira. Quanto mais longe um homem anda pelo caminho do pecado, menos ele consegue enxergar das belezas da santidade.
2. A graça iluminadora do Senhor. "Ensina-me". "Dá-me entendimento". Esta graça:
(a) Pode ser pedida ousadamente: "Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus".
(b) Será dada de graça. "Que a todos dá livremente". "Pedi, e será dado".
(c) Será amplamente suficiente. "Eu o guardarei até o fim". "Guardarei a tua lei". Ver é seguir.
3. O poder estimulador de verdade revelada claramente. "Eu a observarei de todo meu coração: Ver não é só seguir, mas seguir com amor e alegria. Está escrito sobre a luz que haverá diante do trono: "Nós seremos como ele, porque nós o veremos como ele é". "Ó tu, que habitas entre os Querubins, brilhe", mesmo aqui, no caminho que conduz à tua presença (F. G. M.).

VERS. 33-35. Alfa e Ômega.
1. Deus, o doador de instrução espiritual (Sl 119.33).
2. De entendimento espiritual, sem o qual esta instrução é em vão (Sl 119.34).
3. De graça para obediência prática quando instruído assim (Sl 119.35).
4. Por obediência de todo o coração (Sl 119.84).
5. Por perseverança final (Sl 119.33) (C. A. D.).

VERS. 33-36. Dependência humana de ajuda divina.
1. Não há como se manter firmemente no caminho do Senhor sem a direção do Senhor (Sl 119.83).
2. Não há nenhuma observância do caminho com o coração sem luz Divina para a mente (Sl 119.34).
3. Não há prosseguimento diligente do caminho enquanto a energia divina não é dada à vontade (Sl 119.35).
4. Não há verdadeiro amor pelo caminho a não ser que o coração seja constrangido pelo amor de Deus (Sl 119.36). Aquele que disse, "Sem mim nada podeis fazer", é necessário para vermos o caminho, entendermos o caminho, andarmos no caminho, e amarmos o caminho ( F.G.M.).

VERS. 34. Ver e amar.
1. Quando os homens vêem, eles amam (o versículo todo).
2. Quando homens amam, eles vêem. Só o coração amoroso teria visto o suficiente para escrever um versículo assim (F. G. M.).

VERS. 35. A oração de uma criança e o deleite de uma criança. Ou, nosso prazer em santidade é uma súplica por graça.
VERS. 35.
1. Deleite reconhecido.
2. Falta de inclinação implícita.
3. Autodisciplina implorada (W. W.).

VERS. 36. A santidade é uma cura para a cobiça.

VERS. 36, 112. A cooperação do divino e humano na salvação.
1. É Deus que trabalha em você (Sl 119.36.).
2. Portanto trabalhe sua própria salvação com temor e tremor (Sl 119.112) (C. A. D.).

VERS. 37. Faze-me viver nos caminhos que traçaste. Esta breve oração:
1. Trata da necessidade freqüente do crente.
2. Dirige-nos para o único que pode operar agilizações: "Tu".
3. Descreve a esfera de rigor renovado: "no teu caminho".
4. Denota que pode haver razões especiais e tempos especiais para esta oração - tempos de tentação: Sl 119.37; tempos de aflição: Sl 119.107; quando chamado a algum trabalho extraordinário.
VERS. 37. Aqui há:
1. Conversão da "vaidade".
2. Conversão para "teu caminho".
3. Conversão por vivificação: "faze-me viver" (G. R.).
VERS. 37. Davi ora:
1. Por graça restringente para que ele seja impedido daquilo que o atrapalharia no caminho de seu dever. "Desvia os meus olhos das coisas inúteis."
2. Por graça constrangedora, para que ele pudesse não só ser guardado de tudo que obstruiria seu progresso ao céu, mas que ele pudesse ter aquela graça que era necessária para levá-lo adiante nesse progresso: "Faze-me viver nos caminhos que traçaste" (M. Henry).

VERS. 38. Temor de Deus se evidencia por:
1. Um receio de seu desprazer.
2. Desejo de seu favor.
3. Respeito por suas excelências.
4. Submissão à sua vontade.
5. Gratidão por seus benefícios.
6. Obediência conscienciosa a seus mandos (Charles Buck).
VERS. 38. Os quatro tipos de medo.
1. O medo do homem, pelo qual somos levados mais a fazer mal do que a sofrer mal.
2. Medo servil, através do qual somos induzidos a evitar pecado só pelo medo do inferno.
3. Medo inicial, no qual evitamos o pecado em parte pelo medo do inferno, mas também em parte pelo amor de Deus, que é o temor de crentes comuns.
4. Medo filial, quando tememos desobedecer a Deus somente e totalmente pelo amor que temos a ele (Jr 32.40). (Ayguan, sermão publicado em coletânea em 1878).

VERS. 39.
1. O juízo do homem temido.
2. O juízo de Deus aprovado.
VERS. 39. A repreensão da incoerência.
1. A desonra causada por ela (2Sm 12.14).
2. O perigo de incorrer nela.
3. A oração contra isso (C. A. D.).

VERS. 41. Sermão de Spurgeon, "Sua salvação pessoal".
VERS. 41.
1. As misericórdias de Deus nos vêm sem as procurarmos, continua-mente. Suas misericórdias que poupam, misericórdias temporais.
2. O principal resultado das misericórdias de Deus é sua salvação. É nossa maior necessidade; é o maior presente dele.
3. Nós devemos ter um interesse pessoal nesta salvação: "Que o teu amor alcance-me" também.
4. Quando buscamos a salvação de Deus, nós pedimos conforme ele promete: "segundo a tua promessa" (Horatio Wilkins, de Cheltenham, 1882).
VERS. 41.
1. Salvação é toda por misericórdia.
2. Todas as misericórdias estão na salvação.
3. Todos os homens devem estar ansiosos para a salvação chegar a eles.
4. Só pode vir segundo a palavra de Deus (W. W.).

VERS. 41-43. Uma oração abrangente.
1. A posse da salvação: Sl 119.41.
2. É o poder para a defesa: Sl 119.42.
3. E a qualificação para ser útil: Sl 119.43 (C. A. D.).

VERS. 42. A resposta da fé à repreensão encontra-se no fato de ela confiar na palavra de Deus.

VERS. 42-43, 47. Fé, esperança e amor. "Eu confio". "Tenho esperado". "Tenho amado". Fé lutando, esperança testificando, amor obedecendo.

VERS. 43. Como o verdadeiro pregador poderia ser silenciado, e sua prece para que isso não aconteça.

VERS. 44. O céu começado cá em baixo.
1. A vida presente do crente - observando a lei de Deus.
2. O cuidado contínuo do crente - observar a lei de Deus.
3. A perspectiva eterna do crente - observar a lei de Deus para todo o sempre (C. A. D.).

VERS. 45-47. Liberdade de andar. Liberdade de fala. Liberdade de coração.

VERS. 45-48. O verdadeiro homem livre tem prazer em:
1. Andar livremente com Deus.
2. Falar livremente sobre Deus.
3. Amar a Deus livremente.
4. Exercitar livremente a alma.
(a) Em prática santa.
(b) Em meditação celestial (W. Durban).
VERS. 45-48. Cinco coisas que o salmista promete a si mesmo aqui na força da graça de Deus.
1. Que ele deverá ser livre e natural em sua obrigação: "Andarei em liberdade".
2. Que ele deverá ser ousado e corajoso em seu dever: "Falarei dos teus testemunhos também diante de reis".
3. Que ele deverá ser alegre e agradável em seu dever: "Tenho prazer nos teus mandamentos".
4. Que ele deverá ser diligente e vigoroso em seu dever: "Tenho prazer nos teus mandamentos".
5. Que ele será refletido e mostrará consideração em seu dever: "Medito nos teus decretos" (M. Henry).

VERS. 46-48. Lábios, coração e mãos.
1. Profissão pública da palavra de Deus ("Falarei", Sl 119.46) deve ser garantida por: 2. Deleite pessoal na palavra de Deus ("Tenho prazer", Sl 119.47), que deve resultar em:
3. obediência prática à palavra de Deus ("A ti levanto minhas mãos", Sl 119.48).

VERS. 46.
1. Os verdadeiramente sinceros precisam falar.
2. Nunca lhes faltam assuntos. "Teus testemunhos". O raio de ação não tem limite - a variedade é infinita.
3. Eles nunca temem auditório algum: "diante de reis" (W. W.).

VERS. 48.
1. O amor renovando sua atividade.
2. O amor se refrescando com alimento espiritual.

VERS. 47-48.
1. A Escritura na mão para ler. Freqüentemente na mão.
2. Na mente para meditação: "Medito".
3. No coração para amor: "Eu os amo" (G. R.).

VERS. 48. A religião envolvia todo o homem Davi: mãos, coração, cabeça.
1. As mãos levantadas.
(a) Em um juramento de lealdade à palavra de Deus (Gn 14.22; Ez 20.28). Para receber suas doutrinas, obedecer a seus preceitos, atender seus avisos, defender sua honra.
(b) Implorando uma bênção sobre a palavra de Deus (Gn 48.14; Lv 9.22; Lc 24.50). Para que sua luz pudesse se espalhar. "Voe longe, poderoso evangelho"; para que sua influência se torne universal.
2. O coração leal.
(a) Isso explica as mãos levantadas. Ele próprio havia amado a palavra. Religião é interior primeiro, depois exterior. Precisamos amá-la antes de estarmos ansiosos por difundi-la.
(b) Mas o que explica o coração leal? A palavra lhe trouxera salvação, lhe dera sustentação, e o havia guiado. Amamos o mundo por seus efeitos alegres sobre nós mesmos.
3. A mente estudiosa.
(a) Meditação devota é o melhor empreendimento.
(b) A Palavra de Deus oferece um grande campo para isso.
(c) Para meditar nela, aprenda a amá-la: "tenho buscado", a tenho amado, e "medito" eu meditarei (H. W.).
VERS. 48.
1. Os mandamentos de Deus amados. Nós amamos a lei quando amamos o Doador da Lei. Amamos a vontade dele somente quando nossos corações estão reconciliados e renovados. Por isso a necessidade de renovação espiritual.
2. Os mandamentos de Deus assuntos de oração: "Minhas mãos também eu levantarei". Perowne diz: "A expressão denota o ato de orar". Podemos orar por um conhecimento mais pleno, uma experiência mais profunda, uma obediência mais disposta e mais perfeita.
3. Um tema para meditação. Em meio à pressa de atividades externas precisamos não esquecer a necessidade de meditação em silêncio (H. W.).

VERS. 50. Cada homem tem sua própria aflição e sua própria consolação. Piedade vivificada é o melhor consolo. A Palavra é o meio de ter isso.
VERS. 50.
1. A necessidade de consolo.
2. A consolação necessária.

VERS. 51. A injúria do homem orgulhoso, e a constância do homem gracioso.
VERS. 51. Fidelidade em face de injúria.
1. Os arrogantes zombam da sujeição do crente à lei de Deus.
2. Ridicularizam o prazer do crente em serviço prestado a Deus.
3. Eles se deparam com a determinação do crente de se apegar a Deus (2Sm 6.20, 22) (C. A. D.).

VERS. 52. Consolo vem de uma recapitulação dos antigos atos do Senhor para com os maus e com seu povo.
VERS. 52.
1. Os mortos falam aos vivos.
2. Os vivos escutam os mortos (G. R.).
VERS. 52. Água doce de um poço escuro.
1. Os juízos de Deus são calculados para inspirar terror.
2. Mas eles provam o cuidado superintendente de Deus sobre o mundo.
3. São sempre contra o pecado, e a favor da santidade.
4. Em todos os tempos de juízo, Deus livra o seu povo. Noé, Ló.
5. Portanto, os juízos de Deus são uma fonte de consolo para o crente (G. A. D.).

VERS. 53. As sensações de homens piedosos quando vêem pecadores: horror ao crime, a perseverança deles nisso, sua rejeição de graça e o fim deles.
VERS. 53. Aterrorizados.
1. A culpa e perigo dos pecadores impenitentes.
2. O horror e preocupação de espectadores piedosos.
3. A oração e o esforço que tal preocupação deve impor (G. A. D.).

VERS. 54. Aqui temos:
1. Luz em trevas.
2. Companheirismo em solidão.
3. Atividade em descanso: "casa de peregrinação" (G. R.).
VERS. 54. O peregrino que mostra alegria.
1. Um bom homem vê sua residência neste mundo como nada mais que a casa de sua peregrinação.
2. A situação, por mais desvantajosa, admite contentamento.
3. As fontes de sua alegria são extraídas das Escrituras (W. Jay).
VERS. 54. Sermão: O Peregrino Que Canta.

VERS. 55, 52. "De noite lembro-me". "Lembro-me".

VERS. 55. Memórias da noite. Deveres do dia. Como agem e reagem uma sobre a outra.
VERS. 55. Noites escuras. Memórias radiantes. Resultados certos (C. A. D.).
VERS. 55.
1. Noite feliz embora desassossegada.
2. Dia feliz embora cheia de atividade (W. D.).

VERS. 56. Os lucros da piedade; ou, o que um homem ganha com vida santa.
VERS. 56.
1. O dever: "Obedecer aos teus preceitos".
2. Sua recompensa: "Isso eu tive". Proteção: "isso eu tive". Orientação: "isso eu tive". Prosperidade: "isso eu tive"; Consolação: "isso eu tive" (G. R.).

VERS. 57-64. A porção do crente. O Senhor é a porção do crente (Sl 119.57); buscada com entusiasmo (Sl 119.58-60); que permanece mesmo se tudo mais é tirado (Sl 119.61); causando alegria mesmo à meia-noite (Sl 119.62), e se tem a escolha de seleto companheirismo (Sl 119.63-64).

VERS. 57.
1. A posse infinita: "Tu és a minha herança, Senhor". Observe:
(a) Uma distinção clara é feita pelo salmista entre a porção dele e aquela dos ímpios aqui e no além (ver Sl 48.2.)
(b) Reivindicação positiva: "Tu és a minha herança, Senhor". Esta "herança" é imensurável, permanente, apropriada, satisfaz, eleva, é tudo graça.
2. A decisão apropriada: "Prometi obedecer as tuas palavras".
(a) Observe o prefácio: "Prometi".
(b) O elo entre a porção possuída e a resolução tomada.
(c) O trabalho de guardar as palavras de Deus. Guarde aquele que é a Palavra, "o Verbo" -Cristo Jesus. Guarde a palavra do evangelho - doutrinas, preceitos, promessas (guardadas no coração para consolar o crente). Esse assunto abençoado sugere um contraste solene. Veja a porção daquele servo que não guardou a palavra de seu Senhor: Mt 24.48-51. (Deus a nossa Porção, e sua Palavra nosso Tesouro: Sermão).
VERS. 57 (primeira cláusula). A porção do crente.
1. Mostre a validade de sua reivindicação: "minha".
(a) Dádiva pela aliança: Hb 8.10-13.
(b) Envolvida em herança conjunta com Cristo: Rm 8.17.
(c) Confirmada pela experiência da fé.
2. Vistorie o valor superlativo desta posse: "O Senhor".
(a) Completamente bom.
(b) Infinitamente precioso.
(c) Inexaurivelmente cheio.
(d) Eternamente seguro.
3. Sugira um método de derivar dele a vantagem superlativa do maior presente.
(a) Medite muito sobre Deus, sob a convicção de que ele é a sua porção.
(b) Leve para ele todos os seus cuidados, e lance sobre ele todas as cargas.
(c) Refira cada tentação à palavra da sua lei, e cada dúvida à palavra da sua promessa.
(d) Aproveite para fazer saques grandes de suas riquezas para satisfazer a cada necessidade quando surge (John Field, de Sevenooks, 1882).
Verses 57-58. A propriedade do crente, profissão e pedido.

VERS. 58. A luz solar da alma.
l. O favor de Deus é a única coisa necessária.
2. Querer de todo o coração é o único tipo de requerimento.
3. Misericórdia da aliança é a única justificativa para obtê-la (C. A. D.).
VERS. 58. Podemos aprender como um interessado pode chegar a gozar favor salvador, por um cuidadoso estudo de:
1. A profissão: "Suplico a tua graça de todo o coração".
(a) O que ele faz é buscar o favor de Deus, até com dor. Desejo sincero. Súplica importuna. Tristeza dolorosa pelo pecado.
(b) Como ele o fez: "De todo o coração". O intelecto, os afetos, a vontade, tudo conjugado, em esforço concentrado. Senão, buscar é fazer pouco do que é solene. Nada menos do que isto é digno de nosso propósito, agradável a Deus e bem-sucedido. (c) A evidência de que estamos fazendo isso: orar com freqüência, examinar a Palavra, sempre investigando, perguntando. A primeira e principal ocupação - desistindo, em favor de Cristo.
2. A petição: "Tem misericórdia de mim".
(a) O favor de Deus só é esperado em termos de graça.
(b) Felizmente, esta é uma oração de que todo pecador pode e deve se utilizar.
(c) A bênção desta verdade: que ela nunca falha.
3. A súplica: "Conforme a tua promessa".
(a) Uma súplica que não pode ser negada é muito forte num pedido.
(b) A promessa de Deus é exatamente um pedido desta natureza.
(c) Busque-a, aproprie-se dela, e insista nela (J. F.).

VERS. 59.
1. Auto-exame: "Refleti em meus caminhos" - meus "caminhos" particulares, meus caminhos sociais - meus caminhos sacros - meus caminhos públicos.
2. Suas vantagens: "E voltei meus passos" (G. R.).
VERS. 59.
1. Falta de pensar e se desviar.
2. Pensar e voltar (C. A. D.).
VERS. 59.
1. Convicção. Sentir-se culpado.
2. Conversão. Converter-se (W. D.).
VERS. 59. Pensar sobre os próprios modos. Perguntar:
1. Por que são negligenciados tantas vezes?
(a) Falta de coragem.
(b) Ocupados demais.
(c) Desagradáveis, e, portanto o cuidado de muitos é bani-los.
2. Quando o auto-exame é conduzido sabiamente?
(a) Quando empreendido honestamente.
(b) Quando conduzido de modo completo.
(c) Quando a Escritura é tomada como juiz e padrão.
(d) Quando auxílio divino é buscado.
3. Que propósito será servido?
(a) Fazer-nos abandonar os próprios modos, com vergonha e arrependimento.
(b) Fazer-nos voltar aos testemunhos de Deus com sinceridade, reverência e esperança (J. F.).
VERS. 59.
1 Pensar corretamente: "Refleti em meus caminhos".
(a) Que reflexão sobre seus caminhos causou ao salmista insatisfação é evidente.
(b) Refletir corretamente sobre nossos caminhos há de sugerir uma mudança prática.
(c) O retrospecto que fazemos de nossa vida deve sugerir qualquer guinada que devemos fazer em direção a Deus. "Para os teus testemunhos".
(d) Pensar certo também sugere que tal volta é possível.
2. Volta correta. A volta foi:
(a) Completa.
(b) Prática.
(c) Espiritual.
(c) Imediata.
(d) Precisa ser obra divina.

VERS. 60. Os perigos de demorar. As razões para agir prontamente.
1. Reflexão. Guardar os mandamentos de Deus é meu dever, é meu bem-estar. Mandamentos adiados podem nunca ser guardados. A demora em si já é desobediência. Ação espontânea imediata é a alma da obediência.
2. Decisão. Presteza. "Eu me apressarei, e não hesitarei, em obedecer aos teus mandamentos" (C. A. D.).
VERS. 60.
1. Rápido.
2. Certo (W. D.).
VERS. 60. A procrastinação considerada em sua aplicação mais importante; isto é à religião.
1. Essa procrastinação é irracional.
2. É desagradável, dolorosa.
3. É vergonhosa.
4. É pecaminosa, e isso no mais alto grau.
5. É perigosa (John Angell James).

VERS. 61.
1. Assalto na estrada espiritual.
2. O viajante conservando-se na estrada. Ou, o que inimigos podem fazer, e o que não podem fazer.

VERS. 62.
1. O dever da gratidão: "dar-te graças".
2. O assunto para a gratidão: "tuas justas ordenanças" (NVI).
3. A hora para a gratidão: de noite bem como de dia (G. R.).
VERS. 62. Em pé à noite. Cantando na noite. Razões para tal conduta.
VERS. 62. O rouxinol, pássaro que canta especialmente à noite (Houais)
1. Associação de pensamento natural: "meia-noite" e "juízos"(ARA) (Êxodo 7).
2. Uma associação incongruente de sentir: "gratidão" e "juízos" - ou julgamentos.
3. Uma justificativa completa dessa aparente incompatibilidade: "graças por causa de teus retos juízos" (ARA).
4. Um desempenho vigoroso de uma incumbência: "À meia-noite me levanto para dar-te graças" (C. A. D.).

VERS. 63.
1. A religião verdadeira é amiga.
2. Nossa amizade deve ser universal.
3. Nossa amizade deverá ser discriminatória.
4. Tal amabilidade é bastante útil.
VERS. 63. Sobre companhias boas e más. Como evitar uma coisa e melhorar a outra.
VERS. 63. A escolha de companhias do crente.
1. Devem ser decididas pela sua piedade: "Aqueles que te temem".
2. É dirigido pela conduta deles: "aqueles que obedecem aos teus preceitos".
3. Deve ser levada até onde é possível: "Todos".
4. Envolve obrigação recíproca: "Mostro amizade" (J. F.).

VERS. 64. A soma e a substância deste versículo serão compreendidas nestas cinco proposições:
1. Que o conhecimento salvador é um benefício que precisa ser pedido de Deus.
2. Que este benefício nunca chega a ser pedido com demasiada freqüência ou de modo demasiado suficiente: é o pedido contínuo da pessoa.
3. Ao pedir, somos incentivados pela abundância ou misericórdia de Deus.
4. Que Deus é misericordioso é declarado por todas as suas criaturas.
5. Que a bondade dele para com todas as suas criaturas deverá nos confirmar a: esperar por graça salvadora ou boas coisas espirituais (T. Manton).
VERS. 64.
1. Observações na escola da natureza.
2. Súplicas para entrar na escola da graça.
VERS. 64. A misericórdia de Deus na natureza e sua misericórdia conforme revelada em palavra.
1. Uma excelente, a outra superexcelente.
2. Uma dada facilmente, a outra chegando através de grande sacrifício.
3. Uma pode ser desfrutada, e ainda aumentar a condenação; a outra, se desfrutada, é salvação.
4. Uma deve levar ao arrependimento, a outra é adaptada para a restauração à santidade do penitente (J. F.).

VERS. 66.
1. Fé singular: "Confio em teus mandamentos".
2. Petição especial baseada nisso: "Ensina-me".
VERS. 66. O valor de um bom juízo para um conhecimento são.
1. Discrimina cuidadosamente entre verdade e erro.
2. Põe cada verdade em sua própria relação com outras verdades.
3. Mantém cada verdade firmemente, mas dá maior cuidado às mais importantes.
4. Prefere evitar o curioso e especulativo, e realmente ama o simples e útil.
5. Sabendo que verdades só são mantidas corretamente quando aplicadas, converte tudo em ponto prático.
6. Sabendo também que comida boa pode, sob algumas circunstâncias, se tornar venenosa, é cuidadoso na seleção e uso de verdades (J. F.).

VERS. 67.
1. Os perigos da prosperidade.
2. Os benefícios da adversidade (G. R.).
VERS. 67. O poder restritivo da aflição.

VERS. 67, 71, 75. Aflição três vezes examinada e três vezes bendita.
1. Antes de aflição: extraviando.
2. Na aflição: aprendendo.
3. Depois da aflição: sabendo (C. A. D.).

VERS. 68. O pedido duplo por uma bênção seleta. A bondade de Deus é a esperança de nossa ignorância.
VERS. 68. Tu és bom e o que fazes é bom. A natureza e obra de Deus são manifestas na natureza, providência, graça e glória. São moralmente boas, beneficamente boas, perfeitamente boas, imensuravelmente boas, imutavelmente boas, experimentalmente boas, satisfatoriamente boas (W. J.).
VERS. 68 (primeira cláusula). Um sermão sobre a bondade de Deus.
1. A perfeição dela.
2. As provas dela.
3. O poder que deve ter sobre nós (J. F.).

VERS. 69. Obediência de todo o coração é o maior consolo sob calúnia, a melhor resposta para ela, e o melhor meio de converter os caluniadores.

VERS. 70.
1. Degeneração abundante do coração.
2. Regeneração completa do coração .
VERS. 70. Um coração gordo.
1. O diagnóstico da doença.
2. Seus sintomas. Soberba, nenhum deleite em Deus, nem em sua lei; aversão do povo dele; disposição para mentir: Sl 119.69.
3. Sua natureza fatal.
4. Sua única cura: Sl 101.5, Ez 36.26 (C. A. D.), versículo 71.
1. Davi sabia o que era bom para ele.
2. Davi aprendeu o que é essencialmente bom. Obediência ativa aprendida pela obediência passiva.

VERS. 71. Aflição é um instrutor.
1. Nunca bem recebido. "Castigado".
2. Muitas vezes agüentado com impaciência.
3. Sempre lembrado com gratidão: "Foi bom para mim".
4. Eficiente para um aprendiz obstinado: "para que aprendesse".
5. Indispensável para a educação de todos (J. F.).
VERS. 71. A escola da aflição.
1. O estudante relutante enviado à escola.
2. A lição dura do estudante.
3. A aprendizagem abençoada do estudioso.
4. A doce reflexão do estudioso.

VERS. 72. As vantagens das riquezas são superadas em muito pelas bênçãos da palavra.
VERS. 72. Uma avaliação.
1. A alta estima que os santos dão à lei de Deus.
2. Mostre quando foi formado: em aflição (Sl 119.71).
3. Vindique sua verdade - ilustrando como são ocas as riquezas, e a satisfação encontrada na piedade (C. A. D.).
VERS. 72. A palavra, melhor do que ouro e prata.
1. Oferece aquilo que ouro e prata não podem comprar.
2. Sem o que ela oferece, o ouro e prata podem ser uma maldição.
3. Sem ouro e prata, ela pode produzir seu tesouro mais livre e plenamente - do que com eles.
4. A palavra e o que ela oferece alegrarão o coração quando o ouro e a prata forem inúteis para seus adoradores desapontados ( J. F.).
VERS. 72. Vale mais a lei que decretaste.
1. Espiritualiza mais, e torna-me uma pessoa melhor.
2. Enriquece mais, e torna-me uma pessoa mais rica.
3. Torna-me mais reconhecido, e torna-me uma pessoa mais fina.
4. Ampara-me mais, e torna-me uma pessoa mais forte.
5. Preserva-me mais, e torna-me uma pessoa mais segura.
6. Satisfaz-me mais, e torna-me uma pessoa mais feliz.
7. Dura mais, e é mais adequada para mim como sendo homem imortal (W. J.).

VERS. 74.
1. A influência encorajadora de pessoas boas sobre outras.
2. A influência instrutiva de outros sobre elas (G. R.).
VERS. 74. Conversa com um crente experimentado porém firme é uma fonte de alegria para os filhos de Deus.
1. Ele tem uma história emocionante para contar.
2. Ele tem conselhos e cautelas para transmitir.
3. Ele é um monumento da fidelidade de Deus, confirmando a esperança de outros.
4. Ele é uma epístola de Cristo, escrita expressamente para ilustrar a preciosidade e o poder do evangelho (J. F.).

VERS. 75. Conhecimento experimental: positivo, pessoal, glorificador de Deus, consolador dos santos.

VERS. 76. Consolo.
1. Pode ser uma questão de oração.
2. É proporcionado pelo Senhor.
3. Está prometido na palavra.
4. É de grande valor para o crente.
VERS. 76.
1. A necessidade de consolo.
2. A fonte do consolo. "O teu amor".
3. A regra do consolo. "Conforme a tua promessa" (G. R.).

VERS. 77.
1. Visitantes convidados.
2. Benefício esperado.
3. Acolhida garantida: "porque tua lei".
VERS. 77. Vida divina nasce, é sustentada, aumentada, pelas ternas misericórdias de Deus (W. W.).

VERS. 78.
1. Algo difícil - humilhar os arrogantes.
2. Algo cruel - "eles prejudicaram-me".
3. Algo sábio - "mas eu meditarei".

VERS. 79. Restauração à comunhão da igreja.
1. Homens bons talvez precisem ser restaurados.
2. Não devem ter vergonha de procurar por isso.
3. Devem orar a esse respeito.
VERS. 79. Sociedade seleta.
1. Sociabilidade é um instinto da natureza humana.
2. Sociabilidade é um auxílio para uma vida cristã saudável.
3. A escolha da sociedade deve ser assunto de oração (C. A. D.).

VERS. 80.
1. A oração de Davi por sinceridade - que seu coração pudesse ser trazido aos estatutos de Deus, e que pudesse ser íntegro para como eles, não deteriorado ou enganoso.
2. Seu temor das conseqüências da hipocrisia: "para que eu não seja humilhado". Humilhação é a porção de hipócritas, aqui ou no além (M. Henry).
VERS. 80.
1. O coração na religião.
2. A necessidade de ele ser sadio nisso.
3. O resultado de ter um coração são, íntegro.

VERS. 81. Texto bom para um sermão missionário.
1. A condição do mundo pagão, que é o bastante para fazer o cristão desfalecer pela ansiedade de ver a salvação de Deus visitá-lo.
(a) A densidade de suas trevas.
(b) A extensão da área.
(c) O longo tempo de sua persistência.
(d) O caráter e efeito limitado do trabalho missionário.
(e) As influências que se opõem.
2. Essa condição, embora tristíssima, não é sem esperança. Devido:
(a) À intenção, adaptação e chamada universal do evangelho.
(b) À comissão de Cristo à sua igreja.
(c) Ao caráter compassivo dos espiritualmente iluminados, produzido por sua fé na palavra.
(d) Às profecias e promessas. Portanto, há esperança na palavra.
3. Se cristãos estão ardendo pela salvação, mas esperando na palavra, seu interesse pelo trabalho missionário será intenso, e se revelará:
(a) Na oração sincera por mais trabalhadores e maiores resultados.
(b) Na devoção deles próprios, se possível, para o trabalho.
(c) Nas doações livres e generosas, para ajudar na obra (J. F.).
VERS. 81. Estou quase desfalecido. Os homens desfalecem por falta de saúde, provisões, descanso, promoção, sucesso e em alguns casos por salvação. Davi desfalecia.
1. Por sua própria salvação.
(a) Por sentimento de culpa: Livra-me de todas as minhas transgressões", "da culpa de sangue".
(b) Por aviltamento: "Cria em mim um coração puro". "Lava-me".
(c) Por formalidade: "Que as palavras da minha boca".
(d) Por escuridão: "Por que escondes o teu rosto?" "Eleva". "Diga à minha alma".
(e) Por infelicidade: Das profundezas".
2. Pela salvação de outros.
(a) Ele falou por isto: "Já é tempo de agires, Senhor" (Sl 119.126).
(b) Ele orou por isso "Ah, se... viesse a salvação". (Sl 14.7), "Que tua obra". "Deus, sê compassivo conosco". "Salva-nos agora, eu suplico".
(c) Ele trabalhou por isso: "Farei menção da tua justiça". "Ensinarei aos transgressores os teus caminhos" (W. J.).
VERS. 81.
1. Entusiasmo de expectativa.
2. Energia de esperança.
1. Estabelecimento de promessa: "Em tua palavra".
VERS. 81. Salvação, nas Escrituras, tem diversos sentidos: ela é expressa:
1. Para aquele livramento temporal que Deus dá, ou prometeu dar a seu povo: assim é entendido: Êx 14.13.
2. Para a mostra de Cristo na carne (Sl 98.2-3, Lc 2.29-30).
3. Para os benefícios que temos por Cristo deste lado do céu, como o perdão do pecado e a renovação de nossas naturezas (Mt 1.21; Tt 3.5; Sl 51.12).
4. Para a vida eterna: "Alcançando o alvo da sua fé, a salvação das suas almas" (1Pe 1.9); significando com isso nossa recompensa final (T. Manton).
VERS. 81.
1. Desfalecido.
2. Buscando, esperançoso (W.D.).

VERS. 82. Resposta à pergunta - Quando me consolarás?
1. Quando sua tristeza tiver atendido ao propósito dela.
2. Quando você crer.
3. Quando você abandonar o pecado.
4. Quando você obedecer.
5. Quando você se submeter à minha vontade.
6. Quando você buscar a minha glória.
VERS. 82.
1. Com quanta vontade o crente se volta a Deus em sua aflição: "Quando me consolarás?"
2. Com que ansiedade o crente fixa os olhos nas promessas divinas: "Meus olhos fraquejam de tanto esperar pela tua promessa" - pela tua palavra.
3. Como o cansaço de esperar não consegue acabar com sua paciência, enquanto a esperança aumenta a sua importunação: "Quando me consolarás?" (J. F.).
VERS. 82. A súplica dos olhos.
1. Como os olhos falam. "Expressando" os humores da alma, como - anseio, Is 8.17; fé, Is 45.22, Hb 12.2; expectativa, Sl 5.3, Fp 3.20, Tt 2.13; amor, Co 3.18, Jo 1.14.
2. O que os olhos dizem: "Quando me consolarás? Deixando de lado todos os outros consoladores, tu és meu sol: minha vida; meu amor; meu tudo".
3. Como os olhos suplicantes encontrarão o Olho responsivo do Senhor: Hb 9.18. No olhar do reconhecimento de tristeza, Êx 2.25; no olhar de perdão, Lc 22.61; de transmitir forças, Jz 6.14; de amor complacente, Is 66.2 (C. A. D.).

VERS. 83.
1. O homem externo que não está à vontade.
2. O caráter denegrido.
3. Constantemente exposto a desconforto.
4. O conteúdo amadurecendo.
VERS. 83. Uma garrafa na fumaça.
1. O povo de Deus tem suas tribulações.
(a) Pela pobreza de sua condição.
(b) Nossas provações freqüentemente resultam de nossos confortos.
(c) O ministério tem muita fumaça com ela.
(d) A pobre garrafa na fumaça fica lá por um longo tempo, até que fique negra.
2. Homens cristãos sentem suas dificuldades; eles são como "garrafas" na fumaça.
(a) A provação que não sentimos não é provação nenhuma.
(b) Provações que não são sentidas são inaproveitáveis. Uma garrafa na fumaça fica muito preta, torna-se inútil, uma garrafa vazia.
3. Cristãos não esquecem, nas tribulações, dos estatutos de Deus - os estatutos de ordenanças, os estatutos de promessa. Por que foi que Davi ainda se mantinha bem preso aos estatutos de Deus?
(a) Ele não era uma garrafa no fogo, ou se teria esquecido deles.
(b) Jesus Cristo estava na fumaça com ele, e os estatutos estavam na fumaça com ele também.
(c) Os estatutos estavam na alma, onde a fumaça não penetra (Sermão de Spurgeon).

VERS. 84. Uma questão solene apontando para a brevidade da vida, a severidade da tristeza, a necessidade de ser laborioso, a proximidade da recompensa.

VERS. 85. Armadilhas cavadas, ou, os esquemas secretos de homens maus contra os piedosos.

VERS. 86 (última cláusula). Uma oração para todas as ocasiões. Veja os muitos casos nos quais é usada na Bíblia.

VERS. 87.
1. O que o homem bom perde por ganhar.
2. O que ele ganha por perder (G. R.).
VERS. 87.
1. "Quase", mas não completamente.
2. A frase salvadora: "Mas não abandonei os teus preceitos".
VERS. 87. Passando por fogueiras sob a proteção do amianto.

VERS. 88.
1. Vida nova é causa de nova obediência.
2. Nova obediência é o efeito da vida nova (G. R.).
VERS. 88. Vivificação.
1. Nossa maior necessidade.
2. O mais gracioso benefício de Deus.
3. A garantia de nossa firmeza, e por isso,
4. O que promove a glória de Deus.
VERS. 88.
1. Ele termina com uma petição freqüente: "Vivifica-me - faze-me vivo". Toda verdadeira religião consiste na VIDA de Deus na ALMA do homem.
2. A maneira pela qual ele deseja ser vivificado: "Pelo teu amor". Ele deseja não ser levantado da morte do pecado pelo trovão de Deus, e sim pela voz amorosa de um Pai terno.
3. O efeito que deverá ter sobre ele: "Obedecerei aos estatutos que decretaste". Tudo que falares eu ouvirei, receberei, amarei e obedecerei (Adam Clarke).

VERS. 89-92. O salmista conta-nos aqui a receita que aliviou suas dores e sustentou seu espírito. Aqui temos forte consolação.
1. Em certos fatos por ele lembrados.
(a) A existência eterna de Deus.
(b) A imutabilidade de sua palavra.
(c) A fidelidade do cumprimento daquela palavra.
(d) A perpetuidade da palavra na natureza.
(e) A perpetuidade da palavra na experiência.
2. Os deleites que ele experimentou na ocasião de sua aflição. Em perdas por morte, quando tudo parecia mutável e inconstante, quando sua própria fé lhe faltou, quando todos os auxílios falharam, ele recorreu às determinações eternas: "Ó Senhor, tua palavra está firmada".

VERS. 89. Determinações eternas, ou certezas celestiais.
VERS. 89. A calma eterna de Deus (em contraste com as mutações da terra) é retratada nos céus estrelados (William Haynes, de Stafford, 1882).
VERS. 89. Considere:
1. O termo, "A tua palavra".
(a) Uma palavra é um pensamento revelado. As Escrituras são justamente isso: os pensamentos e propósitos de Deus tornados inteligíveis ao homem.
(b) Mas uma "palavra" também marca especialmente unidade (é uma palavra) e inteireza ou integralidade, uma palavra, não uma sílaba. A Escritura é una e completa.
2. A declaração, "para sempre está firmada nos céus".
(a) "Firmada nos céus" antes de vir à terra; portanto pode vir como um desdobrar contínuo, através de várias dispensações, sem haver sombra de hesitação ou contradição manifesta nela.
(b) Permanece "firmada no céu", pois sua revelação central, a expiação, já é um fato completado e Cristo é agora, no céu, um Salvador aperfeiçoado; portanto a palavra é inalterável.
(c) "Para sempre está firmada nos céus." Não só porque Deus no céu é de uma mente e não pode ser alterado, mas porque a própria justiça, a justiça do céu, exige que uma expiação através de sofrimento seja respondida plena e eternamente pela sua devida recompensa.
3. As lições.
(a) Se estabelecida no céu, homens na terra nunca a poderão abalar.
(b) Os maus não poderão se deleitar por uma esperança futura que surja de qualquer nova dispensação além do túmulo; a palavra atual de Deus para nós não pode ser assim abalada.
(c) Os piedosos podem depender de uma palavra decidida e estável em meio às experiências instáveis e os sentimentos variáveis próprios da terra (J. F.).

VERS. 90. A estabilidade da terra é um quadro atual da fidelidade eterna.

VERS. 90-91. Considere:
1. A firmeza da natureza é dependente do decreto divino: "segundo as tuas ordenanças".
2. A subserviência da natureza à vontade divina: "pois tudo está a seu serviço".
3. A constância das leis da natureza, junto com sua subserviência aos propósitos de Deus, confirma a fé cristã na palavra escrita, no cuidado de uma divina providência, e na certeza de coisas espirituais e celestiais. "A tua fidelidade é," (J. F.).

VERS. 91. Nossos monitores estelares. Eles nos ensinam:
1. A servir: embora não possamos brilhar com o brilho deles.
2. Fazer tudo com respeito estrito à vontade de Deus.
3. "Continuar" "conforme as tuas ordens" (W. B. H.).
VERS. 91. O serviço da natureza.
1. Universal: "Tudo está a seu serviço".
2. Obediente: "conforme as tuas ordens".
3. Perpétuo: "Tudo permanece até hoje".
4. Derivado: "Estabeleceste a terra".

VERS. 92. O poder sustentador de ter prazer em Deus.
VERS. 92. A palavra de Deus como poder sustentador em meio a grandes tristezas da vida.
1. Sua necessidade.
(a) Por falta da palavra de Deus, homens se tornaram beberrões para afogar suas tristezas, têm se suicidado porque a vida era insuportável, se tornaram frágeis sem esperança porque lhes faltava força para lutar contra infortúnios, tem se tornado ateístas no credo, como ainda antes eram na prática; todos, de fato, se tornaram sujeitos à pior amargura e aos piores efeitos da calamidade.
(b) Nada pode suprir o lugar da palavra de Deus. A natureza não explica em nada o mistério do sofrimento. A filosofia humana na melhor das hipóteses é consolo frio, e quando mais necessária mais fracassa.
2. A eficiência da palavra de Deus. Provada:
(a) Na experiência daqueles que a experimentaram.
(b) Pela natureza de suas promessas.
(c) Pela descoberta que se faz de uma providência benéfica, que trabalha em meio à calamidade e à tristeza.
(d) Pela revelação que oferece da compaixão de Deus e solidariedade de Cristo.
(e) Por seu testemunho registrado do "Homem de dores", que embora sofresse levou a efeito a salvação do homem, e entrou na glória.
(f) Por seu ensino com respeito à Palavra Encarnada; mostrando assim um Deus sofredor, que pode bem ser um consolo para humanos sofredores.
(g) Ao apresentar a glória do céu e a eterna felicidade que aguarda aqueles que vencem através do sangue do Cordeiro (J. F.).
VERS. 92. Temos aqui apresentado pelo salmista:
1. O caso em que ele esteve envolvido, e ao qual agora se refere - um caso triste e de se afundar. Estava sob tal aflição, sentia que estava a perecer, o que parece incluir problema interior e exterior de uma vez, provação por fora, e pressão por dentro.
2. O que lhe deu alívio, e isso quando nada mais pôde dar. Foi a lei de Deus.
3. Como ele se lembrava do alívio recebido, a saber, com gratidão a Deus, a quem ele fala, e o registra, para animar e direcionar outros. "Se a tua lei não fosse o meu prazer, o sofrimento já me teria destruído" (Daniel Wilcox, 1676-1733).
VERS. 92. A bóia salva-vidas. Sob a narrativa de um marinheiro naufragado, descreve a experiência da alma lutando no mar da aflição, quase sucumbindo, mas sustentada em cada onda sucessiva pela bóia, e finalmente salva por agarrar-se à Palavra de Deus (C. A. D.).
VERS. 92. O arrepio do salmista pelo perigo recordado.
1. Perigo extremo: aflição levando a desespero e ruína.
2. Uma crise pavorosa: "então".
3. Auxílio de muitas mãos: "teus preceitos: meu prazer" (W. B. H.).

VERS. 93. Experiência fixa a palavra na memória.
VERS. 93.
1. Uma boa decisão: "Jamais esquecerei dos teus preceitos".
(a) Vale a pena lembrar dos preceitos.
(b) A segurança está em lembrar deles.
(c) A fidelidade a Deus não é possível sem lembrar deles.
(d) Não lembrar deles é ingratidão vergonhosa.
2. Uma excelente razão para esta decisão: "Pois é por meio deles que me vivificaste".
(a) Uma razão fundada em experiência pessoal: "minha vida".
(b) Uma razão apreciadora do benefício recebido: "vivificado".
(c) Uma razão indicativa de gratidão a Deus: "tu preservas" (J. F.).
VERS. 93. "Jamais me esquecerei"; uma frase dita com muita freqüência. Aqui dourada.
1. Algo que não poderia ser esquecido: vida e perdão recebidos. Como poderia?
2. Algo que não deveria ser esquecido: a preciosa instrumentalidade (W. B. H.).
VERS. 93.
1. O poder instrumental da verdade.
(a) Usada por Deus em nossa regeneração (Tg 1.18 Sl 19.7).
(b) Usada em nossa libertação (Jo 8.32).
(c) Usada em nossa santificação (Jo 17.7).
2. Nossa conseqüente afeição por ela. Não podemos esquecer.
(a) Nossa obrigação a ela no passado.
(b) Nossa dependência dela no presente.
(c) Nossas necessidades dela no futuro (W. W.).

VERS. 95. Homens maus, pacientes em desempenhar seus planos maus. Homens bons, pacientes em considerar os caminhos do Senhor.
VERS. 95. O ódio que os maus têm dos justos.
1. Mostre que sempre foi assim, e ainda é.
(a) Escolha casos bíblicos, começando com Abel.
(b) Observe as perseguições da igreja.
(c) Tratamento no local de trabalho.
(d) Muitas vezes no lar.
(e) O desdém ao se falar dos "santos".
2. Indague do motivo disso ser assim.
(a) A inimizade do coração carnal por Deus.
(b) O ciúme despertado pela segurança do cristão em ter bem-aventurança eterna.
(c) A consciência que se tem de ser reprovado diante de uma vida santa.
(d) Instigado à crítica por Satanás.
(e) O temperamento desassossegado do pecado que, se não consegue impedir a santidade, prejudica quem a defende.
3. Ensine como agir quando exposto a isso. "Considero os teus testemunhos". Isso significa:
(a) Seja ainda mais obediente a Deus.
(b) Tenha ainda mais controle sobre as palavras e os sentimentos.
(c) Ame seus inimigos.
(d) Ore por aqueles que o odeiam.
(e) Faça o bem a eles em todas as oportunidades.
(f) Seja agradecido por você estar entre os odiados e não os que odeiam.
(g) Especialmente, considere o testemunho santo da paciência perdoadora de Cristo (J. F.).
VERS. 95. A espera versus o elaborado pela espera.
1. Tentações à espreita.
2. O santo com seu Senhor (W. B. H.).
VERS. 95. Imunidade.
1. Estou em perigo.
2. Vou cuidar da minha obrigação.
3. Confiarei em ti para me salvar (C. A. D.).

VERS. 96.
1. Um fim: "visto"; visto por uma pessoa; visto onde não devia ser; visto onde não há fim de se gabar, visto em toda a perfeição.
2. Não há fim: para o alcance, a espiritualidade, a perpetuidade e a perfeição da lei.
VERS. 96.
1. O finito explorado.
2. O infinito inexplorado (W. D.).
VERS. 96. Perfeccionismo contestado por experiência e inspiração (W. B. H.).
VERS. 96. A perfeição é perfeita e imperfeita.
1. Altos protestos de perfeição surgem por ignorância, por desconhecimento (de si, ou das exigências de Deus).
2. Os protestos são especialmente sujeitos a ruir: "Toda perfeição tem limite".
3. São mais bem corrigidos por uma pesquisa da amplitude da lei divina (C. A. D.).

VERS. 97.
1. Exclamação descomunal.
2. Aplicação descomunal (W. D.).
VERS. 97. Amor indescritível e pensamento insaciável. A ação e reação de afeição e meditação.
VERS. 97.
1. O objeto do amor: "tua lei".
2. O grau daquele amor: "Como eu amo".
3. A evidência daquele amor: "É a minha meditação" (G. R.).
VERS. 97. Amor à lei.
1. Uma ardente confissão de amor.
2. Uma incontestável evidência de amor (C. A. D.).
VERS. 97 (primeira cláusula). Veemência de amor pela palavra de Deus.
1. Suas marcas reconhecíveis.
(a) Profunda reverência pela autoridade da palavra.
(b) Admiração por sua santidade.
(c) Zelo. Por sua honra; o servo de Deus sente dor aguda quando as pessoas lhe mostram qualquer pouco caso.
(d) Respeito por sua inteireza; ele não aceita divorciar preceitos de promessas, nem ignorar uma única declaração dela.
(e) Infatigabilidade no estudo da Palavra.
(f) Desejo ansioso de obedecê-la.
(g) Presteza em obedecê-la.
(h) Atividade em difundi-la.
2. Sua racionalidade.
(a) A palavra bem a merece.
(b) É uma prova de verdadeira inteligência.
(c) É nada menos que um interesse para as demandas de nosso interesse.
3. A necessidade de ter a Bíblia para o verdadeiro culto de Deus. Os homens ironicamente chamam tal afeto de bibliolatria, como se fosse a adoração de um livro. Na verdade, é um elemento essencial no culto devido a Deus. Porque:
(a) sem ele não pode existir a fé que honra a Deus.
(b) está envolvido neste amor a Deus que constitui a própria essência do culto.
(c) é em si um ato de homenagem, que um adorador não ousa negar ( J. F.).

VERS. 97-100. Sabedoria espiritual.
1. A palavra de Deus é fonte de sabedoria excelente - excede aquela de "meus inimigos", "meus mestres", "os antigos".
2. Os três métodos de adquirir esta sabedoria - amor, meditação, prática.
3. O único Doador desta sabedoria: "Tu" (teus), Sl 119.98 (C. A. D.).

VERS. 98. Comunhão constante com a verdade é a estrada do estudante para a proficiência.

VERS. 98-100. O homem verdadeiramente sábio.
1. A fonte de sua sabedoria. A palavra de "o único Deus sábio", aqui descrito como:
(a) Teus mandamentos.
(b) Teus testemunhos.
(c) Teus preceitos.
2. A ampliação de sua sabedoria. Surge da:
(a) Habitação permanente de sua palavra: "estão sempre comigo", Sl 119.98.
(b) Meditação na palavra, Sl 119.99.
(c) Obediência à palavra, Sl 119.100.
3. A medida de sua sabedoria.
(a) Mais sábio que seus inimigos, cuja sabedoria "não era do alto, mas terrena, sensual, diabólica".
(b) Mais sábio do que seus mestres cuja sabedoria era "deste mundo".
(c) Mais sábio do que os antigos, cuja sabedoria era aquela de idade e experiência não santificadas (W. H. J. Page, de Chelsea, 1882).

VERS. 99. O caminho mais seguro para a excelência.
1. Uma boa matéria: "teus testemunhos".
2. Um bom método: "são minhas meditações".

VERS. 100. Antigüidade não é nenhuma segurança de verdade quando contrastada com revelação; idade avançada não é nenhuma prova de sabedoria quando contrastada com viver santo; confissão aberta não é nenhum motivo de jactância quando contrastada com orgulho obstinado.
VERS. 100. Obediência, a estrada elevada para o entendimento (W. B. H.).
VERS. 100. Obediência, a chave do conhecimento (Jo 7.17).

VERS. 101. O autocontrole é necessário para a piedade.

VERS. 102. O ensino divino é necessário para assegurar perseverança, e eficaz para esse fim.
VERS. 102. Considere:
1. O caminho designado aos homens: "Tuas ordenanças".
(a) Caminho correto.
(b) Caminho limpo.
(c) Caminho agradável.
(d) Caminho seguro.
(e) O fim - glória eterna.
2. A perseguição constante: "Não me afasto".
(a) A importunação quer afastá-lo dele.
(b) Prazeres querem atrair para longe dele.
(c) A carne quer cansar dele.
(d) Mas o verdadeiro crente decide manter-se no caminho até o fim.
(e) E cuidadosamente vigia seus passos para não se afastarem dele.
3. O poder preservador que conserva o viajante no caminho: "Pois tu mesmo me ensinas".
(a) O viajante caminha com Deus, e recebe instrução pela iluminação especial do Espírito Santo.
(b) A qualidade especial deste ensino é que ele não só torna sábio, como também cativa a alma, fortalece-a, e a mantém numa obediência santa (J. F.).

VERS. 103. A experiência da religião é a fonte do prazer nele; ou:
1. Prova-se a palavra: sua doçura.
2. Declara-se a palavra com a boca: sua doçura maior.
VERS. 103.
1. A palavra é positivamente doce: "doce para o meu paladar".
2. Comparativamente doce: "mais doce que o mel".
3. Superlativamente doce: "quão doce é" (G. R.).
VERS. 103. A comparação, destacando a preciosa qualidade da doçura na palavra: "Mais doce do que o mel". "Melhor do que mel" não caberia tão bem. A palavra é:
1. A mais pura doçura, até mesmo os preceitos e repreensões.
2. Doce que não enjoa.
3. Sempre uma doçura benéfica.
4. Uma doçura especialmente agradável - na aflição, na hora da morte (J. F.).
VERS. 103. Uma delícia espiritual.
1. O sabor necessário para saborear a vida.
2. A única vida que é nutrida por ela.
3. O raro prazer derivado dela (G. A. D.).
VERS. 103.
1. É doce.
2. Vamos saborear esta palavra.
3. Os melhores efeitos seguirão. George Herbert diz:
"Ó Livro! doçura infinita! que meu coração
Sugue cada letra, e tire o seu dulçor,
Precioso para qualquer tristeza em qualquer parte;
Para aliviar o peito, e amenizar a dor."
VERS. 103. Se quisermos provar o mel de Deus, devemos ter o paladar da fé (A. R. Fausset).

VERS. 104. A influência dos preceitos.
1. Sobre o entendimento.
2. Sobre as afeições.
3. Sobre a vida.
VERS. 104.
1. O efeito intelectual das Escrituras. "Obtenho entendimento".
2. Seu efeito moral: "Odeio" (G. R.).
VERS. 104. O entendimento obtido dos preceitos de Deus gera aversão genuína:
1. Pelos caminhos falsos da moralidade convencional.
2. Pelos caminhos falsos da religiosidade formal.
3. Pelos caminhos falsos da teologia errada.
4. Pelos caminhos falsos da prática hipócrita.
5. Pelos caminhos falsos das sugestões pecaminosas.
6. Pelos caminhos falsos do próprio coração enganoso da pessoa (J. F.).

VERS. 105-108.
1. Iluminação (Sl 119.105).
2. Decisão (Sl 119.106).
3. Teste: "Passei por sofrimento" (Sl 119.107).
4. Consagração (Sl 119.108).
5. Instrução: "ensina-me" (Sl 119.108).

VERS. 105. O uso prático, pessoal, cotidiano da palavra de Deus.
VERS. 105. Luz de lanterna.
1. A perigosa viagem noturna do crente pelo mundo.
2. A lanterna que ilumina seu caminho.
3. O dia eterno em direção ao qual ele viaja (quando a lanterna será posta de lado: (Ap 22.5) (C. A. D.).

VERS. 106. Decisão a favor de Deus, e modos adequados de expressá-la.
VERS. 106.
1. Veneração pela palavra.
2. Consagração à palavra.
3. Fidelidade à palavra (G. R.).
VERS. 106. Jurar e realizar.
1. A utilidade dos votos religiosos. Para avivar a percepção, acordar a consciência, (vista na nação judaica: Êx 24.37; 2Cr 15.12-15; Ne 5.28, 29; em nação escocesa - Solene liga e aliança).
2. O perigo de votos religiosos. Um voto não cumprido, ou do qual se desistiu, é uma injúria moral: Ec 5.4-7.
3. A salvaguarda de votos religiosos: dependência do Espírito de Deus, Ez 11.19-20; 2Co 4.5 (C. A. D.).

VERS. 107.
1. Os que passam por "muito sofrimento".
2. Uma cura certa para os males do sofrimento: "Preserva", vivifica-me.
3. Uma regra segura para orientar a oração quando afligido: "conforme a tua promessa", a tua palavra.
VERS. 107.
1. Os muitos afligidos, os que passam "por muito sofrimento".
(a) O mundo tem tais - viúvas, órfãos.
(b) A maioria tem a sua vez de sofrer.
2. Mas há também "muita" graça.
(a) A palavra de Deus promete a necessária vivificação.
(b) Ele próprio é muito maior do que todas as nossas necessidades.
(c) Cristo morreu e "em todos os pontos" tem todo o auxílio.
3. Portanto traga "muita" fé, como o salmista aqui.
(a) Olhar aguçado por promessas.
(b) Fervoroso em suplicá-las.
(c) Forte na expectativa (W. B. H.).
VERS. 108. Considere:
1. O título instrutivo dado à oração e louvor: "A oferta de louvor de meus lábios".
(a) Mostra que o crente é um sacerdote: "oferta".
(b) Mostra a peculiaridade de seu ato: "a livre oferta".
(c) Implica em consagração de todo o coração.
2. A humildade retratada na oração: "Aceita, Senhor".
(a) Não há vanglória farisaica.
(b) Mesmo a oferta livre parece necessitar de um "Aceita, peço-te".
3. O desejo ansioso por mais instrução com o fim de mais perfeita obediência: "Ensina-me teus juízos" (J. P.).

VERS. 108. Livre vontade buscando livre graça (W. D.).
VERS. 108. Trabalho para "Livres vontades".
VERS. 108. Trabalho para "os de livre vontade":
1. Ofertas de oração - para cada uma das bênçãos de salvação.
2. Ofertas de repúdio - de todo direito de receber bem que não lhe compete.
3. Ofertas de louvor - pela graça soberana (W. B. H.).

VERS. 109. A vida da alma em risco. A vida da alma assegurada.

VERS. 109-110. Aqui está:
1. Davi em perigo de perder a vida. Há apenas um passo entre ele e a morte; pois "os ímpios prepararam uma armadilha" para ele. Onde quer que estivesse descobria algum tipo de plano contra ele; isso o fez dizer "A minha vida está sempre em perigo". Não era só como homem - a verdade é que todos nós estamos expostos aos golpes da morte - mas como um homem de guerra, e especialmente como "um homem segundo o coração de Deus".
2. Davi não corria nenhum risco de perder sua religião por esse perigo; pois:
(a) Ele "não se esquece da lei" e portanto com certeza perseveraria.
(b) Ele ainda não errara deixando os preceitos de Deus, e por isso esperava-se que não o faria (M. Henry).

VERS. 110. Vários tipos de armadilhas, e um único modo de escapar delas.
VERS. 110. Considere:
1. Algumas das armadilhas que pecadores colocam para santos.
(a) Armadilhas doutrinárias, colocadas por pecadores intelectuais.
(b) Acusações falsas, por pecadores malignos.
(c) Bajuladores falsos, por pecadores enganosos.
(d) Caridade falsa, por um grande número de pecadores no dia de hoje.
2. A salvaguarda certa para a segurança de um santo: "Não me desviei dos teus preceitos". Obediência a Deus dá segurança, porque:
(a) As armadilhas então são suspeitas e fica-se de alerta contra elas.
(b) Os pés não podem ficar emaranhados nelas.
(c) Deus guarda aqueles que guardam a sua palavra (J. F.).

VERS. 111.
1. A herança.
2. Entrar nela.
3. Apossar-se dela.
4. Usufruir dela.
VERS. 111. Observe:
1. Quanto o salmista estava determinado a ser rico: "Os teus testemunhos são a minha herança permanente". Rico:
(a) Em conhecimento.
(b) Em santidade.
(c) Em consolo.
(d) Em companheirismo, porque a companhia de Deus acompanha sua palavra.
(e) Em esperança.
2. Como ele se apegou à sua riqueza: foi como "herança permanente".
(a) Ele não prejudicou ninguém fazendo isso; podia dar de sua porção generosamente e contudo, não desperdiçar.
(b) Ele estava certo, porque ele tinha a única riqueza cuja posse eterna é possível.
(c) Ele foi sábio.
3. Como se regozijou em sua riqueza: "São a alegria do meu coração".
(a) Aqui está alegria interna e profunda, nem sempre possível junto com a posse de riqueza.
(b) Alegria pura, genuína; nunca é assim com outra riqueza.
(c) Alegria segura; outra alegria é perigosa.
(d) Alegria que não se pode perder (J. F.).

VERS. 112. Disposições do coração. Personalidade, força, inclinação, desempenho, constância, perpetuidade.
VERS. 112. A obediência do homem piedoso.
1. Sua realidade.
(a) "Para cumprir"; não meramente palavras ou sentimentos; mas ações.
(b) "Teus decretos", não invenções humanas, não opiniões próprias, nem máximas convencionais.
2. Sua cordialidade.
(a) Inclinação do coração é requisito para agradar um Deus que investiga o coração.
(b) E para tornar a obediência fácil e até prazerosa.
(c) "Dispus" (Eu tenho inclinado), foi então coisa que ele fez? Sim. Sozinho? Não. Veja Sl 119.36.
(d) As provas.
(1) Universalidade: "estatutos", o todo deles.
(2) Uniformidade: sempre.
3. Sua constância: "até o fim".
(a) Embora um homem deva ser cauteloso quando planeja para o futuro, contudo esse propósito de vida até o fim é certo, sábio e seguro.
(b) Nem pode ele planejar menos, se fervor santo preenche o coração.
(c) Não é mais do que Deus e a coerência exigem (J. F.).

VERS. 113-120. Pensamentos vãos contrastados com a lei de Deus. O crente toma partido (Sl 119.113-115); ora a favor de forças para manter-se na lei (Sl 119.116-117); contempla a sorte dos seguidores de pensamentos vãos (Sl 119.118-119); e expressa o temor piedoso que assim é inspirado (Sl 119.120).

VERS. 113. O pensamento da época, e a verdade de todas as épocas.
VERS. 113.
1. O objeto de ódio.
2. O objeto de amor.
OU
1. Amor é a causa do ódio.
2. Ódio é o efeito do amor (G. R.).
VERS. 113. Pensamentos vãos. O que são. De onde surgem. O mal que causam. Como devem ser tratados (W. H. J. P.).
VERS. 113. Como o crente:
1. É incomodado por pensamentos vãos. Uma experiência freqüente e dolorosa.
2. Não tolera pensamentos vãos. Alguns permitem que se alojem no interior; ele fica ansioso por expulsá-los.
3. Vitórias sobre pensamentos vãos. Por meio de seu amor à lei de Deus, sua oração é:
"Com pensamentos de coisas divinas e de Cristo
Que venhas encher o meu coração tolo, eu insisto" (W. H. J. P.).

VERS. 114. Nosso abrigo de perigo - "o esconderijo"; no meio do perigo "o escudo"; antes do perigo - "a esperança".
VERS. 114. Esconderijo. Lugar sigiloso para nos esconder. Capacidade para nos conter. Segurança. Conforto (T. Manton).
VERS. 114. Escondendo e esperando.
1. Um esconderijo necessário.
2. Um esconderijo providenciado (Is 25.14 32.2).
3. Um esconderijo utilizado (C. A. D.).
VERS. 114.
1. O refúgio providenciado. "Tu és".
2. O refúgio revelado: "Na tua palavra".
3. O refúgio encontrado: "Minha esperança".
VERS. 114. Tu és o meu esconderijo.
1. Em tua graça, da condenação.
2. Em tua compaixão, da tristeza.
3. Em tua ajuda, da tentação.
4. Em teu poder, da oposição.
5. Em tua plenitude, da necessidade (W. J.).

VERS. 115.
1. Más companhias impedem a piedade.
2. A piedade sai de perto da má companhia.
3. A piedade, forçando essa saída, age como Deus fará no final.
VERS. 115. As más companhias são incompatíveis com a justiça genuína.
1. Elas necessitam de encobrimento e acomodação.
2. Destroem a capacidade de comunhão com Deus, e o gosto por coisas espirituais.
3. Elas embotam a sensibilidade da consciência.
4. Elas implicam em desobediência deliberada de Deus (J. F.).

VERS. 116.
1. Sustentação prometida.
2. Necessária para a vida santa.
3. O preventivo de atos vergonhosos.
VERS. 116. Sustém-me segundo a tua promessa.
1. O salmista reivindica o que Deus prometeu, diz como depende da promessa, e que o perigo assume muitas formas. A vida do crente pode ser descrita como andar na retidão; ele é um peregrino. Precisa de apoio, porque:
(a) O caminho é escorregadio.
(b) Nossos pés constituem o perigo, bem como o caminho.
(c) Inimigos espertos buscam fazer-nos tropeçar.
(d) Às vezes a dificuldade não é causada pelo caminho, mas pela altura à qual Deus pode nos elevar.
(e) A oração é ainda mais necessária porque a maioria das pessoas não se conserva no prumo.
3. Duas bênçãos decorrem desse aprumar-se.
(a) Nós mesmos estaremos seguros, como exemplos, e como pilares da igreja.
(b) Seremos vigilantes e sensíveis: "Sempre estarei atento aos teus decretos". Sem isso nenhuma pessoa está segura (Sermão de Spurgeon: "Minha oração de hora em hora").

VERS. 117. Ampara-me tu.
1. O homem bom está amparado.
2. O homem bom deseja prosseguir, não ficar para trás.
3. O homem bom ora para ser mantido firme.
4. O homem bom sabe que o apoio divino é abundantemente suficiente (W. J.).
VERS. 117.
1. Dependência para o futuro: "Ampara-me".
2. Resolução para o futuro: "Estarei atento" (G. R.).

VERS. 118. Pecado e mentira: a ligação entre eles, o castigo e a cura.
VERS. 118.
1. Ouça o passo pisado e firme dos exércitos de Deus. Na natureza; providência; hostes angelicais do dia final.
2. As vítimas laceradas. Enganadores espertos especialmente detestáveis para Deus. Exemplos: Balaão, Faraó, Roma, o enganador das nações.
3. Os avisos para nós desse "Aceldama" ("Campo de Sangue"). Arrependa-se. Evite engano. Importe-se com os marcos de limites de Deus. Esconda-se em Cristo (W. B. H.).
VERS. 118. O castigo de Deus para os maus, embora terrivelmente severo, é justo e necessário.
1. É devido como sendo o merecido salário da iniqüidade.
2. É exigido pela posição de Deus como governador moral, e por seu caráter como justo.
3. É necessário para marcar o valor real da justiça e sua recompensa. Se os maus não são punidos, o valor total da justiça não pode aparecer.
4. Na natureza do caso, é absolutamente inevitável, exceto sob uma condição, a saber, a dádiva de arrependimento genuíno e santidade após a morte; que nenhum homem tem qualquer direito de esperar, nem Deus tem dado a menor sugestão de que a dará.
5. O inferno se acha no íntimo do pecado; e se os maus fossem levados ao céu, levariam o inferno para lá. O céu não fornece as coisas com as quais os maus se deleitam, mas têm abundância daquelas que eles não entendem e pelas quais nem têm simpatia (J. F.).
VERS. 118 (segunda cláusula). Os enganos dos maus são sempre mentiras.
1. O mundo que eles abraçam é uma Dalila falsa.
2. O prazer que apreciam é uma armadilha satânica.
3. Sua religiosidade formal é uma ilusão vã.
4. Seus conceitos de Deus são mentiras inventadas para si mesmos (J. F.).

VERS. 118-120. Salvos pelo medo.
1. A ira de Deus é revelada contra o pecado.
2. O juízo de Deus é executado sobre pecadores.
3. O temor de Deus é criado no coração (G. A. D.).

VERS. 119. Uma percepção clara da vontade divina, a melhor ajuda em nossa jornada terrestre. Ou seja, o que sou, onde estou, aonde vou, como devo chegar lá?
VERS. 119 (primeira cláusula). O estranho na terra.
1. Uma breve exposição. O texto quer dizer:
(a) Que o santo não é nascido da terra.
(b) Que o santo não é conhecido na terra.
(c) A porção do santo não é na terra.
(d) O santo é cercado de tristezas e tribulações na terra.
(e) O santo logo deixará a terra.
2. Uma breve aplicação.
(a) Não seja como o mundo.
(b) Esteja preparado para ser um sofredor na terra.
(c) Não se apoquente com o mundo.
(d) Corresponda com o lar.
(e) Valorize amor fraternal para com seus companheiros estrangeiros na terra.
(f) Apresse-se para o lar.
(g) Pressione outros a virem com você (em Sermão de Duncan Macgregor).
VERS. 119. A oração do forasteiro na terra.
1. Como ele veio a ser um forasteiro na terra. Ele nasceu de novo. Aprendeu os modos de seu lar estrangeiro. Falou a língua de sua Pátria, e por isso foi mal entendido e rejeitado na terra.
2. Como ansiava por tudo que parecia com seu lar! As regras da casa: "teus testemunhos". O ensino do lar. Especialmente a voz de seu Pai.
3. Como em sua solidão ele se consolava comunicando-se com seu Pai.
4. Você não gostaria de ser como um forasteiro? (C. A. D.).
VERS. 119. A aceitação do santo dos juízos de Deus (W. B. H.).
VERS. 119.
1. Comparação dos maus com escória.
2. Comparação de sua condenação com o botar fora da escória.
3. A admiração do santo pela justiça divina conforme vista na rejeição dos maus.
VERS. 119. Deus descartando os maus como escória.
1. Os juízos de Deus são um fogo que examina e separa.
2. O juízo final do grande dia completará o processo de separação.
3. O grande resultado será o metal verdadeiro e a escória, cada um separado para seu próprio lugar (J. F.).

VERS. 120. Os juízos de Deus causam nos justos:
1. Amor.
2. Pasmo.
3. Medo.
VERS. 120.
1. Descreva o caráter verdadeiro do temor.
(a) É o temor em reverência à autoridade e poder de Deus.
(b) É o medo do horror ao pecado como merecendo julgamento.
2. Mostre sua compatibilidade com o amor filial.
(a) Quanto mais amamos Deus mais firmemente cremos na certeza e terror de seus juízos.
(b) Quanto mais amamos Deus mais tememos despertar sua vara castigadora contra nós.
(c) O fato é que, se não amamos Deus, não teremos medo de que o pecado nos envolva em julgamento.
3. Louve-o.
(a) Porque prova um justo senso do merecimento do pecado.
(b) Porque mostra uma verdadeira apreciação da justiça de Deus.
(c) Porque não é um temor que tenha tormento, mas um temor que aumenta a vigilância, e caminha de mãos dadas com a perfeita confiança em dar graças.

VERS. 121-128. A oração do homem justo contra a injustiça. Da prisão da opressão ele apela a Deus para ser o seu fiador (Sl 119.121-122); verbaliza sua ansiedade cansada por livramento (Sl 119.123-125), aponta ao "tempo" (Sl 119.126); e professa seu amor supremo pela lei de Deus em contraste com o desprezo dos opressores por ela (Sl 119.127-128) (C. A. Davis).

VERS. 121-122. O apelo duplo.
1. Da integridade consciente: "Tenho vivido com justiça".
2. De deficiência consciente: "Garante o bem-estar do teu servo" (C. A. D.).

VERS. 122.
1. Garantia pedida.
2. O bem esperado.
3. A obrigação reconhecida: "teu servo".
VERS. 122 (primeira cláusula). Depois de explicar o sentido do salmista conforme mostrado no versículo anterior, esta sentença pode ser usada para um sermão sobre a Garantia de Cristo, por uma referência a Hb 7.22.
1. Uma Garantia pelo bem desejado - a necessidade profundamente sentida, embora talvez indefinida, de uma alma sobrecarregada de pecado.
(a) A mera declaração de um perdão gratuito da parte de Deus não é completamente acreditável para uma alma assim, nem, se pudesse ser acreditada, daria paz à consciência. Pois, por um lado, o perdão não poderia ser percebido como justo, nem como consistente com o necessário ódio do pecado, embora a consciência exija essa percepção; por outro lado, o mero perdão não mostra como a obrigação de um cumprimento perfeito da lei de Deus, como a justiça, pode ser satisfeita, contudo a consciência exige ver isso antes que possa se conscientizar da paz, como na experiência de Lutero.
(b) Ora, as Escrituras nos dizem que Deus "justifica os ímpios" e que sua "justiça" é declarada ao justificar os pecadores: Rm 3.25. Ele pode perdoar pecados com justiça. Ele pode tratar pecadores como pessoas justas, e mesmo assim ser justo, ser certo quando o faz. Como? Por uma Garantia. Portanto, uma Garantia é a necessidade real.
3. Uma Garantia existente. Jesus é a Garantia.
(a) Ele empreendeu carregar nossa obrigação, nossa dívida à penalidade da lei, e ele a cumpriu na morte. Assim, o perdão, embora misericórdia para nós, é um ato de justiça para Cristo.
(b) Ele assumiu nossa obrigação de uma perfeita obediência, e satisfez essa obrigação em seu cumprimento da lei, portanto para Deus tratar-nos como justos é nada mais que justo para Cristo.
(c) Deus mostrou sua satisfação com o ofício de Cristo, e com o trabalho dele, pela ressurreição e glorificação de Cristo. Por isso existe uma Garantia bem creditada e eficiente.
4. Uma garantia bem à mão.
(a) No evangelho, Cristo como garantia vem ao pecador tão verdadeiramente como se ele mesmo tivesse deixado seu trono e vindo em pessoa.
(b) Assim, ele está tão próximo que um pecador só tem que receber o evangelho no seu coração e ele recebe Cristo.
(c) Cristo recebido como garantia é a garantia para quem quer que o receba (J. F.).

VERS. 123. Expectativa santa - mantida por longo tempo, em perigo de cair; este fato apelava; havia razões para nunca renunciá-lo.

VERS. 124-125. O servo de Deus.
1. Fazendo a profissão: "Sou teu servo".
2. Fazendo confissão - de culpa, de embotamento e ignorância.
3. Fazendo petição - por misericórdia, entendimento e ensino (C. A. D.).

VERS. 124. Instrução celestial é uma grande misericórdia.
VERS. 124.
1. Sua confiança em misericórdia divina.
2. Sua submissão à autoridade divina.
3. Sua oração por ensino divino (G. R.).
VERS. 124. Uma oração perfeita.
1. Quanto à matéria dela.
(a) Aqui nada é supérfluo, não se pede riqueza, nem honras, nada que o mundano cobiça.
(b) Nada está faltando; "Trata o teu servo conforme o teu amor leal" compreende tudo o que a alma culpada precisa; "Ensina-me os teus decretos" compreende tudo pelo qual um santo precisa ansiar.
2. Quanto à maneira dela.
(a) É direta e definida.
(b) É simples e fervorosa.
(c) É reverente, mas ousada.
3. Quanto ao espírito dela.
(a) "Trata teu servo"; um sentido de obrigação; um sentimento de devoção; um espírito de consagração a trabalho santo.
(b) "Trata... conforme o teu amor leal", um sentimento de não ser digno, uma humildade apropriada, submissão à vontade divina quanto à forma que a misericórdia tomará; grande fé no amor leal, em sua liberalidade e suficiência.
(c) "Ensina-me os teus decretos". Anseio por santidade, um senso de ser ignorante, fraco, dependente de influência espiritual divina especial (J. F.).

VERS. 125.
1. Uma posição aceita.
2. Aptidão requerida.
3. Discernimento desejado.
VERS. 125.
1. Um reconhecimento alegre: "Sou teu servo".
2. Um desejo - servir com mais perfeição.
3. Uma necessidade reconhecida - Instrução divina no serviço santo.
4. Um pedido solicitado: "Sou teu servo", portanto "Ensina-me" (W. H. J. P.).

VERS. 126-128.
1. Um fato terrível: "Desrespeitaram tua lei": Sl 119.126.
2. Duas inferências benditas: "Eu amo... Por isso considero", "(Portanto) odeio": Sl 119.127-128.

VERS. 126. Eles invalidaram a lei, negando inspiração, exaltando tradição, com antinomianismo, ceticismo, indiferença.
VERS. 126.
1. Há ocasiões em que o pecado é especialmente ativo e dominante.
2. Tais tempos revelam a dependência da igreja de Deus.
3. Tais tempos despertam os desejos da igreja pela intervenção de Deus.
4. Tais tempos são aqueles em que Deus se levanta para pleitear sua própria causa (W. H. J. P.).
VERS. 126.
1. O trabalho antecipado - a vindicação da lei divina.
2. O trabalho postergado.
3. O trabalho executado: "Já é tempo" (G. R.).

VERS. 127. A investida do mundo sobre a verdade é uma razão para nós a amarmos.
VERS. 127.
1. O objeto do amor: "Os teus mandamentos".
2. O grau de amor: "mais do que o ouro".
3. A razão desse amor: "portanto", porque seu objetivo deve prevalecer por fim (G. R.).
VERS. 127. A vontade de Deus versus o ídolo de ouro.
1. Os mandamentos de Deus são melhores do que o ouro.
2. O amor por eles é proporcionalmente mais nobre.
3. A superioridade imensurável de caráter que produzem (W. B. H.).

VERS. 128 (primeira cláusula). Esta visão deve ser tomada de todos os preceitos divinos em sua relação:
1. Com Cristo.
2. Consigo.
3. Com o Mundo.
4. Com a Igreja.
5. Com o Céu (W. J.).
VERS. 128. A Bíblia está correta.
1. Sua ciência é correta.
2. Sua história é verdadeira.
3. Suas promessas são genuínas.
4. Sua moralidade é perfeita.
5. Suas doutrinas são divinas (W. J.).
VERS. 128. Aprenda quatro lições:
1. É bom quando homens maus não louvam a verdade que não podem amar.
2. É uma circunstância suspeita quando são encontrados falando bem de qualquer parte dela; é um beijo de Judas a fim de trair seus interesses.
3. Deve ser direito aceitar e amar aquilo a que os maus se opõem.
4. É sempre seguro estar em lado oposto ao deles (J. F.).

VERS. 129-136. A maravilha dos testemunhos de Deus (Sl 119.129), exemplificados como doadores de luz (Sl 119.130), como desejados com suspiros (Sl 119.131). Um apelo para o ordenar divino na palavra (Sl 119.132-135) quando outros a rejeitam (Sl 119.136) (C. A. Davis).
VERS. 129-136. Nesta divisão o salmista:
1. Louva a palavra de Deus.
2. Mostra seu afeto por ela.
3. Ora pela graça de guardá-la.
4. Chora por aqueles que não a guardam (Adam Clarke).

VERS. 129. A maravilhosa natureza da palavra é um motivo para obediência. Maravilhosamente pura, justa, equilibrada, elevadora. Tanto para nosso próprio bem, como para o bem da sociedade e para a glória divina.
VERS. 129.
1. O que é maravilhoso na palavra de Deus deve ser acreditado.
2. O que é acreditado deve ser obedecido (G. R.).
VERS. 129. Os teus testemunhos são maravilhosos.
1. Os fatos que eles registram são maravilhosos - tão maravilhosos que, se o livro que os registra fosse agora publicado pela primeira vez, não haveria limite para a avidez e a curiosidade com que seria procurado e examinado.
2. A moralidade que inculcam é maravilhosa.
3. Se da moralidade a pessoa se volta às doutrinas da Bíblia, a admiração mais aumenta do que diminui com o conteúdo deste livro singular.
4. Estes testemunhos são maravilhosos pelo estilo em que são escritos.
5. São maravilhosos pela sua preservação no mundo.
6. São maravilhosos pelos efeitos que têm produzido (Hugo Hughes, 1838).
VERS. 129. Os teus testemunhos são maravilhosos.
1. A lei cerimonial é maravilhosa, porque o mistério de nossa redenção pelo sangue de Cristo é apontado ali.
2. As profecias são maravilhosas: predizem coisas, humanamente falando, tão incertas, e em tão grande distância de tempo, com tanto acerto.
3. O decálogo é maravilhoso, contendo em muito poucas palavras todos os princípios de justiça e caridade.
4. Se formos ao Novo Testamento, aqui maravilhas se erguem sobre maravilhas! Tudo é de se admirar; mas o salmista não teria tido isso em vista (Adam Clarke).
VERS. 129 (primeira cláusula).
1. Olhemos cinco das maravilhas da Bíblia.
(a) Sua autoridade. Um prefácio para cada declaração: "Assim diz o Senhor".
(b) Sua luz.
(c) Seu poder - tem um poder convincente, despertador, atraente, doador de vida.
(d) Sua profundidade.
(e) Sua adaptação universal.
2. Indique três usos práticos.
(a) Estude a Bíblia diariamente.
(b) Ore para que o Espírito a grave em seu coração com pena de ferro.
(c) Pratique-a diariamente (D. Macgregor).
VERS. 129. Para quem e em que aspectos os testemunhos de Deus são maravilhosos?
1. Para quem? Para aqueles, e só aqueles, que através da graça conhecem, crêem e experienciam a verdade e poder deles para si.
2. Em que aspectos são maravilhosos, ou seja, surpreendentemente agradáveis, prazerosos e proveitosos (ver Sl 119.174):
(a) Em relação ao Autor e à origem deles, de quem são e de onde vêm?
(b) Em relação ao assunto deles, que eles contêm e revelam.
(c) Em relação à forma da linguagem em que são revelados e declarados.
(d) Em relação à profusão e à variedade deles, adequadas para cada caso.
(e) Em relação à utilidade deles, e o grande benefício e vantagem que se recebe deles.
(f) Em relação ao prazer e deleite que ele encontra neles (ver Sl 119.111).
(g) Em relação ao plano final, o intento, e o fim deles: a saber, vida eterna, salvação e glória (Samuel Medley, 1738-1799).

VERS. 130.
1. A luz essencial da palavra.
2. O alvorecer dela na alma.
3. O grande benefício do avançar de seu dia.
VERS. 130.
1. A fonte da luz divina para o homem: "Tuas palavras".
2. Sua força. Força entrada no coração.
3. Sua direção: "aos inexperientes".
4. Seu efeito: "dá discernimento".
VERS. 130. Um sermão de Sociedade Bíblica.
1. A evidência da história e de experiência pessoal de que a palavra de Deus tem comunicado a luz da civilização, a liberdade, a santidade.
2. Argumento tirado daqui para a continuação da difusão da palavra de Deus (G. A. D.).
VERS. 130. A virtude evidente em si mesma da Palavra de Deus.
1. Prove-a. "A explicação das tuas palavras ilumina". Se isso é verdade, a palavra de Deus é luz porque só luz pode dar luz. Mas a luz é evidente em si mesma; não precisa de nada para mostrar sua presença e seu valor senão ela mesma; por isso a palavra de Deus mostra sua própria verdade e divindade ao crente.
(a) Sua consciência o prova; em suas convicções de pecado; em sua paz através do sangue da expiação.
(b) Seu coração o prova; em seus eflúvios de amor para com Deus, Cristo, e a justiça revelada.
(c) Sua experiência em aflição e tentação o prova; no consolo e na força dada pela palavra.
2. Responda a uma objeção: "Se a Palavra de Deus fosse tão evidente em si mesma como a luz, então todo mundo a reconheceria como sendo verdade". Resposta: Não, porque a lei mantém como certa a experiência universal, que só a "entrada" de luz dá luz. A luz não pode entrar num homem cego.
(a) As Escrituras ensinam que os homens por natureza são cegos.
(b) Se todos os homens percebessem, apenas ao lerem e ouvirem a palavra, que ela era luz e verdade, por mais paradoxal que possa parecer, o mundo não seria verdade.
(c) Por isso a falta de reconhecimento universal não é objeção mas confirmação.
3. Mostre sua importância.
(a) O crente independe da autoridade da igreja para sua fé.
(b) Ele precisa examinar os livros de testemunho, sua fé é suficientemente válida então.
(c) Aquele que recebe a palavra em sua alma ficará satisfeito com a verdade e o valor.

VERS. 131. Suspirando por santidade. Uma fome rara; a evidência de muita graça e a garantia de glória.

VERS. 132.
1. Olhe.
2. Ame.
3. Uso e costume.
VERS. 132. Comunhão com os justos.
1. Alguns amam o nome de Deus.
2. Sua misericórdia é a fonte de toda a bondade que eles experimentam.
3. O Senhor sempre os tratou misericordiosamente.
4. Sua misericórdia para com eles deve incentivar-nos a pedir misericórdia para nós mesmos.
5. Devemos ser ansiosos por conseguir o amor fiel que lhes é especial.
6. Devemos ficar contentes se Deus trata conosco como sempre tratou seu povo (W. Jay).
VERS. 132. Uso e costume divino.
1. Deus costuma olhar por seu povo e ser misericordioso para com ele.
2. Nós tendemos a desejar tais tratamentos misericordiosos especial-mente em tempo de aflição.
3. Amor a Deus nos qualifica para aqueles olhares amorosos e tratamento misericordioso (C. A. D.).
VERS. 132. Repare.
1. A marca dos verdadeiros crentes: "Aqueles que amam o teu nome".
2. O costume de Deus de tratar com eles: "como sempre fazes aos que amam o teu nome".
3. A solicitude individual e sincera deles: "Volta-te para mim" (J. F.).

VERS. 133.
1. Uma vida santa não é nenhuma obra do acaso; é uma obra-prima de ordem - a ordem da conformidade com a regra prescrita; há ordem aritmética e geométrica; ordem proporcional; a ordem de relações; uma ordem de período: santidade, quanto à sua ordem, é oportuna, adequada.
2. A regra desta ordem: "conforme a tua palavra".
3. O diretor escolhido. Spurgeon pregou um sermão: "Uma vida bem-ordenada".
VERS. 133.
1. Ordem na vida exterior desejada.
2. Ordem conforme a idéia divina.
3. Ordem no governo interior.
VERS. 133.
1. Necessita-se de ajuda.
(a) Para evitar o pecado.
(b) Para ser santo.
2. Procura-se ajuda.
(a) Daqui de baixo: "tua palavra".
(b) Lá de cima: "dirige", e "não permitas" (G. R.).
VERS. 133. O domínio do pecado na alma.
1. Fervorosamente desaprovado.
(a) Percepção dos horrores de seu domínio.
(b) Reconhecimento do poder superior.
(c) Busca da exclusão completa.
2. Sabiamente combatido.
(a) Uso da prática bem como da oração.
(b) Cuidado levava a pequenos "passos".
3. Passos a serem governados por mando divino.
4. Sistema não confiável se é à parte de Deus (W. B. H.).
VERS. 133. Observe:
1. O caminho certo para os pés humanos: "Na tua palavra".
2. A ajuda necessária para controlar os passos: "Dirige os meus passos".
3. O poder pervertedor de um pecado dominador: "Não permitas" (J. F.).

VERS. 134. Que pecados podem ser produzidos por opressão. Que obediência deve vir daqueles que são libertados.
VERS. 134.
1. O percurso a ser seguido: "teus preceitos".
2. A oposição naquele percurso: "a opressão dos homens".
(a) Opiniões humanas.
(b) Exemplos humanos.
3. Amizades humanas inconvenientes.
4. Interesses.
5. Perseguições.
6. A resistência a essa oposição: "resgata-me... para que eu," (G. R.).
VERS. 134. Obstáculos removidos.
1. A influência impeditiva da perseguição.
2. A oração da pessoa perseguida.
3. A conduta de quem foi resgatado (Lc 1.74, 75) (G. A. D.).
VERS. 134.
1. Como alguns homens oprimem seus semelhantes. Pelas leis que fazem - como estadistas. Pelos livros que escrevem - como autores. Pela tirania que exercem - como mestres. Pela vida que vivem - como professores. Pelos sermões que fazem - como ministros!
2. Como a oração dos oprimidos pode ser respondida. Pelo dom de homens públicos sábios e bons. Pela aumento de literatura sadia. Pela conversão ou afastamento de mestres duros. Por um batismo do Espírito sobre a igreja (W. W.).

VERS. 135.
1. Uma posição especial: "teu servo".
2. Um prazer especial: "o teu rosto resplandecer".
3. Um privilégio especial: "ensina-me os teus decretos".
VERS. 135.
1. Deus na palavra: "Tua palavra".
2. Deus pela palavra: "Ensina-me".
3. Deus com a palavra: "Faze o teu rosto" (G. R.).
VERS. 135. Brilho do sol.
1. A luz em que melhor podemos aprender nossas lições - o favor de Deus visto no perdão, justificação, adoção, segurança.
2. As lições que devemos aprender na luz - a graça produz santidade (C. A. D.).
VERS. 135.
1. Uma rica promessa histórica (Nm 6.25). Sua sublime origem e associações.
2. A nova oração que nasceu dela.
(a) Olha para cima para ver a face Divina, a mesma em sua doçura majestosa que observou gerações decaírem desde que a palavra primeiro foi pronunciada.
(c) Pede para conhecer o seu brilho. A luz da paternidade.
3. A velha oração repetida: "Ensina-me os teus decretos". É a última vez no salmo.
(a) Nossa necessidade de ensinar - a mui repetida oração.
(b) A conexão íntima entre a obediência e o brilho da face de Deus (W. B. H.).

VERS. 136. Tristeza abundante por pecado abundante. Os pecados de outros homens são as tristezas do próprio santo. Ele pensa no bom Deus provocado, nos próprios pecadores aviltados, na morte deles e na perdição deles.
VERS. 136.
1. A ocasião de sua tristeza: "a tua lei não é obedecida".
2. Extensão de sua aflição: "rios". Veja exemplos em Jeremias, Esdras, Paulo e no próprio Cristo.
3. Efeito de sua aflição: Para avisar, ensinar, convidar e exortá-los - como em seus salmos (G. R.).
VERS. 136. Lágrimas sagradas.
1. O mundo pecando.
2. A igreja chorando.
3. Já é tempo do mundo começar a chorar por si mesmo (C. A. D.).
VERS. 136. Eu choro, devido
1. À desonra feita ao doador da lei.
2. Ao mal feito ao transgressor da lei.
3. Ao mal feito ao que respeita a lei.
"Àquele profeta real, que chorou tão copiosamente pelas suas próprias ofensas (Sl 6.6), ainda sobraram rios de lágrimas para chorar pelas ofensas de seu povo" (Sl 119.136) (Thomas Adams).
"Benedetti, um monge franciscano, autor do Stabat Mater, um dia foi encontrado em pranto, e quando indagado sobre a causa de suas lágrimas, ele exclamou: Choro porque o amor anda por aí sem ser amado" (W. H. J. P.).

VERS. 137-138. Contemplação solene.
1. A contemplação da exposição profunda e temível do caráter divino faz bem à alma.
2. Levará à convicção da justiça do caráter e administração de Deus.
3. Resultará em submissão leal (C. A. D.).

VERS. 137. Uma consideração da justiça divina. Ela convence-nos do pecado, reconcilia-nos a experimentar a providência, incentiva-nos a um desejo de imitar, acorda em nós uma reverente adoração.
VERS. 137. Deus é justo.
1. Em seus comandos.
2. Em suas ameaças.
3. Em seu castigo.
4. Em seus juízos.
5. Em suas promessas (G. R.).

VERS. 138. Muito fiel. Baseado numa aliança fiel, confirmado por promessas fiéis, realizada por um Redentor fiel, desfrutada até agora, digna de total confiança para o futuro. "Embora não creiamos, contudo ele permanece fiel".

VERS. 139. Zelo.
1. Consumindo a si mesmo.
2. Inflamado por aquilo que naturalmente o mataria.
3. Alimentado pelas palavras de Deus.
VERS. 139. Zelo.
1. Viçoso numa atmosfera que pouco promete.
2. Alcançando um crescimento surpreendente.
3. Realizando um trabalho abençoado - o consumir do "eu" (C. A. D.).
VERS. 139.
1. O objeto do zelo dele: "Tuas palavras".
2. A ocasião de zelo dele: "Meus inimigos".
3. O fervor de zelo dele: "Meu zelo me consome" (G. R.).

VERS. 140.
1. Um pecador despertado adorando a lei santa.
2. Um santo feliz da vida porque os puros amam os puros.
3. Um santo entre pecadores amando a lei tanto mais por seu contraste.
VERS. 140.
1. O ribeiro cristalino.
(a) Flui de debaixo do trono.
(b) Espelha o céu.
(c) Impoluto através das eras.
(d) Nutre santidade à medida que flui.
2. O peregrino encantado.
(a) Fica à sua margem.
(b) Encantado com suas profundezas lúcidas.
3. Contente com suas revelações espelhadas - de si, do céu, de Deus.
4. Lavado e refrescado pelas suas águas (W. B. H.).
VERS. 140.
1. A pureza da Palavra de Deus.
(a) Ele procede de uma fonte perfeitamente pura: "Tua palavra".
(b) Revela uma pureza que de outra forma seria desconhecida.
(c) Trata de assuntos impuros com absoluta pureza.
(d) Inculca a mais perfeita pureza.
(e) Produz tal pureza naqueles que são sujeitos ao seu poder.
2. O amor que sua pureza inspira em almas bondosas.
(a) Eles a amam porque, enquanto revela sua impureza natural, mostra-lhes como escapar dela.
(b) Eles a amam porque isso os amolda à sua própria pureza.
(c) Eles a amam porque para um coração puro a pureza da palavra é um de seus principais elogios.
3. As evidências desse amor à palavra pura.
(a) Desejo de possuí-la em sua pureza.
(b) Sujeição ao seu espírito e ensinos.
(c) Zelo pela sua honra e difusão (W. H. J. P.).

VERS. 141-144. Um canto tristonho e um refrão alegre. 1a estrofe: "Sou pequeno e desprezado". Refrão. A justiça eterna de Deus. 2a estrofe: "Tribulação e angústia me afligem". Refrão. A justiça eterna de Deus (C. A. D.).

VERS. 141. Aqui está:
1. Davi piedoso, contudo, pobre. Ele foi um homem segundo o coração do próprio Deus, e contudo, "pequeno e desprezado" em sua própria avaliação e na avaliação de muitos outros.
2. Davi pobre e, contudo piedoso, "pequeno e desprezado" por sua piedade severa e séria; contudo sua consciência pode testemunhar que ele "não esqueceu os preceitos de Deus" (M. Henry).
VERS. 141.
1. A fonte da pequenez do homem está em si mesmo.
2. A fonte de sua grandeza está na palavra Divina. Por isso, o maior filósofo é um homem pequeno comparado ao mais inculto cujo prazer está na lei de Deus e que medita (G. R.).
VERS. 141.
1. Um pequeno estudioso.
2. Um aprendiz veloz.
3. Um lembrete firme.
VERS. 141. Desconhecido, contudo bem conhecido.
1. A estimativa formada a respeito do crente pelo mundo.
2. A estimativa formada a respeito do crente por ele mesmo.
3. A profissão feita pelo crente a Deus.
4. Numa revisão, uma estimativa revisada do crente: 1Co 1.27; Tg 4.5 (C. A. D.).

VERS. 142. Justiça, imutabilidade e verdade combinadas na revelação de Deus.

VERS. 143. Emoções mistas.
VERS. 143.
1. A nuvem escura. Dificuldades.
2. O forro dela de prata. Contudo.
VERS. 143.
1. O santo lançado na prisão.
(a) Os carcereiros: "Tribulação e angústia".
(b) Seu proceder: "o seguram" e o prendem.
2. Cânticos durante a noite.
(a) Tema bendito: "teus mandamentos".
(b) Melodias extáticas: "prazer".
3. Deixe que os prisioneiros as ouçam.
(a) Dor retida, pecado retido, desespero retido.
(b) É material e melodia para abrir prisões (W. B. H.).
VERS. 143. Considere:
1. A excelência da palavra, pelo fato de oferecer deleite quando problemas e angústia oprimem.
2. A grande bondade de Deus em dispor sua palavra para o deleite em tal hora e sob tais circunstâncias.
3. A disposição do crente de recorrer à palavra para deleite, quando outros se entregam à aflição e ao desalento.
4. A situação bendita do crente, já que ele nunca precisa ficar sem alegria (J. F.).

VERS. 144. Justiça eterna revelada na palavra e produzindo vida eterna nos crentes.
VERS. 144.
1. Verdades eternas.
2. Vida eterna dependente delas.
3. Um brado que sai desses montes eternos (W. B. H.).
VERS. 144 (última cláusula).
1. Considere a oração em sua simplicidade.
(a) É certa para o pecador despertado.
(b) Para o cristão que está lutando contra a tentação.
(c) Para o crente sofredor.
(d) Para o trabalhador.
(e) Para mentes que aspiram, na igreja de Deus.
(f) Para santos, ao expirar.
2. A oração aberta mais plenamente.
(a) Aqui se confessa necessidade.
(b) A oração está evidentemente na base da livre graça: "Dá".
3. Exponha claramente o argumento na oração.
(a) A palavra de Deus, quando entendida na prática e experimentalmente, é um penhor de vida.
(b) A palavra de Deus é a "semente" incorruptível que vive e permanece para sempre.
(c) É o alimento da vida.
(d) É a própria flor e coroa e glória da vida verdadeira.
(e) É de justiça, é certa.
(f) É eterna (Sermão de Spurgeon: "Vivo").

VERS. 145-152. O clamor do crente. O clamor reiterado (Sl 119.145-148). Um apelo para ser ouvido (Sl 119.149). A proximidade do inimigo (Sl 119.150). Mas, em resposta ao clamor, Deus também está perto (Sl 119.151).

VERS. 145-148. O clamor.
1. De onde veio: do meu coração.
2. Para onde foi: para o Senhor.
3. Quando foi ouvido: ao amanhecer e ao escurecer.
4. O que buscava: ser ouvido, salvação.
5. O que prometeu: obediência.
6. Como foi sustentado: por esperança na palavra de Deus (C. A. D.).

VERS. 145, 146. As almas clamam.
1. A profundidade de onde o clamor subiu.
2. A altura que alcançou.
VERS. 145, 146. Oração como a de uma criança.
1. Em seu soar: "Clamei".
2. Em seu modo direto: "a ti".
3. Em sua explosão: "de todo o coração".
4. Em seus fortes tons: "Ouve-me", "salva-me".
5. Em sua promessa de comportamento melhor: "obedecerei os teus estatutos" (W. B. H.).

VERS. 145.
1. O modelo de oração: "Eu clamo de todo o coração".
2. O objetivo da oração: "Responde-me".
3. O acompanhamento da oração: "Obedecerei aos teus testemunhos".

VERS. 146.
1. Oração lembrada.
2. Oração continuada: "Salva-me".
3. Oração dando fruto: "Eu obedecerei aos teus estatutos".
VERS. 146. Salvação.
1. Um caminho promissor - oração: continue clamando.
2. O lugar apropriado para ele: "a ti"; não ao homem, não ao coração.
3. Uma visão sadia dela: "Guardar teus testemunhos". Não para escapar de inferno ou ganhar o céu, mas para agradar e amar a Deus (W. B. H.).

VERS. 147, 148.
1. Os Companheiros celestiais: a oração e a meditação. Inseparáveis. Ajudam-se mutuamente.
2. Suas estações prediletas: tempos de quietude, noite; a hora antes do amanhecer.
3. Seu volume e a lâmpada da noite: "Tua palavra"; "Esperança". Ou:
(a) Um grande pedido: "Tua bondade". Quem pode igualá-la? Quem pode medi-la? Quem pode estragá-la?
(b) Um suplicador insignificante: "minha voz". O que "minha voz" poderia dizer para estar à altura do ritmo de "tua bondade"? Pedir demais está fora de cogitação.
(c) Um defensor inteligente ("de acordo com teu juízo"); requerendo vida, tirada da boca de Deus. A bondade de Deus tem seu par na própria promessa de Deus (W. B. H.).

VERS. 147. Observe nisso a diligência de Davi.
1. Que foi uma oração pessoal, feita a Deus, em local reservado: "Eu clamo"; Eu a sós, contigo em secreto.
2. Que foi uma oração feita ao amanhecer: "Eu evitei que amanhecesse a manhã".
3. Que foi uma oração veemente e sincera, que foi expressa em clamor (T. Manton).
VERS. 147. Levantar cedo é recomendado.
1. Uma hora boa para a oração.
2. Para a leitura da palavra.
3. Para ceder às emoções excitadas por ela; "Esperei em tua palavra".

VERS. 148. Como é inesgotável a Bíblia (Sermão de Henry Melvill, 1850).
VERS. 148. Meditação. Hora apropriada e assunto frutuoso.
VERS. 148. Meditar na palavra bem vale a abnegação e cuidado da parte do cristão.
1. Sem meditação, ler é um desperdício de tempo e uma indignidade oferecida à palavra.
2. A meditação com oração, mas não oração sem meditação, descobrirá o sentido da palavra, quando todo outro meio falha, e tem esta vantagem, que o sentido se deposita fundo na mente.
3. A meditação extrai doçura das promessas, e nutrimento da verdade toda.
4. A meditação produz um mestre sábio e um obreiro eficiente de alguém que tem pouca habilidade natural ou saber.
5. A meditação sujeita a alma ao poder santificador da palavra.
6. A meditação é um convite para o Espírito Santo abençoar a alma, pois ele está intimamente associado com a verdade, e se deleita em ver a verdade honrada.

VERS. 149. Oração - ouvir o resultado de amor; oração - responder governado por sabedoria.
VERS. 149. Vivificação.
1. Uma oração de necessidade inquestionável: "vivifica-me".
2. Pedidos gêmeos de poder irresistível: "tua bondade"; "teu juízo" (C. A. D.).
VERS. 149. Duas vezes de "conforme".
1. O "conforme", em que um crente espera ser ouvido por Deus: "Ouve minha voz conforme o teu amor leal".
(a) O crente está bem apercebido de que ele mesmo é indigno, e das imperfeições de suas orações, portanto quer que Deus o aceite e as interprete pela lei de sua própria bondade.
(b) Não espera em vão; a bondade de Deus passa por cima das imperfeições, e preenche as omissões.
(c) Que coisa bendita! Enquanto o Espírito Santo ajuda as nossas enfermidades, os gemidos inexprimíveis são lidos em seu verdadeiro sentido pelo divino amor leal!
2. O "conforme" ao qual ele espera ser respondido por Deus. "Vivifica-me conforme o teu juízo". "Juízo" aqui pode significar a palavra revelada. Então:
(a) Ele espera ser respondido certamente.
(b) Ele espera ser respondido sabiamente.
(c) Ele espera ser respondido plenamente, como requerem todas as suas necessidades.
(d) Ele espera que cada resposta vivifique a vida espiritual, tornando-o santo (J. F.).

VERS. 150-151. Contra os perpetradores de danos.
1. Eles chegam tão perto quanto podem, para nos prejudicar.
2. Eles se afastam do direito para conseguir mais liberdade para nos prejudicar.
3. O Senhor está mais perto do que eles.
4. A verdade de Deus é nosso escudo e espada.
VERS. 150-151. Inimigos perto: o Amigo mais perto.
1. O crente avistando com alarme a vinda de seus perseguidores: "Aproximam-se".
2. O crente confortado recordando a presença de seu amigo: "Tu, porém, Senhor, estás perto", Gn 15.1; 2Re 6.14-17 (C. A. D.).
VERS. 150-151. Duas hostes que nos cercam.
1. A hoste do mal. PERTO:
(a) Demônios, homens ímpios, inimigos espirituais do mundo e do coração.
(b) O mal na sua frente.
(c) A lei e a verdade ficaram muito para trás.
(d) Procurando estreitar suas posições.
(e) Assim todos os santos são atacados.
2. A hoste de Deus: MAIS PERTO - Jeová, seus anjos, e batalhões de verdades santas e imortais: "Tu e todos os teus mandamentos".
(a) Entrincheirados na razão: "são verdadeiros".
(b) Acampados no pavilhão do coração: "perto".
(c) Formando fileiras fortes dentro daquelas do inimigo (W. B. H.).

VERS. 150. Considere:
1. Se a descrição dada aqui não se aplica, mais ou menos, a todos os que não crêem em Cristo: "Aproximam-se com más intenções".
(a) Alguns homens sem dúvida vêm com más intenções de propósito; eles se fazem os tentadores de outros, e têm prazer nisso.
(b) Outros, que não têm prazer nisso, não conseguem, contudo escapar do mau efeito de seu exemplo.
(c) A própria moralidade de muitos incrédulos os torna capaz de transmitir a influência perniciosa de sua incredulidade onde os imoralmente maus não conseguem entrar.
(d) Mesmo os que freqüentam regularmente a igreja podem pela sua indecisão influenciar outros a demorar.
2. A posição perigosa de todos a quem a descrição, em qualquer medida, pertence: "Estão distantes da tua lei".
(a) São assim, por serem incrédulos; porque "este é o mandamento dele, que nós creiamos".
(b) São assim, em serem causa de mal para outros; pois somos ordenados a amar e fazer o bem.
(c) Estar distante da lei de Deus é estar perto da justa ira de Deus.
(d) Pelo bem dos outros, bem como seu próprio, os homens devem crer em Cristo e através da fé se tornarem santificados (J. F.).

VERS. 151 (última cláusula). Os mandamentos do Senhor são verdadeiros em princípio; conduzem à vida verdadeira, se obedecidos; eles realmente recompensam os obedientes, nunca levam à mentira, nem causam ilusões.

VERS. 152. Conhecimento da palavra.
1. É bom conhecê-la como a palavra do próprio Deus.
2. Como fundada em verdade.
3. Como fundada para sempre.
4. Quanto mais cedo sabemos disso tanto melhor.

VERS. 153-160. A consideração divina buscada: "Olha para o meu sofrimento" (Sl 119-153), minha causa (Sl 119.154), por amor de tua compaixão, tuas leis (Sl 119.156). Considere meus perseguidores (Sl 119.157-158), e meu amor por tuas ordenanças (Sl 119.160) e aja de acordo.

VERS. 153-159. Considere, Senhor: "Olha para meu sofrimento" (Sl 119.153), "Vê como amo teus preceitos" (Sl 119.159). Considere meus perseguidores (Sl 119.157-158), e meu amor... Os dois lados: os assuntos, as orações, os argumentos.

VERS. 153-154. Aqui:
1. Davi ora por socorro na aflição. "Alguém está sofrendo? Que ele ore" (Tg 5.13); que ele ore como Davi ora aqui.
(a) Ele tem o olho atento à compaixão de Deus, e ora: "Olha para o meu sofrimento"; leva-o em tua consideração, e todas as circunstâncias, e não fique parado como quem é indiferente. Deus nunca é desatento às aflições de seu povo, mas ele quer que nós "relembremos a ele o passado" (Is 43.26) para apresentar a ele a nossa causa, e então deixá-la à sua consideração compassiva para fazer nela como ele em sua sabedoria achar que convém, em seu próprio tempo e modo.
(b) Ele tem o olho atento ao poder de Deus, e ora "Livra-me", e novamente "Preserva-me". Considere os meus sofrimentos e tire-me deles. Deus prometeu livramento (Sl 58.11), e podemos pedir isto com submissão à sua vontade, e com respeito à sua glória, para que melhor o possamos servir.
(c) Ele tem o olho atento à justiça de Deus, e ora, "Defende a minha causa": sê meu patrono e advogado, e aceita-me como teu cliente. Davi tinha uma causa justa, mas seus adversários eram muitos e poderosos, e ele corria o risco de ser atropelado por eles: portanto implora a Deus que ponha a limpo sua integridade, e silencie suas falsas acusações. Se Deus não defender a causa de seu povo, quem o fará? Ele é justo, e estes se entregam a ele, e então ele o fará, efetivamente: Is 51.22; Jr 1.34.
(d) Ele tem o olho atento à graça de Deus, e ora: "Vivifica-me" (ARA). Eu sou fraco, e incapaz de suportar meus problemas; meu espírito é sujeito a desfalecer e afundar: Oh, que tu me avives e consoles, até que o livramento seja completo!
2. Ele pleiteia sua dependência da palavra de Deus, e seu zelo por sua conduta. "Resgata-me e preserva a minha vida conforme as tuas leis". Quanto mais nos apegamos à palavra de Deus, tanto para nosso governo como para nosso apoio, mais segurança podemos ter de livramento no devido tempo (M. Henry).

VERS. 153. A oração da pessoa doente.
1 . O remédio lembrado.
2. O médico chamado.
3. O médico considerando o caso.
4. A cura (C. A. D.).
VERS. 153.
1. Senhor, não esqueça a minha tristeza.
2. Eu não esqueço a tua lei.

VERS. 155.
1. Uma distância terrível.
2. Uma distância que nunca diminui pela busca.
3. Uma distância aumentada por pecar.
VERS. 155.
1. Quando a salvação está longe.
2. Quando ela está perto.
OU
1. Quando a palavra está longe, a salvação está longe.
2. Quando a palavra está perto, a salvação está perto (G. R.).
VERS. 155. Como evitar a salvação.
1. A salvação é inseparável da conformidade à lei de Deus: Lc 18.5; Lc 5.25-28; Mt. 19.17.
2. A salvação é trazida para violadores, pelo Doador da Lei condescender em se tornar o guardador da Lei e a vítima da Lei. A salvação é evitada por aqueles que se recusam a se conformarem à lei eterna ou vontade de Deus. Eles mesmos perecem: seu próprio pecado os pune: a necessidade os pune (C. A. D.).
VERS. 155. Um silogismo sobre a salvação.
1. A salvação e a obediência vão juntas.
(a) Elas têm um centro em comum - Deus, seu braço e seus lábios.
(b) Um relacionamento mútuo: somos salvos pela obediência. Obedecendo, nós estamos sendo salvos. Sem obediência não há salvação.
(c) Um objetivo idêntico - nosso bem e a glória de Deus.
(d) Obediência e salvação são inseparáveis para sempre.
2. Os ímpios estão longe da obediência.
(a) As ordens são evitadas.
(b) A submissão é excluída.
3. Portanto estão longe da salvação. Não aceitam uma coisa; não podem ter a outra (W. B. H.).

VERS. 156.
1. Uma grande necessidade.
2. Colocada diante de um grande Senhor.
3. Grandes favores solicitados.
4. Uma grande misericórdia buscada: "preserva a minha vida" (ou "vivifica-me", KJV).
VERS. 156. Justo e o Vivificador.
1. A vida espiritual é o presente da misericórdia de Deus.
2. Sua continuação depende do exercício do poder de Deus.
3. Portanto podemos pedir vivificação na base da justiça de Deus (C. A. D.).
VERS. 156. O santo.
1. Perdido em adoração.
(a) Das ternas misericórdias de Deus.
(b) Ele exclama ao ver sua grandeza. São tão numerosas! Muito ternas. Grandiosas e ternas (primorosa combinação!).
2. Cheio de animação. Filho de sua admiração.
(a) A oração que vai como flecha: "Aviva-me:" Para ser igual, para ser fiel a um Deus assim.
(b) O arco na mão (da qual sai a flecha): "de acordo com os teus juízos" (W. B. H.).
VERS. 156.
1. A ternura da grandeza de Deus.
2. A grandeza da ternura de Deus.
3. O estímulo à vida encontrado na sua grande e terna presença.

VERS. 157.
1. Uma palavra de multiplicidade: "Muitos".
2. Uma tendência de temor, isto é, uma tendência a entrar em declínio.
3. Uma nota de consolação: "mas eu não me desvio dos teus estatutos".

VERS. 158. Visão penosa.
1. Transgressores além dos limites de Deus.
2. Limites tão bondosamente colocados: "tua palavra".
3. Transgressões tão levianamente ingratas, tão terrivelmente perigosas, tão fatais.
VERS. 158. Tristeza por pecadores.
1. Uma visão que não podemos deixar de ver.
2. Uma tristeza que não devemos evitar de sentir. (Ver Ló em 2Pe 2.7, 8. Moisés: Dt 9.18, 19. Samuel: 1Sm 15.11 Jr 9.1. Paulo: Fl 3.18. Cristo: Lc 19.41).
3. Um motivo que não podemos evitar de endossar.
VERS. 158. Um homem justo não pode deixar de se entristecer com os pecados dos infiéis. Ele vê neles:
1. A violação da lei divina que ele ama.
2. Rebelião ingrata contra o Deus que ele adora.
3. Desprezo pelo evangelho da salvação e o sangue de Cristo.
4. O domínio de Satanás, o inimigo de seu Deus.
5. A degradação de almas que poderiam ter sido templos sagrados.
6. Sinais proféticos de uma retribuição terrível, eterna (J. F.).

VERS. 159.
1. Seu próprio amor confessado.
2. O amor de Deus suplicado.
3. Vida renovada implorada.
VERS. 159.
1. Atenção chamada: "Vê como".
2. Profissão de fé feita: "Amo os teus preceitos".
3. Petição oferecida: "Dá-me vida".
4. Solicitação sugerida: "conforme o teu" (G. R.).
VERS. 159. Meu amor e teu amor leal. O amor do santo.
1. Confessado: "Tu sabes todas as coisas".
2. Submetido. Em humilde insistência na sua sinceridade. Sentindo sua insuficiência. Em oração a Deus para que não deixe de vê-lo.
3. Perdido de vista na repentina glória do amor leal de Deus. Onde está meu amor agora?
4. Recuperado e trazido humildemente para ser avivado. Senhor, eu nada mais direi sobre isso: "Dá-me vida" (W. B. H.).
VERS. 159. Dá-me vida, por amor do amor.
1. Uma prece por vida avivada.
2. Despertada por amor ao governo divino da vida.
3. Reforçada pelo rogo daquele amor.
4. Dirigida ao Deus de amor (C. A. D.).
VERS. 159. Considere:
1. A santa insatisfação do crente: "Dá-me vida, vivifica-me".
(a) Uma oração que ocorre freqüentemente no salmo, e sempre impulsionada com grande sinceridade.
(b) Sua importunação prova ter ele posse de vida espiritual; de fato, ninguém a não ser os vivos anseiam por vivificação.
(c) Os mais sinceros sentem mais intensamente o pecado que está em seu interior e apreciam mais a santificação completa.
(d) Por isso, esta seja talvez a única insatisfação que é perfeitamente pura no seu caráter.
2. O atributo Divino seguro ao qual ele pode apelar: "Conforme o teu amor leal".
(a) Um atributo, não só dado a conhecer na palavra, mas tornado manifesto a nós em nossa experiência do trato bondoso dele para conosco.
(b) Um atributo que cobre o pecado, e que é tocado por compaixão pelas nossas enfermidades.
(c) Um atributo que deve ser afetado com o clamor por graça avivada.
3. A consideração que ele deve ser capaz de colocar perante Deus: "Vê como amo os teus preceitos".
(a) Porque é da palavra que ele soube do amor leal, e através dela que recebeu vida.
(b) Sem isso a oração não pode ser genuína.
(c) É boa razão para se esperar mais graça, pois "a quem tiver, mais lhe será dado" (Lc 8.18) (J. F.).

VERS. 160.
1. Cedo: "As tuas palavras são em tudo verdadeiras desde o princípio" (KJV, ARA).
2. Tarde: "São eternas". Ou, verdade e imutabilidade são o Jaquim e Boaz do crente (ver 2Cr 3.17).

VERS. 162.
1. O tesouro escondia: "grandes despojos" ocultos na palavra divina.
2. O tesouro encontrado: "como alguém que encontra" (G. R.).
(a) Por leitura.
(b) Por meditação.
(c) Por oração.
3. O tesouro apreciado: "Eu me regozijo" (G. R.).
VERS. 162. Esta alegria grande com a palavra de Deus ele compara à alegria do guerreiro quando encontra grandes despojos.
1. Esta grande alegria é por vezes despertada por haver uma palavra de Deus.
(a) As Escrituras são uma revelação de Deus.
(b) O guia de nossa vida.
(c) Uma garantia segura de misericórdia.
(d) O começo de comunhão com Deus.
(e) O instrumento de utilidade.
2. Freqüentemente, a alegria do crente na palavra surge por ele ter tido de lutar para obter uma compreensão dela.
(a) Tivemos que lutar contra certas doutrinas antes de termos realmente chegado a elas.
(b) O mesmo pode ser dito das promessas.
(c) Dos preceitos.
(d) Das ameaças.
(e) Mesmo da palavra que revela Cristo.
3. Por vezes a alegria do crente está em ter prazer na palavra de Deus sem nenhuma luta sequer: "Alguém que encontra".
4. Há alegria advinda do próprio fato de poder a Escritura Santa ser considerada um despojo.
(a) Um despojo é o fim da incerteza.
(b) É o enfraquecimento do adversário para quaisquer ataques futuros.
(c) Dá uma sensação de vitória.
(d) Há, em repartir o despojo, proveito, prazer e honra.
(e) Despojar o inimigo é profecia de descanso (Título de sermão de Spurgeon: "Grande Despojo").

VERS. 163. Pólos opostos do caráter cristão. 1. Por que eu detesto a mentira? Porque vem do diabo (Pr 8.44; At 5.3); leva ao diabo (Ap 11.8, 22.15); é vil, perigosa, degradante (Pr 19.5, 1Tm 4.2, 2Tm 3.13); é odiada pelo Senhor (Pv 6.16, 17, 7.22).
2. Por que amo a lei? Porque emana de Deus; é o reflexo de seu caráter; é o ideal de meu caráter.
3. Como cheguei assim a odiar e amá-la? Pela graça de Deus: v. 29 (G. A. D.).
VERS. 163.
1. Coisas opostas.
2. Sentimentos opostos.

VERS. 164. Louvor dado. Freqüentemente, declaradamente, de todo o coração, inteligentemente.
VERS. 164. Louvor perpétuo.
1. Louvor verdadeiro é sempre justificado.
2. Louvor verdadeiro é sempre bem-vindo.
3. Louvor verdadeiro nunca se cansa (C. A. D.).
VERS. 164.
1. Alguns nunca te louvam; mas, "sete vezes por dia"; pois eu me alegro em fazer isso. "Tuas justas ordenanças" são um terror para eles, uma alegria para mim.
2. Alguns te louvam fraca e friamente, enquanto "sete vezes". Minha devoção cálida precisa expressar-se em louvor com freqüência.
3. Alguns estão contentes com louvar-te ocasionalmente, mas "sete vezes". Eles acham que é suficiente começar e terminar o dia com louvor, enquanto que durante todo o dia eu estou no espírito de louvor.
4. Alguns logo param de louvar-te, mas "sete vezes". Não só sete vezes, mas "até sete vezes sete". Até mesmo sem parar, eu te louvarei (W. H. J. P.).

VERS. 165.
1. Grande amor a uma grande lei.
2. Grande paz sob grande inquietude.
3. Grande sustentação diante de tropeços.
VERS. 165. Perfeita paz.
1. A lei de Deus deve ser vista com amor.
2. O amor pela lei produz grande paz. Paz com Deus através do sangue de reconciliação; paz consigo mesmo por uma boa consciência e supressão de desejos maus; paz com os homens pela caridade.
3. A paz que surge de amor à lei é uma segurança contra o tropeço: "nada há que os faça tropeçar"; nem a cruz de cada dia (Mc 5.21, 22), nem a provação ardente (Mc 4.7); nem a doutrina ardente (Jo 6.60, 66) (C. A. D.).
VERS. 165.
1. Os personagens descritos - "Os que amam a tua lei".
2. A bênção que desfrutam: "grande paz".
3. Os males a que escapam: "nada há que os faça tropeçar" (G. R.).
VERS. 165. A paz e seguridade dos piedosos.
1. Sua paz. Ela vem de:
(a) Estar livre de uma consciência acusadora.
(b) Conformidade às exigências da lei.
(c) Prazer dos privilégios revelados na lei.
(d) Certeza de aprovação e bênção divinas.
2. Sua segurança:
(a) Estão preparados para toda obrigação.
(b) Estão à prova de toda tentação.
(c) Estão comprometidos com perseverança final.
(d) Têm a promessa de divina proteção (W. H. J. P.).
VERS. 165.
1. Um título honroso: "Aqueles que amam a tua lei".
2. Uma posse boa: "Desfrutam paz".
3. Uma imunidade bendita: "Nada os fará tropeçar" (J. F.).

VERS. 166.
1. Uma esperança que não se envergonha.
2. Uma vida que não é envergonhada.
3. Um Deus de quem ele não se envergonha.
VERS. 166. Uma boa esperança através da graça.
1. Salvação é dádiva de Deus: "a tua salvação".
2. É apreendida por esperança: "Aguardo".
3. É acompanhada por obediência: "e pratico os teus mandamentos" (Hb 6.9) (C. A. D.).

VERS. 167. Passado e presente.
VERS. 167.
1. Quanto mais obedecermos os testemunhos de Deus mais os amaremos.
2. Quanto mais os amarmos, mais os obedeceremos (G. R.).
VERS. 167.
1. As jóias: "Teus testemunhos".
(a) Raras; nada as iguala.
(b) Ricas; ultrapassam avaliação.
(c) Embelezam os que as usam.
(d) Brilham com esplendor interno e essencial, na escuridão deste mundo.
(e) Reconhecendo na verdade as velhas superstições sobre pedras preciosas terem virtudes medicinais e mágicas.
2. O armário: "Minha alma".
(a) Feita exatamente para receber as jóias.
(b) Uma maravilhosa peça artesanal de obra divina, mas toda estragada e manchada se não for aplicada ao uso designado.
(c) O único receptáculo do qual podem brilhar a beleza genuína dos testemunhos de Deus de tal maneira que possam excitar a admiração de quem os contempla.
3. A fechadura que os guarda bem seguros: "Amo-os infinitamente".
(a) Amor é a mais forte segurança no universo.
(b) É necessária, pois dez mil ladrões rondam para roubar-nos o tesouro.
(c) Um amor "infinito" tem patente celestial; nenhuma engenhosidade arromba o trinco; é à prova de incêndio e ladrão contra o próprio inferno (J. F.).

VERS. 168.
1. A reivindicação da palavra de Deus sobre nossa mais estrita obediência. "Obedeço a todos os teus preceitos e testemunhos". Ele não quer dizer que os guardou com perfeição; pois isso seria contradizer outras expressões no salmo. Ele quer dizer que os guardou com sinceridade e procurou guardá-los perfeitamente, como alguém que reconhecia seus direitos sobre ele.
(a) A palavra toda é divina: autoridade igual está presente em cada preceito; nenhuma distinção deve ser feita de maior ou menor obrigação.
(b) A palavra toda é pura e reta; conveniência, ou adaptar a medida e o modo da obediência ao nosso propósito, é um princípio falso; para ser cuidadosamente distinguido de recurso oportuno justo, que é o privar-se de um direito pessoal em consideração do benefício de outrem.
(c) O código moral da palavra é uma unidade; obediência é como uma cadeia ligada; um defeito proposital em um elo torna toda ela inútil.
2. Ter consciência ajuda muito a obediência: "Pois todos os meus caminhos estão diante de ti".
(a) "Estão diante de ti", como plenamente visto por ti.
(b) "Estão diante de ti", constantemente observados.
(c) "Estão diante de ti"; deliberadamente colocados diante de ti por mim, para que possam ser corrigidos e dirigidos (J. F.).
VERS. 168. Conheces todos os meus caminhos.
1. A felicidade do santo.
2. A aflição do pecador (W. W.).
VERS. 168 (segunda cláusula).
1. Necessariamente assim: pois tu és o onisciente Deus: Sl 134.3.
2. Voluntariamente assim: porque escolho andar sob tuas vistas. Ver Sl 16.9.
3. Consciente e felizmente assim. Pois a luz da tua face me inspira e alegra. Ver Sl 89.15 (W. H. J. P.).
VERS. 168 (segunda cláusula). Vivendo à vista de Deus. Realmente o caso com todos; por intenção no caso dos piedosos; felizmente no caso dos favorecidos; preeminentemente no caso daqueles que permanecem em comunhão.
VERS. 168.
1. Os ensinos práticos e doutrinários de Deus diante de nós.
2. Todos os nossos caminhos diante dele.
3. A sorte de conduta que essas duas causas irão produzir.

VERS. 169-176. O clamor final. Pedindo audiência para si, o salmista suplica por entendimento e livramento (vv. 169, 170); levanta a voz para louvar a Deus (v. 171), e para falar de Deus (v. 172), e clama por ajuda (v. 173), salvação (v. 174), vida (vv. 175 e 176).

VERS. 169-170.
1. A dignidade singular da oração. Estamos na terra, mas nossas orações passam pelos serafins e "chegam à presença de Deus".
2. O poderoso direito da oração - para insistir com Deus na sua própria palavra: "conforme a tua promessa".
3. As possibilidades triunfantes da oração. Abençoando-nos em mente e situação. Para o tempo e a eternidade. "Dá-me entendimento". "Livra-me".
4. A licença admirável dada à oração. Para dobrar e reiterar seus pedidos (como aqui) (W. B. H.).

VERS. 169.
1. Admissão à corte real.
2. Instruções vindas do trono real.
3. Confiança na palavra real.

VERS. 170-174. O litigante: Sl 119.170. O cantor: Sl 119.171. O pregador: Sl 119.172. O trabalhador: Sl 119.173. O que aguarda: Sl 119.174.

VERS. 170.
1. Procura-se acesso.
2. Pede-se resposta.
3. Usa-se argumento.

VERS. 171. Ensinado, ensinado a louvar; louvando; louvando por ter sido ensinado.
VERS. 171. Aprender a cantar aprendendo a obedecer.
VERS. 171. O estudioso feliz.
1. Alegra-se pela lição que aprendeu.
2. Pelo mestre que o ensinou.
3. Anseia pelo fim da lição como sendo a hora de cantar todo seu canto (C. A. D.).
VERS. 171. Lições sobre o Louvor.
1. É trabalho de santos.
2. É trabalho sacro, não para ser feito com pressa.
3. É preciso ter cantores instruídos pelo Espírito (W. B. H.).

VERS. 172.
1. O orador, "Minha língua cantará a tua palavra".
2. Seu tema escolhido: "da tua palavra".
3. Seu impulso interior: "pois todos os teus mandamentos são justos".
VERS. 172. Palavras prazerosas.
1. Uma decisão que todos os crentes devem fazer.
2. A qualificação que todo crente deve procurar (Sl 45.1; Mt 7. 24, 25).
3. A construção que os crentes fariam sobre a rocha.

VERS. 173.
1. "Tenho o desejo de fazer o que é bom,
2. Mas não consigo realizá-lo" (Rm 7.18).
3. "Ajuda, Senhor".
VERS. 173.
1. Ajuda solicitada para guardar os preceitos divinos.
2. Ajuda procurada: "Com tua mão vem ajudar-me". Não devemos escolher nada nem fazer nada sem que possamos pedir ajuda de Deus (G. N.).
VERS. 173.
1. A mão de Deus.
(a) Seu calor segura (Jo 5.29).
(b) Sua abundância de conteúdo (Sl 104.28).
(c) Seu golpe duro (Sl 39.10).
(d) Seu peso (1Sm 5.11).
(e) Seu alcance salvador (Is 54.1)
(f) Sua sombra é doce (Is 49:2).
2. O santo o puxa pela manga: "Com tua mão vem ajudar-me".
(a) Sua humilde representação.
(b) Trazer a mão de Deus para o seu lado (W. B. H.).
VERS. 173. Com tua mão vem ajudar-me.
1. Tua mão reconciliadora: "estendida".
2. Tua mão consoladora, como a que tocou Daniel e João.
3. Tua mão fornecedora. "Tu abriste a tua mão".
4. Tua mão protetora: "Todos os seus santos estão em tua mão" (Dt 33.3). Grande Pastor das ovelhas".
5. Tua mão sustentadora: "Tua mão direita me guiará e me susterá" (Sl 139.10).
6. Tua mão governadora: "Todos os meus tempos estão na tua mão".
7. Tua mão de disciplina: "Tua mão esteve pesada sobre mim".
8. Tua mão que faz prosperar: "A mão do Senhor esteve com" (W. J.).

VERS. 174.
1. As saudades de Jacó.
2. A escolha de Moisés.
VERS. 174. O servo de Deus bebendo da fonte da salvação, mas não saciado.
1. Anseio cedendo a prazer.
(a) Ante a salvação de Deus.
(b) Pelo rico inventário da Escritura.
2. Prazer produzindo mais anseios.
(a) Por descobertas mais profundas na palavra.
(b) Experiências mais ricas na vida.
(c) A consumação - no céu (W. B. H.).
VERS. 174.
1. Suspiros pelo céu. Santidade, felicidade, Deus.
2. Sorver os goles pelo caminho. A palavra de Deus, a vontade de Deus, o serviço de Deus, o Deus em tudo (W. B. H.).
VERS. 174. Anseio pela tua salvação. Tua santa salvação. Tua plena salvação. Tua salvação livre. Tua salvação presente. Tua salvação permanente (W. J.).
VERS. 174. Anseio. Esta ânsia surge:
1. De um dolorosa consciência da necessidade de salvação.
2. Da percepção das glórias da salvação de Deus.
3. Das promessas que dão certeza da possibilidade de conseguir esta salvação.
4. Das graciosas instigações do Espírito Santo (W. H. J. P.).

VERS. 175.
1. A vida mais nobre.
2. A mais alta ocupação.
3. Ambas dependentes do mais alto auxílio.
VERS. 175. Louvor.
1. O mais nobre emprego da vida - louvar a Deus.
2. A mais nobre apresentação do louvor - a vida santa.
3. A mais nobre aplicação dos juízos divinos - para inspirar o louvor.

VERS. 176.
1. Minha confissão: "Andei vagando".
2. Minha profissão: "teu servo".
3. Minha súplica: "Busca teu servo".
4. Meu pedido: "Pois não me esqueci" (G. R.).
VERS. 176. O último versículo como tal. A cadência final em tom menor.
1. Os mais altos vôos de devoção humana precisam terminar em confissão de pecado: "Andei vagando como ovelha perdida".
2. As mais sinceras profissões de fidelidade humana precisam dar lugar ao reconhecimento de desamparo. "Busca teu servo".
3. As mais sinceras declarações humanas de amor à lei de Deus precisam descer ao reconhecimento lamentoso de que só não esquecemos dela (C. A. D.).

SALMO 120


De repente deixamos o continente do vasto Salmo 119 pelas ilhas e ilhotas das "canções dos degraus". É louvável empenhar-se em devoção longa em uma ocasião especial, mas não se deve dar menos atenção aos sagrados atos breves que santificam a vida piedosa no dia-a-dia. Aquele que inspirou o salmo mais longo foi também o autor das composições curtas que o seguem.

TÍTULO
UM CÂNTICO DE PEREGRINAÇÃO dos degraus. Já dedicamos bastante espaço à consideração deste título em sua aplicação a este salmo e às quatorze composições que o seguem. Estes nos parecem ser Salmos de Peregrinos, mas não temos certeza de que foram sempre cantados em grupo, pois muitos deles estão na primeira pessoa do singular. Sem dúvida havia peregrinos solitários bem como tropas que iam à casa de Deus em grupo, e existiam hinos parar esses solitários.

ASSUNTO
Certo autor supõe que este hino foi cantado por um israelita ao deixar sua casa para ir a Jerusalém. Ele imagina que o bom homem tenha sofrido de calúnia de seus vizinhos, e estivesse contente de se distanciar de seus fuxicos, e passar seu tempo nos compromissos mais felizes das festas sagradas. Pode ser, mas esperamos que pessoas piedosas não tenham sido tão tolas a ponto de cantar sobre seus vizinhos maus ao se distanciar delas por uns poucos dias. Se desejavam deixar suas casas em segurança e voltar ao lar para um ambiente simpático, teria sido o cúmulo da tolice provocar aqueles que deixavam ali, cantando em voz alta um salmo de queixa contra eles. Não sabemos porque esta ode ocupa o primeiro lugar entre os Salmos dos Degraus, ou Cânticos de Peregrinação, e preferimos não arriscar uma conjectura nossa. Preferimos o velho sumário dos tradutores - "Davi ora contra Doegue" - a qualquer suposição artificial: e se foi este o cenário do salmo, vemos de imediato porque ele ocorreu a Davi no local da arca, onde chegou para levá-la embora. Ele vinha para conduzir a arca, e ao encontrá-la pensou em Doegue, e derramou sua queixa a respeito dele. O autor tinha sido caluniado terrivelmente, e se torturava de amargura pelas acusações falsas de seus perseguidores, e aqui está seu apelo ao grande Árbitro do certo e errado diante de cujo selo da justiça nenhum homem sofrerá de línguas caluniadoras.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Uma reminiscência.
1. É tripla: aflição, oração, livramento.
2. Tem uma função tripla: estimula minha esperança, estimula minhas petições, e suscita minha gratidão.
VERS. 1.
1. Aflição especial: "Na minha angústia".
2. Oração especial: "Eu clamo pelo Senhor".
3. Favor especial: "Ele me responde" (G. R.).

VERS. 2. Os que são difamados injustamente têm, além da majestade vingadora de seu Deus para protegê-los, muitas outras consolações, tais como:
1. A consciência de serem inocentes para sustentá-los.
2. A promessa de favor divino para dar-lhes apoio: "Você será protegido do açoite da língua" (Jó 5.21).
3. Há esta consideração para amainar: "Bem-aventurados serão vocês quando os homens os insultarem e os perseguirem".
4. O fato de a mentira geralmente não ter vida longa.
5. E finalmente, para consolo, há a influência reparadora do tempo (R. Nisbet).
VERS. 2. Uma oração contra a calúnia. Somos sujeitos a ela; ela quer nos fazer grande dano e nos causar grande dor; e ninguém senão o Senhor pode proteger-nos dela, ou tirar-nos dela.

VERS. 3. As recompensas da calúnia. Quais podem ser? Que deveriam ser? O que têm sido?
VERS. 3.
1. O que o caluniador faz a outros.
2. O que ele faz a si mesmo.
3. O que Deus fará com ele.

VERS. 4. A natureza da calúnia e o castigo do caluniador.
VERS. 4.
1. A língua é mais afiada do que uma flecha.
(a) É atirada confidencialmente.
(b) Leva veneno na ponta.
(c) É polida com aparente bondade.
(d) É apontada à parte mais sensível.
2. A língua é mais destrutiva do que o fogo. Seus escândalos se espalham com mais rapidez. Consomem aquilo que outros fogos não podem tocar, e são mais difíceis de ser apagados. "A língua", diz um Apóstolo, "é um fogo... e incendeia o curso da natureza, e é acesa no fogo do inferno." Um dardo inflamado do maligno (G. R.).

VERS. 5. Maus alojamentos. Somente os maus podem se sentir em casa com os maus. Nossa morada com eles é penosa, e contudo pode ser útil.
(1) Para eles.
(2) Para nós: prova as nossas graças, revela nosso caráter, abate nosso orgulho, força-nos a orar, e faz-nos ansiar por nosso lar.
VERS. 5.
1. Ninguém senão os maus apreciam a companhia dos maus.
2. Ninguém senão os mundanos apreciam a companhia de mundanos.
3. Ninguém senão os justos apreciam a companhia dos justos (G. R.).

VERS. 6.
1. Companhia penosa.
2. Comportamento admirável.
3. Conseqüências indesejáveis: "Ainda que eu fale de paz, eles só falam de guerra".

VERS. 7. O caráter do homem de Deus. Ele está em paz. Ele é pela paz. Ele é paz. Ele terá paz.
VERS. 7.
1. Piedade e paz são unidas.
2. Também o mal e a guerra (G. R.).

SALMO 121

TÍTULO
Este salmo não tem outro título senão "Cântico de Peregrinação". Está vários passos adiante do último que vimos, pois conta da paz da casa de Deus, e o cuidado guardião do Senhor, enquanto que o Salmo 120 lamenta a fuga da paz da casa do homem bom, e trata de sua exposição aos assaltos venenosos de línguas caluniadoras. Nesta última situação seus olhos olharam em volta com angústia, mas aqui olham para cima com esperança. Pelo constante reaparecimento da palavra "guardar", somos levados a chamar este cântico de "um Salmo ao guarda de Israel". Não estivesse entre os Salmos Peregrinos nós o veríamos como um hino marcial, adequado para a canção do entardecer de uma pessoa que dormisse em tendas. É um canto de soldado bem como um hino de viajante. Há uma ascensão no próprio salmo, que chega à mais tranqüila confiança.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. A janela aberta em direção a Jerusalém.
1. Os montes que olhamos.
2. O socorro que procuramos.
3. Os olhos com os quais enxergamos.
VERS. 1. De onde me vem o socorro? Uma pergunta séria; pois:
1. Eu preciso dele, em formas várias, constantemente, e agora.
2. Em poucas direções posso procurá-lo, porque os homens são fracos, mutáveis, hostis.
3. Devo olhar para cima. À Providência, à Graça, a meu Deus.

VERS. 2. O Criador ajuda a criatura.
VERS. 2.
1. Deus é "o socorro" de seu povo.
2. Ele os ajuda na medida em que sentem a necessidade de sua ajuda.
3. Sua ajuda nunca é em vão. "Meu socorro vem", não da terra, meramente, ou do céu, mas sim "do Senhor que fez os céus e a terra". Veja Is 40.26-31 (G. R.).

VERS. 3 (primeira cláusula). A preservação de caráter santo é o cuidado do Criador.
VERS. 3. Consolo para um peregrino ao longo dos "maus desfiladeiros" da vida. Temos um Guia onisciente, onipotente, que nunca dorme, que nunca muda.
VERS. 3. O seu protetor não dorme.
1. O cuidado do Senhor é pessoal. O guardador de Israel é o guardador do indivíduo. Deus trata conosco individualmente.
(a) Isto está implícito em seu cuidado da igreja, que é composta de indivíduos.
(b) Está envolvido na natureza de nossa religião, que é uma coisa pessoal.
(c) É afirmado na Bíblia. Exemplos, promessas, experiências. "Ele me amou".
(d) É confirmado por experiência.
2. O cuidado do Senhor é incansável em seu exercício. "Não dormirá".
(a) Ele nunca desconhece a nossa condição.
(b) Ele nunca é indiferente a ela.
(c) Ele nunca se cansa de ajudar-nos. Por vezes nós achamos que ele dorme, mas isso é tolice nossa (Frederick J. Benskin, 1882).

VERS. 4.
1. A suspeita - que Deus dorme.
2. A negação.
3. O oposto fica implícito - ele está sempre alerta para abençoar.
VERS. 4. Ele guarda Israel.
1. Como seu principal tesouro, com toda a vigilância.
2. Como seu esposo mais amado, mui ternamente amado.
3. Como a menina de seu olho, com muito cuidado e prudência. (Daniel Featley, 1582-1645).

VERS. 5. O Senhor Guardador
1. Bênçãos incluídas nesse título.
2. Necessidades que o exigem.
3. Posições que deixam isso implícito - Pastor, Rei, Esposo, Pai.
4. Conduta sugerida por ele.
VERS. 5 (última cláusula). Deus tão perto de nós, e tão indissociável como nossa sombra.
VERS. 5. O Senhor é teu protetor.
1. Acordado: "Não dormirá".
2. Universal: "A sua saída e a sua chegada": "De todo o mal".
3. Perpétuo: "Dia"; "noite; ...para sempre".
4. Especial: "Seu"; "de Israel" (W. J.).

VERS. 6. Os poderes mais altos, sob Deus, são impedidos de prejudicar os crentes, e até são forçados a servi-los.
VERS. 6. Nosso horóscopo.
1. Temores supersticiosos são removidos.
2. Certezas sagradas são fornecidas.

VERS. 7.
1. Gerenciamento pessoal de Deus na providência.
2. Atenção pessoal da providência ao indivíduo favorecido.
3. Cuidado especial pelo centro da personalidade - "tua alma" (KJV; ARA), "tua vida"(NVI).

VERS. 8. Quem? "O Senhor." O quê? "Protegerá." Quando? "A sua saída e a sua chegada desde agora." Por quanto tempo? "Para sempre." E depois? "Levanto os meus olhos."
VERS. 8.
1. Mudança - saída e chegada.
2. Sem mudança - "O Senhor protegerá".

SALMO 122

TÍTULO E ASSUNTO
Este salmo, breve mas vivo, é intitulado "Cântico de peregrinação davídico", e assim somos informados de seu autor e da ocasião para a qual foi planejado: Davi o escreveu para as pessoas cantarem a caminho das festas santas em Jerusalém. É o terceiro da série, e parece apropriado para se cantar quando as pessoas já estiverem adentrado as portas, e seus pés estiverem dentro da cidade. Era muito natural que cantassem sobre a própria Jerusalém, e invocassem paz e prosperidade para a Cidade Santa, pois ela era o centro de seu culto, e o lugar onde o Senhor se revelava acima do propiciatório. É possível que a cidade não estivesse toda construída no tempo de Davi, mas ele escreveu sob o espírito de profecia, e falou dela como ficaria na época de Salomão. Um poeta tem licença de falar das coisas, não só como são, mas como serão quando chegarem à sua perfeição. Jerusalém, ou a Habitação da Paz, é empregada como a palavra-chave deste salmo, cujo original faz muitas alusões felizes ao salem, ou paz, que imploravam para Jerusalém. Dentro dos muros tríplices, todas as coisas ao redor dos peregrinos ajudavam a explicar as palavras que eles cantavam dentro de seus fortes baluartes. Uma voz dirigia o salmo na primeira pessoa do singular, mas dez mil irmãos e companheiros se uniam ao primeiro músico e expandiam o coro da melodia.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo. Observe:
1. A alegria com que eles iriam para Jerusalém: Sl 122.1-2.
2. A grande estima que teriam por Jerusalém: Sl 122.3-5.
3. O grande interesse que deveriam ter por Jerusalém, e as orações que fariam pelo seu bem-estar (M. Henry).

VERS. 1.
1. Davi se alegrava em ir à casa do Senhor. Era a casa do Senhor, portanto ele desejava ir. Ele a preferia à própria casa.
2. Alegrava-se quando outros lhe diziam: "Vamos". A distância podia ser grande, as condições do tempo, adversas, mas assim mesmo, "Vamos".
3. Sentia prazer em dizer a outros, "Vamos", e a persuadir outros a acompanharem-no (G. R.).
VERS. 1.
1. Alegria em antecipar um culto religioso.
(a) Pela instrução que recebemos.
(b) Pelos atos de culto de que participamos.
(c) Pela sociedade com que entramos em contato.
(d) Pelos interesses sacros que promovemos.
2. Alegria no convite ao culto religioso.
(a) Porque mostra que outros estão interessados no culto prestado a Deus.
(b) Porque mostra o interesse deles em nós.
(c) Porque promove os interesses de Sião (F. J. B.).
VERS. 1. A alegria da casa de Deus. Você fica "alegre quando"? Alegre por quê?
(a) Porque tenho uma casa do Senhor aonde posso ir.
(b) Por pessoas sentirem suficiente interesse em mim para dizer, "Vamos".
(c) Por poder ir à casa de Deus.
(d) Por estar disposto a ir (J.G. Butler, em um boletim mensal do pregador, 1882).
VERS. 1. Alegrei-me. Assim diz:
1. O adorador devoto, que tem prazer em ser convidado à casa terrena de Deus. É o lar dele, sua escola, seu hospital, seu banco.
2. O cristão fiel, que tem prazer em ser convidado à casa espiritual de Deus. A igreja é edificada em conjunto. Ali ele encontraria um descanso estável. Ele não tem paciência com ciganos religiosos, nem com pessoas que não têm igreja.
3. O santo moribundo, que está feliz em ter sido convidado à casa celestial de Deus. Simeão - Estêvão - Pedro - Paulo (W. J.).
VERS. 1.
1. O dever de assistir aos trabalhos da casa de Deus.
2. O dever de incentivar um ao outro a ir.
3. O benefício de ser assim entusiasmado (F. J. B.).
VERS. 1. Aqui está:
1. Presença pessoal: Meus pés.
2. Segurança pessoal: Nossos pés já se encontram dentro.
3. Comunhão pessoal: "Ó Jerusalém" (G. R.).

VERS. 2. O interior da igreja. A honra, o privilégio, a alegria e a comunhão de estar ali.

VERS. 3.
1. Representante da Nova Jerusalém.
(a) Escolhida por Deus.
(b) Fundada sobre uma rocha.
(c) Tomada de um inimigo.
2. Representante de sua prosperidade: "como cidade ".
3. Representante de sua perfeição: Compacta, "firmemente estabelecida" (G. R.).
VERS. 3. A unidade da igreja.
1. Subentendida em todas as transações da aliança.
2. Sugerida por todas as metáforas bíblicas.
3. Solicitada por nosso Senhor.
4. Promovida pelos dons do Espírito.
5. Para ser mantida por todos nós.

VERS. 3-4. A igreja unida é a igreja que cresce.

VERS. 4.
1. O dever do culto público.
(a) Em um lugar: "Para lá sobem as tribos do Senhor".
(b) Em um grupo, embora de muitas "tribos": "Para lá sobem as tribos".
2. O plano.
(a) Para instrução: "Conforme o mandamento dado a Israel".
(b) Para louvor: "Para dar graças ao Senhor".

VERS. 5.
1. "Lá estão os tribunais de justiça" no santuário. Homens são julgados ali.
(a) Pela lei.
(b) Pela sua própria consciência.
(c) Pelo evangelho.
2. Há tronos de graça: "da casa real de Davi".
(a) Do Filho de Davi nos corações de seu povo.
(b) De seu povo no Filho de Davi (G. R.).

VERS. 6.
1. A oração:
(a) "Por Jerusalém": não apenas por nós mesmos, ou pelo mundo; mas pela IGREJA. Por bebês na graça, pelos jovens, e pelos pais. Pelos pastores, com os diáconos e presbíteros.
(b) Pela "paz" de Jerusalém. Paz interior e paz exterior.
2. A promessa.
(a) A quem é dada: "Àqueles que te amam".
(b) A promessa em si: Prosperarão - individual e coletivamente.
Ou:
1. O amor por Jerusalém é o efeito da verdadeira piedade.
2. A oração a favor de Jerusalém é o efeito desse amor.
3. "A paz de Jerusalém" é o efeito dessa oração; e,
4. A prosperidade de Jerusalém é o efeito dessa paz.
VERS. 6. Deus relacionou dar e receber, espalhar e aumentar, semear e colher, orar e prosperar.
1. O que precisamos fazer se queremos prosperar - "Orem pela paz de Jerusalém".
(a) Abrangentemente: "Paz" - espiritual, social, eclesiástica, nacional.
(b) Supremamente: "Se eu... não considerar Jerusalém a minha maior alegria" (Sl 137.6).
(c) Pragmaticamente: "Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração" (Cl 3.15). "Busque a paz com perseverança". (1Pe 3.11).
2. O que ganhamos se orarmos assim - "Prosperidade".
(a) A prosperidade temporal poderá ocorrer. Deus tornou novamente próspera a condição de Jó quando ele orou por seus amigos.
(b) A prosperidade espiritual poderá ocorrer. Ocupações da alma - exercícios devocionais e cultos.
(c) A prosperidade numérica ocorrerá. "Crescer em número de homens como um rebanho" (W. J.).

VERS. 6-9.
1. As bênçãos desejadas para a igreja.
(a) Paz.
(b) Prosperidade. Note a ordem e a ligação entre as duas coisas.
2. O meio de consegui-las.
(a) Oração: "Ore pela paz de Jerusalém".
(b) Deleite-se no serviço prestado a Deus: "Alegrei-me".
(c) Esforço prático: "Buscarei o teu bem".
3. Razões para buscá-los.
(a) Para nosso próprio bem: "Eles prosperarão".
(b) Para o bem de nossos companheiros.
(c) Para o bem da "casa do Senhor" (F. J. B.).

VERS. 7.
1. Onde a paz é mais desejável: "Entre teus muros". Entre os muros das cidades, entre as paredes das casas, mas principalmente entre as paredes dos templos.
2. Onde a prosperidade é mais desejável:
(a) No aposento particular.
(b) Na igreja. Estes são os palácios do Grande Rei; "Os palácios de marfim... que te alegram" ( Sl 45.8) (G. R.).
VERS. 7. Teus muros.
1. Pergunte porque a igreja precisa de paredes.
2. Pergunte o que são as paredes de uma igreja.
3. Pergunte de qual lado delas nós estamos.
VERS. 7. A igreja é palácio.
1. Em intenção do grande Rei.
2. Habitado pela família real.
3. Adornado com esplendor soberano.
4. Guardado por poder especial.
5. Conhecido como a residência real da bendita e única potestade.

VERS. 8-9. Dois grandes princípios são apresentados aqui que dizem por que devemos orar pela igreja:
1. Amor pelos irmãos: "Por amor de meus irmãos e companheiros".
2. Amor a Deus: "Por causa da casa do Senhor nosso Deus buscarei o teu bem" (N. Michael).

VERS. 9. Buscarei o teu bem
1. Orando pela igreja.
2. Trabalhando na igreja.
3. Trazendo outros para cultuar.
4. Mantendo a paz.
5. Vivendo de modo a recomendar a religião.

SALMO 123

TÍTULO
Cântico dos Degraus (ou de Peregrinação). Estamos subindo. O primeiro degrau (Sl 120) viu-nos lamentando nosso meio ambiente, e o seguinte nos viu levantando os olhos para os montes e descansando em segurança garantida; disso nós subimos para nos deleitar na casa do Senhor; mas aqui olhamos para o próprio Senhor, e esse é o ponto mais alto de todos com diferença de muitos graus. Nossos olhos estão agora acima dos montes, e acima do estrado de seus pés sobre a terra, para o seu trono nos céus. Conheçamos esse salmo como "o Salmo dos olhos". Os autores antigos chamaram-no o "Oculus Sperans", ou o olho da esperança. É um salmo curto, escrito com arte ímpar, contendo um só pensamento, e expressando-o de uma forma cativante. Sem dúvida teria sido um cântico predileto entre o povo de Deus. Tem-se imaginado que esta breve canção, ou melhor, este suspiro, foi ouvido, talvez, nos dias de Neemias, ou sob as perseguições de Antíoco. Pode ter sido assim, mas não há evidência disso; para nós parece provável que os afligidos em todos os períodos após o tempo de Davi tenham encontrado esse salmo pronto à mão. Se parece descrever dias longe de Davi, é tanto mais evidente que o salmista era também profeta, e cantou o que via em visão.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo. Temos aqui:
1. A oração da dependência, Sl 123.2.
2. A oração da apreensão: "A ti".
3. O espírito da obediência: "Assim como os olhos dos servos".
4. A paciência dos santos: "Esperando que ele tenha misericórdia de nós" (R. Nisbet).
O salmo todo. Olho s e nada de olhos.
1. OLHOS.
(a) Para cima, em confiança, em oração, em pensamento.
(b) "Atentos", em reverência, vigilância, obediência.
(c) Para o interior, produzindo um clamor por misericórdia.
2. Nenhum OLHO.
(a) NENHUMA visão da excelência dos piedosos.
(b) Nenhuma percepção de seu próprio perigo: "desapercebidos" parados.
(c) Nenhuma humildade perante Deus: "arrogantes".
(d) Nenhum olhar para cima, em esperança, oração, expectativa.

VERS. 1. Os olhos da fé.
1. Precisam ser levantados.
2. Enxergam melhor voltados para o alto.
3. Têm sempre algo que ver no alto.
4. Vamos olhar para o alto, e desviar os olhos da introspecção e da retrospecção em demasia.
VERS. 1.
1. A linguagem da Adoração: "Tu que ocupas o teu trono nos céus".
2. A linguagem da Confissão.
(a) Da necessidade.
(b) Da desamparo.
3. A linguagem da Súplica: "A ti".
4. A linguagem da Expectativa; como mostra Sl 123.2 (G. R.).

VERS. 2 (Sl 121.4 com este versículo). Dois olhos atentos.
1. O olho vigilante de Deus sobre nós.
2. O olho vigilante do santo sobre Deus.
VERS. 2. "Nossos olhos estão atentos ao Senhor, ao nosso Deus"
1. O que é esperar com o olho.
2. Que aspecto especial do Senhor tal espera sugere, "Jeová, nosso Deus".
O Deus da aliança é o Deus em quem se confia.
3. O que vem de tal espera: "misericórdia".
VERS. 2. A mão que dirige.
1. A mão que acena - para se aproximar.
2. A mão que dirige - para ir aqui e ali.
3. A mão quieta - para ficar onde estamos (G. R.).
VERS. 2. Metáforas simples, ou o que se pode aprender de observar empregadas e suas patroas.

VERS. 3 (primeira parte). A Ladainha do Pecador. O Rogo do Santo.
VERS. 3 (segunda parte) O desprezo do mundo, a quantidade dele, a razão dele, a amargura dele, o consolo sob estas condições.

VERS. 3, 4.
1. A ocasião da oração: o desprezo dos homens. Freqüentemente é isso que é mais difícil suportar.
(a) Porque não tem lógica. Por que ridicularizar pessoas por cederem às suas convicções sobre o que é certo?
(b) Muito imerecido. A verdadeira religião não ataca ninguém mas busca o bem de todos.
(c) Muito profano. Censurar pessoas de Deus porque são pessoas que lhe pertencem é censurar o próprio Deus.
2. O assunto da oração
(a) A oração: não é por justiça, que poderia ser desejada, e sim por misericórdia.
(b) O rogo: "Estamos cansados". As críticas dos homens são um estímulo para se procurar auxílio especial da parte de Deus. A harpa pendurada nos salgueiros emite seus tons mais doces. Quanto menos está em mãos humanas, mais livremente é tocada pelo Espírito de Deus (G. R.).

VERS. 4. Aqueles que estão cansados.
1. Explique o estado de espírito deles: "cansados (de desprezo... de zombaria")
2. Mostre a situação em que costumam estar: "orgulhosos".
3. Denuncie seu pecado freqüente: desprezo dos piedosos.
4. Exponha o terrível perigo em que estão.

SALMO 124

TÍTULO
Um cântico dos degraus de Davi. Naturalmente, alguns críticos atacam o título como sendo incorreto, mas nós podemos ficar à vontade para aceitar ou não suas afirmações. Declaram que há certos ornamentos de linguagem nesse pequeno poema que seriam estranhos ao período davídico. Pode ser verdade; mas em sua sabedoria superlativa aventuraram-se em tantas outras declarações questionáveis, que não queremos aceitar esse dictum. Esse cântico de fato se parece muito com os de Davi, e não conseguimos entender por que lhe seria tirada a autoria. Quer seja ou não uma composição sua, exala o mesmo espírito daquele que anima os cânticos incontestados do rei compositor.

DIVISÃO
Este pequeno salmo contém um reconhecimento de favor recebido por meio de livramento especial (1-5), depois um ato de culto agradecido bendizendo Jeová (6, 7), e por último, uma declaração de confiança no Senhor por toda tribulação em tempo futuro. Que nossa experiência nos leve à mesma conclusão a que chegaram os santos do tempo de Davi. De toda e qualquer confiança no homem possamos nós ser salvos através de dependência total em nosso Deus.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O Senhor que esteve ao nosso lado. Quem é ele? Por que ao nosso lado? Como ele o prova? O que nos cabe fazer?

VERS. 1-3. Veja o texto:
1. Pelo lado da vida de Jacó ("Israel").
2. Da história da nação.
3. Dos textos da história da igreja.
4. De nossa biografia pessoal.

VERS. 1-5.
1. O que poderia ter sido.
2. Por que não tem sido.
VERS. 1-5.
1. O que o povo de Deus teria sido se o Senhor não tivesse estado do seu lado.
(a) O que seria se tivessem ficado à mercê de seus inimigos? Sl 124.2,3. Israel abandonado ao Faraó e sua hoste no tempo de Moisés; deixado aos midianitas no tempo de Gideão; Judá deixado aos assírios no tempo de Ezequias: "Eles já nos teriam engolido vivos".
(b) E se tivessem sido deixados sozinhos? "As águas violentas nos teriam afogado": Sl 124.4,5.
2. O que o povo de Deus é com o Senhor ao seu lado.
(a) Todos os planos de seus inimigos contra eles são frustrados.
(b) Sua tristeza íntima se torna alegria.
(c) Tanto seus problemas íntimos como os externos cooperam para o seu bem (G. R.).

VERS. 2, 3.
1. Engolir-nos vivos - o desejo de nossos inimigos irados.
2. Salvar-nos vivos - a obra de nosso Deus fiel.

VERS. 6.
1. O Cordeiro.
2. O Leão.
3. O Senhor.
VERS. 6.
1. Eles teriam prazer em nos devorar.
2. Não podem devorar a não ser que o Senhor o queira.
3. Deus deve ser louvado visto que não permite que nos façam mal.
VERS. 6.
1. A malevolência dos homens contra os justos.
(a) Para serem despojados.
(b) Para serem destruídos: "como presa para serem dilacerados pelos dentes deles".
2. A boa vontade de Deus. "Bendito seja o Senhor".
(a) O que isto supõe - que homens bons, em certo grau e por um tempo, podem ser entregues às mãos dos maus.
(b) O que isto afirma - que não são entregues totalmente às suas mãos (G. R.)

VERS. 7.
1. A alma presa por armadilha do caçador.
(a) Por quem? Homens maus são passarinheiros. Por Satanás. "Satanás, o passarinheiro, que trai as almas de modos traiçoeiros".
(b) Como? Por tentações - ao orgulho, mundanismo, bebedice, erro, luxúria, de acordo com os gostos e hábitos do indivíduo.
2. A alma escapou: : "Nós escapamos". "A armadilha foi quebrada", não por nós, mas pela mão de Deus (G. R.).
VERS. 7.
(1) Um pássaro.
(2) Uma armadilha.
(3) Uma captura.
(4) Um escape.

VERS. 8.
1. O Ajudador: "O Senhor que fez os céus e a terra", que em suas obras deu amplas provas do que pode fazer.
2. Os ajudados. "O nosso socorro" é:
(a) A promessa em seu nome.
(b) Buscado em seu nome: estes fazem com que seja nosso (G. R.).
VERS. 8.
1. Nós temos ajuda. Como pecadores desassossegados, como aprendizes morosos, como professores trêmulos, como viajantes inexperientes, como obreiros fracos.
2. Nós temos auxílio no nome de Deus. Nas perfeições dele - "Eles porão meu nome sobre os filhos de Israel". Em seu Evangelho - "Um vaso escolhido para levar meu nome". Em sua autoridade - "Em nome de Jesus Cristo levante-se".
3. Portanto nós nos mexemos, fazemos força (W. J.).

SALMO 125

TÍTULO
Um cântico de degraus. Mais um passo é dado na subida, outra estação é alcançada na peregrinação: certamente uma elevação no sentido é perceptível, visto que a plena segurança em relação aos anos que virão é uma forma mais elevada de fé do que as atribuições que ventilamos como sendo chegadas ao Senhor. A fé louvou a Jeová por livramentos passados, e ali ela se levantou perante um júri que confiou na segurança presente e futura de crentes. Ela afirma que para sempre estarão protegidos aqueles que se confiam ao Senhor. Podemos imaginar os peregrinos cantarolando este cântico quando caminhavam pelos muros da cidade.
Não afirmamos que Davi escreveu este salmo, mas temos tanta base para fazer isso como outros têm para declarar que foi escrito depois do cativeiro. Parece provável que todos os Salmos de Peregrinação foram compostos, ou pelo menos compilados, pelo mesmo escritor, e como alguns deles são certamente da autoria de Davi, então não há razão para negar-lhe os outros.

DIVISÃO
Primeiro temos um cântico de confiança santa (Sl 125.1-2); depois uma promessa, Sl 125.3; seguida de uma oração, Sl 125.4; e uma nota de advertência.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo.
1. A marca da aliança: "Os que confiam".
2. A certeza da aliança (Sl 125.1-2).
3. A vara, o cetro da aliança (Sl 125.3).
4. O teor da aliança (Sl 125.4).
5. O espírito da aliança - "paz".

VERS. 1. Spurgeon intitulou um sermão sobre o salmo: "A imortalidade do crente".

VERS. 1-2.
1. A qualidade singular do crente: ele confia em Jeová.
2. A estabilidade do crente: "permanece para sempre".
3. A segurança do crente: "Como os montes".

VERS. 2. A presença de Jeová que a tudo circunda, a glória, segurança e eterna bem-aventurança de seu povo. Contudo para os maus isso seria inferno.
VERS. 2. Tema de um sermão: "A segurança da igreja".
VERS. 2. A misericórdia durável: "desde agora e para sempre".
VERS. 2. Santos cercados de amor infinito.
1. A Cidade dentro do Cinturão de Proteção, ou os símbolos separados.
(a) Jerusalém representando o povo de Deus. Escolhidos na antiguidade; honrados singularmente; muito amados; o santuário de Deus.
(b) Circunvalação Onipotente, sugerindo: o propósito firme de Deus; o desalento de Satanás. Esse anel montanhesco é imutável (W.B. Haynes, de Stafford).

VERS. 3. Observe:
1. A permissão implícita. A vara dos maus pode cair em cima da sorte dos justos. Por quê?
(a) Para que a maldade possa ter a liberdade de manifestar-se.
(b) Para que os justos possam ser forçados a odiar o pecado.
(c) Para que a justiça da retribuição de Deus seja vista.
(d) Para que as consolações dos justos possam existir em abundância (2Co 1.5).
2. A permanência negada: "O cetro dos ímpios não prevalecerá". Ilustrar com a história de Jó, José, Davi, Daniel, Cristo, mártires.
3. A probidade experimentada e preservada: "Se assim fosse, até os justos praticariam a injustiça". Por rebelião, comprometimento pecaminoso.
(a) Deus fará com que ela seja experimentada, para testar seu valor, beleza.
(b) Mas não testada mais do que o suficiente (John Field, de Sevenoaks).

VERS. 3-4.
1. Os bons definidos: "Os que fazem o bem"; "que não se desviam", e não "praticam a injustiça".
2. Os bons são afligidos: pelo "cetro dos ímpios".
3. Os bons são livrados: "Faze o bem"; cumpra sua promessa (Sl 125.3) (W. H. J. Page).

VERS. 4.
1. O que é ser bom.
2. O que é Deus nos fazer bem.

VERS. 5. Os que professam temporariamente.
1. O teste crucial: "Eles se desviam".
2. A política torta: fazem seus os caminhos tortos.
3. A condenação esmagadora: "serão conduzidos para fora com os malfeitores".
VERS. 5. Hipócritas.
1. Seus caminhos: "tortuosos".
(a) Como o caminho sinuoso de um ribeiro, buscando o nível ou a descida fácil.
(b) Como o curso de uma embarcação manobrando habilmente para fazer com que todo vento a leve à frente.
(c) Caminhos construídos sobre nenhum princípio senão o do puro egoísmo.
2. Sua conduta sob experiência. Eles se "voltam", desviando-se:
(a) De sua confissão religiosa.
(b) De seus antigos companheiros.
(c) Para se tornarem os piores desprezadores de coisas espirituais, e os mais violentos caluniadores de homens voltados ao espiritual.
2. Sua sentença: "O Senhor infligirá".
(a) No juízo serão classificados junto com os mais flagrantes dos pecadores; "com os malfeitores".
(b) Serão desmascarados por um poder irresistível: "O Senhor infligirá o castigo".
(c) Eles enfrentarão a terrível execução com os malfeitores no inferno (J. Field).
VERS. 5. (última cláusula). A quem a paz pertence. A "Israel"; os escolhidos, o ex-lutador, agora o príncipe que prevalece. Considere a vida de Jacó depois que obteve o nome de Israel; observe suas provações, e a segurança nessas condições como ilustração deste texto. Então aceite o texto como sendo uma promessa segura.
VERS. 5. (última cláusula). Pergunte:
1. Quem são o Israel?
(a) Pessoas convertidas.
(b) Os circuncisos no coração.
(c) Os verdadeiros adoradores.
2. O que é a paz?
(a) Paz de consciência.
(b) De amizade com Deus.
(c) De um coração abalizado e satisfeito.
(d) De glória eterna, como posse futura.
3. Por que a certeza daquilo que haverá "para sempre"?
(a) Cristo fez a paz para eles.
(b) O Espírito Santo lhes traz paz.
(c) Eles andam no caminho da paz (J. Field).

SALMO 126

TÍTULO
Um cântico de peregrinação. Este é o sétimo degrau, e podemos esperar, portanto, encontrar nele alguma perfeição de alegria especial; não o procuraremos em vão. Vemos aqui não só que Sião permanece, mas que sua alegria retorna após a tristeza. Permanecer não é o suficiente; a fecundidade é acrescentada. Os peregrinos foram de bênção em bênção em sua salmodia ao prosseguirem em seu caminho santo. Pessoas felizes para quem cada subida era um canto, cada parada um hino. Aqui o fiador torna-se um semeador: a fé opera por amor, obtém um enlevo no presente, e assegura uma colheita de deleite.

Não há nada neste salmo que dê alguma indicação de sua data, além de ser um cântico depois de um grande livramento de opressão. "Restaurar a sorte" de modo algum requer de fato uma retirada para o exílio a fim de completar a idéia; o salvamento de qualquer aflição séria ou tirania esmagadora seria muito bem descrito como uma "volta do cativeiro". De fato, a passagem não é aplicável aos cativos na Babilônia, porque é o próprio Sião que está no cativeiro e não uma parte de seus cidadãos: a cidade santa estava em tristeza e desespero; embora não pudesse ser eliminada, a prosperidade pôde ser diminuída. Alguma nuvem escura baixava sobre a amada capital, e seus cidadãos oravam: "Restaura-nos, ó Senhor".

Este salmo está em sua posição certa e dá boa seqüência ao anterior, porque assim como no Sl 125.1-5, nós lemos que o cetro ou a vara dos maus não pousará sobre a sorte dos justos, aqui vemos que é removido deles para sua grande alegria. A palavra "restaura" parece ser a nota dominante do canto: é um salmo de conversão - conversão de cativeiro; e pode bem ser usado para enlevar uma alma perdoada quando a ira do Senhor é desviada dela. Nós o chamaremos: "Levando cativo o cativeiro".

DIVISÕES
O salmo se divide em uma narrativa (Sl 126.1-2), um cântico (Sl 126.3), uma oração (Sl 126.4) e uma promessa (Sl 126.5-6).

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Lembranças ensolaradas daquilo que o Senhor fez: novamente "trouxe os cativos de volta".
2. Impressões singulares - não podíamos crer que fosse verdade.
3. Descobertas especiais - era verdade, era duradouro.
VERS. 1. Uma comparação e um contraste.
1. Os salvos como aqueles que sonham.
(a) Na estranheza de sua experiência.
(b) No êxtase de sua alegria.
2. Os salvos como diferentes dos que sonham.
(a) Pela realidade de sua experiência. Sonhos são coisas insubstanciais, mas "o Senhor restaurou"- um fato real.
(b) Por estarem libertos de desapontamentos. Nada de acordar e descobrir que isso "era apenas um sonho": ver Is 29.8.
(c) Pela persistência de sua alegria. A alegria dos sonhos é logo esquecida, mas essa é a "alegria sempiterna" (W. H. J. P.).

VERS. 2. Riso santo. O que o cria, e como é justificado.
VERS. 2. Receita para riso santo.
1. Fique encarcerado algumas semanas.
2. Ouça o Senhor dando volta na chave.
3. Siga-o à estrada alta.
4. Seu céu explodirá de luz solar, e seu coração com cântico e riso.
5. Se essa receita lhe parece muito cara, tente manter-se na estrada alta (W. B. H.)

VERS. 2-3.
1. Relatos dos feitos de Deus.
2. Experiência dos feitos de Deus.
VERS. 2-3.
1. O Senhor faz grandes coisas por seu povo.
2. Essas grandes coisas comandam a atenção do mundo.
3. Elas inspiram a devoção jubilosa dos santos (W. H. J. P.).

VERS. 3. Grandes coisas fez o Senhor por nós. Nesse reconhecimento e confissão há três pontos de gratidão dignos de nota.
1. Foram "grandes coisas" as que foram feitas.
2. Quem foi que as fez: "o Senhor".
3. Como foram feitas: não contra nós, mas sim "por nós" (Alexander Henderson, 1583-1646).

VERS. 4. Crentes, regozijando-se em seu próprio livramento, solícitos por uma enchente de prosperidade que transborde na igreja. Ver a ligação, Sl 126.1-3. Comente.
1. Os que duvidam e desesperançados preocupam-se demais consigo mesmos, e se ocupam demais com o conforto, para serem solícitos ou terem energia de sobra para o bem-estar da igreja; mas o coração alegre está livre para ser sincero a favor do bem da igreja.
2. Crentes alegres, apesar de iguais em outros aspectos, conhecem mais do amor constrangedor de Cristo, e isso lhes torna ansiosos por sua glória e pelo sucesso de sua causa.
3. Os alegres podem apreciar mais plenamente o contraste entre sua condição e a dos não-salvos, e por amor deles não podem deixar de ansiar pela igreja cujo ministério lhes levou a seu livramento.
4. Os alegres são, em geral, os mais crentes e mais esperançosos; sua expectativa de êxito os leva à oração, e os compele a se esforçar (J. F.)
VERS. 4.
1. O cristão frio.
2. Sua condição infeliz.
3. Sua única esperança.
4. O resultado quando ela é realizada.

VERS. 5. O lavrador cristão.
1. Ilustre a metáfora. O lavrador tem uma grande variedade de trabalho diante dele; em cada estação e a cada dia sua labuta apropriada. Assim o cristão tem deveres em seu escritório, família, igreja, mundo.
2. Daí muitos cristãos semearem com lágrimas:
(a) Devido talvez a algum problema com o solo.
(b) À inclemência do clima.
(c) À malícia e à oposição de inimigos.
(d) Desapontamentos passados.
3. Que ligação há entre semear com lágrimas e colher com alegria.
(a) Uma colheita alegre, pela bênção de Deus, é a conseqüência natural de um tempo bom de semeadura.
(b) Deus, que não pode mentir, foi quem a prometeu.
4. Quando se pode esperar essa colheita alegre. Não deve ser esperada em nosso mundo invernal, pois não há suficiente sol para que amadureça. O céu é o verão do Cristão. Quando você chegar a colher os frutos de suas tribulações presentes, você bendirá a Deus, que o fez semear em lágrimas. Melhoramento.
(a) Quanto são culpados aqueles que, em nosso tempo tão ocupado, ficam ociosos o dia todo!
(b) Como é grande a vantagem dos cristãos sobre o resto do mundo!
(c) Que a esperança e a perspectiva dessa colheita alegre nos sustente sob todas as sombras e aflições deste vale de lágrimas (Esboço de um sermão de Samuel Lavington, 1726-1807).
VERS. 5. Dois quadros. A ligação: o verbo no futuro: colherão, voltará.
VERS. 5.
1. Precisa haver a semeadura antes da colheita.
2. O que os homens semeiam eles colherão. Se semeiam semente preciosa, colherão semente preciosa.
3. Na proporção em que semeiam, colherão. "Aquele que semeia pouco".
4. A semeadura pode ser com tristeza, mas a colheita será de alegria.
5. Na proporção da tristeza da semeadura haverá a alegria da colheita (G. R.).

VERS. 6. Nas duas partes deste versículo podemos enxergar uma antítese tripla de oposição; na gradação:
1. Uma parada no caminho: "Aquele que sai no seu caminho".
2. Uma tristeza: "chorando".
3. Um semear "e produz boa semente". No retorno há três opostos a esses.
4. Retornando: "Ele sem dúvida virá de novo".
5. Um regozijo: "com cantos de alegria".
6. Um recolher: "trazendo consigo os seus feixes" (John Hume).
VERS. 6. "Sem dúvida". Ou seja, as razões pelas quais nosso trabalho no Senhor não pode ser em vão.
VERS. 6. Trazendo consigo os seus feixes. O retorno do semeador fiel ao seu Senhor. Bem-sucedido, sabendo disso, pessoalmente honrado, abundantemente recompensado.
VERS. 6. Sermão de Spurgeon: "Semeadura com lágrimas e colheita jubilosa".
VERS. 6.
1. O semeador triste
(a) Sua atividade - "ele sai".
(b) Sua humildade - "e chora".
(c) Sua fidelidade - "levando semente preciosa".
2. O ceifeiro feliz.
(a) Seu tempo certo de colheita - "sem dúvida voltará".
(b) Sua alegria abundante - "com cantos de alegria".
(c) Com rica recompensa - "trazendo os seus feixes" (W. H. J. P.).

SALMO 127

TÍTULO
Um cântico de degraus para Salomão. Convinha que o construtor da casa santa fosse lembrado pelos peregrinos que vinham a seu santuário sagrado. O título provavelmente indica que Davi o escreveu para seu filho sábio, em quem tanto se alegrou, e cujo nome, Jedidias, ou "amado do Senhor", é introduzido no segundo versículo. O espírito do nome dele, "Salomão, ou pacífico", exala em todo este cântico charmoso. Se o próprio Salomão foi o autor, vem apropriadamente dele, a pessoa que ergueu a casa do Senhor. Observe como em cada um desses cantos o coração se fixa apenas em Jeová. Leia como os primeiros versículos desses salmos, do Salmo 120 até este aqui, assim se exprimem: "Eu clamo pelo Senhor", "Levanto os meus olhos para os montes", "Vamos à casa do Senhor", "A ti levanto os meus olhos", "Se o Senhor não estivesse do nosso lado", "Os que confiam no Senhor", "Quando o Senhor trouxe os cativos". O Senhor e somente o Senhor é assim exaltado, a cada passo desses cânticos das subidas. Ai, como se suspira por uma vida que em cada ponto de parada sugerirá um novo cântico ao Senhor!

ASSUNTO
Fala-se aqui da bênção sobre seu povo como sua única grande necessidade e privilégio. Somos ensinados que construtores de casas e cidades, sistemas e fortunas, impérios e igrejas todos trabalham em vão sem o Senhor; mas que sob o favor divino eles gozam de perfeito sossego. Filhos, que em hebraico são chamados de "edificadores", são apresentados como construtores de famílias sob a mesma bênção divina, para a grande honra e felicidade de seus pais. É o SALMO DOS EDIFICADORES. "Toda casa é construída por algum homem, mas aquele que construiu todas as coisas é Deus", e a Deus seja o louvor.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. É em vão a mão humana sem a mão de Deus.
2. Em vão é o olho humano sem o olho de Deus.
Ou:
1. Deus deve ser reconhecido em todas as nossas obras.
(a) Procurando-se a direção dele antes delas.
(b) Dependendo-se do auxílio dele.
(c) Dando-se a ele a glória delas.
2. Em todos os nossos cuidados.
(a) Reconhecendo a nossa visão curta.
(b) Confiando na visão antecipada dele (G. R.).
VERS. 1. (primeira parte) - Ilustra os princípios:
1. Em edificar caráter.
2. Em construir planos de vida e de trabalho.
3. Em emoldurar esquemas de felicidade.
4. Em levantar uma esperança de vida eterna.
5. Em erguer e ampliar a igreja (J. F.)

VERS. 1-2.
1. O que nós não podemos esperar: a saber, que Deus opere sem nós edificarmos, vigiarmos.
2. O que podemos esperar: Fracasso, se estamos sem Deus.
3. O que não devemos fazer: Inquietar-nos, preocupar-nos.
4. O que podemos fazer: Confiar de tal forma que possamos descansar em paz.

VERS. 2. (com Sl 126.2). O esforço da lei contrastada com o riso do evangelho.
VERS. 2. O pão de tristezas.
1. Quando Deus o manda, é bom comê-lo.
2. Quando nós mesmos o assamos, é inútil nós o comermos.
3. Quando o diabo o traz, é carne mortífera.
VERS. 2. (última cláusula) - Bênçãos que nos vêm enquanto dormimos.
1. Saúde renovada e vigor do corpo.
2. Descanso mental e refrigério.
3. Pensamentos mais doces e propósitos mais santos.
4. Dádivas providenciais. A chuva cai, os frutos da terra crescem e amadurecem, a roda do moinho gira, o navio segue sua rota, enquanto nós dormimos. Muitas vezes quando não estamos fazendo nada para nós mesmos é quando Deus está fazendo mais (W. H. J. P.).
VERS. 2 (última cláusula). Tema de Sermão de Spurgeon: "O sono especial dos amados".

VERS. 3-5. Filhos. Considere:
1. Os efeitos de recebê-los como sendo uma herança do Senhor.
(a) Os pais confiarão no Senhor pelo suprimento e segurança deles.
(b) Os pais os considerarão como um encargo sagrado que o Senhor lhes confia, de cujo cuidado eles precisarão prestar contas.
(c) Eles os ensinarão no temor do Senhor.
(d) Consultarão a Deus a seu respeito com freqüência.
(e) Eles os entregarão sem murmurar quando o Senhor os chamar para si mesmo pela morte.
2. Os efeitos de sua educação correta.
(a) Tornam-se a alegria dos pais.
(b) São o resultado permanente da sabedoria dos pais.
(c) São o sustento e consolo da velhice de seus pais.
(d) São os transmissores das virtudes de seus pais para outra geração; pois filhos bem criados tornam-se, por sua vez, pais sábios (J. F.)

VERS. 4. A função espiritual das crianças.
1. Quando morrem na infância, despertando os pais.
2. Quando voltam para casa da Escola Dominical, levando influências santas.
3. Quando se tornam convertidos.
4. Quando crescem e se tornam homens e mulheres úteis.

VERS. 4-5.
1. A dependência dos filhos para com os pais.
(a) Por segurança. Estão em sua aljava.
(b) Por direção. São enviados por eles.
(c) Por apoio. Estão nas mãos dos poderosos.
3. A dependência dos pais para com os filhos:
(a) Para defesa. Quem aceita ouvir falar mal de um de seus pais?
(b) Para felicidade. "Um filho sábio" (Pv 10.1). As crianças trazem à tona algumas das mais nobres e ternas emoções humanas. Feliz é o ministro cristão que com a aljava cheia possa dizer: "Aqui estou, e os filhos que tu me deste" (G. R.).

VERS. 6. "A Recompensa de Fazer o Bem é Certa" (Sermão de Henry Melvill).

SALMO 128

TÍTULO
Um Cântico dos Degraus. Há um avanço evidente em relação ao último salmo discutido: aquele só se referiu à maneira como uma casa pode ser construída, mas este retrata a casa construída e decorada com felicidade doméstica pela bênção do próprio Deus. Há também um avanço claro no tempo, porque aqui ultrapassamos os filhos e chegamos aos filhos dos filhos; há ainda uma progressão em felicidade, pois as crianças que no salmo anterior eram flechas são aqui brotos de oliveira, e em vez de falar "com os inimigos à porta" nós o fazemos com "paz em Israel". Assim subimos de degrau em degrau, e cantamos na subida.

ASSUNTO
É um hino de família, um canto para o casamento, ou um nascimento, ou para qualquer dia no qual uma casa feliz se reuniu para louvar o Senhor. Como todos os cânticos de subida, tem um olho voltado para Sião e Jerusalém, ambos mencionados especificamente, e se completa como os salmos 125, 130 e 131, com uma referência a Israel. É um salmo curto, mas rico e sugestivo. Sua poesia é da mais fina estirpe. Talvez não possa ser entendido em nenhum outro país melhor do que naquele onde se canta com prazer: "Ó Lar, meu doce lar; não há no mundo nada igual ao doce lar".

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. A universalidade da bênção de homens que temem a Deus. As circunstâncias, sejam pessoais ou relativas, não podem alterar a bênção; nem a idade, nem a opinião pública, nem mesmo o próprio sentimento de ser indigno.
VERS. 1. Considere:
1. A união de um temor correto com um andar correto.
(a) Há um temor errado, por ser de escravo; esse nunca pode conduzir à obediência genuína, que precisa ser exercida com boa vontade e alegria.
(b) Mas o temor da reverência e amor filial certamente indicará aos pés os caminhos de Deus, manterá neles os passos firmes, e lhes dará asas velozes.
2. A bem-aventurança daquele com quem se unem.
(a) É a bem-aventurança de vida; para isso prosperou.
(b) É a bem-aventurança de felicidade doméstica; pois onde o chefe da família é santo, a família é lar de paz.
(c) É a bem-aventurança de uma influência santa em todas as esferas de sua atividade.
(d) É a bem-aventurança, sentida no fundo do coração, de caminhar com Deus.
(e) E tudo é apenas um prelúdio à eterna bem-aventurança no céu (J. F.)

VERS. 2. As bem-aventuranças dos justos primeiro são generalizadas, depois particularizadas. Aqui são divididas em três aspectos.
1. O fruto de esforços passados.
2. Felicidade atual.
3. Bem-estar futuro: "Você será feliz e próspero". Tudo correrá bem no tempo; bem na morte; bem no juízo final; bem para sempre (G. R.).
VERS. 2.
1. O trabalho, uma bênção para aquele que teme a Deus.
2. Os frutos de seu trabalho, resultado da bênção de Deus.
3. O prazer nos frutos do trabalho é mais uma bênção de Deus (W. H. J. P.)
VERS. 2. (primeira cláusula) Sucesso na vida.
1. Sua fonte - a bênção de Deus.
2. A via pela qual nos vem - nosso próprio trabalho.
3. A medida na qual é prometido - tanto quando pudermos realizar. O excedente está além da promessa.
4. O deleite. Temos permissão de realizar nosso trabalho ou de desfrutá-lo com prazer.
VERS. 2. (segunda cláusula) Felicidade piedosa.
1. Resultante da bênção de Deus
2. Advém de ter bom caráter: "teme o Senhor".
3. Sucede o trabalho: veja a sentença anterior.
4. É apoiada pelo bem-estar: veja a sentença seguinte.

VERS. 3 (última cláusula).
1. Tudo irá bem com você enquanto viver.
2. Irá melhor quando morrer.
3. Irá ainda melhor na eternidade (Adaptado de Matthew Henry).
VERS. 3. A bênção de filhos.
1. Estão à volta de nossa mesa - despesa, ansiedade, responsabilidade, prazer.
2. São como oliveiras - fortes, plantadas em ordem, passando a nos suceder, frutíferos para Deus - como a oliveira fornece o óleo para a iluminação.
VERS. 3. Um retrato completo de uma família. Aqui estão o marido, a esposa, os filhos, a casa, os quartos, a mesa. Devemos pedir uma bênção para cada um, bendizer a Deus por cada um, e usar cada um de um modo abençoado.

VERS. 4. A felicidade doméstica é a bênção peculiar da piedade. Mostre como ela a produz e mantém.

VERS. 5. A bênção fora de Sião. Ver Nm 6.24-26.
VERS. 5. Duas misericórdias que não têm preço.
1. A casa de Deus é uma bênção para a nossa casa. É ligada à nossa própria salvação, edificação, consolação. É nossa esperança para a conversão de nossos filhos e servos. É o lugar de sua educação, e para a formação de amizades construtivas.
2. Nossa casa é uma bênção para a casa de Deus. Com interesse pessoal na igreja, hospitalidade, generosidade, serviço. As crianças ajudando o trabalho santo. A esposa útil a ela.

VERS. 6. A velhice é abençoada quando:
(a) A vida foi gasta no temor de Deus.
(b) Quando é rodeada até seu término por afeição humana.
(c) Quando mantém seu interesse na causa de Deus (W. H. J. P.).
VERS. 6. (última cláusula). A paz da igreja - sua excelência, seus inimigos, seus amigos, seus frutos.

SALMO 129

TÍTULO
Cântico de Peregrinação. Não consigo entender como este pode estar um degrau acima do salmo anterior; e contudo é claramente o cântico de um indivíduo mais velho e experimentado, que volta os olhos para uma vida de aflições, em que sofreu durante todo o percurso, mesmo na mocidade. Até onde a paciência é uma graça mais alta, ou pelo menos mais difícil, do que o amor doméstico, a subida ou o progresso talvez possam ser assim considerados. Provavelmente, se conhecêssemos mais detalhes sobre as estações da estrada para o Templo, veríamos alguma razão para a ordem desses salmos; mas como não se pode obter estas informações, devemos aceitar os cânticos como os encontramos, e lembrar que, como agora não vamos fazer peregrinações a Sião, é nossa curiosidade, e não nossa necessidade, que perde por não conhecermos a causa da ordenação dos cânticos nesse Saltério do Senhor, Sl 129.4; e a condição não abençoada em que estão os inimigos de Peregrino.

AUTOR
Não nos parece necessário atribuir este salmo a um período pós-exílio, pois na verdade ele se adéqua mais a um tempo em que o inimigo ainda não prevalecera ao ponto de levar o povo a uma terra distante. É um hino com um misto de tristeza e de forte determinação. Embora dolorosamente abatido, o afligido tem o coração intato, e desdenha ceder por pouco que seja ao inimigo. O poeta canta as aflições de Israel, Sl 129.1-3; a interposição do Senhor, Sl 129.4; e a condição não abençoada dos inimigos de Israel, Sl 129.5-8. É uma canção rústica, cheia de alusões à criação de animais. Lembra-nos os livros de Rute e Amós.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. A aflição, conforme chega aos santos vinda dos homens do mundo.
(a) A razão dela - a inimizade da semente da serpente.
(b) As formas em que aparece - perseguição, ridicularização, difamação, desdém.
(c) Consolo para isso. Assim perseguiram eles os profetas: assim o Mestre. Está em sua natureza. Não podem matar a alma. É por um tempo apenas.

VERS. 1-2.
1. Até que ponto pode chegar a perseguição por causa da justiça:
(a) Pode ser grande: "oprimiram", "oprimiram".
(b) Pode ser freqüente: "Muitas vezes".
(c) Pode vir cedo: "desde a minha juventude".
2. Até que ponto não pode chegar:
(a) Pode até parecer que prevalece.
(b) Pode prevalecer até certo grau.
(c) Não pode prevalecer no final das contas.
(d) Fará com que aquilo ao qual se opõe prevaleça cada vez mais (G. R.).

VERS. 1-4 Israel, perseguido mas não abandonado. Perseguição.
1. De onde vem: "(eles) me oprimiram"
2. Como aconteceu: "Muitas vezes", "desde a minha juventude", severa-mente: "oprimiram", "passaram o arado".
3. Por que veio. Ódio humano e satânico e permissão divina.
4. O que resultou disso: "jamais conseguiram vencer-me" - para destruir, levar ao desespero, conduzir ao pecado. A justiça de Deus manifestou-se em sustentar seu povo, confundir os inimigos deles.
VERS. 1-4. Os inimigos da igreja de Deus.
1. Sua violência: "Fizeram longos sulcos".
2. Sua persistência: "Muitas vezes... desde a mocidade".
3. Seu fracasso: "Jamais conseguiram vencer".
4. Seu grande oponente: "O Senhor libertou das algemas dos ímpios" (J. F.)

VERS. 3.
1. Cumprido literalmente.
(a) Em Cristo. Mt 27.26, 20.19, Mc 15.15, Lc 18.33, Jo 19.1.
(b) Em seus seguidores. Mt 10.17, At 16.23, 2Co 6.5, 2Co 11.23-24, Hb 11.36. E freqüentemente em perseguições subseqüentes.
2. Figurativamente. Em calúnias secretas tanto de Cristo como de seus seguidores (G. R.).

VERS. 4. O canto de triunfo de Israel.
1. O Senhor é justo ao permitir que essas aflições sobrevenham a seu povo.
2. Ele é justo em guardar sua promessa de livramento de seu povo.
3. Ele é justo ao visitar os inimigos de seu povo com discernimento (W. H. J. P.).

VERS. 5.
1. Um ódio inescusável é descrito: "odeie Sião", a igreja e causa de Deus. Pois:
(a) Seu povo é justo.
(b) Sua fé é um evangelho.
(c) Sua missão é paz.
(d) Sua própria existência é a preservação do mundo.
2. Uma pecaminosidade crônica é indicada: "Os que odeiam Sião". Pois, apesar de quaisquer virtudes morais de que se possam gabar, eles devem ser:
(a) Inimigos da raça humana.
(b) Opositores desafiantes de Deus.
(c) Perversamente cegos, como Saul, ou radicalmente vis.
(d) Parecidos com o Diabo.
4. Um sentimento instintivo de um homem bom expressou: "retrocedam envergonhados". Deixem todos em paz. Motivado por:
(a) Seu amor a Deus.
(b) Amor pelo homem.
(c) Amor pela justiça. Pois, esta existência é em si uma promessa de que o justo Deus respeitará e concordará com ela (J. F.).

VERS. 5-8.
1. Os personagens descritos.
(a) Não amam a Sião. Não dizem: "Senhor, eu amo os habitantes de tua casa".
(b) Odeiam Sião - tanto seu Rei como seus súditos.
2. Sua prosperidade: "como o capim".
3. Seu fim.
(a) Vergonha: "Sejam envergonhados".
(b) Perda: Sejam obrigados a "Retroceder"
(c) Desapontamento. Nada de ceifar; nada de colher.
(d) Desonra. Sem ser abençoados por outros, nem benditos em si (G. R.).

VERS. 6-9. Os maus florescendo e perecendo.
1. Eminentes em posição.
2. Invejados na prosperidade.
3. Evanescentes na durabilidade.
4. Vazios de solidez.
5. Isentos de bênçãos.

SALMO 130

TÍTULO
Um cântico de peregrinação. É difícil perceber qualquer ascensão do salmo para este, pois talvez os degraus ou avanços estejam no próprio canto: é evidente que ele se eleva rapidamente das profundezas da angústia às alturas da afirmação. É bem apropriado vir logo depois do 129; quando superamos as aflições próprias da condição humana, nos tornamos mais preparados para encontrar as tristezas mais profundas próprias de nossos assuntos com Deus. Quem suportou os flagelos dos maus treinou a paciência para ocupar-se dos procedimentos do Senhor Santo. Chamamos este o SALMO DE PROFUNDIS: "Das profundezas" é sua palavra-chave: daquelas profundezas nós clamamos, aguardamos, vigiamos e esperamos. Neste salmo ouvimos a pérola da redenção, Sl 130.7-8: quem sabe o doce cantor nunca teria encontrado algo de precioso se não tivesse sido lançado nas profundezas. "As pérolas se encontram bem no fundo".

DIVISÃO
Os primeiros dois versículos (Sl 130.1-2) revelam um desejo intenso; e os dois seguintes são uma confissão humilde de arrependimento e fé, Sl 130.3-4. Em Sl. 130.5-6 resolve-se aguardar em vigia; e em Sl 130.7-8, tanto para si como para Israel a expectativa alegre encontra expressão.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. A afirmação do crente experiente:
1. Eu clamei - isto é, eu orei sincera, constante e verdadeiramente.
2. Só clamei a ti. Nada poderia me atrair a outras confidências, ou fazer-me perder a esperança em ti.
3. Clamei na aflição. No pior momento, tanto por aflição temporal como espiritual, clamei das profundezas.
4. Portanto eu deduzo - que sou teu filho, não hipócrita, não apóstata; e que tu me ouviste e me ouvirás sempre e sempre.
VERS. 1.
1. O que deveremos entender por "as profundezas". Grande desalento e aflição.
2. Como os homens entram nas "profundezas". Por pecado e falta de fé.
3. Que fazem as almas clementes quando estão "nas profundezas". Clamam ao Senhor.
4. Como o Senhor eleva almas em oração das "profundezas"; "Ele próprio redimirá", Sl 130.8 (W. H. J. P.).
VERS. 1.
1. Na fossa.
2. A estrela da manhã é vista: "Tu, ó Senhor".
3. A oração vai se elevando "das profundezas" (W. B. H.).

VERS. 1-2.
1. As profundezas de onde pode se elevar a oração.
(a) De aflição.
(b) De convicção.
(c) De deserção.
3. A altura à qual pode se elevar.
(a) À audição de Deus.
(b) A uma audição paciente. "Ouve a minha voz".
(c) A uma audição atenciosa.
Ou:
1. Devemos orar em todos os tempos.
2. Devemos orar para que sejam ouvidas as nossas orações.
3. Devemos orar até sabermos que somos ouvidos.
4. Devemos orar com fé pois quando somos ouvidos teremos aquilo que pedimos. "Aquilo que oraste a mim contra o Rei da Assíria eu ouvi". Deus tinha ouvido. Era o suficiente. Houve a morte de Sena-queribe e a derrota de seu exército (G. R.).
VERS. 1-2. Considere:
1. A condição do salmista na ótica de uma advertência. Evidentemente, por pecado, ele chegou às profundezas; ver Sl 130.3-4. Aprenda:
(a) A necessidade de vigilância por parte de todos.
(b) Que a apostasia irá causar, mais cedo ou mais tarde, grande dificuldade de alma.
2. Ele teria em alguma época continuado naquela condição, na luz de um juízo Divino: "clamo" ("venho clamando"). Por certo seu primeiro clamor não lhe tinha trazido livramento.
(a) O reconhecimento do perdão é uma obra divina, que depende do que apraz ao Senhor, Sl 85.8.
(b) Mas ele nem sempre perdoará ante a primeira súplica; pois ele fará com que seu povo reverencie sua santidade, sinta a amargura de pecar, aprenda a cautela.
3. A conduta da pessoa nessa condição, sob a luz de uma orientação. Ela:
(a) Busca livramento só com Deus.
(b) Ela é intensamente sincera em sua solicitação: "Eu clamo".
(c) É importuna em seu rogo: "Ouve, Senhor, a minha voz!" (J. F.).

VERS. 2. A atenção de Deus para conosco - como ganhá-la.
1. Que nós clamemos o nome que exige atenção.
2. Que nós mesmos prestemos atenção à palavra de Deus.
3. Que saibamos dar atenção sincera àquilo que pedimos, e como pedimos.
4. Que vigiemos atentamente por uma resposta.
VERS. 2. Ouve, Senhor, a minha voz.
1. Embora seja débil por causa da distância - ouve-a.
2. Embora titubeante por causa de minha aflição - ouve-a.
3. Embora seja indigna por causa de minhas iniqüidades - ouve-a (W. H. J. P.).

VERS. 3.
1. A suposição: "Se tu, Soberano Senhor, registrasses os pecados".
(a) É bíblica.
(b) É lógica. Se Deus não é indiferente para com os homens, ele deve observar seus pecados. Se ele é santo, precisa manifestar indignação contra o pecado. Se ele é o Criador da consciência, ele certamente precisa sustentar seu veredito contra o pecado. Se ele não está totalmente do lado do pecado, como pode ele não castigar os males e misérias que o pecado tem causado?
2. A pergunta que isso sugere é: "Quem se manterá?" É uma pergunta, que:
(a) não é difícil de responder.
(b) É de importância solene para todos.
(c) Que deve ser meditada seriamente, sem demora.
3. A possibilidade que sugere: "Se tu, Soberano Senhor". O "se" sugere a possibilidade de que Deus poderá não registrar o pecado. A possibilidade:
(a) É razoável, contanto que possa ser sem estrago para a justiça de Deus; pois o Criador e Preservador dos homens não pode se deleitar em condenar e punir.
(b) É uma realidade que honra a Deus, através do sangue de Cristo, Rm 3.21-26.
(c) Torna-se uma certeza gloriosa na experiência de almas penitentes e crentes (J. F.).

VERS. 3-4.
(a) A confissão. Ele não poderia ficar de pé.
(b) A confiança. "Há perdão".
(c) A conseqüência. "Para que sejas temido".
VERS. 3-4.
(a) A temível suposição
(b) A solene interrogação.
(c) A Divina consolação (W. J.).

VERS. 4. Perdão com Deus.
1. As provas disso.
(a) Declarações divinas.
(b) Convites e promessas, Is 1.18.
(c) A concessão de perdão tão eficazmente, a ponto de dar segurança e alegria, 2Sm 12.13, Sl 32.5, Lc 7.47-8, 1Jo 2.12.
2. A razão disso.
(a) Na natureza de Deus há o desejo de perdoar; o dom de Cristo é suficiente prova disso.
(b) Mas, o texto não fala tanto de um desejo, como afirma a existência de um perdão estar "com" Deus, portanto pronto a ser dispensado. O sangue de Cristo é a razão (Cl 1.14); por ele a disposição de perdoar justamente se manifesta no ato de perdão: Rm 3.25-26.
(c) Portanto, o perdão para todos os que crêem é certeza: Rm 3.25, 1Jo 2.1-2.
3. O resultado de sua realização: "Para que sejas temido": com temor reverente e culto espiritual.
(a) A possibilidade de perdão gera, numa alma ansiosa, a verdadeira penitência, como oposto do terror e do desespero.
(b) A esperança de recebê-lo gera busca sincera e espírito de oração.
(c) Uma recepção crente dele dá paz e descanso, e, ao suscitar amor agradecido, leva ao culto espiritual e serviço filial (J. F.).
VERS. 4. Existe perdão.
1. É necessário.
2. Só Deus pode concedê-lo.
3. Pode ser recebido.
4. Podemos saber que o temos.
VERS. 4.
1. Um aviso que alegra demais: "Contigo está o perdão".
(a) É um fato certo.
(b) Um fato no tempo presente.
(c) Um fato que surge do próprio Deus.
(d) Um fato declarado em termos genéricos.
(e) Um fato a ser meditado com deleite.
2. Um plano muitíssimo admirável: "Para que sejas temido".
(a) Contrário ao abuso que dele se tem feito por rebeldes, frívolos e procrastinadores.
(b) Muito diferente dos pretensos temores de legalistas.
(c) Nenhum perdão, nenhum temor de Deus - demônios, réprobos.
(d) Nenhum perdão, ninguém sobrevive para temê-lo.
(e) Mas os meios de perdão incentivam a fé, o arrependimento, a oração; e o recebimento do perdão cria amor, sugere obediência, inflama zelo.
VERS. 4. "Redenção plena" (Sermão de Spurgeon).
VERS. 4. Luz terna.
1. O anjo junto ao trono: "Perdão contigo".
2. A sombra que realça sua doce majestade: "Se", "Mas".
3. A homenagem que resulta de seu ministério é universal, do mais alto ao menor (W. B. H.)

VERS. 5-6. Três posturas: a de aguardar, ter esperança, vigiar.
VERS. 5-6.
1. O pecador que procura.
2. O lamentador cristão.
3. O amoroso intercessor.
4. O trabalhador espiritual.
5. O crente moribundo (W. J.).
VERS. 5-6.
1. Devemos servir a Deus.
(a) Pela fé: "Na sua palavra ponho a minha esperança".
(b) Pela oração. A oração pode aguardar quando tem uma promessa em que repousar.
2. Devemos servir a Deus: "Espero pelo Senhor". "Minha alma espera pelo Senhor mais do que".
(a) Porque ele tem seu próprio tempo para dar.
(b) Porque vale a pena esperar pelo que ele oferece (G. R.).

VERS. 6. Mais do que eles.
1. Pela tristeza mais sombria que sua ausência causa.
2. Pelo mais rico esplendor que a luminosidade de sua vinda certamente trará.
3. Pelo maior poder do amor que temos habitando em nós (W. B. H.).
VERS. 6.
1. Uma longa noite escura: O Senhor ausente.
2. Um vigia animado, esperançoso: Aguardando a volta do Senhor.
3. Uma manhã brilhante, abençoada: O tempo do aparecimento do Senhor (W. H. J. P.).

VERS. 7. A graça redentora é a única esperança dos mais santos (W. B. H.).
VERS. 7.
1. Uma exortação divina: "Que Israel ponha a sua esperança no Senhor".
2. Um motivo espiritual: "pois no Senhor há misericórdia".
3. Uma promessa graciosa: "Ele remirá Israel de todas as suas culpas" (J.C. Philpot).

VERS. 7-8. É sabedoria nossa cuidar de tratar pessoalmente com Deus.
1. O primeiro exercício da fé precisa ser crer no próprio Senhor. Esta é a ordem natural, a ordem necessária, a mais fácil, mais sábia e mais proveitosa. Comece onde tudo começa.
2. Exercícios de fé sobre outras coisas ainda precisam ser relacionados ao Senhor. Amor leal e plena redenção há "no Senhor".
3. Exercícios de fé, qualquer que seja o objetivo, precisam todos repousar sobre ele. "Ele redimirá".

VERS. 8.
1. A Redenção: "De todas as iniqüidades".
2. O Redentor: "O Senhor". Ver Tt 2.14.
3. Os Redimidos: "Israel" (W. H. J. P).

SALMO 131

TÍTULO
Um cântico de peregrinação de Davi. É composto por Davi e sobre Davi: ele é o autor e o tema, e muitos incidentes de sua vida podem ser usados para ilustrá-lo. Comparando os salmos a gemas preciosas, este seria uma pérola: quanta beleza adornará o pescoço da paciência. É um dos salmos mais curtos de ler, porém um dos mais longos para aprender. Trata de uma criança nova, mas contém a experiência de um homem maduro em Cristo. Despretensão e humildade estão aqui unidas em um coração santificado, uma vontade submissa à mente de Deus, e uma esperança dirigida somente ao Senhor - feliz o homem que pode sem falsidade fazer uso dessas palavras como suas; porque ele tem em torno de si a imagem de seu Senhor, que disse: "Eu sou manso e humilde de coração". Este salmo supera todos os cantos de peregrinação que o precederam; pois formosura é um dos mais altos resultados da vida divina. Há também degraus nesse Canto de Passos em Ascensão: é uma escada curta, se contamos as palavras; contudo chega a uma grande elevação, alcançando desde a profunda humildade até a confiança fixada. Le Blanc opinou que este é um canto dos israelitas que retornaram da Babilônia com corações humildes, desmamados de seus ídolos. Em todo caso, depois de qualquer cativeiro, que seja esta a expressão de nossos corações.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Humildade.
1. Uma profissão de fé que deve convir para todo filho de Deus.
2. Uma profissão, contudo, que muitos filhos de Deus não podem fazer honestamente. Aponta-se a prevalência do orgulho e da ambição mesmo na igreja.
3. Uma profissão que só se justifica pela posse do espírito de Cristo. (Mt 11.29-30, Mt 18.1-5) (C. A. D.).

VERS. 2. De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. O original tem um pouco a forma de um juramento, e portanto nossos tradutores mostram grande sensatez em introduzir a expressão "de fato"; não é uma versão literal, mas dá o sentido corretamente. O salmista tinha mostrado seu melhor comportamento, e tinha suavizado a rusticidade de sua vontade; por um esforço santo ele dominou o próprio espírito, de modo que para com Deus ele não foi rebelde, assim como para com o homem ele não foi arrogante. Não é nada fácil aquietar-se: mais facilmente pode um homem acalmar o mar, ou governar o vento, ou amansar um tigre, do que aquietar-se. Somos clamorosos, inquietos, petulantes; e nada senão a graça pode nos aquietar sob aflições, irritações e desilusões. Como uma criança recém-amamentada por sua mãe. Ele tinha ficado tão quieto e contente como uma criança completamente recém-amamentada. Os orientais adiavam o tempo do desmame muito mais do que nós, e podemos concluir que o processo não é mais fácil por ser adiado. Por fim é preciso dizer um basta para o período de amamentação, e então começa uma batalha: é negado à criança seu consolo, e ela chora e se irrita, ou fica amuada. Está enfrentando sua primeira grande tristeza e está aflita. Mas o passar do tempo traz não só alívio, mas o fim do conflito; o menino logo está comendo à mesa com seus irmãos e nem deseja retornar àquela fonte que lhe sustentava a vida. Não está mais zangado com a mãe, mas procura o aconchego no seu colo. Para a criança desmamada sua mãe é seu consolo, embora lhe tenha negado consolo.
"Minha alma. como a criança desmamada, descansa.
Eu paro de chorar.
Assim o colo da mãe, mesmo seco o seu peito
Pode embalar."
É bênção, um marco de crescimento, de sair da infância espiritual, quando podemos sacrificar as alegrias que um dia pareciam essenciais, e achar consolo naquele que as nega: isso é maturidade, e toda reclamação infantil se vai. Se o Senhor tira nosso mais apreciado deleite, curvamo-nos à sua vontade sem um murmúrio; fazemos isso com o prazer que vem da humildade, o cabo que sustenta a flor em que desabrocha a paz.
Não é todo filho de Deus que é logo desmamado. Alguns são infantes quando já deveriam ser pais; outros são difíceis de desmamar, choram, brigam contra a disciplina do pai celeste. Quando nos achamos desmamados descobrimos, para tristeza nossa, que os velhos apetites estão mais machucados do que mortos. Com certeza centenas já cantaram este salmo muito antes de compreendê-lo. Benditas são aquelas aflições que subordinam nossos sentimentos, que nos desmamam da auto-suficiência, que nos ensinam a maturidade cristã, que nos ensinam a amar Deus não meramente quando ele nos consola, mas mesmo quando ele nos sujeita a provações. Tal desmame de si emana da humildade suave declarada no verso primeiro, e em parte explica a sua existência. Se o orgulho acabou, a submissão com certeza virá; e por outro lado, se o orgulho deve ser afugentado, o "eu" também precisa ser vencido.
VERS. 2. A alma é como uma criança desmamada:
1. Na conversão.
2. Na santificação, que é um contínuo desmame do mundo e do pecado.
3. Na perda de uma pessoa querida.
4. Em aflição de toda espécie.
5. Na morte (G.R.).
VERS. 2.
1. A alma precisa ser desmamada assim como o corpo.
(a) Primeiro ela é alimentada por outras pessoas.
(b) Depois é deixada com seus próprios recursos.
2. A alma é desmamada de uma coisa ao dar atenção a outra coisa:
(a) De coisas mundanas, a celestiais.
(b) De justiça própria, à justiça de outrem.
(c) De pecado, a santidade.
(d) Do mundo, a Cristo.
(e) De si, a Deus (G. R.).
VERS. 2.
1. Uma condição desejável: "Como uma criança desmamada".
2. Uma tarefa difícil - sujeitar e aquietar a si próprio.
3. Um resultado deleitoso: "De fato... sou como uma criança desmamada por sua mãe" (W. H. J. P.)
VERS. 2.
1. Desassossego de alma: fraco, desonroso, rebelde.
2. Governo da alma; o trono muitas vezes abdicado; Deus dá a cada um o cetro do governo próprio; necessário à vida bem-sucedida.
3. A alma quieta: sua doçura; seu poder. Vem, Espírito Santo, sopra sobre nós! (W. B. H.)
VERS. 2. Foi sermão de Spurgeon: "A criança desmamada".

VERS. 2-3. A criança desmamada esperando no Senhor.
1. O primeiro desmamar da alma, o grande evento da história de um homem.
2. A alegria no Senhor que surge em cada alma desmamada: "Minha alma é como uma criança recém-amamentada pela mãe; a minha alma é como essa criança; ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, desde agora e para sempre!"
3. O desmamar diário da alma ao longo da vida toda.
4. Os desejos sinceros e a obra frutífera de toda alma desmamada (A. Moody Stuart).

VERS. 3.
1. O incentivo para esperar em Deus.
(a) Como Deus da aliança, "o Deus de Israel".
(b) Como Deus guardador de alianças: "Desde agora".
2. O efeito dessa esperança.
(a) A humildade e a dependência no primeiro verso.
(b) O contentamento e desmame do segundo verso. Será que Israel seria assim humilde e obediente como uma criancinha? "Ponha a sua esperança no Senhor" (G. R.).
VERS. 3. Espere mais, espere sempre.
1. Pois o passado autoriza tal confiança.
2. Pois o presente exige tal confiança.
3. Pois o futuro justificará tal confiança (W. H. J. P.)

SALMO 132

TÍTULO
Um cântico de peregrinação. Um cântico alegre: que todos os peregrinos à Nova Jerusalém o cantem com freqüência. Os degraus, as subidas são muito visíveis; o tema sobe de degrau em degrau desde "dificuldades" até uma "coroa", de "lembra-te de Davi" a "farei renascer o poder de Davi". A segunda metade é como o céu arqueando sobre "os campos de Jaar" que são encontrados nas decisões e orações que antecedem (v. 1-5).

DIVISÃO
Nossos tradutores dividiram bem este salmo. Ele contém uma afirmação do cuidado ansioso de Davi, que deseja construir uma casa para o Senhor (Sl 132.1-7); uma oração na remoção da arca (Sl 132.8-10); e uma súplica sobre a aliança divina e suas promessas (Sl 132.11-18).

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. O Senhor se lembra de Jesus, nosso Davi: ele o ama, deleita-se nele, está com ele.
2. Nessa lembrança suas tristezas têm lugar proeminente - "todas as suas aflições".
3. Contudo o Senhor seria trazido à lembrança de seu povo.

VERS. 1-2. Em relação a seu povo:
1. O Senhor se lembra:
(a) Dos indivíduos.
(b) De suas aflições.
(c) De seus votos.
2. O senhor se lembra deles:
(a) Para aceitá-los.
(b) Para se condoer deles.
(c) Para ajudá-los.
VERS. 1-2.
1. Deus se lembra de seu povo, de cada um: "Lembra-te de Davi". O Espírito intercede dentro de nós de acordo com a vontade de Deus.
2. Ele se lembra de suas aflições: "Davi e todas as suas aflições". "Conheço suas obras e suas tribulações".
3. Ele se lembra de seus votos; especialmente:
(a) Daqueles relacionados ao serviço dele.
(b) Daqueles feitos solenemente.
(c) Daqueles realizados fielmente (G. R.).

VERS. 1-5. Observe:
1. Como Davi doía por aquilo que concebia ser uma desonra a Deus, que ele achava que poderia consertar. Considere "as dificuldades que enfrentou" - porque a arca habitava atrás de cortinas, enquanto que ele próprio habitava numa casa de cedro: 2Sm 7.2.
2. Considere:
(a) Sua singularidade. A maioria sente aflição em perdas pessoais; muito poucos sofrem por uma causa como essa.
(b) A pequena compaixão com que a maioria dos homens enfrenta tal sentimento. "Se Deus tenciona converter os pagãos, ele pode fazer isso sem você, meu jovem", alguém disse ao doutor, naquele tempo sr. Carey, quando o paganismo lhe afligia.
(c) A justeza desse sentimento para um homem que realmente teme a Deus.
(d) O agrado que Deus sente: 1Sm 2.30.
3. A sinceridade com ele se pôs a remediar a situação que lhe era deplorável: "Ele jurou". Não pode haver a menor dúvida de que ele se teria privado do prazer de luxos que eram mundanos enquanto não realizasse a obra que lhe era cara ao coração, se lhe tivesse sido permitido. Observe:
(a) Há pouco empenho pela honra de Deus quando a abnegação pessoal não é exercida por amor à sua causa.
(b) Fosse tal empenho demonstrado pelo povo de Deus, seriam muitos os doadores e mais liberais as doações; haveria mais trabalhadores, e o trabalho seria feito com mais entusiasmo e melhor.
(c) Seria ótimo surpreender o mundo e merecer os louvores dos justos por nos tornarmos entusiastas pela honra de Deus (J. F.).

VERS. 3-5.
1. Deveríamos desejar uma habitação para Deus mais do que para nós mesmos. Deus deveria ter o melhor de todas as coisas. "Aqui estou eu, morando num palácio de cedro, enquanto a arca de Deus permanece numa simples tenda" (2Sm 7.2).
2. Devemos ser guiados pela casa de Deus ao buscar uma casa para nós mesmos: "Não permitirei... enquanto não encontrar".
3. Devemos trabalhar para a prosperidade da casa de Deus ainda mais do que pela nossa. Nada tornará sono nosso tão doce como ver prosperar a igreja de Deus; nada nos fará perder mais o sono do que vê-la decrescer: "Não permitirei que os meus olhos peguem no sono nem que as minhas pálpebras descansem (Sl 132.4); "Será que é hora para vocês, Ó povo, habitarem em casas bem acabadas, e esta casa ficar estragada?" (G. R.).

VERS. 5. Algo para o qual viver - encontrar habitações novas para Deus.
1. A Condescendência que fica subentendida: Deus conosco.
2. As Regiões examinadas: corações, lares, "lugares escuros da terra".
3. A realeza do trabalho: Ocupa o Rei Davi, e é trabalho digno de um rei (W. B. H.).
VERS. 5. "Um lugar para o Senhor". No coração, no lar, na assembléia, na vida. Em todo lugar precisamos encontrar ou fazer um lugar para o Senhor.
VERS. 5. "O poderoso Deus de Jacó."
1. Poderoso, e por isso ligou o céu e a terra em Betel.
2. Poderoso, e por isso trouxe Jacó de volta da Mesopotâmia.
3. Poderoso, e contudo lutou com ele em Jaboque.
4. Poderoso, e contudo deixou que fosse afligido.
5. Poderoso, e portanto deu-lhe pleno livramento.

VERS. 6-7. Usaremos estes versículos para fins práticos. Uma alma suspirando por encontrar-se com Deus. E Deus marcou um lugar de encontro.
1. Sabemos o que é. Um propiciatório, um trono de graça, um lugar de glória revelada. Dentro dele, a lei preservada. Alimento celestial - uma vasilha de maná. Governo santo - a vara de Aarão.
2. O desejo de achá-lo. Intensamente. Imediatamente. Reverentemente. Anelando por recebê-lo.
3. Ouvimos falar dele. Quando éramos novos. Quase nos esquecemos onde. Ouvimos isso de ministros, de homens santos, daqueles que nos amavam.
4. Nós o encontramos. Onde menos o esperamos. Num lugar desprezado. Num lugar solitário. Onde nos perdemos. Muito perto de nós - onde nos escondemos como Adão entre as árvores.
5. Nós iremos. A Deus em Cristo. Por tudo que ele nos dá. Para habitar com ele, para aprender com ele.
6. Nós nos prostraremos. Humildemente. Solenemente. Agradecida-mente. Preparando-nos para o céu.

VERS. 7.
1. O lugar: "Seus tabernáculos".
(a) Construído para Deus.
(b) Aceito por Deus: presente em toda parte; especialmente aqui ele está presente.
2. Nossa presença: "Iremos". Ali Deus está presente para se encontrar conosco, e ali devemos estar presentes para encontrar-nos com ele.
3. O plano:
(a) De adoração.
(b) Para consagrarmo-nos: "diante do estrado de seus pés" (G. R.).

VERS. 8-9.
1. A presença de Deus desejada:
(a) Para que seja assinalado de modo evidente: "Levante-se" e entre.
(b) Para que possa ser graciosa: "Tu e a arca" - para que ele esteja Presente sobre o propiciatório.
(c) Para que seja sentido: acompanhado de poder: "A arca onde está o seu poder".
(d) Para que seja permanente: "Levanta-te e vem para o teu lugar de descanso".
2. As razões para este desejo.
(a) Com respeito aos sacerdotes ou ministros: "Vistam-se de retidão os teus sacerdotes": não com sua própria retidão, mas com roupas que falem de "roupas de salvação" e "vestes de justiça".
(b) Com respeito aos adoradores: "Que teus santos". Que ministros preguem o dom da retidão; não a que cresce da natureza do homem, mas aquela que há "para todos os que crêem", e que os santos "cantem de alegria" (G. R.).

VERS. 9. Considere:
1. A importância de um ministério reto na igreja.
2. A ligação entre um ministério reto e justo e um povo alegre.
3. Ambos dependendo da operação graciosa de Deus (J. F.).
VERS. 9 (segunda cláusula).
1. Santos.
2. Canto clamoroso.
3. Explicação - "de alegria.
4. Apoiado - "cantem de alegria os seus fieis".
VERS. 9 (segunda cláusula). A ligação entre santidade e alegria.

VERS. 9, 16. A liderança espiritual
1. As vestimentas:
(a) Retidão, pela qual a estola mais cara é um substituto pobre.
(b) Salvação: saber, oratória, - de pouco valor em comparação.
2. A obtenção das vestimentas:
(a) Precisam vir de Deus.
(b) Oração sincera deve subir constantemente de todos os santos.
3. Vestir os trajes:
(a) Pela própria mão de Deus serão vestidos!
(b) Têm beleza e poder os que são assim vestidos.
(c) As pessoas são "teus sacerdotes" (W. B. H.).
VERS. 9, 16.
1. Sacerdotes e santos.
2. Vestimentas.
3. "Hinos antigos e modernos".
4. A presença real: Deus dando as roupas e a alegria.

VERS. 10.
1. Um mal para ser protestado: "Não rejeites o ungido" - Não volte o rosto de modo que ele não o possa ver, ou ser visto por você, ou aceito, ou não possa ter esperança.
2. Um apelo para ser usado: "por amor ao teu servo Davi" - sua aliança com ele, seu zelo, sua consagração, suas aflições, seu serviço prestado. É bom apelo evangélico, como o que pode ser usado em muitas ocasiões.

VERS. 11 (cláusula do meio). Nossa confiança: "Ele não revogará". Não é um Deus volúvel. Ele previu tudo. Ele pode desempenhar seu propósito. Sua honra está empenhada. Sua promessa não pode falhar

VERS. 12. O favor familiar pode ser perpétuo, mas as condições precisam ser observadas.

VERS. 13.
1. Escolha soberana.
2. Habitação interior condescendente.
3. Descanso eterno.
4. A graça é o motivo - "É o meu desejo".

VERS. 14.
1. Deus encontrando descanso em sua igreja.
(a) As três pessoas honradas.
(b) A natureza divina exercida.
(c) Propósitos eternos cumpridos.
(d) Energias onipotentes recompensadas.
(e) Sacrifícios tremendo lembrados.
(f) Atributos gloriosos louvados.
(g) Relacionamentos tremendos recordados.
2. Este descanso durando para todo o sempre.
(a) Sempre haverá uma igreja.
(b) Esta igreja sempre será tal que Deus possa descansar nela.
(c) Esta igreja, portanto, será segura na terra.
(d) Esta igreja será glorificada eternamente no céu.

VERS. 15.
1. Provisões benditas - "Abençoarei com fartura".
2. Pessoas satisfeitas - "seus pobres suprirei".
3. Deus será glorificado - sua vontade é feita. 4. Lugar feliz - Sião.

VERS. 16, 18. Duas formas de roupas: salvação e vergonha, preparadas para seus sacerdotes e seus inimigos. Qual você vestirá?

VERS. 17. Uma lâmpada estabelecida para o ungido de Deus. Sendo a substância de dois sermões, de Ebnemezer Erskine.

VERS. 17-18.
1. O chifre nascente do poder crescente.
2. A lâmpada perpétua de brilho constante.
3. A sórdida exibição de inimigos derrotados.
4. A coroa que não murcha, da gloriosa soberania.

VERS. 18.
1. Seus inimigos vestidos.
(a) Quem são? Os abertamente profanos. Os morais mas irreligiosos. Os que se acham justos. Os hipócritas.
(b) Vestidos de vergonha como? Em arrependimento, em desilusão, em desapontamento, em remorso, em destruição. O pecado detectado. O eu derrotado. As esperanças dispersadas.
(c) Quem os veste: O Senhor. Ele os humilhará completamente.
2. Ele próprio coroado.
(a) Sua coroa: seu domínio e glória.
(b) Seu florescimento. Glória se estendendo. Súditos aumentando. Riqueza crescendo. Inimigos temendo.
VERS. 18 (última cláusula). O próprio Senhor Jesus é fonte, sustentador, e centro da prosperidade de seu reino.

SALMO 133

TÍTULO
Um cântico de degraus de Davi. Não vemos razão nenhuma de privar Davi da autoria desse soneto brilhante. Ele conhecia por experiência a amargura causada por divisões em famílias, e estava bem preparado para celebrar em finíssima salmodia a bênção da unidade pela qual suspirava. Dentre os "cânticos de peregrinação" este hino certamente chegou a um ótimo nível, e mesmo na literatura comum é citado com freqüência pelo seu perfume e orvalho. Neste salmo não há nenhuma palavra amarga, tudo é "doçura e luz" - uma elevação notável em contraste com o salmo 110 com o qual os peregrinos partiram. Aquele era cheio de guerra e lamentação, mas este canta a paz e a suavidade. Os visitantes a Sião estavam prestes a retornar, e este pode ter sido seu hino de júbilo por terem visto tanta união entre as tribos que se reuniram no altar que tinham em comum. O salmo anterior, que canta a aliança, também havia revelado o centro da unidade de Israel no ungido do Senhor e promessas feitas a ele. Não é de admirar que os irmãos habitem em união quando Deus habita no meio deles, e encontra neles o seu repouso. Nossos tradutores têm dado a este salmo um cabeçalho admirável: "O benefício da comunhão dos santos". Esses homens excelentes muitas vezes acertam o sentido de um texto em poucas palavras.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Unidade cristã.
1. Suas admiráveis excelências.
2. Os sinais de sua existência.
3. As causas de seu enfraquecimento.
4. Os meios de sua renovação.

VERS. 2. Contempla-se aqui os santos.
1. Na sua fraternidade
2. Em seu acordo.
3. Em sua felicidade (W. J.).

VERS. 1-3. Seis bênçãos que convivem com a unidade.
1. Bondade.
2. Prazer.
3. Unção.
4. Orvalho.
5. A bênção de Deus.
6. A vida eterna.
VERS. 1-3.
1. A contemplação: irmãos convivendo juntos em união.
(a) Em uma família.
(b) Em uma igreja cristã.
(c) Irmãos da mesma denominação.
(d) De diferentes denominações.
2. É recomendado
(a) Literalmente: "bom e agradável"
(b) Figurativamente: tão perfumoso como o ungir sacerdotal; frutuoso como o orvalho no Hermom.
(c) Espiritualmente, tem uma bênção de Deus, que dá vida, e continua para sempre! (G. R.).
VERS. 1-3. Sobre cristãos habitarem juntos numa unidade como igreja.
1. A justeza disso, em razão do relacionamento fraterno: "os irmãos convivem". A irmandade cristã é tão singular, sagrada e duradoura, que uma falta de unidade depõe muito. São irmãos.
(a) Porque nasceram de Deus, que é "o Deus de paz". Sua vindicação de serem irmãos é dependente de eles serem semelhantes a ele: Mt 5.9.
(b) Porque são unidos a Cristo, que como irmão maior deseja unidade: Jo 17.20. Não buscar isso é virtualmente repudiá-lo.
(c) Porque "por um Espírito todos nós fomos batizados em um só corpo" (1Co 12.13), no qual a unidade precisa ser conservada: Ef. 4.3.
(d) Por sermos destinados a "habitar juntos em unidade" para sempre no céu; portanto devemos ter este alvo aqui.
2. Sua excelência singular: é tanto "boa como agradável".
(a) Faz bem em relação ao trabalho e à influência da igreja; à mútua edificação e crescimento na graça (2Co 13.11); ao sucesso na oração (Mt 18.19); à recomendação do evangelho a outras pessoas.
(b) É agradável como geradora de felicidade: que agrada a Deus.
3. Sua promoção e manutenção.
(a) Buscar a glória de Deus une; é o oposto de honrar a si mesmo, que divide.
(b) Amor a Cristo, como sendo poder que constrange, une cada um ao outro à medida que une todos bem perto de Cristo.
(c) Atividade em ministrar a outros, em vez de desejar que outros lhe ministrem: isso une um coração a outro (J. F.).

VERS. 2. Deve ter havido uma razão especial pela qual um ungir sacerdotal tenha sido escolhido para esta comparação, e pela qual a de Aarão, em vez de qualquer outro dos sacerdotes. São estes os motivos:
1. O ungüento era "santo", preparado de acordo com a receita divina: Êx 30.23-25. A união da igreja é sagrada. Precisa surgir do amor ordenado por Deus; ser baseado nos princípios prescritos por Deus; e existir para os fins determinados por Deus.
2. A unção era de Deus através de Moisés, que atuou por parte de Deus na matéria. A unidade da Igreja é do Espírito Santo (1Co 13.13), através de Jesus como mediador. Portanto deve-se orar por ela, e com gratidão reconhecê-la.
3. Pela unção, Aarão se tornava consagrado, e oficialmente qualificado para agir como sacerdote. Pela unidade, a Igreja, como um todo, vive sua vida de consagração, e ministra efetivamente no sacerdócio que lhe foi determinado.
4. O óleo era difusivo; não ficava na cabeça de Aarão, mas descia até as saias de suas vestes. A unidade, no passar do tempo, vai passando de algumas poucas pessoas, a todos, especialmente a todos os líderes de uma igreja e para o restante de seus membros. Portanto, é uma questão pessoal. Cada um deve reconhecê-la, e por meio de amor e conduta sábia difundi-la (J. F.).

VERS. 2-3. O amor cristão espalha bênçãos ao descer: "desce pela barba", "desce o orvalho sobre os montes" .
1. Deus a seus santos.
2. De um santo a outro.
3. De santo ao pecador.

VERS. 3. O lugar escolhido para bênção. Uma igreja; uma igreja unida, uma igreja molhada com orvalho do Espírito. Que bênção para o mundo que há um lugar ordenado para a bênção!
VERS. 3 (primeira cláusula). Esta deve ser colocada: "Como o orvalho de Hermom, que desce sobre as montanhas de Sião". Das neves sobre o alto Hermon, a umidade levantada pelo sol é carregada pelo vento, na forma de vapor, para as menores elevações de Sião, sobre o qual ela cai como um orvalho abundante. Portanto, acordo cristão na comunhão da igreja:
1. Não despreza os pequenos, isto é, os fracos, pobres e menos dotados. A comunhão fraterna:
(a) Reconhece que Deus é o Pai, e Cristo é o Redentor de todos os crentes igualmente.
(b) Reconhece a unidade na fé como sendo a verdadeira base de comunhão, não riqueza, posição social ou talento.
(c) Crê que o menor membro é essencial ao completamento do corpo de Cristo.
(d) Reconhece que tudo que faz a pessoa de alguma maneira superior a outra é dom de Deus.
2. Distribui de sua abundância para os necessitados: At 4.32-37.
(a) Os ricos para os pobres: 1Jo 3.17.
(b) Os sábios para os ignorantes.
(c) Os alegres para os entristecidos.
(d) Os firmes para os errados: Tg 5.19.
3. Mostra mais o seu valor por generosidade amorosa, do que por uma aparência "chamativa" diante do mundo. Como o Monte Hermom, era mais valiosa para Sião pelo seu orvalho do que por seu embelezamento do cenário.
(a) Uma atividade generosa demonstra e requer mais graça verdadeira do que uma arquitetura pomposa ou culto com ostentação.
(b) Através dela, a piedade floresce mais do que por uma prestigiada respeitabilidade. Sião era fertilizada pelo orvalho, não pela grandeza de Hermom.
(c) Com isso o coração de Cristo é tocado e o galardão assegurado: Mc 9.40, 42 (J. F.).
VERS. 3. A misericórdia é ordenada. Em outra parte a bondade é exercida, mas em Sião ela é ordenada.
1. Misericórdia ordenada subentende ser ela exercida necessariamente.
2. Misericórdia ordenada acompanha unidade ordenada.
3. Misericórdia ordenada assegura vida mais abundante, "vida para sempre" (W. B. H.).

SALMO 134

TÍTULO
Cântico de degraus. Chegamos agora ao último dos Salmos Graduados. Os peregrinos estão voltando para casa, e estão cantando o último canto de seu saltério. Saem bem cedo de manhã, antes do sol raiar, pois a viagem é longa para muitos deles. Ainda é noite mas eles estão se movimentando. Logo que deixam as portas da cidade, vêem os guardas em cima dos muros do templo, e as luzes que brilham das janelas dos cômodos em volta do santuário; e nisso, comovidos pela cena, eles cantarolam uma despedida ritmada aos servidores perpétuos que estão no santuário. Sua exortação final estimula os sacerdotes a pronunciar sobre eles uma bênção que vem do santo lugar: ela está no verso três. Os sacerdotes dizem mais ou menos assim: "Vocês pediram que bendizêssemos o Senhor, e agora nós oramos ao Senhor para que ele abençoe vocês".
O salmo ensina-nos a orar por aqueles que estão continuamente ministrando diante do Senhor, e convida todos os ministros a pronunciarem bênçãos sobre seu povo amoroso e piedoso.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo. Há duas coisas neste salmo:
1. Nós - bendizendo (abençoando) a Deus: Sl 134.1-2.
(a) Como? Através de gratidão, amor, obediência, oração, louvor.
(b) Onde? "na casa do Senhor", "no santuário".
(c) Quando, Não apenas de dia, mas à noite. Alguns antigamente passavam a noite inteira no templo, outros, parte da noite, louvando a Deus. Assim como Cristo passava noites inteiras em oração pelos seus, eles não consideravam ser demasiado passar noites inteiras louvando-o, ocasionalmente. Cultos à noite não devem ser negligenciados no Dia do Senhor, nem em outros dias da semana.
2. Deus abençoando-nos: Sl 134.3.
(a) As pessoas abençoadas: "bênçãos para você" - para cada pessoa que o bendiz.
(b) A condição: "de Sião". No cumprimento de deveres religiosos, não em negligência deles.
(c) A própria bênção: do Senhor. São abençoados aqueles que ele abençoa (R.).
O salmo todo.
1. Deus - Jeová - a fonte de bênção.
2. Os céus e a terra, evidência da capacidade divina de abençoar.
3. A igreja, um canal de bênçãos.
4. Os santos, isto é, os crentes, o meio de espalhar bênçãos, através do espírito de bênção.
5. As riquezas compreendidas na bênção divina (Samuel Martin).
O salmo todo.
1. O serviço compreendido: ser vigia do templo, sentinela no período noturno.
2. Sociedade sublime: as coisas santas respeitadas do santuário.
3. O santo erguer: de mãos, coração, olhos.
4. Louvor na escuridão sendo ouvido longe na luz.
5. Resposta das estrelas cumprindo a oração: "O Senhor Criador te abençoe" (W. B. H.).

VERS. 1.
1. A noite cai sobre o lugar santo: períodos negros da história da igreja.
2. Mas Deus tem seus guardas: Wycliffe e seu grupo vigiando pela Reforma, os Valdenses. Nunca houve uma noite tão escura que Deus não fosse louvado e servido.
3. Seja noite ou dia, que os Levitas cumpram suas responsabilidades (W. B. H.).
VERS. 1. Os servos de Deus exortados a serem:
1. Dedicados e alegres em seu trabalho. Cante no serviço, mesmo quando no escuro.
2. Zelosos para se ocuparem corretamente em cada período de trabalho. "De noite"como de dia, "bendigam o Senhor".
3. Cuidadosos para evitar todos os empecilhos à devoção em seu serviço. Quando tentados à preguiça e sono, que se diga:
"Acorde, e erga-se, meu coração,
E aos anjos junte sua voz:
Louvores mil ao grande Rei Eterno
Por tantas bênçãos que ele oferta a nós" (W. H. J. P.).
VERS. 1. Instruções para o culto.
1. Deve ser realizado com grande cuidado: "Venham!"
2. Com alegria agradecida: "Bendigam o Senhor".
3. Unanimemente: "todos vocês".
4. Com santa reverência, como sendo "servos do Senhor".
5. Com incansável constância: "servem de noite".
VERS. 1. Vocês... que servem de noite. Os vigias noturnos da casa do Senhor, seu valor, sua obscuridade, seu sono perigoso, sua consolação, sua dignidade, sua recompensa.

VERS. 2. Ingredientes do culto.
1. Mãos levantadas. Energia, coragem, oração, aspiração.
2. Corações levantados. Agradecem, louvam, adoram, e amam o Senhor.

VERS. 3. A divina bênção.
1. Do criador: ampla, nova, variada, imensurável, duradoura - tudo ilustra ter ele feito o céu e a terra.
2. Do redentor: bênçãos extremamente necessárias, ricas, efetivas, permanentes - todas esclarecidas e garantidas por ele ter habitado entre os homens, comprando uma igreja, construindo uma morada, revelando sua glória, reinando em seu trono.

SALMO 135

OBSERVAÇÕES GERAIS
Este salmo não tem título. É composto principalmente de seleções de outras passagens da Escritura. Já foi chamado de mosaico, e comparado a um piso de mosaico, enxadrezado. Seus dois primeiros versículos (Sl 135.1-2) foram extraídos de Sl 134.1-3; enquanto que a parte final de Sl 135.2 e o começo de Sl 135.3 fazem-nos lembrar de Sl 116.19. E Sl 135.4 sugere Dt 7.6. Será que Sl 135.5 não faz lembrar Sl 95.3? Quanto a Sl 135.7, é quase idêntico a Jr 10.13, que pode bem ter sido extraído dele. A passagem contida em Sl 135.13 encontra-se em Êx. 3.15, e a de Sl 135.14 em Dt 32.36. Os versos finais, Sl 135.8-12, estão no Sl 136. De Sl 135.15 até o fim o tema é uma repetição de Sl 115.1-18. Esse processo de rastrear as expressões em outras fontes poderia ser levado adiante sem forçar as citações; todo o salmo é um composto de muitas fontes seletas; e contudo tem a continuidade e vitalidade de um poema original. O Espírito Santo ocasionalmente se repete; não porque sofra de falta de idéias ou de palavras, mas porque nos convém ouvirmos as mesmas coisas da mesma forma. No entanto, quando nosso grande Mestre usa a repetição, é geralmente com variações instrutivas, que merecem nossa atenção cuidadosa.

DIVISÃO
Os primeiros quatorze versículos fazem uma exortação pelo louvor de Jeová por sua bondade (Sl 135.3), pelo amor com que nos elegeu (Sl 135.4), sua grandeza (Sl 135.5-7), seus juízos (Sl 135.8-12), seu caráter imutável (Sl 135.13), e seu amor pelo seu povo. Segue-se a isso uma denúncia de ídolos (Sl 135.15-18), e mais uma exortação para que se bendiga o nome do Senhor. É um canto cheio de vida, vigor, variedade e devoção.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1-4.
1. A aplicação. LOUVOR é recomendado três vezes e em três assuntos.
(a) Em relação a Deus: não apenas suas obras, mas a ele mesmo.
(b) Em relação a nós mesmos: é prazeroso e proveitoso.
(c) Em relação aos outros: é o melhor para recomendar nossa religião a todos que a ouvem. Todas as outras são religiões de temor, a nossa é de alegria e louvor.
2. As pessoas: servos em atendimento na casa dele, que estão lá por designação, prontos para ouvir, prontos para obedecer.
3. A motivação.
(a) Em geral. O louvor é devido a Deus, porque ele é bom; e é agradável para nós: Sl 135.3.
(b) Em particular. Aqueles que são especialmente privilegiados por Deus devem especialmente louvá-lo, Sl 135.3-4. "Cantem louvores ao seu nome... Porque o Senhor escolheu a Jacó, a Israel como seu tesouro escolhido" (G. R.).

VERS. 1. Louvem o nome do Senhor.
1. O Senhor deve ser louvado.
2. Ele deve ser louvado por você.
3. Ele deve ser louvado agora: lembremo-nos dos favores no presente.
4. Ele deve ser louvado em tudo para sempre.
VERS. 1. Louvem-no, servos do Senhor.
1. Louvem-no pelo privilégio de servi-lo.
2. Louvem-no por poder para servi-lo.
3. Louvem-no por ele aceitar seu serviço.
4. Louvem-no como parte principal de seu serviço.
5. Louvem-no para que outros possam ser convencidos para se engajarem em seu serviço (W. H. J. P.).

VERS. 2. O que é no dia de hoje "a casa do Senhor"? Quem está nela? Que motivos especiais eles têm para louvar?
VERS. 2. Quanto mais perto de Deus, mais queridos de Deus, e quanto melhor o nosso lugar, tanto mais doce o nosso louvor.

VERS. 2-5. Nosso Deus, Nosso Senhor. Doce assunto.

VERS. 3. Louve ao Senhor:
1. Pela excelência de sua natureza.
2. Pela revelação de seu nome.
3. Pelo deleite de seu culto.

VERS. 4. É um cântico de louvor, portanto a eleição é mencionada porque é um motivo para um canto.
1. A escolha - "O Senhor escolheu". É divino. Soberano. Gracioso. Imutável.
2. A consagração - "Escolheu a Jacó (para si)". Para que o conhecesse. Para que preservasse a verdade dele. Para manter seu culto. Para manifestar sua graça. Para conservar viva a esperança daquele que viria.
3. A separação - está implícita na escolha especial. Porque teve admissão pela aliança: Abraão e sua semente. Recebendo a herança do pacto: Canaã. Por redenção. Por poder e por sangue para sair do Egito. Separação no deserto. Estabelecido em sua própria terra.
4. A elevação. No nome - de Jacó a Israel. No valor - de sem valor a preciosa. No propósito e no uso - jóias da coroa. Na preservação conservada como tesouros. No deleite - Deus se regozija em seu povo como sua herança.

VERS. 5. Na verdade, sei que o Senhor é grande.
1. Por observação da natureza e providência.
2. Por leitura da sua palavra.
3. Por minha própria conversão, consolo e regeneração.
4. Por minha experiência depois.
5. Por minha comunhão irresistível com ele.
VERS. 5. Dogmatismo delicioso. "Eu sei".
1. O que conheço.
(a) O Senhor.
(b) Que ele é grande.
(c) Que ele é superior a tudo.
2. Por que eu o sei.
(a) Porque ele é "o nosso Senhor".
(b) Por suas operações na natureza, providência e graça (Sl 135.6-13).
3. Minha teima incorrigível quanto a esse ponto é prova contra os adoradores de todos os outros deuses: deuses que são efeminados; sem soberania; deus nenhum ou um deus qualquer (W. B. H.).

VERS. 6. Deus fez tudo o que lhe agrada. O prazer de Deus na obra da graça. Visto, não na morte dos maus, Ez 33.11; mas na eleição de seu povo, 1Sm 12.22; no infligir de sofrimento sobre o substituto, Is 53.10; na provisão de toda a plenitude para seu povo em Cristo, Cl 1.19; no providenciar da salvação pela fé em Cristo, Jo 6.39; em instituir a pregação como o meio da salvação, 1Co 1.21; na adoção de crentes como filhos seus, Ef 1.5; em sua santificação, 1Ts 4.3; em seu triunfo final e reinado, Lc 12.32 (C. A. D.).
VERS. 6. (últimas palavras). O poder de Deus em lugares de dificuldade, mudança e perigo - mares; e em condições de pecado, fraqueza, desespero, perplexidade - em todos os lugares profundos.

VERS. 6-12. O prazer irresistível de Jeová.
1. Contemple-o como aqui está exemplificado:
(a) Governando toda a natureza.
(b) Transtornando uma nação rebelde.
(c) Zombando de reis e coroas.
(d) Colocando uma terra fértil aos pés dos escolhidos.
2. Tenha sabedoria diante disso.
(a) Submeta-se: o prazer de Jeová varre os mares e põe as mãos sobre terra e céu.
(b) Não pense em esconder-se: os "confins da terra" e "todas as profundezas" estão abertos ao seu agir; é mais veloz que seus próprios relâmpagos.
(c) Fique maravilhado por sua majestade: por onde Deus passa estão espalhados coroas e ossos de reis.
(d) Procure sua proteção: os maiores esforços dele são em defesa dos favorecidos.
(e) Que o povo do Senhor não tema, com um Deus tão grande e um arsenal de armas tão inesgotável (W. B. H.).

VERS. 13. O teu nome, Senhor, permanece para sempre.
1. Como a encarnação da perfeição: os atributos e a glória de Deus.
2. Como o objeto de veneração: "Santo e reverente é o seu nome".
3. Como a causa de salvação: "Por amor do meu nome".
4. Como centro de atração: "Em seu nome os gentios confiarão". "Nosso desejo é a lembrança de teu nome". "Onde dois ou três estão reunidos em meu nome".
5. Como petição em súplica: "Em teu nome, perdoa". "Até agora vocês não pediram nada em meu nome" (Jo 16.24).
6. Como garantia para a ação: "Tudo que fizerdes, fazei-o no nome".
7. Como refúgio na tribulação: "O nome do Senhor é uma torre forte; os justos correm para ela e estão seguros" (Pv 18.10). "Eu os protegi e os guardei no nome que me deste".
8. Como marca de glorificação: "Eu escreverei sobre ele o nome de meu Deus".
9. Como terror para transgressores: "O meu nome é temível entre as nações [pagãs]" (Ml 1.14) (W. J.).

VERS. 14. O Senhor defenderá (julga, ARA) o seu povo. Outros gostariam de fazê-lo, mas não podem. O mundo tem sete dias de julgamento em cada semana, mas não será capaz de condenar os santos. Ele próprio julgará. Como os julgará?
1. Os indivíduos, se estão ou não em Cristo ou fora dele.
2. Seus princípios, se são genuínos ou falsos.
3. Suas orações, se são eficazes ou não.
4. Sua profissão de fé, se é verdadeira ou falsa.
5. Seu procedimento, se é bom ou mau (W. J.).
VERS. 14.
1. A posição de crentes, seu povo.
2. A disciplina da família de Deus.
3. A ternura do Senhor para com eles.
4. A segurança de crentes: eles ainda são do Senhor.

VERS. 15. Prata e ouro. Esses são ídolos em nossa própria terra, entre pessoas do mundo e com alguns mestres. Mostre a tolice e a maldade de amar as riquezas, bem como os males que vem disso.

VERS. 16-17. O retrato de muitos.
1. "Bocas, mas não falam". Nenhuma oração, louvor, confissão.
2. "Olhos, mas não vêem". Não discernem, não entendem, não aceitam nenhum aviso; não olham para Cristo.
3. "Ouvidos, mas não escutam". Não dão atenção a nenhum ministério, ou estão presentes mas não afetados; não escutam Deus.
4. "Nem há respiração em sua boca". Nenhuma vida, nada de sinais de vida, nenhuma oração e louvor que são o fôlego da vida espiritual.

VERS. 18.
1. Homens fazem ídolos iguais a eles próprios.
2. Os ídolos fazem seus criadores iguais a eles mesmos. Descreva os processos.

VERS. 19. Casa de Israel. A grande bondade do Senhor para com todo seu povo, percebido e proclamado, e o Senhor louvado por isso.
VERS. 19. Casa de Aarão. A bênção de Deus sobre a casa de Aarão é típica de sua graça dada àqueles que são sacerdotes servindo a Deus.

VERS. 19-21.
1. A exortação.
(a) Para bendizer o Senhor.
(b) Para bendizê-lo em sua própria casa.
2. A quem é dirigida.
(a) À casa de Israel, ou a toda a igreja.
(b) À casa de Aarão, ou aos ministros do santuário.
(c) À casa de Levi, ou aos que atendem os ministros, e aos que assistem nos cultos.
(d) A todos os que temem a Deus, onde quer que possam estar. Mesmo aqueles que temem a Deus são convidados a louvá-lo, sinal seguro de que ele se deleita em misericórdia (G. R.).

VERS. 20. Os levitas, sua história, deveres, recompensas e obrigações de bendizer a Deus.
VERS. 20 (segunda cláusula).
1. O temor do Senhor inclui toda a religião.
2. O temor do Senhor sugere louvor.
3. O temor do Senhor torna aceitável o louvor.

VERS. 21.
1. O fato duplo.
(a) Bênção ascendendo perpetuamente de Sião para Deus.
(b) Deus abençoando seu povo perpetuamente ao habitar com eles em Sião.
2. O duplo motivo de louvor, encontrado neste fato duplo, e que interessa a cada membro da igreja.

SALMO 136


Não sabemos por quem este salmo foi escrito, mas sabemos que foi cantado no templo de Salomão (2Cr 7.2, 6), e pelos exércitos de Josafá quando eles celebraram a vitória no deserto de Tecoa (2Cr 20.22). Por sua forma marcante podemos concluir que era um hino popular entre o antigo povo de Deus. A maioria dos hinos com um coro sólido, simples, torna-se favorito nas congregações dos fiéis, e este certamente foi um dos mais amados. Não apresenta nada senão louvor. Tem sintonia com o êxtase, e só pode ser apreciado plenamente por um coração piedosamente agradecido.

Começa com um louvor triplo ao Senhor Triúno (Sl 136.1-3), então nos dá seis notas de louvor ao Criador (Sl 136.4-9), seis mais sobre livramento do Egito (Sl 136.10-15), e sete sobre a viajem pelo deserto e a entrada em Canaã. Depois temos dois versículos alegres de gratidão pessoal por misericórdia presente (Sl 136.23-24), um (Sl 136.25) para contar da providência universal do Senhor, e um versículo para estimular o louvor incessante.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Considere seu nome - "Jeová".
2. Desempenhe seu dever alegre: "Dêem graças".
3. Contemple os dois motivos dados - bondade e misericórdia duradoura.
VERS. 1.
1. Muitos assuntos para louvor.
(a) Pela bondade de Deus: "Ele é bom" (Sl 136.1).
(b) Por sua supremacia: "Deus dos deuses; Senhor dos senhores" (Sl 136.2-3).
(c) Por suas obras em geral (Sl 136.4).
(d) Por suas obras de criação em particular (Sl 136.5-9).
(e) Por suas obras de Providência (Sl 136.10-26).
2. O assunto principal para louvor: O seu amor dura para sempre.
(a) Por amor - misericórdia. Esta é a maior necessidade do pecador.
(b) Por misericórdia em Deus. Este é o atributo do pecador, e é tão essencial para Deus como a justiça.
(c) Por misericórdia que dure para sempre. Se aqueles que pecaram precisam de misericórdia eterna, devem existir eternamente; e sua culpa deve ser eterna (G. R.).
VERS. 1. O Senhor é bom. Deus já é originalmente bom - bom em si mesmo. Ele é infinitamente bom. Ele é perfeitamente bom, porque é infinitamente bom. Ele é imutavelmente bom (Charnock).

VERS. 1-3.
1. O trio de nomes: "Jeová", "Deus dos deuses", "o Senhor dos senhores".
2. O triplo rogo: "Dêem graças".
3. O atributo e argumento irreprimível, "porque... o seu amor" (W. B. H.).

VERS. 1-26. Porque o seu amor dura para sempre. Um sermão de Spurgeon tem o título: "A Song, a Solace, a Sermon and a Summons" (Um canto, um consolo, um sermão [ou comentário] e uma convocação").

VERS. 4.
1. O Senhor faz grandes maravilhas de amor, de misericórdia.
2. Ele as faz sem ajuda.
3. Ele as faz como ninguém mais as pode fazer.
4. Ele deve receber louvor singular.
VERS. 4. O único grande operador de maravilhas
1. Deus estava só na maravilha da criação: Gn 1.1-31.
2. Ele estava só na maravilha da redenção: Is 63.5.
3. Estava só na maravilha da providência: Sl 104.27-28.
4. Estava só na maravilha da santificação: 1Ts 5.23-24.
5. Estará só na maravilha do triunfo universal: 1Co 15.25 (C. A. D.).
VERS. 4. O misericordioso na maravilha. O maravilhoso no misericordioso.

VERS. 7. O amor, a misericórdia que habita na criação e distribuição de luz.

VERS.s 7-9.
1. A constância de governo.
2. A associação de luz com o governo.
3. A perpetuidade de amor nesse assunto.

VERS. 8-9.
1. A glória do dia de alegria.
2. Os consolos da noite de tristeza.
3. A mão de Deus em cada um.

VERS. 10. Misericórdia e juízo. No golpe que encheu o Egito de angústia houve misericórdia evidente.
1. Mesmo no Egito, o golpe agudo deveria ter operado arrependimento. Assim Deus ainda luta com os homens.
2. Evidentemente para Israel, sendo assim livrados, seus primogênitos salvos.
3. Enfaticamente para o mundo todo: o poder ficou evidente, Cristo foi prenunciado, um elo importante na corrente da redenção (W. B. H.).

VERS. 11. Tirar o povo de Deus de seu estado natural, de sua condição de miséria, e da associação com os ímpios incrédulos, foi uma grande maravilha da eterna misericórdia.
VERS. 11. O chamado eficaz; a intervenção no determinado momento da misericórdia de tempos infinitos (W. B. H.).

VERS. 12. Mostras de poder infinito na história dos santos é motivo para cântico.

VERS. 13-14. Deus será louvado não só:
1. Por abrir nosso caminho; mas também,
2. Por dar fé para atravessá-lo. É tão grande a misericórdia nesse como no primeiro caso.

VERS. 13-15. A misericórdia é rainha do êxodo.
1. Seu cetro sobre o mar. O que o amor divino não vence por seus escolhidos!
2. Seu pendão na vanguarda, na frente. E para onde os santos terão medo de segui-lo?
3. Seu franzir de testa sobre os perseguidores; a vida para a amada [nação], fatal para o inimigo.
4. A ele seja levada a coroa de nossos louvores (W. B. H.).

VERS. 15. Vitória final.
1. Batalhões do mal aniquilados.
2. Amor incólume subindo imortal acima da onda: "O seu amor dura para sempre".
3. O céu ressoando com o cântico de Moisés e o Cordeiro, a ele dêem graças (W. B. H.).

VERS. 16.
1. Cuidado pessoal: "Àquele que conduziu".
2. Interesse singular: "Seu povo".
3. Bondade perseverante: "Através do deserto".
VERS. 16. Conduzido pelo deserto.
1. O povo de Deus precisa entrar no deserto para teste, para auto-conhecimento, para desenvolvimento de graças, em preparação para Canaã.
2. Deus conduz seu povo enquanto está no deserto. Sua rota, sua provisão, sua disciplina, sua proteção.
3. Deus tirará seu povo do deserto (C. A. D.).

VERS. 17-22. Sermão de Spurgeon: "Seom e Ogue; ou Misericórdias nos detalhes".

VERS. 21.
1. Nossa porção, uma herança.
2. Nossa escritura, uma doação de rei: "E deu".
3. Nosso louvor, devido à misericórdia duradoura.

VERS. 23. A oração do ladrão que morria transformada num canto.

VERS. 23-24. A graciosa lembrança e a gloriosa redenção (C. A. D.).

VERS. 24. Nossos inimigos, nossa redenção realizada, o autor dela, e sua razão de tê-la realizado.

VERS. 25. O divino cuidado da casa.
1. O abastecimento de gêneros alimentícios no governo do Rei.
2. Sua contrapartida espiritual: o Deus augusto providenciando para nossa natureza imortal.
3. A graça de sua majestade que tem a guarda das chaves: "pois sua misericórdia" (W. B. H.).

VERS. 26. Considere:
1. Como ele reina no céu.
2. Como do céu ele governa a terra.
3. Como misericórdia (amor fiel) é o elemento eterno desse governo, e ele, portanto, é o eterno objeto de louvor.

SALMO 137


Este poema melancólico é uma das composições mais encantadoras de todo o Livro dos Salmos, justamente por seu poder poético. Se não fosse inspirado, mesmo assim ocuparia um lugar importante no gênero, especialmente a primeira parte dele, que é muito terno e patriótico. Nos versos posteriores (Sl 137.7-9), temos expressões de indignação abrasadora contra os principais adversários de Israel - uma indignação tão justa quanto fervorosa. Que o critiquem aqueles que nunca viram seu templo incendiado, sua cidade arruinada, suas esposas violadas, e depois crianças assassinadas; poderiam não se exprimir, quem sabe, de modo tão aveludado se tivessem sofrido desta maneira. Uma coisa é falar do sentimento de amargura que perturbou os israelitas cativos na Babilônia, e outra bem diferente é sermos prisioneiros nós mesmos, oprimidos por um poder selvagem e desapiedado. Esse canto poderia muito bem ser cantado no muro de lamentações dos judeus. É um fruto do cativeiro na Babilônia, e muitas vezes já serviu como expressão de tristezas que de outra maneira teriam sido impossíveis de exprimir. É um salmo opalescente, cujo brilho brando irradia um fogo que impressiona quem o olha com admiração.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Uma obrigação que já foi a fonte de alegria: "lembrar-se de Sião".
2. Circunstâncias que tornam a lembrança triste.
3. Pessoas específicas que sentem essa alegria ou tristeza: "nós".
VERS. 1.
1. A cidade de Sião esquecida na prosperidade. Seus cultos negligenciados; seus sacerdotes desmoralizados; o culto de Baal e Astarote preferidos ao culto do verdadeiro Deus.
2. Sião lembrado na adversidade. Na Babilônia, mais do que em Jerusalém; nas margens do Eufrates mais do que nas margens do Jordão; com lágrimas quando poderiam ter-se lembrado dele com alegria: "Eu lhe falei na tua prosperidade, e tu disseste, eu não ouvirei". "Senhor, na tribulação eu te visitei. Eles derramaram uma prece quando tua disciplina estava sobre eles" (G. R.).

VERS. 2.
1. Harpas - ou capacidade de louvor.
2. Harpas em salgueiros, ou canção suspensa.
3. Harpas devolvidas, ou alegrias a chegarem.
VERS. 2.
1. Uma confissão de alegria mudada em tristeza: "penduramos". Os gemidos de suas harpas nos salgueiros combinavam melhor com suas emoções do que quaisquer melodias que antes costumassem tocar.
2. O outeiro das lágrimas sendo transformado em alegria. Levaram suas harpas consigo ao cativeiro, e penduraram-nas para uso futuro (G. J.).
VERS. 2. Penduramos as nossas harpas.
1. Em lembrança de alegrias perdidas. Suas harpas estavam associadas a um passado glorioso. Não podiam esquecer esse passado. Conservavam o velho bom costume. Há sempre à mão os meios de recordar.
2. Em manifestação de tristeza atual. Não podiam tocar por causa de:
(a) Sua pecaminosidade.
(b) Suas circunstâncias.
(c) Seu lar.
3. Em antecipação de bênção futura. Não despedaçaram suas harpas. O tempo de exílio era limitado. A volta foi predita expressamente. Vamos querer nossas harpas nos tempos bons que virão. Pecadores tocam suas harpas agora, mas logo vão precisar colocá-las de lado para sempre (W. J.).

VERS. 3 (última cláusula). Tirado do contexto, este é um pedido muito agradável e digno de louvor. Por que desejamos uma canção assim?
1. É claro que será puro.
2. Certamente vai elevar nosso espírito.
3. Provavelmente será alegre.
4. Servirá de consolo e nos animará.
5. Irá ajudar-nos a expressar nossa gratidão.

VERS. 3-4.
1. A exigência cruel.
(a) Um canto quando estamos aprisionados.
(b) Um canto para agradar nossos adversários.
(c) Um canto santo para propósitos nada santos.
2. A razão, o motivo dele. Às vezes ridicularizar meramente; outras vezes, seria uma bondade equivocada, procurando por veemência despertar-nos de desânimo depressivo; muitas vezes é mera leviandade.
3. A resposta a isso: "Como poderíamos?".
VERS. 3-4.
1. Quando Deus pede alegria não devemos ficar entristecidos. As canções de Sião deveriam ser cantadas em Sião. Isto era:
(a) Um testemunho marcante do caráter alegre do culto a Jeová. Mesmo os pagãos tinham ouvido sobre "as canções de Sião".
(b) Um teste severo da fidelidade do Israel cativo. Poderia ter sido vantagem terem concordado com o pedido.
(c) Um escárnio cruel pela condição triste e desanimada dos cativos.
2. A recusa indignada. "Como poderíamos cantar as canções do Senhor numa terra estrangeira?" Não há como serem cantadas essas canções por israelitas verdadeiros.
(a) Não quando o coração está fora de sintonia, como necessariamente estaria quando estão "em terra estranha".
(b) Em sociedade destoante - entre estranhos insensíveis.
(c) Para propósitos nada santos - para fazerem graça para os pagãos. Muitos concertos chamados sacros ofendem cristãos devotos tanto quanto a exigência de cantar a canção ali ofendeu os israelitas piedosos. A música do Senhor deve ser cantada só "para o Senhor" (W. H. J. P.).
VERS. 3-4. O nível ridículo de coisas santas.
1. Os servos de Deus estão em um mundo insensível.
2. A exigência é que haja coisa interessante e entretenimento. Cantos religiosos para passar uma hora inativa! Tal é a demanda popular no dia de hoje. Os homens querem que nós façamos da religião um espetáculo para diverti-los.
3. A resposta justamente indignada de todas as pessoas verdadeiras: "Como é possível isso?" Obreiros cristãos têm uma agenda mais séria, ainda que menos popular (W. B. H.).

VERS. 5. A pessoa que se lembra; a coisa lembrada; a jura solene.
VERS. 5. Nenhuma harpa a não ser para Jesus.
1. A harpa consagrada. Na própria conversão.
"Uma espada, ao menos, teus direitos guardará,
Uma harpa fiel te louvará".
2. A harpa silenciosa:
"Teus cantos foram feitos para os bravos e os livres,
Nunca as cordas soarão na infame escravidão".
3. A harpa encordoada lá no céu:
"E eu ouvi a voz de harpistas,
Tocando com suas harpas no além" (W. B. H.).

VERS. 5-6.
1. Alegrar-se com o mundo é esquecer a igreja.
2. Para amar a igreja, temos que preferi-la a tudo mais.
3. Para servi-la, temos que estar dispostos a qualquer sofrimento.

VERS. 7. O ódio dos ímpios pela religião verdadeira.
1. Sua causa.
2. Sua extensão. "Arrasem-na".
3. Seu tempo de aparecer: "Quando Jerusalém foi destruída" - aflições.
4. Sua recompensa: "Lembra-te, Senhor".

SALMO 138

TÍTULO
Um salmo de Davi. Este salmo está localizado sabiamente. Quem quer que tenha editado e ordenado estes poemas sacros, tinha a visão de justaposição e contraste, pois se no Sl 137.1-9 vemos a necessidade de silêncio diante de zombadores, aqui vemos a excelência de uma corajosa confissão. Há um tempo para calar, para não lançar pérolas aos porcos, e há um tempo para falar abertamente, para não ser considerado culpado de covardia por não confessar. O salmo é evidentemente de caráter davídico, evidenciando toda a fidelidade, coragem e determinação resoluta daquele rei de Israel e príncipe dos salmistas. Naturalmente os críticos já tentaram negar a autoria de Davi devido à menção do templo, embora ocorra a mesma palavra em um dos salmos que é permitido ser de Davi. Muitos críticos modernos são para a palavra de Deus o que moscas-varejeiras são para a comida dos homens: não podem fazer nenhum bem, e se não são implacavelmente enxotadas fazem grande mal.

DIVISÃO
Em plena confiança, Davi está preparado para confessar seu Deus diante dos pagãos, ou diante de anjos ou governadores (Sl 138.1-3); ele declara que instruirá e converterá reis e nações, até que na própria estrada homens cantem os louvores do Senhor (Sl 138.4-5). Tendo dito isso, ele pronuncia sua confiança pessoal em Jeová, que ajudará seu humilde servo, e o preservará de toda a malícia de inimigos irados.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1-3. Davi se aborrecia com deuses rivais, como nós fazemos com evangelhos rivais. Como ele agirá?
1. Cantando de todo o coração o seu louvor.
(a) Isso mostrará amplamente o pouco valor que ele dá ao que é falso.
(b) Evidenciará a forte fé que ele tem na verdade.
(c) Declarará seu zelo jubiloso a favor de Deus.
(d) Isso o protegerá do mal daqueles que estão à sua volta.
2. Cultuando pela regra menosprezada.
(a) Ignorando os demais quietamente, ele adorará.
(b) Olhando para a pessoa de Cristo, que foi tipificado pelo templo.
(c) Confiando em sacrifício.
(d) Reconhecendo o próprio Deus, porque é para Deus que ele fala.
3. Louvando os atributos questionados.
(a) Misericórdia em sua universalidade, em sua especialidade. Graça em tudo.
(b) Verdade. Exatidão histórica. Certeza do cumprimento das promessas. Assegurado do amor de Deus e da verdade de sua palavra, apeguemo-nos cada vez mais a estes.
4. Reverência pela palavra honrosa. Está além de toda a revelação pela criação e providência porque é:
(a) Mais clara.
(b) Mais certa.
(c) Mais soberana.
(d) Mais completa, singular.
(e) Mais duradoura.
(f) Mais glorificadora de Deus.
5. Prove-a pela experiência.
(a) Oferecendo oração.
(b) Narrando a resposta.
(c) Mostrando a força na alma que foi dada em resposta à oração.

VERS. 2. A posição cristocêntrica.
1. Culto e louvor devem ser integrados.
2. Devem ser apresentados com um olho para Deus em Cristo, pois ele é o templo: o lugar de habitação divina, de sacrifício, intercessão, sacerdócio, o oráculo e a manifestação.
VERS. 2 (primeira cláusula).
1. A mais nobre atitude de alma: "Voltado para o teu santo templo".
2. O mais nobre exercício da alma: "culto", "louvor" (W. W.).
VERS. 2.
1. A contemplação do adorador. Seus olhos fixos no Templo Sagrado. O templo material ainda não construído. Cristo o santuário, Hb 8.2. Todo culto feito através dele. O olho dos cultuadores fixados nele.
2. O canto do adorador. Amor e verdade. Note a combinação. A verdade por Moisés. Graça e verdade, por Jesus Cristo.
3. O argumento de adorador. Porque Cristo, "A Palavra" é a corporificação e gloriosíssima manifestação de Deus, Hb 1.2-3 (Archibald G. Brown).

VERS. 3.
1. Oração respondida no mesmo dia.
2. Oração respondida com forças dadas para o dia. Ver 2Co 12.8-9- (A. G. B.).
VERS. 3.
1. Respostas à oração devem ser notadas e reconhecidas: "Tu me respondeste".
2. Respostas rápidas devem ter louvor especial: "Quando clamei, tu".
3. Uma alma fortalecida às vezes é a melhor resposta a uma oração: "Deste-me força e coragem" (J. F.).
VERS. 3. Notável resposta a oração.
1. A oração: fraca, sincera, triste, inarticulada.
2. A resposta: rápida, divina, efetiva, certa.
3. O louvor merecido por tal graça. Veja os versos anteriores.
VERS. 3.
1. Um dia especial.
2. Uma forma específica de oração: "Clamei".
3. Um método especial de resposta (W. W.).

VERS. 4.
1. Uma audiência real.
2. Uma orquestra real.

VERS. 4-5.
1. Aqueles que ouvem as palavras de Deus conhecerão a Deus.
2. Aqueles que conhecem a Deus o louvarão, por mais exaltados que sejam entre os homens: "Todos os reis".
3. Aqueles que louvam a Deus andarão em seus caminhos.
4. Aqueles que andam nos caminhos do Senhor o glorificarão, e ele será neles glorificado (G. R.).

VERS. 5. Spurgeon pregou um sermão: "Singing in the Ways of the Lord" (Cantando nos caminhos do Senhor").
VERS. 5. Diz-se isso de reis, mas também vale para os mais humildes peregrinos. O Senhor considera os mais humildes, e os fará cantar.
1. Eles cantarão nos caminhos.
(a) Eles encontram prazer neles.
(b) Não saem deles para encontrar prazer.
(c) Cantam ao prosseguirem em servir, em cultuar, em santidade, em sofrimento.
(d) Estão em uma situação para cantar. Eles têm força, segurança, direção, provisão, conforto.
2. Eles cantam sobre os caminhos do Senhor.
(a) Sobre os caminhos de Deus até eles.
(b) De seu caminho até Deus. Eles sabem de onde saíram. Eles sabem aonde vão. É uma boa estrada; profetas já passaram por ela, e o Senhor dos profetas. Nela temos boa companhia, boa acomodação, bons prospectos, boa luz do dia.
3. Eles cantam sobre o Senhor do caminho. Sua misericórdia. Sua verdade. Respostas à oração. Sua condescendência. Seu avivar-nos na aflição. Seu livrar-nos. Seu aperfeiçoar-nos. Sua eterna misericórdia.
4. Cantarão ao Senhor do caminho.
(a) À sua honra.
(b) À extensão dessa honra.
(c) Como uma preparação a honrá-lo para sempre.

VERS. 6. Divinas inversões.
1. A humildade honrada para grande surpresa sua.
2. O orgulho preterido para eterna humilhação sua (W. B. H.).

VERS. 7 (primeira cláusula).
1. A excursão triste do salmista: caminhando "por angústias"; este não é um espectador, mas um atacado. Problemas - pessoais, sociais, eclesiásticos, nacionais.
2. Sua antecipação animadora - de avivamento, defesa, livramento (W. J.).
VERS. 7.
1. Bons homens às vezes se acham em meio a dificuldades: são muitas, e continuam por muito tempo.
2. Estas não interferem com seu progresso. Eles "passam em meio" às angústias; enfraquecidos, contudo prosseguindo; algumas vezes "correm com paciência".
3. Têm consolo nelas: "Ainda que eu passe". "Tu me preservas a vida".
4. Eles são beneficiados pelos problemas.
(a) Seus inimigos são derrotados.
(b) Seu livramento é completo (G. R.).
VERS. 7. O filho de Deus é muitas vezes avivado a partir das dificuldades; mais freqüentemente, nas dificuldades. Livrado de, sustentado em, santificado através dos problemas (A. G. B.).
VERS. 7. Um incidente na estrada para a cidade.
1. Peregrinos atacados por assaltantes e abatidos.
2. A chegada do Grande coração e a fuga do inimigo.
3. O frasco colocado em seus lábios: "Tu me avivarás". Um doce despertar para conhecer a beleza de sua face e a força de sua mão! (W. B. H.).
VERS. 7 (terceira cláusula). Salvação da mão direita.
1. Será realizada por Deus.
2. Ele lançará a sua força no ato.
3. Sua destreza máxima será demonstrada.

VERS. 8 (primeira cláusula).
1. Um assunto vasto "O seu propósito para comigo". Não necessariamente aquele que me dá preocupação.
2. Uma promessa que o abrange: "O Senhor cumprirá o seu propósito: (A. G. B.).
VERS. 8 (primeira e última cláusulas). A fé no propósito divino não é nenhum empecilho à oração; é antes um incentivo: "O Senhor cumprirá". "Não abandones" (A. G. B.)
VERS. 8. Sermões de Spurgeon: Fé na perfeição; Consolo especial para um jovem crente.
VERS. 8. A graça de Deus faz um homem ficar pensativo, e o leva a preocupar-se consigo mesmo, sua vida, seu futuro e o todo completo da obra da graça. Isso nos poderia levar à tristeza e ao desespero, mas o Senhor opera em nós para outros fins.
1. Ele nos enche de certeza.
(a) Que o Senhor trabalhará por nós.
(b) Que ele completará sua obra.
(c) Que ele fará tudo isso em providência; se compete a nós apropriadamente.
(d) Que ele fará isso dentro de nós. Nossas graças crescerão. Nossa alma se tornará como a de Cristo. Nossa natureza toda perfeita.
(e) Que ele fará isso com nosso trabalho para ele.
2. Ele nos dá descanso em sua misericórdia.
(a) Tu perdoarás meus pecados.
(b) Tu apoiarás minha natureza.
(c) Tu me sustentarás no sofrimento.
(d) Tu me suprirás na necessidade.
(e) Tu me socorrerás na morte.
3. Ele põe oração em nossos corações.
(a) Que ele não me abandonará.
(b) Que ele não deixará por fazer a sua própria obra em mim.
(c) Nem a obra dele por meio de mim inacabada. Por que ele começou? Por que levar tão longe? Por que não completá-la?
VERS. 8.
1. A plena segurança da fé: "O senhor cumprirá o seu propósito para comigo".
2. O firme fundamento da fé: "Tua misericórdia, ó Senhor, dura para sempre".
3. A oração fervorosa da fé: "Não abandones as obras de tuas próprias mãos".

SALMO 139


Um dos mais notáveis dos hinos sacros, canta da onisciência e onipresença de Deus, pressupondo a derrubada dos poderes do mal, visto que aquele que vê e ouve os atos e palavras abomináveis dos rebeldes certamente tratará com eles conforme a sua justiça. O brilho deste salmo é como uma pedra de safira, ou como o "reluzente berilo" de Ezequiel; inflama-se de tal luz que pode transformar a noite em dia. Como um farol [o primeiro farol], este canto sagrado lança uma luz clara sobre as regiões mais longínquas do mar, e avisa as pessoas daquele ateísmo prático que ignora a presença de Deus, e assim faz naufragar a alma.

TÍTULO
Para o mestre da música. A primeira vez que esse título ocorreu foi no Sl 109.1-31. Este canto sacro é digno do mais excelente dos cantores, e é sabiamente dedicado ao líder da salmodia do templo, para que ele lhe coloque a música, e cuide de que seja cantado com devoção no culto solene do Altíssimo. Um salmo de Davi. Leva a imagem e sobrescrito do rei Davi, não poderia ter vindo de outra mão senão a do filho de Jessé. Naturalmente os críticos negam a Davi esta composição, devido a certas expressões aramaicas que contém. Cremos que, de acordo com os princípios da crítica de nossos dias, seria extremamente fácil provar que John Milton não escreveu o Paradise Lost (Paraíso Perdido). Ainda fica por se descobrir se Davi não poderia ter usado expressões pertencentes à "língua da casa ancestral patriarcal". Quem sabe quanto da fala antiga poderia ser retido propositadamente entre aqueles de mente mais nobre que se alegravam em lembrar as origens de sua raça? Sabendo a que inferências loucas os críticos têm acorrido em outras questões, temos quase perdido qualquer fé neles, e preferimos crer que Davi foi o autor deste salmo, pelas evidências internas de estilo e matéria, em vez de aceitar a determinação de homens cujos modos de julgar não são confiáveis.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1, 23. Um fato é feito assunto de oração.

VERS. 1.
1. Um pensamento animador para pecadores. Se Deus não os conhecesse perfeitamente, como poderia ele ter preparado uma salvação perfeita para eles?
2. Um pensamento confortável para santos. "O Pai celestial sabe que vocês precisam dessas coisas" (Mt 6.12, 32) (G. R.).

VERS. 1-5. Nestes versos, temos a onisciência de Deus:
1. Descrita:
(a) Ao observar ações mínimas e comparativamente sem importância: "quando me sento e quando me levanto".
(b) Ao notar nossos pensamentos e as motivações por trás deles: "percebes os meus pensamentos".
(c) Ao investigar todos os nossos caminhos: "Todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti", isto é, minhas atividades e o meu descanso.
(d) Ao avaliar corretamente cada palavra no instante em que é pronunciada: "antes mesmo que a palavra chegue à língua".
(e) Ao estar "por trás" das pessoas, lembrando seu passado, e o que está à frente delas, conhecendo seu futuro: "Tu me cercas".
(f) Em todo instante, mantendo os homens observados: "E pões a mão".
2. Pessoalmente percebido e ponderado: "Tu me sondas". A mim e meu passar pelo conjunto todo de afirmações. Assim sentido e usado, o fato da onisciência de Deus:
(a) Gera reverência.
(b) Inspira confiança.
(c) Produz cautela de conduta (J. F.).

VERS. 2-4. O conhecimento de Deus se estende:
1. Aos nossos movimentos, "nosso sentar e levantar" - quando nos sentamos para ler, escrever, ou conversar e quando nos levantamos para servir ativamente.
2. A nossos pensamentos: "De longe percebes os meus pensamentos". O que foram, o que são agora, o que serão, o que teriam sido sob todas as circunstâncias. Ele que fez as mentes sabe o que seus pensamentos serão em todos os tempos, ou ele não poderia predizer eventos futuros ou governar o mundo. Ele pode saber nossos pensamentos sem ser o Autor deles.
3. As nossas ações: Sl 139.3. Cada passo que tomamos no dia-a-dia, e tudo que pretendemos fazer nas horas acordadas da noite; todos os nossos modos particulares, sociais e públicos, são incluídos ou peneirados por ele, para distinguir o bom do ruim, como trigo do joio.
4. As nossas palavras: Sl 139.4. Já foi dito que as palavras de todos os homens, e desde o começo do tempo são registrados na atmosfera, podendo ser fielmente chamados de volta. Quer seja ou não verdade, estão gravados na mente de Deus (G. R.).

VERS. 2 (primeira cláusula). A importância dos atos mais comuns da vida.
VERS. 2 (segunda cláusula). A natureza séria dos pensamentos. Conhecidos de Deus; penetrados, e percebida a direção em que levam; atenção dada a eles quando ainda estão à distância.

VERS. 3. A presença circundante, em nossas atividades, meditação, sigilos e movimentos.

VERS. 4.
1. Palavras na língua, primeiro dentro dela, e já nesse estágio conhecidas de Deus.
2. Palavras na língua muito numerosas, contudo todas conhecidas.
3. Palavras na língua têm sentido amplo, contudo são conhecidas "inteiramente". Lição: Tome cuidado com suas palavras ainda não faladas.

VERS. 5. Uma alma capturada. Parada, ultrapassada, presa. O que ela fez? O que fará?

VERS. 6. Tema: os fatos de nossa religião, maravilhosos demais para entender, são justamente aqueles nos quais temos mais motivo de nos alegrar.
1. Prove-o.
(a) Os atributos incompreensíveis de Deus dão valor indizível a suas promessas.
(b) A encarnação é ao mesmo tempo a manifestação mais completa e mais amável de Deus que possuímos, contudo a mais inexplicável.
(c) Redenção pela morte de Cristo é a mais alta garantia da salvação que podemos conceber; mas quem pode explicá-la?
(d) Inspiração torna a Bíblia a palavra de Deus, embora ninguém possa dar um relato do modo em que opera nas mentes daqueles que são "tocados pelo Espírito Santo".
(e) A ressurreição do corpo, e sua glorificação, satisfazem o mais profundo anseio de nossa alma (Ro 8.23, 2Co 5.2-4); mas ninguém pode conceber como.
2. Aplique as lições disso.
(a) Não tropecemos diante das doutrinas simplesmente porque são mistérios.
(b) Sejamos agradecidos por Deus não nos negar os grandes mistérios de nossa religião simplesmente porque alguns se ofenderiam com eles.
(c) Recebamos prontamente toda a alegria que os mistérios trazem, e aguardemos calmamente a luz do céu para torná-las mais bem entendidas (J. F.).

VERS. 7-10.
1. Deus está onde quer que eu esteja. Eu preencho apenas uma pequena parte do espaço; ele preenche todo o espaço.
2. Ele está onde quer que eu estiver. Ele não se move comigo, mas eu me movo nele. "Nele vivemos, nos movemos e existimos" (At 17.28).
3. Deus está onde quer que eu possa estar. "Se eu subir aos céus". "Se eu fizer a minha cama na sepultura". Se eu viajar com os raios do sol à parte mais distante da terra, ou céus, ou mar, estarei na tua mão. Nenhuma menção é feita aqui de aniquilamento, como se isso fosse possível, o que seria o único escape da Divina Presença; pois ele não é o Deus dos mortos, dos aniquilados, no sentido saduceu da palavra, e sim dos vivos. O homem está sempre em algum lugar, e Deus sempre está em toda parte (G. R.).

VERS. 8. A glória do céu e o terror do inferno: "Tu".

VERS. 9-10.
1. A maior segurança e encorajamento para um pecador é suposto.
(a) O lugar - a mais remota parte do oceano; pelo qual se deve entender o canto mais obscuro da criação.
(b) Seu vôo veloz depois de cometer o pecado, a este suposto refúgio e santuário: "Se eu subir com as asas da alvorada".
2. Esta suposta segurança com encorajamento é completamente destruída (Sl 139.10).

VERS. 11-12. O escuro e a luz são ambos iguais para Deus.
1. Naturalmente: "Eu formo a luz e crio as trevas" (Is 45.7).
2. Providencialmente. Dispensações providenciais que são escuras para nós são luz para ele. Nós mudamos em relação a ele, não ele a nós.
3. Espiritualmente. "O povo que andava em trevas". "Ainda que eu andasse". Ele foi adiante deles numa coluna de nuvem para guiá-los de dia, e num pilar de fogo para guiá-los à noite. Era o mesmo Deus na nuvem diurna e na luz noturna (G. R.).

VERS. 14. Porque me fizeste de modo especial e admirável. Isso é verdade sobre o homem em seu estado quádruplo.
1. Em sua primitiva integridade.
2. Em sua deplorável depravação.
3. Em sua regeneração.
4. Em seu estado fixado no inferno ou no céu (W. W.).

VERS. 17-18. O salmo estende-se sobre a onisciência de Deus. Não de maneira pesarosa, mas ao contrário.
1. Os pensamentos de Deus sobre nós.
(a) Quão certos.
(b) Quão numerosos.
(c) Quão condescendentes.
(d) Quão ternos.
(e) Quão sábios.
(f) Que práticos.
(g) Quão constantes.
2. Nossos pensamentos sobre os pensamentos dele.
(a) Quão tardios e contudo tão devidos ao assunto.
(b) Quão deleitosos.
(c) Quão consoladores.
(d) Quão fortalecedores da fé.
(e) Quão despertadores do amor.
3. Nossos pensamentos sobre o próprio Deus.
(a) Colocam-nos perto de Deus.
(b) Conservam-nos perto de Deus.
(c) Restauram-nos a ele. Estamos com Deus quando acordamos do sono, da letargia, da morte.
VERS. 17-18
1. O santo é precioso para Deus. Ele pensa nele com ternura; de incontáveis modos; perpetuamente.
2. Deus é precioso para os santos. Notam as bondades amorosas de Deus, enumeram-nas, acordando para elas.
3. A combinação desses amores: "Ainda estou contigo" (W. B. H.).

VERS. 18. Quando eu acordo, eu ainda estou contigo.
1. Acordar é mais comum ser entendido no sentido natural, como recuperar-se do sono corporal.
2. Moralmente, é recuperar-se do pecado.
3. Misticamente: "quando eu acordarei", isto é, do sono da morte (T. Horton).
VERS. 18. Um cristão na Terra ainda no céu.
VERS. 18. Eu ainda estarei contigo. Ainda estou contigo.
1. Via meditação.
2. Em respeito à comunhão.
3. No que diz respeito à ação, e aos trabalhos que são feitos por nós (T.Horton).

VERS. 19.
1. A doutrina de castigo é o resultado necessário da onisciência.
2. O juízo inevitável é argumento para separar-se dos pecadores (W. B. H.).

VERS. 20. Duas ofensas escandalosas contra Deus.
1. Falar difamando-o ou caluniando-o.
2. Falar dele irreverentemente. Estas são cometidas apenas pelos seus inimigos.

VERS. 21-22.
1. De tal ódio não é preciso ter vergonha.
2. Tal ódio deve-se poder definir como: "angustiado".
3. Tal ódio é preciso esforçar-se para conservar certo. "Ódio perfeito" é uma forma de ódio coerente com todas as virtudes.

VERS. 23-24. A linguagem:
1. De auto-exame. "Prova-me".
(a) Como na vista de Deus.
(b) Com o desejo do auxílio de Deus: Sl 139.23. Sonde, olhe através de mim, e diga-me o que acha de mim.
2. De renúncia de si, de abnegação: "Veja se", Sl 139.24; qualquer pecado não perdoado, qualquer disposição má não subjugada, não reprimida, qualquer mau hábito não dominado, que eu possa renunciá-lo.
3. De dedicação própria: "Conduz-me": uma submissão inteira para ser guiado divinamente no futuro (G. R.).

VERS. 24.
1. O caminho ruim. "Se em minha conduta algo te ofende". É natural em nós; pode ser de espécies diferentes; precisa ser removido; a remoção exige auxílio Divino.
2. O caminho eterno. Há só um, e precisamos ser dirigidos nele. É o velho caminho bom, não termina, leva para uma bem-aventurança sem fim.
VERS. 24 (última cláusula). Um sermão de Spurgeon é "O caminho eterno".

SALMO 140


Este salmo está em seu lugar apropriado, e tão sabiamente segue ao 139 que quase se pode continuar a ler e não fazer quebra alguma entre os dois. Um dano sério resultaria para todo o Livro de Salmos se a ordem fosse mexida como certos pretensiosos propõem. Este salmo é O grito de uma alma perseguida, a súplica de um crente incessantemente perseguido e acossado por inimigos astuciosos, ávidos por sua destruição. Davi foi perseguido como perdiz sobre as montanhas, e raramente obtinha um momento de paz. Este é seu comovente apelo a Jeová por proteção, um apelo que aos poucos se intensifica em uma denúncia de seus inimigos mordazes. Com este sacrifício de oração ele oferece o sal da fé; pois de maneira muito marcante e enfática ele expressa sua confiança pessoal no Senhor como o Protetor dos oprimidos, e como seu próprio Deus e Defensor. Poucos salmos curtos são tão ricos em jóias de fé preciosa.

AO MESTRE DA MÚSICA
O escritor quis que este hino experimental estivesse sob o cuidado do principal mestre do canto, para que não houvesse perigo de não ser cantado, nem que fosse apresentado sem qualidade, levianamente. Tais provações e tais salvamentos mereciam ser lembrados, e serem colocados entre a fina flor dos memoriais da bondade do Senhor. Nós também temos nossos cantos especiais de boa qualidade, e estes precisam ser cantados com nossos melhores recursos de coração e voz. Nós os ofereceremos ao Senhor através de nenhuma mão que não seja a do "Mestre da música".

UM SALMO DE DAVI
A vida de Davi quando ele vem em contato com Saul e Doegue é a melhor explicação deste salmo; e certamente não pode haver nenhuma dúvida de que foi Davi quem o escreveu, e de tê-lo escrito na época de seu exílio e perigo. A tremenda explosão no final tem o fervor que era tão natural em Davi, homem que nunca foi morno, indiferente em nada; contudo deve-se notar que em relação a seus inimigos ele freqüentemente era ardente nas palavras de indignação, mas frio na ação, porque não era vingativo. Não tinha malícia mesquinha, e sim uma ira justa: ele previu, predisse e até desejou a justa vingança de Deus sobre os orgulhosos e maus, contudo não se valia de oportunidades para vingar-se daqueles que lhe tinham feito mal. Pode ser que seus apelos ao grande Rei esfriassem sua raiva, e permitissem que deixasse sem resposta as vezes que lhe fizeram mal por qualquer ato de violência. "A vingança é minha; eu pagarei, diz o Senhor"; e Davi mesmo machucado por perseguição imerecida e mentira maldosa gostava de deixar seus problemas ao pé do trono, onde ficariam a salvo com o Rei dos reis.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1-5.
1. A fonte exata da aflição de Davi: vinha de homens. Nisso ele foi um protótipo de Cristo.
(a) A maldade deles: "o homem ímpio".
(b) Sua violência: "o homem violento".
(c) Seus desígnios maldosos: "que no seu coração tramam planos perversos".
(d) Suas alianças: "e estão sempre provocando guerra".
(e) Suas acusações falsas: "Veneno de víbora está em seus lábios" (Sl 140.5).
(f) Seu desígnio proposto: "pretendem fazer-me tropeçar" (Sl 140.4).
(g) Suas intrigas (Sl 140.5).
2. O remédio universal: "Protege-me Senhor"; "preserva" e ajuda-me. Sua defesa está:
(a) Em Deus.
(b) Na oração a Deus (G. R.).
VERS. 1-5. Em nossa posição, época e país, [em geral] não estamos em perigo de violência da parte dos homens, como Davi estava; ainda assim, nenhuma pessoa está absolutamente a salvo do perigo.
1. Mencionar alguns casos ainda não é impossível.
(a) Um trabalhador cristão, porque não pode concordar com costumes injustos, levanta a animosidade de colegas de serviço. Eles lhe farão mal, estragarão seu serviço, sumirão com suas ferramentas, falarão mal dele, até que o empregador o despede para restaurar a paz na fábrica.
(b) Um vendedor ou balconista cristão, porque sua presença empata os companheiros errados, pode ver ciladas armadas contra ele.
2. Sugira conselhos que sejam úteis para o caso de tal comportamento aparecer.
(a) Recorra a Deus com um "Livra-me" e um "Salva-me".
(b) Mantenha a integridade e a retidão.
(c) Se os maus conseguirem, confie ainda em Deus, que pode fazer a perseguição deles redundar em proveito seu, e fazer com que a bondade dele vença as astúcias deles (J. F.).

VERS. 3. O estado depravado do homem natural quanto à sua fala.

VERS. 4 (primeira cláusula). Uma oração sábia. Os maus difamam e oprimem, ou enganam, lisonjeiam e pervertem. Ninguém pode nos guardar senão o Senhor.

VERS. 5. Os perigos da sociedade.
1. A perfídia dos ataques dos ímpios: "armaram ciladas".
2. A variedade de suas armas: "redes".
3. A escolha pérfida de posição: "no meu caminho".
4. O objetivo de seus planos: "contra mim": desejam destruir o próprio homem.
VERS. 5. A rede junto ao caminho ou tentações encobertas; tentações levadas para bem perto, e aplicáveis à vida cotidiana.

VERS. 6.
1. A linguagem da afirmação segura.
2. O pedido por aceitação em oração.

VERS. 6-7. Davi se consolou:
1. Em seu interesse em Deus: "Eu declaro ao Senhor: Tu és o meu Deus".
2. Em seu acesso a Deus: ele tinha permissão de falar com ele, e podia esperar uma resposta de paz: "Ouve, Senhor".
3. Na certeza que ele tinha de ter auxílio de Deus e alegria nele (Sl 140.7).
4. Na experiência passada do cuidado que Deus lhe teve: "Tu me protegeste no dia da batalha" (Matthew Henry).

VERS. 6-8. Três argumentos para apresentar numa oração por proteção.
1. Seu interesse em Deus: "Eu declaro... Tu és o meu Deus".
2. As anteriores misericórdias de Deus. "Tu me proteges a cabeça".
3. A impropriedade de os maus serem estimulados em sua maldade, Sl 140.8 (J. F.).

VERS. 6-12. As consolações do crente em tempo de aflição.
1. O que ele pode dizer.
2. Do que pode lembrar-se.
3. Do que pode ter certeza.

VERS. 6-7, 12-13. Tempos de assalto, calúnia e tentação devem ser tempos especiais de oração e fé. Aqui Davi dá importância a cinco coisas.
1. A posse afirmada.
(a) A possessão: "Meu Deus". Oposto a ídolos. É amado por mim.
(b) A reivindicação publicada.
(c) A testemunha escolhida. Secretamente. É santo. É perscrutador.
(d) A ocasião escolhida.
2. A petição apresentada.
(a) Suas orações eram freqüentes.
(b) Suas orações eram cheias de sentido.
(c) Suas orações eram intencionadas para Deus.
(d) Suas orações precisavam de atenção divina.
3. A preservação foi vivida.
(a) Deus tinha sido seu escudeiro.
(b) Deus guardara o mais vital dele.
(c) Deus o salvara.
(d) A força de Deus fora demonstrada.
4. A proteção esperada
(a) Deus é um juiz justo.
(b) Deus é um amigo compassivo.
(c) Deus é um guardião bem conhecido.
5. O louvor é predito.
(a) O louvor é assegurado pela gratidão.
(b) O louvor é expressado em palavras.
(c) O louvor é subentendido pela confiança.
(d) O louvor é praticado por comunhão.

VERS. 9. Como o pecado de faladores maus os atinge (W. B. H.).

VERS. 11 (primeira cláusula).
1. Observe alguns tipos de oradores do mal:
(a) Mentirosos; o mentiroso comum, o mentiroso do comércio, o mentiroso da bolsa de valores, o mentiroso político.
(b) Boateiros.
(c) Blasfemadores e praguejadores.
(d) Céticos e inventores de novas teologias.
2. A boa conduta da oração.
(a) Porque falar mal é intrinsecamente ruim.
(b) É amplamente injurioso.
(c) Quem quer ver a verdade de Deus estabelecida precisa desejar o fim da fala maldosa.
3. A limitação da oração: "Na terra".
(a) É certo que um falador mau não pode ser estabelecido no céu, nem no inferno.
(b) A terra é a única esfera de sua influência; mas, que tristeza! os homens na terra são demasiado influenciados por ele.
(c) Então, torne-se você reto e verdadeiro, por fé no Justo, na "Verdade" (J. F.).
VERS. 11 (segunda cláusula). O caçador cruel perseguido por seus próprios cães.
VERS. 11 (segunda cláusula). Tema - Pecados cometidos, sem haver arrependimento, perseguem os homens até sua ruína.
l. Para ilustrar:
(a) Eles podem levantar uma força de oposição de homens. Tarquim, Napoleão.
(b) Podem precipitar ruína, como Hamã foi perseguido pelo próprio pecado até a forca.
(c) Podem despertar remorso destrutivo, como em Judas.
(d) Certamente perseguirão até o juízo final, e perseguirão a alma até o inferno.
2. Para aplicar:
(a) Que coisa horrível é o pecado.
(b) É mais terrível ainda por se autogerar.
(c) Fujam dos vingativos perseguidores de Cristo, o único refúgio, o refúgio seguro (J. F.).
VERS. 11 (segunda cláusula). A caça e a perseguição do pecador violento.
1. O progresso da perseguição.
(a) A princípio a vítima a desconhece.
(b) Mas não demora achar a Bíblia, a consciência, Deus, a morte, no seu encalço.
(c) Seus próprios pecados é que clamam mais alto atrás dele.
2. O resultado da caçada. Cercado, derrotado, perdido para sempre, a não ser que se arrependa.
3. Outro Caçador: "O Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido" (W. B. H.).

VERS. 12.
1. O fato conhecido.
2. As razões de estar tão certo disso.
3. A conduta que surge desse conhecimento.
VERS. 12. Algo que vale a pena ser sabido.
1. Pelos aflitos e os pobres que confiam no Senhor.
2. Pelos opressores que afligem e cometem erro.
3. Por todos os homens, para que possam confiar no Senhor, e louvá-lo por sua compaixão para com os necessitados e por sua justiça equânime (J. F.).

VERS. 12-13.
1. Confiança sob todas as circunstâncias (Sl 140.12).
2. Gratidão por todas as coisas: "Os justos darão graças ao teu nome".
3. Segurança em todos os tempos: "Os retos habitarão na tua presença" (G. R.).

VERS. 13. Uma das formas mais nobres de louvor - habitar na presença de Deus.Ou, olhar com reverência a presença de Deus, a comunhão santa com o Senhor, a tranqüilidade confiante nas operações de Deus, obediência no fazer a vontade divina - o melhor modo de dar graças a Deus.
VERS. 13. Duas afirmações que estão além de qualquer contradição.
1. Os retos darão graças a Deus com certeza, mesmo que outros sejam tão mal agradecidos quanto forem. Pois:
(a) Eles reconhecem todo seu bem como vindo de Deus.
(b) Eles se reconhecem indignos do bem que recebem.
(c) Estão ansiosos por fazer o bem, porque são justos; e isso envolve ações de graça.
(d) Gratidão é parte da alegria recebida por aquilo em que eles têm prazer.
2. Os retos estão certos de habitarem na presença de Deus.
(a) No sentido de colocar o Senhor diante deles.
(b) No sentido de uma comunhão constante e presente com Deus.
(c) No sentido de gozar da aprovação de Deus.
(d) No sentido de habitar no céu para sempre.

SALMO 141

TÍTULO
Um salmo de Davi. Sim, Davi sob suspeitas, quase não querendo falar, de medo de falar inoportunamente enquanto tentava se inocentar; Davi caluniado e cercado por inimigos; Davi censurado até por santos, e aceitando bem essa situação; Davi lastimando a condição do partido piedoso do qual ele era o cabeça reconhecido. Davi esperando em Deus com expectativa confiante. O salmo faz parte de um grupo de quatro, e tem semelhança marcante com os outros três. Seu sentido é tão profundo que em certos trechos é excessivamente obscuro, contudo tem pó de ouro mesmo na superfície. No começo o salmo é iluminado pela claridade do entardecer quando o incenso sobe ao céu; depois vem uma noite de linguagem cujo sentido não podemos enxergar; e ela dá lugar à luz da manhã na qual nossos olhos estão no Senhor.

DIVISÃO
O salmista clama por aceitação na oração (Sl 141.1-2). Depois ele implora para ser guardado na fala, preservado em coração e ato, e livrado de qualquer tipo de comunhão com os ímpios. Prefere ser repreendido pelos graciosos em lugar de ser bajulado pelos maus, e se consola com a confiante certeza de que um dia será compreendido pelo partido piedoso, e se tornar um consolo para eles (Sl 141.3-6). Nos últimos versículos, o santo difamado representa a condição da igreja perseguida, ele olha para Deus e implora pelo salvamento de seus inimigos cruéis, e pelo castigo de seus opressores.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. A perpetuidade da oração: "Eu clamo, Eu clamo".
2. A personalidade: "a ti", "a mim".
3. O realizável: "Vem depressa; escuta".
VERS. 1. Pressa santa.
1. O santo se apressando por Deus.
2. O santo apressando Deus.
3. A pressa certa de Deus para ajudá-lo (W. B. H.).

VERS. 1-2.
1. Oração exposta:
(a) Com urgência: "Vem depressa".
(b) Com fervor: "Escuta".
2. Oração colocada: "Seja a minha oração". Quando a audição é obtida há compostura e ordem na oração. Quando o fogo é aceso, o incenso sobe.
3. Oração apresentada: "o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde", como constante e aceito (G. R.).

VERS. 2. Oração verdadeira como incenso e como a oferta da tarde". É espiritual, solene, ordenada por Deus, traz Cristo à lembrança.

VERS. 3.
1. A boca, uma porta.
2. Uma guarda necessária.
3. Deus ocupando essa posição.

VERS. 4. Total abstinência de desejos, práticas e deleites perversos.
VERS. 4. Uma oração:
1. Pela repressão de toda tendência má no coração: "Não permitas que meu coração".
2. Para evitar qualquer associação com os maus em suas obras pecaminosas: "Práticas".
3. Por um santo desprezo pelo prazer temporal ou proveito colocado em nosso caminho pelo pecado de outros: "Que eu nunca participe de seus banquetes". Note, muitos que não aceitam participar de um ato mau, não fazem objeção a participar dos seus lucros (J. F.).
VERS. 4. Desaprovação de:
1. Desejos do Diabo.
2. Ações do Diabo.
3. Iguarias do Diabo (W. B. H.).

VERS. 5. Repreensões de bons homens.
1. Convidado.
2. Apreciado: "Será um prazer".
3. Utilizado: "um excelente óleo".
4. Sofrido com paciência: "não quebre minha cabeça".
5. Retribuído, por nossas orações em favor deles em tempos de dificuldades.
VERS. 5 (última cláusula). "Oração intercessória".

VERS. 6.
1. Tempos de dificuldade virão aos descuidados.
2. Então eles estarão mais prontos a ouvir o evangelho.
3. Então eles encontrarão doçura naquilo que antes recusaram.
VERS. 6. Um oásis no deserto.
1. O mundo é um lugar empedernido, duro, estéril.
2. Muitas vezes orgulho e confiança em si são aniquilados.
3. Então as palavras de Deus, por meio do servo que ele envia, criam um oásis no deserto (W. B. H.).

VERS. 7-8. Cena de cemitério:
1. Ossos secos dos mortos em volta da sepultura.
2. Ossos cansados dos velhos e doentes em torno da cova.
3. Todos os ossos diariamente preparados para a sepultura.
4. Ossos que encontram descanso em Deus: "meus olhos estão em ti, ó Deus".

SALMO 142

TÍTULO
Maskil de Davi. Este Maskil foi escrito para nos dar ensinamentos. Ensina-nos, principalmente, por meio de exemplo, como ordenar nossa oração em tempos de aflição. Tal instrução é uma das mais necessárias, práticas e efetivas partes de nossa instrução espiritual. Quem aprendeu a orar, aprendeu a mais útil das artes e ciências. Os discípulos disseram ao filho de Davi: "Senhor, ensina-nos a orar"; e aqui Davi nos dá uma lição valiosa ao registrar sua própria experiência quanto à súplica quando se está debaixo de uma nuvem.

Uma oração quando ele estava numa caverna. Estava em um de seus muitos lugares ocultos, em Engedi, Adulã, ou alguma outra caverna solitária onde pudesse se esconder de Saul e seus perseguidores. As cavernas eram lugares apropriados para a oração; o escuro e a solidão ajudam no exercício da devoção. Se Davi tivesse orado tanto em seu palácio como orava em sua caverna, ele talvez nunca tivesse cometido o ato que trouxe tanta desgraça quando era mais velho.

ASSUNTO
Resta pouca dúvida de que este canto data dos dias em que Saul perseguia Davi insistentemente, e o próprio Davi estava em dificuldade de alma, provavelmente produzida por aquela fraqueza de alma que o levou a associar-se com princesas pagãs. Seus bens evidentemente estavam em baixa, e o que era pior, sua fama tinha decaído muito; contudo demonstrou fé verdadeira em Deus, a quem tinha exposto suas tristezas prementes. As sombras da caverna cobrem o salmo, contudo, como se estivesse em pé à entrada dela, o profeta poeta vê uma luz brilhante um pouco à frente.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Uma lembrança viva - daquilo que ele fez, e como, e quando.
2. Uma declaração pública; de onde inferimos que sua oração levantou seu ânimo, trouxe-lhe socorro na tribulação, e livramento dela.
3. Uma inferência razoável: ele ora de novo.

VERS. 1-2.
1. Tempos especiais para oração: tempos de lamúria e dificuldade.
2. Oração especial em tais ocasiões: "Clamei", "fiz minha súplica", "Derramei diante dele o meu lamento", "apresentei minha angústia". Estendeu o caso todo diante de Deus, assim como fez Ezequias com a carta de Senaqueribe (G. R.).

VERS. 2.
1. O lugar verdadeiro para oração - "diante dele".
2. A liberdade da oração - "derramo".
3. Tirar o véu do coração na oração - "lhe apresentei a minha angústia".

VERS. 3 (primeira cláusula).
1. Quando.
2. Nessa ocasião.
VERS. 3 (última cláusula). Tentações.
1. Que forma tomam? - "armadilhas".
2. Quem as coloca? - eles.
3. Como as colocam? - às ocultas "no caminho", freqüentemente.
4. O que acontece com o crente tentado? Ele vive para contar o caso, para avisar outros, para glorificar Deus.

VERS. 4 (última cláusula). A alma considerada sem valor.
1. Considere o valor da alma.
(a) A alma continuará para sempre.
(b) Os justos se tornarão mais felizes, e os maus mais infelizes.
(c) Um grande preço já foi pago por ele.
2. Contraste o cuidado que tomamos de nossas almas, e nossa ansiedade sobre objetos mundanos.
(a) A solicitude que manifestamos pelas riquezas.
(b) Nosso cuidado em educar os intelectos de nossos filhos.
(c) Nosso entusiasmo na busca de negócios, honra - até coisinhas.
(d) Que ansiedade sobre uma vida humana! Descreva a busca por uma criança perdida.
(e) Contraste nosso cuidado pelas almas e o cuidado de nosso Salvador por elas: o de Paulo, de Lutero, de Whitefield.
3. Lembre-se de algumas coisas que mostram que esse cuidado não existe.
(a) Se você não observa declaradamente um tempo de oração secreta.
(b) Se sua alma não sente peso pelas almas de outras pessoas.
(c) Se você negligencia a oração em família, ou a faz como mera formalidade.
(d) Se você não freqüenta reuniões de oração regularmente. Observação: A grande responsabilidade que pesa sobre todo cristão.
VERS. 4 (última cláusula). O peso das almas.
1. O que se quer dizer com cuidado das almas?
(a) Ter firme convicção de seu valor.
(b) Estimar com terna solicitude o bem-estar delas.
(c) Ficar apreensivo em grau alarmante pelo perigo delas.
(d) Empenhar-se zelosamente pela salvação delas.
2. Quem deveria exercer esse cuidado?
(a) Pais.
(b) Mestres.
(c) Pastores.
(d) Membros.
3. A criminalidade da negligência.
(a) É ingratidão.
(b) É crueldade.
(c) É fatal (W. W. Wythe, 1870).

VERS. 4-5.
1. Uma situação terrível; nenhum amigo, ninguém para ajudar, nenhum coração compassivo.
2. Uma oração tocante. Um rogo e um dizer.
VERS. 4-5.
1. A ajuda humana falha mais quando é mais necessária.
(a) Em dificuldades externas: "Eu olhei".
(b) Em dificuldades da alma: "Ninguém se importa com a minha vida, a minha alma".
2. A ajuda divina é mais oferecida quando mais se precisa dela. Um refúgio e uma porção quando todos os outros falham. O homem tem muitos amigos na prosperidade, só um na adversidade (G. R.).
VERS. 4-5.
1. Porque os santos fazem de Deus seu refúgio, e o objeto de sua fé e esperança em suas maiores aflições.
(a) Deus se deu aos santos, na aliança da graça, para ser seu Deus, e ele prometeu que eles serão seu povo.
(b) Deus se coloca num relacionamento bem próximo dos santos, e aceita sustentar muitas características de amor amigo, que ele cumpre para proveito deles.
(c) Os santos, pelo poder da graça de Deus sobre suas almas, escolheram-no para sua porção e sua maior felicidade.
2. Que grandes perfeições há em Deus que o fazem um refúgio santo para os santos, e o objeto apropriado da confiança deles!
(a) Deus é infinito em misericórdia.
(b) Deus é infalível em sabedoria.
(c) Deus é sem limites em poder.
(d) Deus é onisciente e onipresente.
(e) Deus é um ser cujo amor nunca muda.
(f) Deus é um ser independente, e o governador e diretor de todas as coisas.
3. As muitas e doces vantagens, que alcançam os santos, desta prática de fazer de Deus o refúgio em suas maiores dificuldades.
(a) Eles foram preservados de desmaiar sob suas cargas pesadas.
(b) Eles derivaram de Deus suprimentos novos e oportunos de graça divina e força para serviço.
(c) Deus revigorou seus santos com consolações divinas para o futuro (John Farmer, 1744).

VERS. 5. A alma escolhendo Deus.
1. Deliberadamente: "Clamo a ti, Senhor, e digo".
2. Por tudo em tudo: "refúgio", "tudo que tenho".
3. Antes de qualquer outro "na terra dos viventes" (W. B. H.).

VERS. 6. Dois pedidos e dois argumentos.

VERS. 6-7.
1. A linguagem do desalento. "Estou muito abatido". Meus inimigos são mais fortes do que eu. "Minha alma está na prisão".
2. Da oração. "Dedique-se a mim." "Livra-me." "Tira-me da prisão."
3. Do louvor.
(a) Para a felicitação de outros.
(b) Para a própria libertação e prosperidade (G. R.).

VERS. 6. Humilde e humildemente. Eis Davi:
1. Em um local humilde; as profundezas de uma caverna.
2. De uma forma humilde: "muito humilde"; "mais forte que eu".
3. Mas veja, "a sabedoria está com os humildes" (Pr 11.2); ele ora.
4. O Senhor "olha para os humildes", Sl 138.6. Ele não orará em vão (W. B. H.).

VERS. 7. Um prisioneiro. Um liberto. Um cantor. Um centro. Uma maravilha.
VERS. 7. Sonhos na prisão.
1. O que imaginamos em nossos ferros.
(a) A fronte de Cristo circulada com raro louvor.
(b) O povo de Cristo rodeando e nos acompanhando no mais dispendioso serviço.
(c) Uma nova vida de abundância e bênção - quando sairmos.
2. Até que ponto nossos sonhos se realizam? Antes do perigo e depois, sob convicção e após a conversão; o quarto de doente, e o serviço ativo.
3. O dever da fidelidade a votos de prisão e lições (W. B. H.).
VERS. 7 (cláusula do meio). Uma abelha rainha. Um pastor subordinado. Um piso de lareira. Um museu de maravilhas. Ou, eles me rodearão, interessados em minha história - "fora da prisão"; atraídos por meu canto - "Louvem teu nome"; atraídos por semelhança de caráter, e admirando a bondade do Senhor.
VERS. 7 (última cláusula). Junte com o Sl 116.7. "O Senhor tem sido bom para você". Faça a inferência do futuro pelo passado.

SALMO 143

TÍTULO
Um salmo de Davi. É tão parecido com os outros salmos davídicos que nós aceitamos o título sem nenhuma hesitação. A história de Davi o ilustra, e o espírito dele respira nele. Por que foi colocado como um dos sete Salmos de Penitência é difícil dizer; pois é mais uma vindicação de sua própria integridade, e uma oração indignada contra seus difamadores, do que uma confissão de falta. É verdade que o segundo versículo prova que ele nunca sonhou se justificar diante do Senhor, mas mesmo ali dificilmente há o quebramento de penitência. Parece-nos mais marcial do que penitente, mais uma súplica por livramento de problemas do que um choroso reconhecimento de transgressão. Supomos que os rabinos eclesiásticos precisavam de sete penitenciais, e então este foi recrutado para o culto. Na verdade, é uma música mista, uma caixa de ungüento composto de vários ingredientes, doces e amargos, pungentes e preciosos. É o clamor de um espírito sobrecarregado, que não pôde habitar no estado mais alto de oração espiritual, descendo repetidas vezes para chorar sua aflição temporal profunda; contudo sempre lutando para se erguer às coisas melhores. O cantor geme de quando em quando; o que clama por misericórdia não consegue calar seus gritos por vindicação. Suas mãos estão erguidas ao céu, mas à cinta se pendura uma espada afiada, que chacoalha na bainha no final de seu salmo.

DIVISÃO
Este salmo está dividido pela [Pausa] (NVI). Preferimos seguir a divisão natural, e por isso não fizemos nenhuma outra divisão nele. Possa o Espírito Santo dirigir-nos para desvendar seu sentido interior.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Três grupos de três.
1. Quanto a suas devoções - orações, súplicas, pedidos.
2. Quanto a seu sucesso - ouvir, dar ouvido, me responder.
3. Quanto a seu argumento - porque o Senhor é Jeová, fiel, justo.

VERS. 1-2. Uma oração adequada para um crente que tem razão para supor que ele esteja sofrendo punição por pecado.
1. Aqui há sincera importunação, como de pessoa que depende inteiramente do favor divino para ter uma audiência com Deus.
2. Aqui há um fervor de fé apegando-se à fidelidade e justiça divina; ver 1Jo 1.9.
3. Aqui há uma profunda percepção da vaidade da autojustificação rogando por misericórdia pura, Sl 143.2 (J. F.).

VERS. 2.
1. Quem ele é: "Teu servo".
2. O que ele sabe: "Pois ninguém é justo diante de ti".
3. O que ele pede: "Não leve o teu servo a julgamento".

VERS. 3-6. Considere:
1. Como por vezes Deus permite que um inimigo vá longe, Sl 143.3. O caso de Jó é uma boa ilustração.
2. A profunda depressão de espírito que ele pode até permitir que seus santos passem, Sl 143.4.
3. As boas coisas que ele providenciou para sua meditação, mesmo quando seus santos estão na pior situação, Sl 143.5.
4. As duas coisas que sua graça nunca permitirá que morram, cuja existência constitui garantia de estar chegando a alegria:
(a) A sede de Deus mesmo.
(b) A prática da oração. O todo constitui um bom texto para uma preleção sobre a vida e experiência de Jó (J. F.).

VERS. 4-6.
1. Afundado no desânimo.
2. Aprofundado em meditação.
3. Firme na súplica.

VERS. 5-6. Medito em todas as obras de tuas mãos. Estendo as minhas mãos para ti. De mãos dadas: ou, o filho de Deus admirando a obra das mãos de Deus e orando com mãos erguidas para ser trabalhado por igual poder.

VERS. 5. O método de Davi.
1. Ele reunia seu material; fatos e evidência a respeito de Deus: "Eu me recordo".
2. Ele pensava sobre seu assunto e organizava seu material: "Eu medito".
3. Ele dissertava sobre isso, e se aproximava de Deus: "Eu medito" - considero e falo.
4. Terminemos vendo tudo isso como um exemplo para pregadores e outros (W. B. H.).

VERS. 6. Só Deus é o desejo de seu povo.
VERS. 6. "Abismo chama abismo."
1. O desejo ardente do coração.
2. As vastas riquezas na glória.
3. O impetuoso ajuntar das ondas dos mares: "Minha alma é para ti" (W. B. H.).

VERS. 7. Motivos para respostas velozes.
VERS. 7. Nunca se desespere.
1. Porque você tem o Senhor com quem pode clamar.
2. Porque você pode falar-lhe livremente do desespero do teu caso.
3. Porque você pode insistir com ele com urgência por livramento (J. F.).
VERS. 7. Um tônico para o coração que desfalece.
1. A pessoa amada do Senhor está prestes a desmaiar.
2. O melhor reconstituinte: a face de seu Senhor.
3. Ela tem a presença de espírito de chamar por ele quando está para cair (W. B. H.).

VERS. 8. As duas orações "Faze-me ouvir" e "Faze-me saber". Os dois rogos - "Em ti confio" e "A ti elevo a minha alma."
VERS. 8. Sl 142.3. "É o Senhor que conhece o caminho", Sl 143.8. - "Mostra-me o caminho."
1. Confiando na onisciência em tudo.
2. Seguindo a consciência em tudo.
VERS. 8. Sobre fixar um tempo para nossa oração ser respondida.
1. Por quem isso pode ser feito. Não por todos os crentes, mas por aqueles que habitando com Deus chegaram a uma ousadia santa.
2. Quando isso pode ser feito.
(a) Quando o caso é especialmente urgente.
(b) Quando a honra de Deus está em jogo.
(c) O que o faz agradar a Deus quando é feito. Grande fé, "pois em ti confio" (J. F.).
VERS. 8. À escuta por amor leal, misericórdia.
1. Onde escutar. Nas portas da Escritura; nos corredores da meditação; perto dos passos de Jesus.
2. Quando escutar. "Pela manhã"; tão cedo e com tanta freqüência quanto possível.
3. Como escutar. Dependendo confiantemente. "Faze-me ouvir o teu amor leal pela manhã, pois em ti confio".
4. Por que escutar. Para "saber o caminho em que devo seguir" (W. B. H.).

VERS. 9. Pontos admiráveis nesta oração para serem imitados por nós. Aqui:
1. Sente-se perigo.
2. Confessa-se fraqueza.
3. Faz-se uma previsão prudente.
4. Sente-se uma sólida confiança: ele espera estar oculto de seus inimigos.
VERS. 9.
1. Olhando para cima.
2. Não se expondo.

VERS. 10. Dois pedidos como de criança - "Ensina-me... conduz-me."
VERS. 10 (primeira metade).
1. As melhores instruções: "Ensina-me a fazer a tua vontade". Não só a conhecê-la, mas também "a fazê-la".
2. O único instrutor eficaz.
3. A melhor razão para pedir e esperar instrução: "pois tu és o meu Deus" (J. F.).
VERS. 10. "Ensina-me a fazer a tua vontade". Podemos chamar esta sentença de uma descrição da escola de Davi; e é muito completa; pelo menos tem nela as três melhores coisas que caracterizam uma escola.
1. O melhor professor.
2. O melhor estudante.
3. A melhor lição; pois que melhor instrutor do que Deus? que melhor aprendiz do que Davi? que lição tão boa quanto a de fazer a vontade de Deus? (Sir Richard Baker).
VERS. 10 (última metade).
1. Utopia - "a terra da retidão". Descreva-a, e declare as suas glórias.
2. Os caminhos difíceis para atravessar aquele terreno montanhoso.
3. O Guia divino: "teu bondoso Espírito".

VERS. 11 (primeira cláusula).
1. O que é esta bênção? "Preserva-me a vida".
2. De que maneira ela glorificará a Deus, para que possamos pedi-la por amor do seu nome?
VERS. 11 (segunda cláusula.) Como a justiça de Deus está ligada ao nosso livramento de dificuldades?

VERS. 12.
1. Ao mestre: "Sou teu servo".
2. Para o servo: ele busca proteção porque ele pertence a seu mestre.

SALMO 144


Embora este salmo seja até certo ponto muito semelhante ao Sl 18.1-50, ao mesmo tempo é um cântico novo e sua última parte é bem nova. Que o leitor o aceite como um novo salmo, e não como mera variação de um salmo antigo, ou como duas composições mal unidas. É verdade que seria uma composição completa se o trecho do Sl 144.12-15 fosse eliminado; mas há outras partes dos poemas de Davi que poderiam ser igualmente completos em si no caso de certos versículos serem omitidos; e o mesmo pode ser dito sobre muitos sonetos pouco inspirados. Não se pode concluir, portanto, que a parte final foi acrescentada por outra mão, nem mesmo que a parte final foi fragmento do mesmo autor, acrescentado ao primeiro cântico meramente para preservá-la. Parece-nos bastante provável que o salmista, lembrando-se de que tinha antes caminhado pelo mesmo terreno, sentiu sua mente despertar por um novo pensamento, e que o Espírito Santo usou essa sua disposição para altos propósitos. Certamente o adendo é digno do maior dos poetas hebreus, e é tão admirável na linguagem, e tão cheio de belas imagens, que pessoas de bom gosto que nem tinham sobrecarga de reverência o têm citado vezes sem conta, confessando assim sua excelência poética singular. Para nós, o salmo todo parece estar perfeito como ficou, portanto, consideramos um vandalismo literário, e um crime espiritual, alterar qualquer uma de suas partes.

TÍTULO
Seu título é "davídico" ou "de Davi". A linguagem é de Davi, se é que a língua pode pertencer a alguma pessoa. Tão certamente como podemos dizer de qualquer poesia, este é de Milton, ou de Shakespeare, podemos dizer, este é de Davi. Nada, a não ser a enfermidade que fecha o olho ao fato manifesto e o abre à imaginação, poderia ter levado críticos a atribuir este canto a qualquer pessoa que não fosse Davi. Alexander o diz bem: "A origem davídica deste salmo é tão marcante quanto a de qualquer um do Saltério".

É a Deus que o guerreiro devoto canta quando ele o exalta como sendo sua força e esteio (Sl 144.1-2). Ao homem ele dá pouco valor, e admira a consideração que o Senhor lhe atribui (Sl 144.3-4); mas ele se volta em sua hora de conflito ao Senhor, que declara ser "um homem de guerra", cuja interposição triunfal ele implora (Sl 144.5-8). Ele exalta e implora novamente em Sl 144.9-11 e então termina com um retrato deleitoso da obra do Senhor em favor de seu povo escolhido, que é parabenizado por ter um Deus como ele para ser o seu Deus.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Duas coisas são necessárias em nossa guerra santa - força e habilidade; para as mãos e os dedos, para o difícil e o delicado.
2. De que modo Deus nos fornece ambos. Ele é o primeiro, e ensina o outro. O conceder e instruir. O ensinamento vem por iluminação, experiência, direção clara.
VERS. 1. Coisas que não devem ser esquecidas pelo soldado cristão.
1. A fonte verdadeira de sua força: "O Senhor é a minha rocha", a minha força. Se isso for lembrado:
(a) Ele não confiará na individualidade.
(b) Nunca lhe faltará coragem.
(c) Ele sempre esperará vitória.
(d) Nunca sairá derrotado do conflito.
2. Sua constante necessidade de instrução, e o mestre nunca se esquece dele."Que treina minhas mãos". Se lembrado:
(a) Ele se vestirá com a armadura providenciada e recomendada por Deus.
(b) Escolherá para ser sua arma a espada do Espírito.
(c) Estudará o manual divinamente dado de táticas e disciplina militares, para que possa aprender.
(1) As estratégias do inimigo;
(2) Os métodos de ataque e defesa;
(3) Como se conduzir no meio da batalha.
(d) Ele esperará no Senhor por entendimento.
3. O louvor devido a Deus, tanto por vitórias ganhas como habilidades demonstradas: "Bendito seja". Se lembrado:
(a) Ele mostrará suas honras humildemente.
(b) Glorificará a honra de seu rei.
(c) Provará duas vezes as doçuras da vitória na felicidade da gratidão (J. F.).

VERS. 2. Flores duplas.
1. O bem preservado do mal: "misericórdia" (Heb., ARA) ["meu aliado fiel" (NVI)], e "fortaleza".
2. Segurança estendida em liberdade: "torre", "libertador".
3. Seguridade acompanhada de descanso: "escudo, em quem me refugio".
4. Suficiência para manter a superioridade: "Subjuga a mim os povos". Ver Deus como operando tudo.
VERS. 2. Um grupo de títulos. Observe:
1. Em primeiro lugar: "Bondade." Heb. "Misericórdia."
(a) É certo e natural que um pecador salvo valorize muito a "misericórdia" e a coloque em primeiro plano.
(b) Misericórdia é a base e a razão dos outros títulos dados. Pois seja o que Deus for para nós, é uma manifestação especial de sua misericórdia.
(c) É bom ver um crente maduro na experiência fazer da misericórdia a nota que lidera seu canto de louvor.
2. E por último: "Aquele em quem me refugio". Sugere:
(a) Que o que Deus é o faz digno de confiança.
(b) Que meditar em quem ele é fortalece nossa confiança.
3. Que força peculiar a palavra "meu" dá a cada um (cinco vezes no versículo). Torna cada expressão:
(a) Um registro de experiência.
(b) Uma atribuição de louvor.
(c) Um abençoado motivo de orgulho.
(d) Um incentivo, suficiente para fazer com que outros anseiem o mesmo (J. F.).

VERS. 3. Uma nota de interrogação, exclamação e admiração.
VERS. 3. A pergunta.
1. Nega qualquer direito do homem de reclamar a estima de Deus.
2. Afirma a grande honra que Deus colocou sobre ele assim mesmo.
3. Sugere que a verdadeira razão do tratamento generoso de Deus é a afabilidade do seu grande coração.
4. Subentende a conveniência de gratidão e humildade para com ele.
5. Incentiva os mais indignos a depositarem sua confiança em Deus (J. F.).
VERS. 3.
1. O que era o homem quando veio das mãos de seu Criador?
(a) Racional.
(b) Responsável.
(c) Imortal.
(d) Santo e feliz.
2. O que é o homem em sua atual condição?
(a) Decaído.
(b) Culpado.
(c) Pecador.
(d) Infeliz e impotente em sua miséria.
3. O que é o homem quando ele acreditava em Cristo?
(a) Restaurado por um relacionamento correto com Deus.
(b) Restaurado por uma disposição correta para com Deus.
(c) Goza as influências do Espírito Santo.
(d) Está em processo de preparação para o mundo celestial.
4. O que o homem será quando for admitido no céu?
(a) Livre de pecado e tristeza.
(b) Elevado à perfeição de sua natureza.
(c) Associado aos anjos.
(d) Próximo de seu Salvador e seu Deus (George Brooks).
VERS. 3. O homem indigno é muito considerado pelo poderoso Deus (Ebenezer Erskine).
VERS. 3. É uma maravilha acima de todas as maravilhas, que o grande Deus dê tanto valor a algo como o homem.
1. Isso aparecerá se você considerar que grande Deus o Senhor é.
2. Que pobre coisa o homem é.
3. Em que grande estima o grande Deus tem esta pobre coisa, o homem (Joseph Alleine).

VERS. 4. Ele não é nada, ele tem planos de ser algo, ele logo se vai, ele termina em nada quanto a esta vida; contudo há uma luz em algum lugar.
VERS. 4. O mundo das sombras.
1. Nossa vida é como sombras.
2. Mas a luz de Deus ilumina essas sombras. Nosso ser está em Deus. A brevidade e mistério da vida fazem parte da providência.
3. O destino das sombras; noite eterna; ou luz eterna (W. B. H.).
VERS. 4. A brevidade de nossa vida terrena.
1. Um assunto proveitoso para meditação.
2. Uma censura para aqueles que providenciam apenas para esta vida.
3. Um chamado de trombeta para preparar-se para a eternidade.
4. Um incentivo para que o cristão aproveite esta vida para a glória de Deus (J. F.).

VERS. 5. Condescendência, visitação, contato e conflagração.

VERS. 7-8, 11. Repetições, não vãs. Repetições na oração são vãs quando resultam de aparência, de não pensar nas palavras, ou de superstição; mas não, por exemplo:
1. Quando são expressão de fervor genuíno.
2. Quando o perigo contra o qual se ora é iminente.
3. Quando o temor que motiva a oração é urgente.
4. Quando a repetição é motivada por um novo motivo, Sl 144.7-8; pela condescendência de Deus, Sl 144.3, 11; pelo livramento anterior de Deus, Sl 144.10; e pelos resultados que fluirão da resposta, Sl 144.12-14 (C. A. D.).

VERS. 8. O que é ter "uma mão direita de falsidade" (ARA), isto é, "lábios mentirosos"(NVI)? Pergunte ao hipócrita, ao intrigante, ao homem de doutrina falsa, ao vangloriador, ao difamador, ao homem que esquece o que promete, ao apóstata.

VERS. 9. Para o ouvido de Deus.
1. O cantor. Um coração agradecido.
2. A canção. Cheia de louvor. Nova.
3. O acompanhamento: O "saltério", instrumento antigo, ajuda na devoção. Dê a Deus o melhor.
4. O ouvinte e objeto do louvor: "A ti, ó Deus" (W. B. H.).

VERS. 11. Pessoas de quem é uma bênção escapar: aqueles que são opostos, não querem saber de Deus, vãos na conversa, falsos na ação.

VERS.s 11-12. A natureza e a necessidade da piedade cedo na vida. Um sermão pregado a uma sociedade de jovens (Robert Robertson).

VERS. 12. A mocidade assistida com desenvolvimento, estabilidade, capacidade de ser útil e saúde espiritual.
VERS. 12 (primeira cláusula). Para moços. Considerem:
1. O que é desejado a seu favor: "Serão como plantas".
(a) Para que sejam respeitados e valorizados.
(b) Para que vocês tenham princípios e virtudes estabelecidos. As plantas não são sopradas para lá e para cá.
(c) Para que vocês sejam vigorosos e fortes em força moral.
2. O que é exigido de sua parte para a realização deste desejo.
(a) Um bom enraizamento em Cristo.
(b) Constante nutrimento vindo da palavra de Deus.
(c) Os orvalhos da divina graça obtidos através de oração.
(d) Uma tendência decidida no seu interior para corresponder ao propósito apontado por Deus para sua existência (J. F.).
VERS. 12 (segunda cláusula). Para moças. Considerem:
1. A posição importante que podem ocupar na estrutura social: "Como pedras angulares... colunas de palácio".
(a) O tom moral e religioso da sociedade é determinado mais pelo caráter e influência delas do que pelo dos homens.
(b) A natureza da vida do lar será um reflexo de sua conduta e caráter, como filhas, irmãs ou esposas.
(c) A modelagem do caráter da próxima geração, lembrem-se, começa com a influência da mãe.
(d) Que esses fatos pesem em vocês como motivação para buscar a graça de Deus, sem a qual vocês nunca poderão cumprir sua missão dignamente.
2. A beleza que deve pertencer-lhes em sua posição, para ornar. "Esculpidas para ornar".
(a) Pureza de coração: "A filha do Rei é gloriosa no seu interior".
(b) Uma conduta nobre e modesta: "ouro puro", não imitação; ouro verdadeiro.
(c) Conduta graciosa e gentil.
3. Como se obtém tanto a posição certa quanto a beleza certa.
(a) Rendendo-se a Deus.
(b) Por Cristo habitar seu coração.
(c) Tornando-se pedras vivas e polidas sob a feitura do Espírito Santo (J. F.).

VERS. 14. Uma oração por nossos ministros, e pela segurança, unidade e felicidade da igreja.
VERS. 14. A Igreja próspera. Ali:
1. O trabalho é feito com alegria.
2. O inimigo é conservado fora de sua entrada.
3. Há pouca ou nenhuma desistência, saídas.
4. Fé e contentamento silenciam queixa.
5. Orem para que tal possa ser o nosso caso como igreja (W. B. H.).

VERS. 15. A felicidade peculiar daqueles cujo Deus é o Senhor.

SALMO 145


Este é um dos salmos alfabéticos, compostos com muita arte, e, sem dúvida, organizado dessa forma para auxiliar a memória. O Espírito Santo condescende em usar até os métodos mais artificiais do poeta, a fim de ajudar a atenção e gravar suas palavras no coração.

TÍTULO
Salmo de louvor de Davi. É de Davi, do próprio Davi, o seu favorito. É o louvor de Davi assim como o outro (Sl 86.1-17) é a oração de Davi. É todo louvor, e louvor em alto e bom som. Davi bendisse a Deus muitas vezes em outros salmos, mas este é visto como a própria jóia real de seus louvores. Certamente o louvor de Davi é o melhor dos louvores, pois é de um homem de experiência, de sinceridade, de modos calmos e de coração intensamente fervoroso. Não é para qualquer um de nós proferirmos o louvor de Davi, pois só Davi podia fazer isso, mas podemos tomar o salmo de Davi como um modelo, e procurar fazer nossa adoração pessoal o mais parecida possível: vai demorar para conseguirmos igualar nosso modelo. Que cada leitor cristão apresente um louvor próprio ao Senhor, e lhe dê o próprio nome. Que rica variedade de louvores será assim apresentado através de Jesus Cristo!

DIVISÃO
O salmo não apresenta divisões nítidas, mas é uno e indivisível. Nossos outros tradutores têm mapeado esse cântico com bastante discernimento. Não se trata de um arranjo perfeito, mas presta-se à nossa conveniência na exposição. Davi louva Deus por sua fama ou glória (Sl 145.1-7), por sua bondade (Sl 145.8-10), por seu reino (Sl 145.11-13), por sua providência (Sl 145.14-16), por sua misericórdia salvadora (Sl 145.17-21).

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1-2. Louvor.
1. Louvor pessoal.
2. Louvor diário.
3. Louvor entusiástico.
4. Louvor perpétuo.
Ou:
1. O tema atraente do canto.
2. A plenitude crescente do canto.
3. A vida sem fim - do cantor (C. A. D.).
VERS. 1-2. As quatro "decisões" do louvor. Louvarei ao Rei; louvarei a pessoa divina; louvarei por todo o tempo; louvarei por toda a eternidade.

VERS. 2. Todos os dias; para sempre.
1. Dia a dia para sempre Deus e eu duraremos.
2. Dia a dia para sempre nosso relacionamento presente continuará. Ele - Deus, eu, o abençoado.
3. Dia a dia para sempre ele terá o meu respeito, a minha homenagem.

VERS. 3.
1. A dignidade do homem está implícita aqui em sua capacidade de louvar Deus grandemente (G. R.).
2. Sua imortalidade em sua capacidade de louvar a grandeza insondável dele (G. R.).
VERS. 3 (última cláusula). A insondável grandeza de Deus. Considere-a:
1. Como fato amplamente demonstrado.
2. Como repreensão ao desânimo: ver Is 40.28.
3. Como apoio de uma alma oprimida por mistérios.
4. Como indicando um assunto para nosso estudo para sempre (J. F.).

VERS. 4.
1. Nossa obrigação para com as gerações passadas.
2. Nossa obrigação para com gerações que virão (G. R.).

VERS. 5-7. A antífona.
1. Para louvar Deus como dever pessoal: "Eu louvarei".
2. Realizar isso de modo certo estimulará outros a fazerem o mesmo: "E eles louvarão".
3. O acompanhamento de outros no louvor reagirá sobre nós mesmos. "E eu louvarei"; "E eles louvarão abundantemente".
4. Tal louvor alarga e expande à medida que prossegue. Começando com a majestade e obras de Deus, estende-se a seus atos, grandeza, bondade e justiça (C. A. D.).
VERS. 5-7.
1. Assuntos para louvor.
(a) Divina majestade.
(b) Divinas obras.
(c) Divinos juízos.
(d) Divina grandeza.
(e) Divina bondade.
(f) Divina justiça.
2. De quem é exigido.
(a) Pessoal; "Eu falarei".
(b) Universal; "homens falarão" (G. R.).

VERS. 6-7.
1. A fala intimidada. Silenciosos quanto a misericórdias e promessas, os homens têm que falar quando os terríveis atos de Deus estão no meio deles.
2. A confissão ousada. Um indivíduo declara a grandeza de Deus em poder, sabedoria, verdade e graça. Isso leva outros à mesma conclusão, e por isso:
3. A torrente de gratidão. Muitos bendizem a grande bondade do Senhor num cântico novo, livre, constante, alegre, refrescante, abundante, como o jato d'água de uma fonte.
4. O cântico seleto. Eles falam bondade, mas cantam sobre retidão. É um tópico digno de nota para uma conversação.

VERS. 8.
1. Graça para os indignos.
2. Compaixão para os afligidos.
3. Paciência com os culpados.
4. Misericórdia para os penitentes (G. R.).

VERS. 9. A bondade universal de Deus em nenhum grau contradiz a eleição especial da graça.

VERS. 11. A glória do reino de Cristo. A glória deste reino é manifesta:
1. Em sua origem.
2. Na maneira e espírito de sua administração.
3. No caráter de seus súditos.
4. Nos privilégios ligados a ele (Robert Hall).

VERS. 11-12. Conversa transfigurada.
1. A capacidade da fala é possuída em larga escala.
2. É comum ser mal empregada.
3. Pode ser empregada nobremente.
4. Então será gloriosamente útil (C. A. D.).

VERS. 11-13. Para mostrar a grandeza do reino de Deus, Davi observa:
1. A sua pompa. Se nós pela fé olhássemos atrás do véu, "falaríamos da glória de seu reino" (Sl 145.11); "e do glorioso esplendor dele" (Sl 145.12).
2. O poder dele. Quando "eles falam da glória do reino de Deus", precisam "falar de seu poder", da sua extensão, da eficácia dele.
3. A perpetuidade dele (Sl 145.13). Os tronos de príncipes da terra se abalam, e as flores de suas coroas murcham, monarcas chegam a um fim; mas, ó Senhor, "teu reino é um reino eterno" (Matthew Henry).

VERS. 14. A graça de Deus em sua bondade para com os que nada merecem, e os miseráveis, que buscam nele auxílio.
1. O Senhor "ampara todos os que caem".
(a) Uma descrição, que abraça
(1) Pecadores que decaíram mais fundo;
(2) Apóstatas que tropeçaram mais.
(b) Um ato que dá a entender
(1) Piedade que atrai para perto;
(2) Poder que coloca em pé os caídos;
(3) Preservação que os conserva de pé.
2. Ele "levanta todos os que estão prostrados". Consolação para aqueles que estão:
(a) Curvados de vergonha e arrependimento.
(b) Oprimidos por perplexidades e cuidados.
(c) Sobrecarregados por sentirem fraqueza na presença de obrigações onerosas.
(d) Deprimidos por causa de erro e pecado predominante em volta deles (J. F.).
VERS. 14. Ajuda para os falíveis.
1. Seja qual for nossa posição atual, estamos sujeitos a decair. Doença. Perda. Falta de amizades. Pecado.
2. Por mais baixo que caiamos não estamos abaixo do alcance da mão de Deus.
3. Ao alcance da mão de Deus nós experimentaremos a ação do amor de Deus. Ele "ampara". "Levanta" (C. A. D.).

VERS. 15-16. Dependência universal e apoio divino. O salmista aqui ensina:
1. A universalidade da dependência entre as criaturas: "Os olhos de todos estão voltados para ti". Nós dependemos de Deus para "a vida, o fôlego, e todas as coisas". Dependência completa deve gerar humildade profunda.
2. A infinidade dos recursos divinos: "E tu lhes dás o alimento". Os recursos dele precisam ser:
(a) Infinitamente vastos.
(b) Infinitamente variados. Suficientes e adaptados para todos.
3. O acerto da momento exato para as comunicações divinas: "No devido tempo". É motivo para paciência se as dádivas parecem atrasadas.
4. A sublime facilidade dos recursos divinos: "Tu abres a tua mão" e as necessidades sem conta do universo são satisfeitas. É um incentivo para a oração do que crê.
5. A suficiência das divinas comunicações. "E satisfazes o desejo de todo ser vivo". "Deus dá a todos liberalmente". Nosso assunto insiste com todas as pessoas a favor da:
(a) Gratidão. Provisão constante deve levar a gratidão e consagração constantes.
(b) Confiança.
(1) Em ter suprimentos temporais.
(2) Em ter suprimentos espirituais. "Graça para ajudar-nos em tempo de necessidade" certamente será dada para todos que a procuram nele (William Jones).

VERS. 17.
1. O que Deus se declara ser.
2. O que seu povo descobre que ele é.
3. O que todas as criaturas por fim reconhecerão que ele é (G. R.).

VERS. 18-20. Deduza desses versículos o caráter do povo de Deus.
1. Chamam, invocam o Senhor Deus.
2. Temem a Deus.
3. Têm desejos para Deus.
4. Têm respostas de Deus.
5. Amam Deus.

VERS. 18 (última cláusula). Verdadeira oração, naquilo em que difere essencialmente de um mero formalismo.
VERS. 18. Nas portas do palácio.
1. Instruções para quem clama.
(a) "Grite por socorro"; que a repetição no texto sugira importunação.
(b) Chame "em verdade", sinceramente, com promessas, na forma indicada.
2. Incentivo para quem chama. Jeová está perto, com seu ouvido disposto, mostrando simpatia de coração e mão auxiliadora (W. B. H.).

VERS. 18-19. A bem-aventurança, a felicidade da oração.
1. Definição de oração: "clamar a Deus".
2. Variedade na oração: "invocar (chamar), desejar, clamar com choro".
3. Característica essencial da oração: "verdade".
4. Deus tão perto na oração.
5. Sucesso certo da oração. "Ele cumprirá, ouvirá, salvará" (C. A. D.).

VERS. 20. Aqueles que amam Deus são preservados de tentação excessiva, de cair no pecado, de desesperar, de apostasia, de remorso, de fome; preservados em provação, perseguição, depressão, morte; preservados para atuar, santidade, vitória, glória.
VERS. 20. Contrastes Solenes.
1. Entre personagens humanos. "Aqueles que o amam". "Os maus".
2. Entre destinos humanos. "Preserva". "Destrói" (C. A. D.).
VERS. 20. Como o amor de Deus é o oposto da maldade, e a maldade, incompatível com o amor de Deus.

VERS. 21. Louvor individual sugere o desejo de louvor universal. Gostamos de companhia numa boa ação; percebemos a imperfeição de nossa própria música; desejamos que outros fiquem contentes; ansiamos por ver que seja feito aquilo que é certo e bom.

SALMO 146

DIVISÃO
Estamos agora entre os Aleluias. O restante de nossa viagem se estende entre as montanhas aprazíveis. Tudo é louvor até o término do livro. A música está em alto tom: a música é acompanhada com címbalos altissonantes. Oh, que tenhamos um coração cheio de gratidão jubilosa, para que possamos correr, saltar e glorificar Deus, assim como estes salmos fazem.
Alexandre crê que este canto possa ter sido composto em duas partes equivalentes; na primeira, vemos a felicidade daqueles que confiam em Deus, e não no homem (Sl 146.1-5), enquanto que a segunda dá a razão disso tirada das perfeições divinas (Sl 146.5-10). Isso poderia bastar para nosso objetivo; mas como na realidade não há quebra alguma, vamos deixá-lo inteiro. É "uma pérola", um incensório sagrado de incenso santo, exalando um doce perfume.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1.
1. Uma exortação: é dirigida a nós mesmos: "Louve, ó minha alma o Senhor".
2. Um exemplo: o salmista clama a si mesmo: "Louvarei o Senhor".
3. Um eco: "Cantarei louvores ao meu Deus". Digamos isso a nossas próprias almas.
VERS. 1. A quem louvarei? E por quê? E quando? E como?
VERS. 1. O culto público:
1. Deve ser com o participante sentindo a comunhão com os outros: "Aleluia! Louvem" vocês, você e os outros: "Louvem": os prazeres da comunhão no louvor.
2. Nunca deve perder sua individualidade: "Ó minha alma". Deus só é louvado por corações individuais. Há a tentação de divagar nos cultos públicos.
3. Deve ser cheio da presença sentida de Jeová: cada um e todos devem louvar o Senhor sozinho (W. B. H.).

VERS. 2. Esforce-se para o aqui e o depois.
1. "Por toda a minha vida"; ou um período de incerteza e mistério.
2. "Louvarei o Senhor", ou melhor, em uma forma de serviço definida, determinada, devida e deliciosa. Certeza em meio à incerteza.
3. "Enquanto eu viver"; ou, em uma entusiástica pré-estréia da eternidade (W. B. H.).

VERS. 3. [Confiança mal colocada].
1. Desonra a Deus.
2. Rebaixa você.
3. Desaponta em qualquer caso.

VERS. 4. Morte, degeneração, derrota.
VERS. 4 (segunda cláusula). O fracasso dos planos do homem, o desaparecimento de suas filosofias, o refutar de suas vanglórias.

VERS. 5. O segredo da verdadeira felicidade.
1. O que não é. O homem mencionado aqui tem seu trabalho e seus embates, porque ele precisa de ajuda; e ele não tem tudo que deseja, porque é um homem de esperança.
2. O que é. Está no tem, na ajuda e no espera, e estes estão todos em Deus.

VERS. 6-7. O Deus de nossa esperança é:
1. Criador.
2. Guardador da verdade.
3. Vindicador.
4. Providenciador.
5. Libertador.

VERS. 7 (última cláusula). Sugestão de Spurgeon para sermão: "The Lord - the Liberator" (O Senhor - o libertador).
VERS. 7. Os direitos do povo.
1. Três direitos da humanidade. Justiça, pão, liberdade.
2. As intervenções de Deus em seu favor. Revoluções, reformas, regenerações. A guerra de Cristo com Satanás.
3. O magnífico suprimento das três bênçãos no reino de Cristo.
4. Os homens que são modelados e treinados sob este regime (W. B. H.).

VERS. 8 (primeira cláusula). Cegueira espiritual, sua maldição, causa e cura.
VERS. 8 (segunda cláusula). Quem são as pessoas? Quem as levanta? Como ele o faz. E depois?
VERS. 8 (terceira cláusula). O amor de Deus para com os justos.
1. Ele os tornou justos.
2. São parecidos com ele.
3. Eles o amam.
4. Seus propósitos são unos com os dele próprio.

VERS. 9. Observe a provisão feita na lei judaica para o estrangeiro. O modo em que estrangeiros eram recebidos por Deus. A verdade sendo que seus escolhidos são estrangeiros no mundo. Seu plano de receber e reunir estrangeiros nos últimos dias.
VERS. 9 (cláusula central). As reivindicações de órfãos e viúvas sobre o povo de Deus.
VERS. 9 (cláusula final). Ilustradas pelos irmãos de José, Hamã, e outros (ímpios).

VERS. 10.
1. Uma causa para louvor: "O Senhor reina para sempre".
2. Um centro de louvor: "Ó Sião".
3. Um ciclo de louvor: "todas as gerações".
4. Um chamado ao louvor: "Aleluia!" [Louvai vós ao Senhor.]

SALMO 147

ASSUNTO
Este é um cântico especialmente notável. Nele a grandeza e a bondade condescendente do Senhor são celebradas. O Deus de Israel é apresentado em sua singularidade de glória, por cuidar dos tristes, insignificantes e esquecidos. O poeta acha uma alegria singular em exaltar um que é tão incomparavelmente gracioso. É um salmo da cidade e do campo, da primeira criação e da segunda, da nação e da igreja. É bom e agradável do começo ao fim.

DIVISÃO
O cântico parece se dividir por si em três porções. De Sl 147.1-6, Jeová é exaltado por edificar Sião, e abençoar os que choram pela cidade; de Sl 147.7-11, louvor igual é dado devido à provisão dele em favor dos humildes, e seu prazer neles; e depois, de Sl 147.12-20, ele é magnificado por sua obra em favor de seu povo, e pelo poder de sua palavra na natureza e na graça. Que seja estudado com alegre gratidão.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O louvor. Seu proveito, prazer e justiça (J. F.).
VERS. 1. O culto racional.
1. Os métodos de louvor: por palavra, canto, vida, individualmente, socialmente.
2. Os que ofertam o louvor: "Aleluia!" [Louvai vós a Deus!]
3. O objeto de louvor: "o Senhor, nosso Deus".
4. Os motivos de louvar: é "bom" "agradável", "próprio" (C. A. D.).

VERS. 1-3.
1. O privilégio de louvar Deus:
(a) É bom.
(b) Agradável.
(c) Apropriado.
2. O dever de louvar Deus.
(a) Para reunir uma igreja para si entre os homens: "O Senhor edifica Jerusalém".
(b) Pelos elementos do qual é composto: "Os exilados".
(c) Para a preparação daqueles elementos para seu propósito: "Ele cura", Sl 147.3 (G. R.).

VERS. 2. O Senhor é arquiteto, construtor, sustentador, restaurador e dono da Igreja. Em cada relação que ele seja louvado.
VERS. 2. O grande ajuntador.
1. Pessoas estranhas foram procuradas.
2. Busca e meios especiais foram usados.
3. O centro selecionado ao qual ele os trouxe.
4. Mostra singular deles para todo o sempre no céu.
VERS. 2. Primeiro a igreja edificada e depois os pecadores ajuntados nela. Um próspero estado interno da igreja foi necessário para seu aumento a partir de fora.
VERS. 2. Edificação e reunião de pessoas.
1. A igreja pode estar em condição decaída.
2. A edificação é trabalho do Senhor.
3. Ele o faz ajuntando todos os seus cidadãos rejeitados (C. A. D.).

VERS. 3. Sugestão para sermão: Cura para os feridos.
VERS. 3. Deus é um verdadeiro médico, e um terno enfermeiro (J. F.).

VERS. 3-4. Os que brilham do céu, e os corações partidos da terra.
1. O proprietário das estrelas com os feridos, machucados. As estrelas deixadas sem rei, em favor dos corações feridos. Jeová! com compressas (de fio de linho) e ungüento e a mão de uma mulher. Aquele que prende as estrelas, enfaixará firmemente os corações angustiados.
2. O gentil médico dos corações com as estrelas. Todo o poder foi confiado a essa brandura. Seu bonito esplendor. Deus dirige as estrelas com um olhar para os corações partidos. A esperança das orações.
3. Corações, estrelas e eternidade. Alguns corações "brilharão como as estrelas". Algumas estrelas vão expirar no "negrume da escuridão". A mão e o olhar de Deus estão em toda parte cuidando da certeza da justiça. Confie e cante (W. B. H.).
VERS. 3-4. A compaixão e o poder de Deus.
1. A diversidade marcante dos cuidados de Deus: "corações" e "estrelas".
2. A maravilhosa variedade das operações de Deus. Cuidando brandamente dos corações humanos. Preservando a ordem, a regularidade e a estabilidade da criação.
3. Os resultados benditos da obra de Deus. Corações partidos são sarados; as feridas cuidadas. Luz, harmonia e beleza nos céus.
4. O encorajamento poderoso de confiar em Deus. Deus cuida do universo; não posso eu confiar a minha vida, a minha alma, a ele? Onde ele reina inquestionavelmente existe luz e harmonia; que eu não faça resistência à vontade dele na minha vida (C. A. D.).

VERS. 5. Uma contemplação da grandeza de Deus.
1. Grande em sua natureza essencial.
2. Grande em poder.
3. Grande em sabedoria. Façamos inferências em relação à insignificância do homem.

VERS. 6. A inversão.
1. Na estimativa do mundo os mansos são abatidos e os maus são elevados.
2. No juízo do céu os mansos são elevados e os maus abatidos.
3. O julgamento do céu, por fim, mostrará ser o verdadeiro (C. A. D.).

VERS. 7. A utilidade e benefício de cantar.

VERS. 8. Deus em tudo. A unidade de seu plano; a cooperação das forças divinas; a misericórdia condescendente do resultado.

VERS. 11. A singularidade de nosso Deus e de seu favor. Pelo qual ele faz questão de ser louvado.
1. Os objetos desse favor distinguidos.
(a) De força física.
(b) De vigor mental.
(c) De autoconfiança.
(d) De mera capacidade para serviço.
2. Os objetos desse favor descritos.
(a) Por emoções relacionadas a Deus.
(b) Pelas formas mais fracas da vida espiritual.
(c) Pelo mais alto grau dela; pois até o santo mais maduro teme e espera.
(d) Pela combinação sagrada dela. Medo de nossa culpa, esperança na sua misericórdia. Medo do eu, confiança em Deus. Esperança de perseverança, temor de pecar. Esperança do céu, medo de não estar à altura. Esperança de perfeição, chorando os defeitos.
3. A bênção desse favor implícita.
(a) Deus ama pensar nessas pessoas.
(b) Estar com elas.
(c) Ministrar a elas.
(d) Encontrá-las em seus temores e suas esperanças.
(e) Recompensá-las para sempre.
VERS. 11. Ele tem prazer em suas pessoas, emoções, desejos, devoções, esperanças, e personalidades (W. W.).

VERS. 12.
1. O Senhor a quem louvamos.
2. Seu louvor em nossas casas - Jerusalém.
3. Nosso louvor em sua casa - Sião.

VERS. 13. Uma Igreja forte.
1. A utilidade e o valor de uma igreja forte.
2. As marcas que a distinguem.
(a) Portas bem cuidadas.
(b) Aumento do número de membros.
(c) Os convertidos abençoadores para outros.
3. O cuidado importante de uma igreja forte: rastrear a origem de toda bênção ao Deus de Sião (W. B. H.).

VERS. 14-15. Bênçãos na Igreja.
1. Paz.
2. Alimento.
3. Energia missionária.
4. A presença de Deus: a fonte de todas as bênçãos.

VERS. 16. Os resultados inesperados da adversidade: neve agindo como se fosse lã.

VERS. 19.
1. O povo de Deus.
2. A palavra de Deus.
3. A revelação de Deus à alma.
4. O louvor de Deus por essa revelação especial.

VERS. 20. Ele não fez isso a nenhuma outra nação... Aleluia. O doce salmista de Israel, homem hábil nos louvores, começa e termina este salmo com Aleluia. No corpo do salmo ele coloca em foco a misericórdia de Deus, tanto para com as criaturas em geral em sua providência a todos, como para com sua igreja em particular. Assim no término deste salmo: "Ele revela a sua palavra a Jacó, os seus decretos e ordenanças a Israel. Ele não fez isso a nenhuma outra nação". No original é "Ele não tratou assim com todas as nações": isto é, não foi com uma nação qualquer". No texto você pode observar uma posição e uma conclusão. Uma posição; e é esta, que Deus trata com um modo singular de misericórdia o povo dele, e portanto espera louvores de seu povo. (Joseph Alleine (1633-1668), em "Um sermão do dia de Ação de Graças").
VERS. 20. Veja a maravilhosa bondade de Deus, que além da luz da natureza, entregou-nos as sagradas Escrituras. Os pagãos estão envolvidos em ignorância. Todas as outras [nações] desconhecem as suas ordenanças. Eles têm os oráculos dos sibaritas, mas não os escritos de Moisés e os apóstolos. Quantos vivem na região da morte, onde a estrela brilhante das Escrituras nunca apareceu! Nós temos o bendito Livro de Deus para resolver todas as nossas dúvidas, e apontar-nos um caminho de vida. "Senhor, mas por que te revelarás a nós e não ao mundo?" Jó 14.22 (Thomas Watson).
VERS. 20. A graça eletiva inspira o coração com louvor.
1. O amor de Deus nos escolheu. Aleluia.
2. Deus confiou a nós a sua verdade. Aleluia.
3. Deus nos fez distribuidores caritativos de sua generosa doação. Aleluia.
4. Deus através de nós salvará o mundo. Aleluia.

SALMO 148


Trata-se de um cântico uno e indivisível. Parece quase impossível expô-lo em detalhe, pois um poema vivo não é para ser dissecado versículo por versículo. É um cântico sobre a natureza e sobre a graça. Assim como o lampejo de um raio chameja pelo espaço e envolve tanto o céu como a terra em uma só vestimenta de glória, a adoração do Senhor neste salmo ilumina todo o universo, e o faz arder com um brilho de louvor. O cântico começa no céu, chega às serpentes marinhas e todas as profundezas e se ergue novamente, até o povo próximo de Jeová entoar junto o louvor. Para sua exposição o requisito é um coração ardente de amor reverente ao Senhor, que será bendito para sempre.

DICAS PARA O PREGADOR
O salmo todo.
1. O que está subentendido no convite à criação para que louve a Deus.
(a) Que o louvor é devido a Deus por esta criação.
(b) Que é devido por aqueles em cujo benefício ela foi criada.
(c) Que é uma censura a todos aqueles que não louvam a Deus, sendo realmente capazes disso. "Se estes se calassem, as pedras clamariam imediatamente".
2. O que está subentendido neste convite a seres inocentes para que louvem a Deus. "Louvem o Senhor desde os céus. Louvem-no todos os seus anjos, louvem-nos todos os seus exércitos celestiais": Sl 18.1-2.
(a) Que devem sua criação em inocência a Deus.
(b) Que devem sua preservação em inocência a ele.
(c) Que devem a recompensa de sua inocência a ele.
3. O que está subentendido no convite a seres decaídos para que louvem a Deus: "Reis da terra e todos os povos", Sl 148.11-13.
(a) Que Deus é misericordioso e pronto a perdoar. "Não querendo que ninguém pereça". Eles não seriam chamados para louvar a Deus se estivessem irrecuperavelmente perdidos. Nosso Senhor quando estava na terra não aceitava louvor de um espírito mau.
(b) Que meios de restauração da queda são fornecidos por Deus aos homens. Sem isso não teriam nenhuma esperança, e não poderiam oferecer louvor algum.
4. O que está subentendido no convite aos remidos para que louvem a Deus: Sl 148.14.
(a) Que Deus é o seu Deus.
(b) Que todas as suas perfeições estão envolvidas para o bem-estar presente e eterno deles (G. R.).

VERS. 1. Louvem o Senhor.
1. A voz - da Escritura, da natureza, da graça, do dever.
2. O ouvido sobre o qual cai corretamente - de santos e pecadores, velhos e novos, saudáveis e doentes. Cai em nosso ouvido.
3. O tempo em que é ouvido. Agora, para sempre, mas também em tempos especiais.
4. A resposta que daremos. Louvemos agora com o coração, a vida, os lábios.
VERS. 1 (segunda e terceira cláusulas).
1. O caráter dos louvores do céu.
2. Até que ponto influenciam a nós que estamos aqui em baixo.
3. A esperança que nós temos de nos unirmos a estes louvores.

VERS. 2.
1. Os anjos como servos cheios de louvor.
2. As outras hostes de Deus, e como elas o louvam.
3. A regra sem exceção: "todos - todos". Imagine um ser celestial viver sem louvar o Senhor.

VERS. 3.
1. O contínuo louvor de Deus, tanto de dia como de noite.
2. A luz, a fonte inicial deste louvor.
3. Vida acima de tudo, pedindo o louvor.

VERS. 5-6. Criação e conservação, duas razões principais para o louvor.

VERS. 7. O louvor de Deus vindo de coisas escuras, profundas e misteriosas.

VERS. 8. O cônego Liddon pregou na Igreja de St. Paul num domingo à tarde, 23 de dezembro de 1883, escolhendo para seu texto o Sl 148.8, Vendavais que cumprem o que ele determina. Ele falou sobre o uso divino de forças destrutivas.
1. No mundo físico vemos o vento e a tempestade cumprindo a palavra de Deus.
(a) A Bíblia por vezes levanta o véu, e nos mostra como as forças destrutivas da natureza foram os servos de Deus.
(b) A história moderna ilustra isso vivamente.
2. No mundo humano, espiritual e moral, nós encontramos nova e rica aplicação das palavras do texto.
(a) No Estado vemos a tempestade de invasão e a tempestade de revolução cumprindo a palavra de Deus.
(b) Na Igreja vemos a tempestade de perseguição e a tempestade da controvérsia cumprindo a palavra de Deus.
(c) Nas experiências da vida individual vemos dificuldades externas e tempestades internas de dúvidas religiosas cumprindo a palavra de Deus (publicação de 1884).

VERS. 9. Árvores. A glória de Deus conforme vista em árvores.

VERS. 10. O mais louco, o mais quieto, o mais deprimido e o mais ambicioso, cada um deve ter seu cântico.

VERS. 11-18.
1. O Rei universal. Sozinho no exceder. Supremo na glória.
2. A convocação universal. De todas as nações, níveis, classes e idades, prefigurando o Juízo.
3. O dever universal: louvor - constante, enfático, crescente (W. B. H.).

VERS. 12. Deus a ser servido com força e beleza, experiência e expectativa.
VERS. 12. E crianças. Mensagem a Crianças.
1. Onde as crianças são encontradas (Sl 148.11-12). Em sociedade real e distinta; contudo, não perdidas nem negligenciadas.
2. O que são chamadas para fazer. "Louvar o Senhor". Mesmo elas têm motivo de sobra.
3. Quais são as lições da matéria?
(a) As crianças devem vir com seus pais no Dia do Senhor.
(b) As crianças devem unir-se no coração e na voz aos louvores prestados a Deus.
(c) As crianças devem buscar adequação para esse louvor, crendo em Cristo (W. B. H.).

VERS. 14. O povo favorecido e seu Deus.
1. O que ele faz por estes.
2. O que ele os faz: "Santos".
3. Quem são: "Filhos de Israel".
4. Onde eles estão: "Perto dele".
5. O que fazem por ele: "Louvem o Senhor".

SALMO 149


Estamos quase no último salmo e ainda entre os Aleluias. Este é "uma nova canção", evidentemente designada aos homens que tem um novo coração. É um canto tal como pode ser cantado na volta do Senhor, quando a nova dispensação trará a derrota dos maus e a honra para todos os santos. O tom é extraordinariamente jubiloso e exultante. Por todo o salmo ouve-se o ritmo dos pés de moças dançando, ao ritmo do adufe e da harpa.

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Cantem ao Senhor.
1. Louvar é a ocupação única de uma vida.
2. É o trabalho dos que realmente estão vivos em todos os níveis.
3. Seu trabalho é feito de muitas e variadas formas.
4. Um trabalho pelo qual há abundante causa, razão e argumento.
VERS. 1.
1. Um maravilhoso dom - ser um santo.
2. Um maravilhoso povo - os que são santos.
3. Uma maravilhosa assembléia - uma congregação de santos.
4. Um maravilhoso Deus - o objetivo de seu canto.

VERS. 1-2. O novo cântico dos santos.
1. Os santos são filhos de Deus pelo novo nascimento.
2. O novo nascimento deu-lhes um novo coração.
3. O novo coração se pronuncia num novo cântico (C. A. D.).

VERS. 1, 5.
1. Devemos louvar Deus em público, "na assembléia dos fiéis": quanto mais, melhor; é como o céu.
2. Devemos louvá-lo em particular. "Que os fiéis" fiquem tão entusiasmados com sua alegria em Deus que "em seus leitos cantem alegremente", quando acordam durante a noite, como Davi; Sl 119.62 (Matthew Henry).

VERS. 2. O dever, sensatez e benefício de alegria santa.
VERS. 2. Um povo especial, seu Deus especial e sua alegria especial nele.
VERS. 2 (segunda cláusula). O povo de Cristo pode bem regozijar:
1. Na majestade de sua pessoa.
2. Na retidão de seu governo.
3. Na extensão de suas conquistas.
4. Na proteção que gozam sob sua direção.
5. Na glória à qual ele os ressuscitará. (Extraído de "The Homiletical Library", 1882).

VERS. 2, 4. O motivo dado ao Israel de Deus para eles louvarem. Considere:
1. Os feitos de Deus em seu favor. Têm razão de alegrar-se em Deus, e de se ocuparem com seu serviço; pois foi ele quem os fez ser quem são.
2. O domínio de Deus sobre eles. Isso é conseqüência: se ele os fez ele é seu Rei.
3. O deleite de Deus neles. Ele é um Rei que rege pelo amor, portanto, deve ser louvado.
4. Os planos de Deus para eles. Além da complacência no presente que ele tem para com eles, ele já preparou para a sua glória futura. "Ele coroa de vitória os oprimidos"(NVI). "Ele embelezará os mansos". (KJV) (Matthew Henry).

VERS. 4. O texto sustenta outras leituras. Leia como está na KJV:
1. O caráter a ser o alvo - os mansos.
(a) Submissos a Deus. À sua verdade. Aos seus procedimentos.
(b) Gentis para com os homens. Levando com paciência. Perdoando com vigor. Mostrando amor com perseverança.
(c) Despretensiosos em nós mesmos.
2. O favor a ser desfrutado - embelezar.
(a) A beleza da suavidade.
(b) A beleza da paz.
(c) A beleza do contentamento.
(d) A beleza da alegria.
(e) A beleza da santidade.
(f) A beleza do respeito e da influência.
3. Os bons resultados a serem esperados.
(a) Deus será glorificado e Cristo manifestado.
(b) Homens serão atraídos.
(c) Antecipar-se-á o Céu.
VERS. 4 (primeira cláusula) O prazer que o Senhor tem em seu povo é:
(a) Uma prova maravilhosa de sua graça.
(b) A mais alta honra que eles possam desejar.
(c) A segurança deles para o tempo e a eternidade (J. F.).

VERS. 5. Alegria santa.
1. O estado ao qual Deus levantou os santos: "glória", em contraste com pecado, vergonha, aflição.
2. A emoção que, de acordo com isso, cabe aos santos: "regozijem-se".
3. A expressão dessa emoção que cabe aos santos: "cantem em voz alta" (C. A. D.).
VERS. 5 (segunda cláusula). Que louvem a Deus:
1. Sobre seus leitos de descanso, sobre seus leitos da noite.
(a) Por aquilo que Deus fez por eles durante o dia.
(b) Porque o sono é dádiva de Deus.
(c) Porque têm cama onde se deitar.
(d) Porque o Senhor é quem os guarda (Sl 4.5, 8).
2. Sobre seus leitos na doença.
(a) Porque é da vontade de Deus que sofram.
(b) Porque a aflição muitas vezes é prova do amor de Deus.
(c) Porque, se santificada, a doença é uma grande bênção.
(d) Porque o louvor oferecido sobre um leito de doença é testemunho do poder da religião.
3. Sobre seus leitos de morte.
(a) Porque a ferroada da morte é removida.
(b) Porque seu Senhor já passou pela morte.
(c) Porque Cristo está com eles enquanto sofrem.
(d) Por causa daquilo que os aguarda.
(e) Porque têm a gloriosa esperança da ressurreição (C.W. Townsend, de Inskip, 1885).

VERS. 6.
1. A vida do cristão é uma combinação de adoração e conflitos.
2. Deve estar sempre em sua melhor forma: "altos louvores" e "uma espada de dois gumes".
3. A santidade deve sempre aparecer: pois é de santos que o texto fala.

VERS. 8. O poder de refrear e subjugar que o evangelho tem.

VERS. 9. A honra comum a todos os santos.

SALMO 150


Chegamos agora ao último e mais elevado cume da cadeia de montanhas dos salmos. Esta se eleva bem alto no céu azul, e sua fronte é banhada pela luz solar do mundo eterno de adoração - e é um arrebatamento. O profeta poeta está cheio de inspiração e entusiasmo. Ele não quer argumentar, ensinar, explicar; mas clama com palavras ardentes: "Louvem-no, louvem-no, louvem o SENHOR".

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Louvem a Deus no seu santuário.
1. Em sua santidade pessoal.
2. Na pessoa de seu Filho.
3. No céu.
4. Na assembléia dos santos.
5. No silêncio do coração.

VERS. 1-6. Deus deve ser louvado. Onde? (Sl 150.1). Em quê? (Sl 150.2). Com quê? (Sl 150.3-5). Por quem? (Sl 150.6) (C. A. D.).

VERS. 2. Sua excelente grandeza. Onde a grandeza de Deus é especialmente excelente e onde é mais bem vista.
VERS. 2. Louvem-no pelos seus atos poderosos.
1. Por nós. A eleição. A redenção. A inspiração.
2. Em nós. A obra de iluminação no entendimento; purificação do coração; avivamento da consciência, subjugação da vontade.
3. Por nós. O pensamento através de nós; sentido através de nós; falado através de nós; trabalhado através de nós. Para ele seja toda a glória! (W. J.).
VERS. 2. Louvem-no por sua excelente grandeza, por seus feitos poderosos.
1. Reverentemente, de acordo com a grandeza de seu ser.
2. Agradecidamente, de acordo com a grandeza de seu amor.
3. Retrospectivamente, de acordo com a grandeza de suas doações.
4. Prospectivamente, de acordo com a grandeza de suas promessas (W. J.).
VERS. 2. O que a exortação exige.
1. Que os homens estudem as obras de Deus e observem a glória de Deus nelas.
2. Que meditem em sua grandeza até que reconheçam a excelência dela.
3. Que proclamem abertamente a honra que lhe é devida.
4. Que não contradigam em sua vida o louvor que pronunciam (J. F.).

VERS. 3. Louvem-no ao som de trombeta:
1. Quando se luta.
2. Quando se vence.
3. Que se reúnem.
4. Quando se proclama sua Palavra.
5. Quando se receber o Jubileu.

VERS. 3-6.
1. A variedade do culto antigo necessitava de gastos sérios; consagração de alto talento, trabalho duro e constante.
2. As lições de tal culto.
(a) Deus deve ser adorado majestosamente.
(b) Os esforços do maior gênio são tributo a que ele tem direito.
(c) Nem toda a capacidade humana pode colocar uma oferta digna aos pés dele.
3. A alma e a essência da verdadeira adoração.
4. As exigências de Deus quanto ao culto nestes dias presentes (W. B. H.).

VERS. 6.
1. O augusto doador da "vida, e fôlego, e todas as coisas".
2. O devido e verdadeiro uso dos dons da vida.
3. Com o resultado de a terra ser envolvida em atmosfera consagrada e aleluias milenares (W. B. H.).
VERS. 6. Um final adequado para o saltério, considerado como um desejo, uma oração ou uma exortação.
1. Como um desejo, reconhece qual a glória devida a Deus, o culto enobrecedor para o homem, a disposição de coração que faria com que todo o mundo fosse uma santa fraternidade.
2. Como uma oração, busca a derrota de toda superstição, a difusão universal da verdade, a conversão de todas as almas.
3. Como uma exortação, é claro, relevante, puro em sua piedade, perfeito em sua caridade (J. F.).

ALELUIA!



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