Contos Waldryano

Tempestade e tormenta

— Quais são os seus gritos interiores?
— Deixará guardado o que te consome?

Tempestade de tormenta
Vais que aguenta
E te faz homem

A poesia é Calmaria
Sorria
Beije em palavras

Mas e as tempestades
Que assolam o teu barco
Te quer ver naufragar
Triste fim sem as velas
Terás que remar!

— Doerás seus braços?
Doerás
E tal atitude quase te irá afogar

— Mas reme!
Força neste braço

Tudo isto te fortalecerá
Aprenderás

Ao seu barco guiar

E fugir do mar arredio
Que te provoca arrepio

A tempestade
Destrói o belo
E deixa o caos a deriva

Porém a tempestade
Trará lições;

A principal

A sobrevivência

A consequência

E a experiência

De não se colocar
Em ventos contrários

Em saber interpretar
O clima

E não se por em tempestades

Todavia, após o naufrágio
O barril de rum
Que a algum momento
Foi tua alegria

Será a boia da sobrevivência

E aprendas

És velho, não é a primeira
E por sorte não lhe foi a última

Nao se coloque em tempestades
Nem navegue as tormentas

Seja homem, e junte o que restou
E reme;
Rumo a sobrevivência.
🍃

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