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A Casa Assombrada 01 (Lucas José)

Escrito por Lucas José

Um casal brasileiro comprara uma casa velha em uma rua chamada: “Seringal do Rio Verde”, em São Paulo. Eles queriam parar de pagar aluguel e comprar uma casa própria, mas a única que eles conseguiram comprar estava muito velha e caindo aos pedaços, há muito tempo ninguém morava lá e não se sabe o que aconteceu com os antigos moradores daquela casa. Laura e Miguel, o casal, foram visitar a casa para dar uma olhada e tomarem uma primeira impressão, antes de se mudarem para aquele lugar, pois estavam morando de favor na casa dos pais de Laura.
— Parece uma mansão antiga que está caindo aos pedaços, uma mansão do século 17. — Diz Laura. — Não sei se fizemos bem em comprar esta casa.
— Tá brincando! Pelo preço que pagamos, eu compraria até o antigo velho oeste. — Diz Miguel. — Não há nada que uma boa reforma para deixar esta casa como nova, uma mãozinha de tinta aqui, outra mãozinha ali e alguns móveis novos e num passe de mágica, esta mansão velha vira um lindo castelo.
— E o número da casa, Miguel, tenho mau pressentimento, quem coloca o número 666 numa casa sabendo que é um número amaldiçoado?
— Não é amaldiçoado, é só um número, como todos os outros, isso não tem nada a ver.
— Você não sabe que todas as casas que tem esse número, é amaldiçoada?
— Laura, onde você ouviu essa palhaçada?
— É sério, estudos comprovam que esse número atrai coisas negativas, e se fosse você, não brincaria com essas coisas.
— Isso é superstição, e eu não acredito em superstições.
O casal dá uma olhada na cozinha, na sala e no banheiro, e quando subiram numa escada para chegarem em um dos quartos de cima, a escada rangia transmitindo um som barulhento que incomodava os ouvidos deles. Eles entraram em um dos quartos e nela havia uma cama de casal desarrumada, uma cadeira ao lado da cama, próximo a uma escrivaninha e acima desta, havia um abajur. Eles começaram a se beijar e deitaram na cama desarrumada.
— Vamos comemorar, aqui em nossa casa, nossa primeira casa. — Diz Miguel.
Enquanto se beijavam, a cadeira se move alguns centímetros de lugar fazendo barulho. Eles olham para a cadeira.
— Essa cadeira se moveu! — Diz Laura assustada.
— Eu não vi nada. – Diz Miguel.
— Mas tenho certeza que você ouviu alguma coisa.
O abajur começa a acender e apagar constantemente.
— O que é isso! O que está acontecendo?! — Laura estava ficando mais assustada.
— Não deve ser nada, o abajur deve estar ligado na tomada e a luz está perdendo força, eu vou desligar.
Miguel vai desligar o abajur da tomada, mas quando vê, o fio do abajur não estava conectado na tomada.
— Deve ter uma explicação lógica e racional para isso. – Disse ele.
— Estou ficando com medo! — Diz Laura.
— Isso não deve ser nada.
— Eu quero ir embora.
— Já está muito tarde para ir embora, vamos fazer o seguinte, a gente dorme aqui hoje, e amanhã a gente vai, depois veremos o que vamos fazer com esta casa, tudo bem?
— Já que eu não tenho outra escolha. — Disse Laura.
Laura e Miguel dormem aquela noite naquela casa, na manhã seguinte os dois acordam e Miguel é o primeiro a levantar da cama, ele vai ao banheiro escovar os dentes, pega a escova e coloca a pasta, começa a escovar, abre a torneira e enxagua a boca, volta a escovar deixando a torneira aberta, enquanto olhava no espelho, a água caia da torneira, ele molha a escova, olhando para o espelho e volta a escovar, depois abre a boca para ver os dentes no espelho e nota que seus dentes estavam vermelhos, olha para a escova e a parte com a qual escovara estava vermelha, olha para a torneira, sangue caia no lugar de água.
— Mas que coisa bizarra é essa?! — Perguntou.
Miguel ouve um grito, era Laura, ele corre para ver o que está havendo, e encontra Laura de pé segurando um porta-retratos quebrado, com uma das mãos em sua boca, ela olhava horrorizada para o chão, ele chega mais perto para ver o que é, havia sangue sobre o chão debaixo da cama, e um cadáver exalava um cheiro fétido demais para o olfato humano suportar.
— Que porra é essa! — Diz Miguel.
— Não sei, eu comecei a sentir um cheiro ruim de repente e levantei da cama, peguei este porta-retratos que estava no chão, quando vi sangue no chão e gritei de medo! — Diz Laura.
— Tem uma pessoa morta debaixo da cama, como a gente não notou isso antes, e pelo que parece, esse corpo está aí há anos, senti só esse cheiro, que horrível, como não percebemos isso antes?!
— Não sei Miguel, não sei, esse corpo deve ter aparecido aí de repente.
— De repente! Não, deve ter outra explicação mais satisfatória.
— Eu acho melhor a gente ir embora.
— Vamos ter que chamar a polícia.
— E se eles pensarem que fomos nós que matamos, Miguel?
— Se a gente não contar nada, é aí que vão suspeitar de nós.
Laura e Miguel correram para sair daquela casa, mas as portas e janelas haviam sido trancadas, e eles não conseguiam sair.
— Merda! Estamos trancados, mas que droga! — Miguel estava indignado.
O casal começara a ter visões, visões do passado, eles estavam vendo em sua frente como se vissem um holograma, as pessoas que moravam na antiga casa sendo atacadas por um fantasma. O pai de família foi morto, várias facas que surgiam do nada eram arremessadas em direção a ele, matando-o, várias facas cravando seu corpo, sangrando até a morte. A mãe foi morta, fogo surgiu caindo do teto atingindo-a, matando-a instantaneamente.
A garotinha, filha do casal, foi morta, no quarto de seus pais, cobras subiram em seu corpo e mordiam sua cabeça fazendo-a sangrar muito e gritar de terror, dor, muita dor e o veneno das cobras em seu sangue, não demorou muito para exalar o seu último suspiro, seu corpo foi arrastado para debaixo da cama, o filho mais velho foi morto na cozinha, um disco afiado foi arremessado em direção a ele, cortando sua cabeça, que fora colocada dentro da geladeira. Uma imagem de uma figura humanoide com mãos afiadas e olhos vermelhos que brilhavam na escuridão surgiu no campo de visão de Laura e Miguel, a criatura sorriu mostrando seus dentes afiados, e desaparece. As portas e janelas foram abertas.
— Mas que diabo foi isso?! — Diz Miguel.
— E você pergunta pra mim, como se eu soubesse de alguma coisa.
— É um fantasma! Esta casa é assombrada.
— Agora você acredita em fantasmas, eu te avisei que casas com o número 666 eram amaldiçoadas, você não me ouviu.
— Vamos embora daqui, Laura, antes que seja tarde demais.
Laura e Miguel saíram correndo dali, chamaram a polícia, eles não acreditaram que na casa havia um fantasma, mas quando ouviram falar dos corpos mortos na casa, arregalaram os olhos, mas só mandaram um policial para verificar a casa e ver se havia mesmo pessoas mortas por lá.
— Toma cuidado, policial. — Diz Laura.
O policial Ricardo entrara na casa com sua arma em mãos, pronto para usar a qualquer momento. Ele entra na cozinha abrindo a geladeira, e encontra uma cabeça humana cortada, como havia dito o casal para os policiais, continua andando pela casa e entra em um dos quartos, e encontrou dois corpos, um deles estava carbonizado e outro cheio de facas espalhadas pelo corpo, novamente andou entrando em outro quarto procurando por algo suspeito, olhou debaixo da cama, sangue no chão e um cadáver fétido, macilento. Aquilo era demais para o policial que mesmo pela experiência, não tinha visto nada parecido com aquilo. Ele ia embora quando tentou abrir a porta para sair, mas estava trancada.
— Ei, vocês, abram esta porta!
Uma risada o policial ouve, ele vira o rosto olhando para o ser a sua frente.
— Você? Mas não pode ser! Eu matei você!
Um homem estava à frente dele, rindo de seu infortúnio.
— Eu voltei, Ricardo, voltei dos mortos só para te levar comigo para o inferno! Há há há...
— Ítalo, seu assassino desgraçado, não adiantou ter matado a minha mulher, também tinha que ter matado a minha filha, seu filho da puta, você tirou tudo de mim, tirou tudo o que eu amava, seu desgraçado, volta para o inferno!
O policial Ricardo atira em Ítalo, mas as balas atravessaram o seu corpo.
— Por acaso não sabe que os mortos não morrem duas vezes?
Empunhando uma faca em mãos, Ítalo aponta-a para Ricardo.
— Lembra desta faca, Ricardo? É a mesma faca que usei para esfaquear a sua mulher e a sua filha, olha só, ainda tem o sangue delas aqui.
— Seu desgraçado!
Ricardo corre em direção à Ítalo para golpeá-lo, mas seu corpo atravessa o dele. Uma garotinha que aparentava ter mais ou menos 6 anos aparece toda ensanguentada.
— Papai!
— Filha, é você? Clarinha, minha filha!
A menina chega perto dele e morde o seu braço, Ricardo tenta afastar a criatura, mas sua mão atravessa o corpo dela enquanto ela o morde arrancando pedaço de sua pele.
— Você não é minha filha, é uma alma penada!
A porta se abre sozinha e Ricardo corre às pressas para sair dali.
— Policial, encontrou alguma coisa? — Pergunta Miguel.
— O que aconteceu com seu braço? — Pergunta Laura.
— Essa casa, é maldita!
— Você não vai fazer nada? – Pergunta Miguel.
— Isso não é caso de polícia, vocês precisam chamar um padre, um exorcista!
O policial Ricardo corre o mais rápido que consegue para se afastar da casa assombrada.
— Aconteceu alguma coisa lá, Miguel, aconteceu alguma coisa, e agora o que vamos fazer?
— Ele disse que devíamos chamar um padre, então, é isso mesmo que vamos fazer, Laura, vamos chamar um padre.
Eles chamam um padre que os atendeu com muito custo, o padre já era uma pessoa de idade e não tinha coração para essas coisas, mas mesmo assim, ele foi atender ao pedido do casal que pedira para abençoar a casa.
O padre entra na casa com uma bíblia na mão direita, um crucifixo na mão esquerda e em seu bolso estava um frasco com água benta. O padre Daniel começa a aspergir água benta enquanto recitava salmos. Em seus olhos se passava uma imagem a qual ele não acreditava que estava vendo, lava começou a se formar do chão, e pessoas que estavam se afogando na lava gritavam de horror implorando por misericórdia.
— Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum porque tu estás comigo...
Uma risada demoníaca bem alta é escutada pelo padre, o diabo aparece em carne e osso, com seu rabo pontiagudo e seus chifres, todo vermelho, como se estivesse queimando de ódio, ele usava um tridente que estava em chamas e quando falava cuspia fogo com seu hálito de enxofre.
— Padre Daniel, venha se juntar a nós, no inferno, tem um lugar bem quente esperando por você...
O padre levanta o crucifixo em direção ao diabo.
— Eu não cairei nas artimanhas do diabo, é a luz do Senhor que conduz a minha vida, pelo poder da cruz do filho do Altíssimo, eu te denuncio, demônio, volte para onde jamais deveria ter saído, não volte mais a atormentar os vivos, dê paz para esse casal que clama em nome do Senhor, Deus do universo...
O fogo de enxofre desaparece e o diabo também se esvai pelo ar.
— Pelo poder da luz do Espírito Santo, eu te expulso em nome de Jesus Cristo...
De repente, quando se pensava que tudo já havia acabado, eis que surge uma figura humanoide obscura, uma criatura que parecia ter surgido das sombras, de olhos vermelhos que brilhavam na escuridão, com suas mãos afiadas e sua risada maquiavélica, mostrava seus dentes afiados e utilizava seu poder para intimidar o padre.
— Padre, nada do que fizer vai funcionar contra mim, eu não sou um demônio para ser exorcizado, desisti e vai embora enquanto eu ainda estou de bom humor, pouparei sua vida, que já é curta, não seria legal matar uma pessoa que já está quase morta, vai antes que eu me arrependa, e diga para aquele casal infeliz que esta casa é minha, e eu nunca sairei daqui!
A porta se abre, e o padre vai embora da casa.
— O que aconteceu lá, padre? — Pergunta Laura.
— Nada do que eu fiz surtiu efeito naquela criatura, e ela disse para vocês se mandarem porque ela não vai sair dessa casa.
— O que vamos fazer agora padre, o senhor era nossa única esperança. – Diz Miguel.
— Eu aconselho vocês chamarem pessoas paranormais, talvez elas entendam o que é essa criatura e o que ela quer com essa casa.
O padre vai embora com o rosto mostrando-se derrotado, incrédulo pelo que acabara de passar naquela casa, ele segue dizendo: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará...”
— E agora, Miguel?
— Você ouviu o padre, vamos chamar paranormais.
— Vamos desistir, não estou mais afim de morar nessa casa mesmo.
— Não Laura, nós pagamos por ela, então é nossa, temos o direito de morar aqui e pronto.
Miguel e Laura procuraram por pessoas que tinham contatos com paranormais, e conseguiram o contato de três pessoas paranormais, estes três são amigos, cientistas e pesquisadores do paranormal, a parapsicóloga Rosa Maria, e os doutores em ciências ocultas, Oliveira e Dario.
Eles aceitaram ajudar Miguel e Laura, assim, abrangeriam mais conteúdo para suas pesquisas e provar cientificamente que o sobrenatural é real. Entrando na casa com seus equipamentos, eles entraram otimistas que todo trabalho seria bem-sucedido. Arrumaram o equipamento tecnológico na entrada da casa, mas antes de começarem a procurar evidencias, o medidor de campos eletromagnéticos indicava uma presença estranha.
— O medidor está dando sinais de algo sobrenatural. — Diz Dario.
— Estranho, eu não sinto nenhuma presença. — Diz Rosa Maria.
Rosa Maria começa a sentir sensações de arrepio, e em sua mente se passa cenas do horror que ocorreu naquela casa com as pessoas que moraram ali.
— Há uma criatura sobrenatural por aqui, e ela matou as pessoas que moravam aqui, eu vi. — Diz Rosa Maria.
— Sua clarividência é a prova de que realmente há algo a mais do que a nossa realidade. — Diz Oliveira.
Os três ouvem gritos que atravessam as paredes daquela casa velha, e ficam assombrados.
— Se há um espírito errante morando nesta casa, apareça! — Grita Rosa Maria.
Um riso maquiavélico é ouvido por eles. Uma voz fala dentro da mente de Rosa Maria.
— “Saiam desta casa se não quiserem morrer...” — Disse a criatura.
— “Quem é você e o que você quer aqui? ” — Pergunta Rosa Maria.
— “Eu sou Morfeu, uma entidade maligna, sou a entidade-fantasma que assombra esta casa. Viajei pelos muitos universos assombrando todas as casas que eu encontrei e cheguei até aqui para assombrar esta casa, eu assusto quem atravessa o meu caminho, mas se insistem em ficar, eu mato com todo meu poder” – Disse a entidade.
— “Esta casa não é sua, saia daqui imediatamente.” – Disse Rosa Maria.
— “Último aviso, saiam daqui, antes que seja tarde demais para vocês. ” – Disse Morfeu.
Rosa Maria disse para seus dois amigos e colegas que acabara de conversar telepaticamente com uma entidade-fantasma.
— Pegue a câmera Dario e comece a gravar. — Disse Rosa Maria.
Dario pega a câmera e grava a casa, as portas abrem e fecham fazendo um barulho estrondoso. A câmera capta a imagem de uma criatura sombria de olhos vermelhos que brilhavam na escuridão, com suas mãos e dentes afiados, a criatura olha em direção aos três paranormais e abrindo suas asas negras solta um grito furioso.
— Vocês estão vendo isso! — Diz Dario.
— Eu estou vendo, que criatura horrível é essa? — Pergunta Oliveira.
— Ele disse que se chama Morfeu. – Diz Rosa Maria.
Aranhas e cobras passam pelo corpo de Oliveira que se assusta e balançando seu corpo, ele consegue se livrar desses animais. Algo pegajoso cai em cima de Rosa Maria.
— Meu Deus, o que é isso?
— Rosa Maria! — Grita Oliveira.
Oliveira toca na coisa pegajosa que cobrira todo o corpo de Rosa Maria.
— Isso aqui, é mel!
Abelhas voam e cobrem o corpo cheio de mel de Rosa Maria.
— Temos que sair daqui rápido! — Grita Oliveira.
Os pés de Dario ficam presos no chão e ele fica sem conseguir se mover.
— Oliveira, eu não consigo sair daqui. – Diz Dario.
Rostos deformados aparecem nas paredes da casa gritando por socorro.
— Mas o que é isso?! – Diz Oliveira.
Oliveira tenta abrir a porta, mas ela está trancada, ele olha para trás e vê uma múmia chegando perto, e cada vez mais perto a múmia se aproxima de Oliveira enquanto os rostos das paredes gritavam por socorro. Oliveira fecha os olhos esperando pela morte, e quando abre os olhos a múmia havia desaparecido, Dario consegue se libertar e a porta se abre sozinha.
— Vamos embora daqui! — Diz Oliveira.
— Mas e o equipamento? — Pergunta Dario.
— Dane-se o equipamento, vamos embora enquanto é tempo!
Oliveira e Dario tentam carregar Rosa Maria que estava cheia de mel e abelhas em volta do seu corpo, as abelhas picam as mãos deles, mas eles não desistem de levar sua amiga para fora daquela casa. Dario vê sua câmera explodir no chão.
— Droga, essa era a única prova que a gente tinha para provar o sobrenatural. – Diz Dario.
— Isso não importa agora. — Diz Oliveira.
Eles carregam Rosa Maria para fora da casa e a porta se fecha sozinha.
— O que estão esperando, chamem logo uma ambulância. — Disse Dario para Miguel e Laura.
Miguel pega o celular e liga para a ambulância. Rosa Maria é levada às pressas para o hospital.
Passaram-se três meses para que Rosa Maria pudesse se recuperar do trauma, e os médicos disseram que ela sobreviveu por um milagre. Rosa Maria, Oliveira e Dario continuaram com suas pesquisas, Miguel e Laura desistiram de morar na casa e tentaram vendê-la, mas sem sucesso, então eles continuaram morando com os pais de Laura. Enquanto os cadáveres das pessoas que moravam na casa continuaram lá, sem poder ter um enterro digno de uma despedida terrena. A entidade-fantasma intitulada Morfeu, continua morando naquela casa assombrada...