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Outlander uma série fantástica [segunda temporada]

Já encontra-se disponível no Netflix a segunda temporada de Outlander, assisti a primeira temporada, e já estou me preparando para a Maratona de assistir a segunda. Deixo abaixo minha pesquisa, que li e recomendo a leitura para os fãs de plantão como Yo

Com seu ritmo estonteante, Outlander é um dos programas de TV mais satisfatórios da atualidade.


A segunda temporada desta série de viagem no tempo, do qual o foco não é a viagem no tempo. Continua com sua conotação sensual, romântica e cruel.
Estrelada por Caitriona Balfe e Sam Heughan, a produção é um esplêndido banquete para quem entende o que de fato é a qualidade televisiva.
Baseada nos livros de Diana Gabaldon(dos quais não li) a segunda temporada segue Claire e Jamie no século 18 em Paris tentando mudar a história, impedindo a rebelião jacobita, ao meio tempo em que tentam curar as cicatrizes de seu casamento após os acontecimentos de tortura que terminaram na primeira temporada, traumatizando ambos.
Esta magnifica série indicada ao Globo de Ouro é talvez um dos maiores exemplos quando se trata de qualidade, em vários aspectos.
Para começar vamos para os artísticos, Outlander não é uma série barata de ser feita, mas ela não tem um orçamento gigantesco como Game of Thrones, Westworld, Vinyl ou The Crown por exemplo
.
Mesmo assim nada parece ser impossível para a produção e em momento nenhum pareceu que a mesma estava sofrendo limitações, muito pelo contrário. As diversas locações externas e cenários construídos SEMPRE foram muito grandiosos, e sempre VÁRIOS um atrás do outro.



Outlander para mim é a melhor série do canal Starz, sim! eu estou passando Power e The Girlfriend Experience para trás…
Mas é por um bom motivo, a série é realmente muito boa! Além da excelente fotografia e direção de arte, o roteiro bem equilibrado e contido transcende humilhando qualquer outra produção televisiva que utilize a narrativa procedural, já que a mesma é mestre em fazer exatamente o oposto.
A sexualidade consegue ser representada com a nudez sem ser obscena e sem ser gratuita, e fica palpável o quanto estes aspectos são mais representativos do que puramente artificiais ou apelativos, como a maioria das cenas de sexo na TV são. Essas cenas são intimas com um fundo emocional para os personagens e até a mais simples ou rápida delas tem significado.
Desde seu primeiro episódio, Outlander sempre foi uma série que se auto define como Saga ou Jornada, sempre mostrando estar em um patamar a cima das outras (mesmo dentro da mesma emissora), e ela de fato pode fazer isto, porque é verdade.
O interessante aqui é que a série é extremamente fiel ao que ela se propôs a fazer desde o início, eu simplesmente não consigo classificar a Segunda Temporada como melhor do que a Primeira. Justamente por ela seguir com seu estilo, mesmo mudando as locações, grande parte dos personagens e o rumo de onde a história termina, lá está ela, igualmente excelente a temporada anterior, acredite em mim, manter a qualidade de um programa como este não é nada fácil.
Com 13 episódios nesta temporada (sendo que a anterior teve 16), a história começa a partir de intrigas na corte real francesa, intriga sexual e política. Como a primeira temporada foi cheia de paixão, tanto de Claire como de Jamie exibindo maior suas profundidades e complexidades, agora que seus personagens foram totalmente estabelecidos, eles florescem tentando superar seus traumas, enquanto marca ainda mais o público eclipsando o destino de ser uma história de amor genuína que só os mais endurecidos de coração podem resistir…

Caitriona Balfe dá um desempenho perfeito em cenas desagradáveis de profundamente emocional, com uma gigantesca camada de sofrimento, e mesmo assim à calor em seu papel. Ainda mais se considerarmos os momentos (que são muitos) que Balfe simplesmente domina a cena e entrega atuações extremamente perfeitas, só demonstrando o quão maleável é atriz para com o roteiro.

Se Sam Heughan teve algum momento bom em sua atuação foi no início da temporada, ainda se recuperando de seu trauma e no final naquela despedida. Fora isso o ator não teve momentos memoráveis na sua atuação, isso não significa ele seja ruim. Mas pode muito bem ter sido ofuscado pelo talento de Balfe, e a arma secreta: Tobias Menzies. Que tem dois personagens, marido de Claire, Frank Randall no século 20 e seu cruel ancestral do século 18, Capitão Black Jack Randall, o ator atinge um nível de intensidade e amplitude que gira o programa para os lugares de dor e obscuridade da alma.

Envolvendo muita politicagem Francesa, a missão de Claire e Jamie para mudar o futuro de Scotland segue para alterar o passado para que a batalha de Culloden de nunca aconteça. E de fato nunca chegou a acontecer para nós telespectadores, já que a batalha não foi mostrada, eu particularmente não senti falta, seria completamente desnecessária também, Outlander não é sobre isso e eles gastam o dinheiro da série com as coisas certas.


O molde de apoio continua a ser um ponto forte da série, os sentimentos, e o quão bonito e trágicos eles podem ser.

Talvez o elemento mais problemático e que me pegou completamente de surpresa foi o absurdo salto temporal, algo previamente mostrado na primeira cena da segunda temporada, mas que logo depois se mostrou ainda maior com Claire bem mais velha e sua filha (e de Jamie) também já crescida.
Abrindo uma porta e até um temor para esta nova geração substituir Claire (já que a série está renovada para mais dois anos)… como eu não li os livros e não faço a mínima ideia de por onde a história vai a partir daí, por tanto, é bem natural questionar isso dado os acontecimentos durante o episódio final.

Mas felizmente para mim e para Claire a esperança ainda existe e como ela sabe ainda mais sobre esta viagem no tempo, com sua filha dando credito a ela (finalmente), a jornada dela ainda está longe de terminar.

A grande força de Outlander continua a ser seu impressionante elenco e seu valor de produção e figurinos continua a impressionar e dar vida a esta torção ligeiramente fantástica na história.
2ª Temporada 
A segunda temporada da série foi baseada no segundo livro ("Dragonfly in Amber", em português "Libélula no Ambar") da Diana Gabaldon da série de livros Outlander.

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII. O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?
Fonte: Wikipédia

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