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Nevoeiro Serie Netflix


O Nevoeiro é um conto de autoria de Stephen King que em 2007 foi transformado em bom filme por Frank Daranbont, que já tinha mostrado o devido respeito pela obra do escritor em À Espera de um Milagre (The Green Mile, 1999) e Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994). A história mostra a pequena cidade de Bridgeville, Maine (palco principal das histórias de King) invadida por uma densa neblina que cobre todo o lugar, revelando, além de monstros vindos de outra dimensão, monstros residentes conhecidos como humanos, resultando numa das melhores adaptações de uma obra do escritor pro cinema…então, em 2017, o canal Spike lança uma série de tv baseada no mesmo conto com temporada de dez episódios que são uma aula. Uma aula de como transformar uma premissa legal em algo deprimente. Se você assistiu ao filme e espera (re)ver os monstros aqui, es-que-ça, eles não aparecem, aviso logo. E com exceção de Frances Conroy, que deve ter se escondido de vergonha por alguns dias ao fim da primeira temporada, a série não tem atores/personagens carismáticos. E nem bons efeitos especias. Ou trilha. Ou nada. Aqui, a trama gira num círculo vicioso de grupos escondidos pela cidade esperando ajuda e imaginando o que está acontecendo e enquanto a ajuda não chega (lembra The Walking Dead, mas, consegue ser pior), os ânimos vão se exaltando e decisões extremas começam a ser tomadas, o problema, e que problema, é que o núcleo principal da trama é tão insosso que nem todas as especiarias do mundo lhes daria gosto e o mesmo serve pros outros núcleos e assuntos que hoje estão sendo discutidos seriamente pela sociedade como estupro, misoginia e preconceito contra pessoas LGBT, por exemplo, são esvaziados por conta do péssimo texto e atuações apresentadas. The Mist, a série, não diverte e nem empolga, o único ponto positivo dela é fazer com que o espectador/espectadora queira ver/rever o filme e ler/reler a história original, no mais, fuja, ou dê aquela trollada básica em gente chata que vive te pedindo dicas de filmes ou séries”.

Fonte: *Publicado originalmente no Instragram @meufilmedodia.

As obras de Stephen King já deram origens a vários clássicos do cinema e da TV, mas na última década, pouquíssima coisa usando algo escrito pelo “mestre do horror” foi feita de relevante. Uma dessas pérolas é O Nevoeiro (The Mist), produção de 2007, que conseguiu a façanha de agradar crítica e público. A série inspirada no filme, porém, não alcança a mesma qualidade.
Sob o comando do dinamarquês Christian Torpe, a história é parecida, mas não idêntica. Em uma pequena cidade americana, uma espessa neblina surge do nada e envolve todo o lugar, deixando os habitantes isolados e aterrorizados.
A principal diferença para obra anterior é que, enquanto no filme o nevoeiro servia de camuflagem para monstros de outra dimensão, na série ele é a própria ameaça, materializando os maiores medos dos moradores, além de causar alucinações e fazer pessoas e animais tornarem-se agressivos. Esse é a primeira decepção, já que todo mundo esperava que o enredo fosse se repetir.
A outra mudança, bem óbvia até, é que há outros núcleos e não apenas um, como no filme, onde a ação se passa inteiramente em um supermercado. A série começa com pessoas presas em um shopping center, uma igreja e uma delegacia. Em todos os arcos, fica evidenciado outro problema: a péssima qualidade do elenco, incluindo alguns dos protagonistas.
Morgan Spector interpreta Kevin Copeland, o herói da vez, que enfrenta uma crise familiar quando o nevoeiro toma conta da cidade. Sua atuação, no entanto, é péssima. Separado da esposa e da filha adolescente, que no momento passa por um trauma recente, ele tenta chegar até elas, encarando uma série de dificuldades e conhecendo gente nova no caminho.
As duas estão no shopping, núcleo em que a série se aproxima mais do filme, onde temos vários personagens e, por consequência, mais tensões. Infelizmente, o roteiro ruim não traz nada que engrandeça a trama, mesmo com algumas doses de violência. A personagem mais interessante e bem interpretada, está na igreja. A atuação de Frances Conroy como a fanática religiosa Nathalie é uma das poucas que se salvam.
O roteiro também tem problemas comuns a várias produções de TV: a falta de material para preencher os episódios. Sendo assim, a história se arrasta. Eles justificam que isso é para criar o clima de suspense, mas é mentira. Tem ainda algo pior: o velho personagem com amnésia, mais clichê impossível.
Para piorar, os efeitos especiais são a cereja do bolo, o que nos leva a crer que a opção por um nevoeiro diferente do filme seja por contenção de despesas. A season finale foi o melhor episódio, mas passar pelos outros nove até chegar nele foi um martírio. Não há notícias ainda de que a série tenha sido renovada para uma segunda temporada, o que evidencia que o sucesso não foi o esperado. O Nevoeiro acabou de entrar no catálogo da Netflix Brasil. Não indicamos.

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