Contos Waldryano

Meine Familie (A1)

Zu meiner Familie gehören vier Personen. Die Mutter bin ich und dann gehört natürlich mein Mann dazu. Wir haben zwei Kinder, einen Sohn, der sechs Jahre alt ist und eine dreijährige Tochter.

Wir wohnen in einem kleinen Haus mit einem Garten. Dort können die Kinder ein bisschen spielen. Unser Sohn kommt bald in die Schule, unsere Tochter geht noch eine Zeit lang in den Kindergarten. Meine Kinder sind am Nachmittag zu Hause. So arbeite ich nur halbtags.

Eigentlich gehören zu unserer Familie auch noch die Großeltern. Sie wohnen nicht bei uns. Sie haben ein Haus in der Nähe. Die Kinder gehen sie oft besuchen.

1) Wie viele Personen hat die Familie?
4

2) Wo wohnt die Familie?
in einem Haus

3) Haben sie Kinder?
ja, zwei Kinder

4) Arbeitet die Mutter?
Ja, aber nur halbtags

5) Wer gehört noch zur Familie?
Oma und Opa

Vocabulário:

A1: 93%
A2: 5%
B1: 1%


Um novo partido para o Presidente Bolsonaro


Depois de um desfecho de desgaste entre o Bolsonaro e o seu atual partido. O Presidente anuncia um novo partido que será: Aliança pelo Brasil.

Antes disto ele que não é bobo nem nada. Irá dar uma rasteira no seu algoz Bivar, líder do PSL.
Decretando o fim do seguro DPVAT ele acabará com a farra das fraudes, e de empresas que se favorecem deste 'artifício' para enriquecer, ou ter um comércio licito em meio a um seguro de trânsito. Lembrando que o líder do PSL tem uma empresinha deste tipo que citei, logo uma retalhação.

O fim do DPVAt já esta sendo decretado pelo Presidente.

Fazendo este novo partido. Não se sabe se o seu filho que é um deputado poderá embarcar nesta. Afinal, segundo as regras, a candidatura é do partido e não da pessoa.
Já o outro filho (o mais cabeludo) é Senador e logo poderá migrar para o novo partido do Presidente.

Agora vamos deixar este texto mais lúdico.

Gosto de usar este termo nos meus textos para resumir pessoas oportunistas.
Chupim.
Na natureza, o pardalzinho tico-tico, faz o ninho bota seus micro ovos e espera chocar, só que não, neste meio do caminho um pássaro espertalhão vai e bota o ovo no ninho do trabalhador do tico-tico.

Nasce o Chupim que grita e berra querendo comer toda a comida do mundo para alimentar sua pança desenfreada.



Foi mais ou menos isto que ocorreu com certos nomes que aproveitaram o populismo do Bolsonaro para se eleger de modo entusiástico e bem popular.
Os chupins que lembro são estes:





Tantas pessoas que levantaram a bandeira da moral e dos bons costumes e abocanharam uma cadeira em lugar privilegiado, e utilizaram dingos do Bolsonaro para se Eleger e simplesmente viraram a casaca!

Tipo assim: o chupim cresce e observa que de um modo estranho é grande e não precisa do seu mantenedor, logo voa, logo acha-se  no direito de opor as ideias de quem os criou.

Deste modo o Bolsonaro se encontra com o PSL. Um partido que é o Bolsonaro, todavia, nomes querem de todos os modos se opor a criatura e ter seus minutos de fama.

Até parece aquela coisa bíblica da rebelião de Isaías, não vou me adentrar no teologuês. Entretanto, o partido PSL precisava de unir forças com o seu presidente eleito.

Não conheciam a personalidade dele?
O moldando para ser assim?

Aguentassem fortes ao Capitão e ajudassem no que é preciso.
Agora  o Presidente aos cacos precisando criar um partido correndo de tudo para dizer. Este partido mando eu.
Pois, na imensa maioria do populacho quem manda no PSL é o Presidente. Quando pegavam um santinho do PSL para votar, o povo menos instruído sempre associava ao Bolsonaro.

Complicado será ter que:

Se reerguer, criar partido, entender o que acontecerá com o PSL seria oposição?
E governar o Brasil, coisa que deveria ser a única e exclusiva preocupação de um Presidente da república!

Escrito em 12 de Novembro de 2019

Bolívia em um caos

Nossa maior fronteira é a Bolívia, e o país se encontra em um caos.
Se for fazer um retrospecto a América Latina encontra-se em um caos isto é fato.
O Presidente Evo Morales, tal qual o sindicalista (Lula) aqui no Brasil, representava um Gueto, a ele a descendência indígena.
Até aí tudo bem legítimo e belo. A minoria no poder e tentando lutar pelos ideais do povo esquecido e desfavorecido.
Todavia, manter-se no poder com práticas escusas é o grande problema de líderes com uma pegada socialista.
Aqui no Brasil, ouve todo um desdobramento que demonstrou ilicitude em atos de Lobby (receber por fora algum favorecimento) E também foi evidentemente exposto marqueteiros que deixavam a campanha bonita, e mantiveram o (Lula) lá, por oito anos e a Dilma, cria do (Lula), por uns 6.
No nosso país em questão. Ouve um crescimento econômico e um patriotismo recuperado? Ouve.
Entretanto, ouve um monopólio de liderança, mexeram por lá na constituição e o presidente continuou governando por longos anos. Dês de 2006. Surge deste modo uma desconfiança e aspectos ditatoriais tornam-se evidentes neste processo, quiçá sem democracia.
E um último resquício de dignidade o Presidente Evo aceitou ser auditado por órgãos internacionais que evidenciaram fraude na Eleição.
A Bolívia atual? Um caos, o Presidente fugindo para o México e uma quase guerra civil rolando a solta por lá.
Tudo isto me faz pensar no Brasil, para nós em meados de 2010 estávamos vivendo tal qual a Bolívia, um presidente sindicalista e tudo o que conhecemos pelos noticiários.
Hoje tentamos se reerguer com um Presidente autoritário, que tem opiniões polêmicas e um congresso que atualmente está lá tentando fechar a farra dos bois, ou dos presos soltos em segunda instância. Outro caos! Fui...



Observação: Estou usando a extensão languagetool do Google Chrome para correção do texto.
Escrito em novembro de 2019.

Lula livre Bolsonaro Preso

Lula livre Bolsonaro Preso

Assisti a soltura do Lula, que em meio a militantes do Pt que gritavam em bom som seu Grito de Guerra:
— Lula livre.
Lula que pareceu-me perdido no tempo em um retrospecto de quem fica enjaulado por algum tempo.
Nomes como: Gleisi e Haddad soaram na boca dele.
A esquerda esta enfraquecida, todavia agora o Lula livre, torna a esquerda viva novamente. E com alguma esperança.

Enquanto isto o Bolsonaro anda Preso...

A Globo, que em meio a tantos prejuízos, seja de imagem ou de propaganda. Atacará artilharia pesada contra o Capitão. Brigar com cachorro grande é destas coisas. Tem que pagar o preço.
E isto tudo no 1º ano de mandato.
Na cartilhinha de durar anos e anos de mandato. Tal qual Lula e Dilma fizeram, tem aquela de cuidar bem dos inimigos. E a imprensa é o pior inimigo que um Chefe de estado pode ter.
A imprensa, faz o rio fluir conforme ela quer. A dona Globo pinta o Bolsonaro conforme ela acha conveniente. Daí mora o perigo.
Já o Lula, pintaria o cabelo e deixaria o discurso bem ensaiado para uma possível candidatura? Certamente.
O discurso injustiça é o melhor para um ex-Chefe de estado que se baseia única e exclusivamente no assistencialismo.

O Lula é o assistencialismo, nordestinamente falando.
O Bolsonaro é aquele que queria um Brasil autoritário, com víeis militares, isto é a veia bolsonariana de ser.
Já a Globo, seria a minoria, majoritariamente? A Globo esta se perdendo em meio ao caos da falência. É bem visível que o futuro da Globo é a Globoplay.
Enxugar gastos!

Enquanto isto nossa costa ensujalhada, o Congresso um caos e o Presidente, aproveitando os 15 minutos de fama nas Arabias, se for causar que cause em Dubai.




O crime do Professor de Português


O Crime do Professor de Português




Na escola, eu fazia as redações, e entregava para a professora os olhos de jabuticaba focavam na reação dela era inevitável observar ela lendo com aqueles óculos sendo ajeitado aqui e ali, e na esperança daquela caneta vermelha não permear o meu texto.

Era uma criança, mudavam as professoras, todavia as expressões sempre eram as mesmas. Aquela correção que ninguém quer passar e todos passam, os olhares dela para o tecer do texto e a minha ligeira esperança de ser brilhante naquilo que mais amo fazer: Escrever.

Poderia te contar que o destaque era fenomenal e os alunos aplaudiam de pé meus textos, amava as histórias tipo: Era uma vez, entretanto precisava, as vezes , argumentar. E era eu argumentando!

Precisava aprender a Norma Culta e era eu cultuando o nosso jiló de cada dia. Era eu sonhando em ser um professor de Português. E este sonho chegou depois de vários anos de: Ensaios, Resenhas, Palestras e Seminários estou eu aqui iniciando o Estágio para ser o que eu tanto sonhava ser: Um professor de Português, tipo o Pascoale sabe? Ou um educador tal qual Paulo Freire.

A gente sonha, corre atrás e a gente realiza.

Realizei outro sonho que era comprar a minha motinha, a vida é aquela correria e as aulas fracionadas fazem a gente querer aproveitar o momento da melhor forma possível. Após o termino do Estágio tive que marcar aula em diversos lugares diferentes desta cidadezinha do interior.

As piores eram sem dúvida as da noite. Não que eu não ame trabalhar de noite. Mas era por conta daquele cachorro. Cachorro maldito, Cachorro perseguidor de motos vermelhas. Por qual razão fui eu escolher a moto vermelha? Logo esta cor que atrai estes animaizinhos que precisam provar a sua coragem e determinação correndo para devorar a perna de um desavisado?

A casa que aluguei para morar nesta cidadezinha, cujo a qual, consegui as minhas tão almejadas aulas é assim: Dois cômodos um banheiro, terreiro bom cheio de terra vermelha e alguns vizinhos mexeriqueiros que adoram cuidar da vida dos outros.

A propósito é um destes vizinhos o dono do cão que chupa manga todos os dias correndo nas noites de correria de um novato da peleja.

Minha rotina de chegada na casa sempre foi esta. Desviar do cachorro. Deixar a bolsa na mesa (cheias de provas para corrigir, depois corrijo, vou ser feliz) E ligar o computador e sonhar em ser um escritor! 

De professor de Português para escritor parece-me um divisor de águas intransponível todavia serei eu o escritor da minha história, logo, praticar, praticar e quando cansado praticar.

Pense amigos que até mesmo as luzes acesas incomodam os incomodados do muro ao lado. Quando desligo a luz para enfim ir dormir, sempre olho para a janela e vejo o velho dono daquele cachorro. Parece que não tem nada o que fazer do que ficar a observar a vida alheia?

— Vai cuidar do teu cachorro infeliz!

Nas escolas aquela velha rotina, entro na sala dos professores, tomo o café frio, dou aquela revisada básica no plano de aula (chato isto preciso apresentar todo o santo dia o meu plano de aula para o pedagogo chefe afim da aprovação) e vou para a sala de aula. Observo olhares, contenho algazarras e sou eu agora o professor de Português.

Quando passo a atividade para aquela manada de adolescentes desenfreados se entreterem é o momento que eu sonho. O Sonho é simples, que os ponteiros do relógio corram não sigam o modo natural, quero chegar em casa deixar a bolsa na mesa e escrever, sim, amo escrever.

Terminado a sessão educa os ineducáveis, ligo a minha motinha (que cor mesmo?) e acelero nas estradas desertas das vinte duas horas, passo alguns sinais vermelhos, afim de chegar rápido para o meu céu na terra. Hoje foi aqueles dias tudo parecia dar errado, aos mortos e feridos estou chegando ao lar, aí sim o professor aqui fica feliz.

Tristeza, o cachorro veio de modo voraz, tentei desviar, fui com um chute, precisava defender-me da queda (prestações para pagar sabe?) e o que mais temia, ou queria sei lá, aconteceu.

Parei a moto e fui ver, um vira lata morto era aquele cachorro com os olhos esbugalhados no chão. Fiquei a observar os últimos contorceres da vítima, até passou o sentimento de dó daquele animal.

Estaria eu tirando a vida de um ser vivo. Pareceu-me desta maneira, a você leitor pense que foi um acidente de trânsito, porém a mim, foi o mais cruel dos assassinatos.

Pensei agora ser eu o protagonista das piores histórias de assassinos que eu prontamente criava nas noites geladas e felizes do muquifo que chamo de lar.

Olhei para os lados, parecia também ter a necessidade de não ter cumprisse o meu devaneio da calada da noite.
Não tinha.

A evidência do meu crime estava estirado no chão. Era o assassino e a vítima, era a morte e a vida, era eu e o cão.

Pensei naqueles seriados de televisão, pegaria eu um giz da minha caixinha e desenharia o corpo no chão para a evidência?

Pensei rápido, precisava era sumir com aquele animal do meio da estrada, antes que aparecesse alguém para apontar de dedo.

— Olhe o assassino do cão!

Foi o que fiz, abri a caçambinha da moto e coloquei a criaturinha dentro dela, espremi, olhava para os lados, escutei um crécri, e fechei o assento.

Estava eu perfeitamente escondendo o cadáver daquele animal dentro da minha moto que ainda estava pagando em suaves prestações.

Ao parar para abrir o portão quem eu vejo? O vizinho. Nunca faço isto, porém devido as circunstancias fiz. Cumprimentei-o. Parecia apreensivo? O que acontecera com o seu animal de estimação já era evidente?

Escutei calado o velho a chamar o cão, provavelmente era a hora da ração. Eu imaginava o que fazer com o corpo que estava esfriando dentro da caçambinha.

Eu de professor a assassino. 

Olhei pelo vão da janela disfarçado, precisava deixar o velho pensar que era algo natural ao meu dia, afinal, ele observara o meu cotidiano, que era ligar o pc e ir dormir altas horas, todavia a curiosidade de saber o que o velho assuntava era maior.

O velho com uma lanterna esquadrinhava cada centímetro daquela rua que adentrava a nossa casa. 
Eu pensei: Amanhã sumo com o corpo.
Fui deitar, tentava dormir e nada, a judiação era tamanha. O velho começava a chamar pelo nome do cão, e o animalzinho. Sei bem, não iria responder.

Pensei agora o quão monstro fui, tirei do velho coitado a companhia, naquela noite ele não iria ficar observando a minha janela, pois teria algo para se preocupar.

Três horas da madrugada, ligo a luz e vou corrigir algumas atividades, estava por motivos obveis sem sono.

Na quietude da madrugada, alguém bate na porta. Olho para o visor e era o velho. Tal qual o desespero dele de ir me importunar. Fiquei gelado e frio. o velho bateu mais uma vez, sabia que estava acordado, a luz me denunciava.

Fui no banheiro lavei o rosto e precisava treinar a expressão de dissimulação. peguei a toalha e fui abrir a porta.

— Boa noite vizinho, vi que o moço esta acordado. Será que tú não vistes o meu  Totózinho. Os olhos dele estavam lacrimejados.
— Não, não vi. enxugando o cabelo para fingir um álibi.
— Mas moço, todas as noites o Totózinho corre atrás da tua moto quando esta chegando em casa. Olhei para o velho, para ele era comum o meu sofrimento diário de desvencilhar daquele animal.
— Pois é, engraçado hoje não o vi, agora preciso ir dormir, não sei se o Senhor sabe, sou um professor de Português, passar bem.

Fui fechando a porta com o velho falando um: Mas...

No dia seguinte acordei cedo e fui na loja da esquina, um agro e comprei uma pá, e algumas mudas de flor.
O velho me observava.

Nunca fui de jardinagem e precisei, faltar um dia de trabalho para dar um trato no meu terreiro.
O velho me observava.

Confesso a você leitor, o animal estava pingando a sangue e precisava me livrar do animal urgentemente e seria uma cova rasa o fim daquela indigesta situação.
Todavia o velho não parava de observar o que eu fazia.

Carpi fiz as plantações e disfarçadamente abri uma cova rasa. Suava, era homem das letras e não de calejar as mãos.

— Olá vizinho, nada do Totó né? De folga? Não vai dar aula? Disse que daria aula? Sempre deixa a moto pra fora agora deixou-a para dentro da tua casa?
O Senhor estava desconfiado era evidente e o meu segredo parecia ser revelado se eu abrisse a boca.
— Sim, hoje terei hora atividade e nada mais, por isto pensei em deixar este quintal mais bonito. Boa sorte com o seu cão.
— Obrigado. Ele respondeu e fui entrando para casa, pensava que a ideia de enterrar o defunto já era, afinal o velho não saia da minha cola.

Precisava ser prático e sumir com o animal que provavelmente começaria a cheirar mal. Abri a caçambinha e estava lá o dito, todo quebrado, e jazia babas pela boca. Duro, parecia uma pedra.

Peguei um lençol e  enrolei o animalzinho. Era eu e o cão e um vizinho desconfiado.

Limpei tudo coloquei o embrulho na caçambinha. Liguei a moto e sai. Na subida daquela pequena cidade era possível ver um panorama de tudo um pouco. A igrejinha, as ruas e as escolas. Arrumei meu óculos, e abri a caçamba. Estava lá o embrulho.

Pensei a minha burrice de deixar a pá em casa. Porém não poderia sair com uma pá sem levantar suspeitas.
Escondi o animal no pé de uma árvore, sentei um pouco e pensei o que fazer.
Sentei na moto e fui buscar a minha pá, agora iria sem a moto, somente terminar o serviço.

Ao entrar em casa vi que a terra estava fofa, não tinha lidado naqueles lugares. Pensei na hora que o velho desconfiado foi dar um confere dele no meu lote. Era tarde e precisava resolver o meu crime.

— Boa tarde vizinho nada do Totózinho não é?
— Nada, com licença, vou levar a pá para um amigo que emprestei, terminei por aqui, engraçado a terra parece que esta mais fofa? Agora era eu questionando o velho para ver a sua reação.
— Impressão tua deve de ser que tu não sabe de lidar com jardinagem somente.

Olhei para o velho intrometido, deixei a moto dentro da casa. Peguei a pá e fui fazer o meu caminho.
Sempre olhava para trás e para os lados, a desconfiança tomava conta de mim.

Cheguei no local de destino e comecei a cavar. Fiz a cova rasa, não sou bom para estas coisas. Resolvi o problema, joguei a pá no meio do mato e comecei a fazer o meu trajeto de volta.

Pensava naquele velho chorando a morte do cão. Pensava na minha cara olhando para as crianças na escola. Eu dando aula ensinando a eles serem cidadãos de bem, e eu estava sendo o criminoso, ocultando o crime.

Voltei na mata, achei a pá e fui desenterrar o defunto. Que o velho faça o velório conveniente, afinal era o seu companheiro o Totózinho.

Ao chegar em casa enrolado ao lençol cheio de terra, bati eu na porta do velho. Tinha que encará-lo e ser homem.

Eu disse:
— Tenho uma coisa para você, com o embrulho na mão.
Ele disse:
— Tenho uma coisa para você, professor, com um pisca da moto na mão.

► Nota 01: Este conto é a minha singela homenagem ao conto:
O crime do Professor de Matemática de Clarice Lispector.

► Nota 02: Dedico este conto ao meu amigo aqui do Recanto das Letras:
Leandro Severo.

Nota 03: Os meus textos encontram-se em constante revisão e reescrita, se observar algum erro releve-os, se for elegante envie mensagem para corrigi-lo. Coloco-me na condição de eterno aprendiz.
Conquista: O Conto foi o mais lido na categoria Contos, na semana que foi criado.

Urgente! Bolsonaro acusado de assassinato

Se você leu a manchete e gostou te digo:
— Só se vê na Globo...



O caso foi este, um deputado federal sem papas nas linguas decidiu ser presidente da república o abusado!
Sem um bom partido para apoiar (leia-se injetar dinheiro e propaganda) o tal deputado correu para as redes Sociais.
Enquanto isto a Globo estava sendo Globo, apoiando o Pt e adorando as propagandas que eram vinculadas diariamente no canal e os dingos que você adorava escutar.
Deixa o homem trabalhar....
Tudo estava correndo as mil e uma maravilha.
O Brasil? O que importa o Brasil? O importante é o enriquecimento ilícito.
A Globo filme que o diga, tinha sua verbinha garantida pela lei Rouanet e até os apresentadores tiravam uma casquinha da mamata.
Propaganda Garantida ? Dinheiro em caixa pro plimplim...
Filmes garantidos? Dinheiro em caixa para os atores, ótimos por sinal, sempre beirando ao Oscar... Debora Seco, quase ganhou seu Oscar com sua mijada épica no filme relevante. Bruna Surfistinha.

Só que...

Sempre tem estes só que pra acabar com tudo, o e viveram Felizes para Sempre por vezes é ameaçado por certas moscas que querem por que querem com seus 7 segundos incomodar.

O Jair Bolsonaro, como um Messias surgiu...
Messias é trocadilho mesmo, pois o Jair Bolsonaro é digamos uma opção, entre tantos ruim, o menos ruim foi ele.
Logo ganhou...

E o Castelo de Cartas. Globo esta tentando não derrubar as suas cartilhas ao vento.

Dinheiro? Começou a faltar.

O que a Globo tem de bom?

O Jornalismo uai! O melhor do Brasil .(CNN please corra aqui!)

As investigações Globais inocentaram o Adecio da facada.
Tipo assim, sei não se você leior lembra. O Candidato a Presidência levou uma facada, quase morreu. Nada por trás tá?
Tipo assim antigamente outro candidato a presidência, Eduardo Campos morreu em 13 de agosto de 2014 na queda de um jatinho na cidade de Santos. Nada por trás tá.

Tudo paranoia.

Sempre coloque na pauta paranoia qualquer ataque ouviu? Ta na cartilhinha da Globo, de quem reclamar qualquer coisa sobre o Jornalismo polido dela.

Polido, lembra-me óleo de peroba.

A cara é de Pau mesmo.

E no desespero de se defender, sim o Jair Messias Bolsonaro, fez caquinha sim, alguns videozinhos mal assessorados cutucando a onça.

E a onça revidou, ou seria o leão adormecido?

Pense no Manuel Tadeu Bezerra Schmidt narrando os acontecimentos aqui:
" Como que um gato adormecido, nós da cartilhinhas corremos atrás com nossas fontes quase que secretas, e descobrimos uma brecha pra ferrar o Presidente, artilharia pesada vamos usar"

E veio todos os brasileiros assistindo o horário nobre e perguntando tal qual crianças que estão aprendendo o B a BA.

— Será?

Tadeu de volta com vocês:
" Como que será? Contra fatos não há argumentos, os envolvidos no assassinatos bateram na campainha do apartamento 58. Nosso detetive virtual averigou. É sim do deputado Jair Bolsonaro. Bingo!"

O Bolsonaro o desesperado da vez, foi no Facebook e por não ser Nutella soltou um:
— Canalhas!

E o Tadeu de volta chorou pra vocês:
" O Presidente paranoico Bolsonaro esta em rede social falando mal de nós. A santa Globo que esta no céu, ops . No Brasil!"

Meu Deus amigos estamos no Brasil, o Presidente em Dubai, e as confusões rolando solto. E pasmem, não é para articular uma melhoria para este Brasil.
É tecer um argumento acusativo que possa de todas as maneiras desmoralizar e deixar o Presidente com baixos indices de aceitação, pois isto a Globo mostra.

Sei lá, na vida a gente tem que lidar com muita gente hipócrita, saber que são hipócritas e pela convivência social precisamos engolir, sapos e sapos e sapos...
Mas quando se trata de governo, a hipocrisia pode ser a imprensa, pode ser o supremo, pode ser os petistas. E nunca poderemos chamar tais hipócritas de hienas. Proibido. A convivência pede para agir de modo hipócrita.
Quem aqui já, não pagou uns 50 tinhas pra não levar uma multa de 800 da lei.?
E nunca cai nestas blits, mas já ouvi que existe tais práticas e infelizmente é o que acontece com o Brasil.
O Jair Messias Bolsonaro, que é o vulgo Presidente, não pagou os seus 50tinhas para a Globo. E a multa sairá caro 800...

Ah, só pra demonstrar que sou imparcial, pode ser que a conspiração, seja correta. O Jair mandou matar a Mariele, (rinha de galo) o avião do cara de 2014 caiu de modo natural sem nada envolvido (paranoico o escritor aqui) e a Globo seja uma ótima empresa sem nada obscuro. Pode.

Só levantando hipóteses pois você leitor pode sim, (não te cerciaram o direito de pensar e argumentar) imaginar o que deve de acontecer nas entrelinhas...


O texto foi escrito por Waldryano, no finalzinho de outubro de 2019 e pasmem estamos no Brasil.

Erros frequentes da Língua Portuguesa

Erros frequentes da língua portuguesa 

- Você não bebe a champanhe. Bebe o champanhe. É, portanto, palavra masculina.

– Cidadão só tem um plural: cidadãos.

– Cincoenta não existe. Escreva sempre cinquenta.

- Ainda tem gente que erra quando vai falar gratuito e dá tonicidade ao i, como se fosse gratuito. O certo é gratuito, da mesma forma que pronunciamos intuito, circuito, fortuito, etc.

– E ainda tem gente que teima em dizer rúbrica, em vez de rubrica, com a sílaba bri mais forte que as outras. Escreva e diga sempre rubrica.

– Ninguém diz eu coloro esse desenho. Dói no ouvido. Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. A mesma coisa é o verbo abolir. Ninguém é doido de dizer eu abulo. Para dar um jeitinho, diga: Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir esse preconceito.

– Outro verbo danado é computar. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: eu computo, tu computas, ele computa. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo? Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: computamos, computais, computam.

– Outra vez atenção: os verbos terminados em -uar fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em -e não em -i. Observe:
Eu quero que ele continue assim.
Efetue essas contas, por favor.
Menino, continue onde estava.

– Custas só se usa na linguagem jurídica para designar ‘despesas feitas no processo’. Portanto, devemos dizer: ” O filho vive à custa do pai“. No singular.

– Não existe a expressão à medida em que. Ou se usa à medida que correspondente a à proporção que, ou se usa na medida em que equivalente a tendo em vista que.

– O certo é a meu ver e não ao meu ver.

– A princípio significa inicialmente, antes de mais nada. Exemplo: A princípio, gostaria de dizer que estou bem. Em princípio quer dizer em tese. Ex.: Em princípio, todos concordaram com minha sugestão.

– À-toa, com hífen, é um adjetivo e significa “inútil”, “desprezível”. Exemplo: Esse rapaz é um sujeito à-toa . À toa, sem hífen, é uma locução adverbial e quer dizer “a esmo”, “inutilmente”. Ex.: Andava à toa na vida.

– Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: “Se acaso vir meu amigo por aí, diga-lhe…“. Mas podemos dizer: “Caso o veja por aí… “.

– Acerca de quer dizer a respeito de. Veja: Falei com ele acerca de um problema matemático. Mas há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Veja: Há cerca de um mês que não a vejo.

– Não esqueça: alface é substantivo feminino. A alface está bem verdinha.

 – Além pede sempre o hífen: além-mar, além-fronteiras, etc.

– Algures é um advérbio de lugar e quer dizer “em algum lugar”. Já alhures significa “em outro lugar”.

– Mantenha o timbre fechado do o no plural dessas palavras: almoços, bolsos, estojos, esposos, sogros, polvos, etc. .

– O certo é alto-falante, e não auto-falante.

– O certo é alugam-se casas, e não aluga-se casas. Mas devemos dizer precisa-se de empregados, trata-se de problemas. Observe a presença da preposição (de) após o verbo. É a dica para não errar. Nota: esta dica precisa ser confirmada.

- Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Veja: afrouxar, encaixe, feixe, baixa, faixa, frouxo, rouxinol, trouxa, peixe, etc .

– Ancião tem três plurais: anciãos, anciães, anciões.

– Só use ao invés de para significar ao contrário de, ou seja, com ideia de oposição. Veja: Ela gosta de usar preto ao invés de branco.
 Ao invés de chorar, ela sorriu.
 Em vez de quer dizer em lugar de . Não tem necessariamente a ideia de oposição. Veja: Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas. (Estudar não é antônimo de brincar).

– Não existe preço barato ou preço caro. Só existe preço alto ou baixo. O produto, sim, é que pode ser caro ou barato. Veja: Esse televisor é muito caro. O preço desse televisor é alto.

 – Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo.
As duas estão erradas. Deve-se escrever bem-vindo, sempre com hífen.

– Atenção: nunca empregue hífen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc. O nome fica sempre coladinho.
O Sport se tornou tetracampeão no ano 2000.
O Náutico foi hexacampeão em 1968.
O Brasil foi bicampeão em 1962.

– Veja bem: uma revista bimensal é publicada duas vezes ao mês, ou seja, de 15 em 15 dias.
A revista bimestral só sai nas bancas de dois em dois meses.
 Percebeu a diferença?

– Hoje, tanto se diz boêmia como boemia. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonicidade no ‘mia’.

– Preste atenção: o senador Luiz Estevão foi cassado. Mas o leão foi caçado e nunca foi achado. Portanto, cassar (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.

– Existem palavras que só devem ser empregadas no plural. Veja: os óculos, as núpcias, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorroidas, etc.

– Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de caráter é caracteres. Então, Carlos pode ser um bom-caráter, mas os dois irmãos dele são dois maus-caracteres.

– Cartão de crédito e cartão de visita não pedem hífen.
 Já cartão-postal exige o tracinho.

– Catequese se escreve com s, mas catequizar é com z. Esse português…

– O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo -ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc..

– Censo é de recenseamento; senso refere-se a juízo. Veja: O censo deste ano deve ser feito com senso crítico.

- Coser significa costurar. Cozer é que significa cozinhar.

- O correto é dizer deputado por São Paulo, senador por Pernambuco, e não deputado de São Paulo e senador de Pernambuco.

– Descriminar é absolver de crime, inocentar.
Discriminar é distinguir, separar. Então dizemos: Alguns políticos querem descriminar o aborto.
Não devemos discriminar os pobres.

– Dia a dia (sem hífen) é uma expressão adverbial que quer dizer todos os dias, dia após dia. Por exemplo: Dia a dia minha saudade vai crescendo. Enquanto que dia-a-dia é um substantivo que significa cotidiano e admite o artigo: O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um tédio.

– A pronúncia certa é disenteria, e não desinteria.

– Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular, sobretudo quando denota quantidade, distância, peso.
Exemplo: Dez quilos é muito. Dez reais são pouco. Dois gramas são suficientes.

– Cuidado: emergir é vir à tona, vir à superfície. Por exemplo:
O monstro emergiu do lago.
Mas imergir é o contrário: é mergulhar, afundar.
Veja o exemplo: O navio imergiu em alto-mar.

– A confusão é grande, mas se admitem as três grafias: enfarte, enfarto e infarto.

– Outra dúvida: nunca devemos dizer estadia em lugar de estada. Portanto, a minha estada em São Paulo durou dois dias.
Mas a estadia do navio em Santos só demorou um dia.
Portanto, estada para permanência de pessoas, e estadia para navios ou veículos.

– E não esqueça: exceção é com ç, e excesso é com dois s.

– Lembra-se dos verbos defectivos? Lá vai mais um: falir. No presente do indicativo só apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: nós falimos, vós falis. Já pensou em conjugá-lo assim: eu falo, tu fales… horrível, né?

– Todas as expressões adverbiais formadas por palavras repetidas dispensam a crase: frente a frente , cara a cara, gota a gota, face a face, etc.

– Outra vez, tome cuidado. Quando for ao supermercado, peça duzentos ou trezentos gramas de presunto, e não duzentas ou trezentas... quando significa unidade de massa, grama é substantivo masculino. Se for a relva, aí sim, é feminino: não pise na grama; a grama está bem crescida.

– É frequente se ouvir no rádio ou na TV os entrevistados dizerem: Há muitos anos atrás… talvez nem saibam que estão construindo uma frase redundante. Afinal, há já dá ideia de passado. Ou se diz simplesmente Há muitos anos. Ou muitos anos atrás.
Escolha. Mas não junte o há com atrás.

– Cuidado nessa arapuca do português: as palavras paroxítonas terminadas em -n recebem acento gráfico, mas as terminadas em -ns não recebem: hífen, hifens; pólen, polens.

– Atenção: Ele interveio na discórdia, e não interviu. Afinal, o verbo é intervir, derivado de vir.

– Item não leva acento. Nem seu plural itens.

– O certo é a libido, feminino. Devo dizer: Minha libido hoje não tá legal.

– Todo mundo gosta de dizer magérrima, magríssima, mas o superlativo de magro é macérrimo.

– Antes de particípios não devemos usar melhor nem pior. Portanto, devemos dizer: os alunos mais bem preparados são os do 2º grau. E nunca: os alunos melhor preparados.

– Essa história de mal com l, e mau com u, até já cansou.
É só decorar:
Mal é antônimo de bem, e mau é antônimo de bom. É só substituir uma por outra nas frases para tirar a dúvida.

– Pronuncie máximo, como se houvesse dois s no lugar do x= (mássimo).

- Toda vez que disser “ É meio-dia e meio” você estará errando. O certo é: meio-dia e meia. Ou seja, meio dia e meia hora.

– Não tenho nada a ver com isso, e não haver com isso.

– Nem um nem outro leva o verbo para o singular: Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu.

– Toda vez que usar o verbo gostar tenha cuidado com a ligação que ele tem com a preposição de. Exemplo:
A coisa de que mais gosto é passear no parque. A pessoa de que mais gosto é minha mãe.

– Ainda tem mais uma palavra com acento diferencial: pôde, terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo poder. É para diferenciar de pode, a forma do presente. Então dizemos: Ele até que pôde fazer tudo aquilo, mas hoje não pode mais. Percebeu a diferença?

– Pôr só leva acento quando é verbo: Quero pôr tudo no seu devido lugar. Mas se for preposição, não leva acento: Por qualquer coisa, ele se contenta.

– Fique atento: nunca diga nem escreva 1 de abril, 1 de maio. Mas sempre: primeiro de abril, primeiro de maio. Prevalece o ordinal.

– É chato, pedante ou parece ser errado dizer ‘quando eu vir Maria, darei o recado a ela. Mas esse é o emprego correto do verbo ver no futuro do subjuntivo. Se eu vir, quando eu vir. Mas quando é o verbo vir que está na jogada, a coisa muda: quando eu vier, se eu vier.

– Só use quantia para somas em dinheiro. Para o resto, pode usar quantidade. Veja: Recebi a quantia de 20 mil reais.
Era grande a quantidade de animais no meio da pista.

– O prefixo recém sempre se separa por hífen da palavra seguinte e deve ser pronunciado como oxítona: recém-chegado de Londres.

– Não esqueça: retificar é corrigir, e ratificar é comprovar, reafirmar: ‘Ratifico o que disse e retifico meus erros‘.
– Quando disser ruim, diga como se a sílaba mais forte fosse -im. Não tem cabimento outra pronúncia.

– Fique atento: só empregamos São antes de nomes que começam por consoante: São Mateus, São João, São Tomé, etc. Se o nome começa por vogal ou h, empregamos Santo: Santo Antônio, Santo Henrique, etc.

– E lembre-se: Seção, com ç, quer dizer parte de um todo, departamento: a seção eleitoral, a seção de esportes. Já sessão, com dois s, significa intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembleia, um acontecimento qualquer: A sessão do cinema demorou muito tempo. A sessão espírita terminou.

– Não confunda: senão, juntinho, quer dizer caso contrário. E se não, separado, equivale a se por acaso não. Veja: Chegue cedo, senão eu vou embora. Se não chegar cedo, eu vou embora. Percebeu a diferença?

– Tire esta dúvida: quando só é adjetivo equivale a sozinho e varia em número, ou seja, pode ir para o plural. Mas só como advérbio, quer dizer somente. Aí não se mexe. Veja: Brigaram e agora vivem sós (sozinhos). Só (somente) um bom diálogo os trará de volta.

– É comum vermos no rádio e na TV o entrevistado dizer: “O que nos falta são subzídios “. Quer dizer, fala com a pronúncia do z. Mas não é: pronuncia-se ss. Portanto, escreva subsídio e pronuncie “subssídio”.

– Taxar quer dizer tributar, fixar preço. Tachar é atribuir defeito, acusar.

– E nunca diga: Eu torço para o Flamengo.
Quem torce de verdade, “torce pelo” Corinthians.
( É nois mano, risos).

– Todo mundo tem dúvida, mas preste atenção: 50% dos estudantes passaram nos testes finais. Somente 1% terá condições de pagar a mensalidade. Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas próximas eleições. Mais exemplos: 10% estão aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas. Quer dizer, concorde com o mais próximo e saiba que essa regra é bastante flexível.

– Um dos que deixa dúvidas. Há gramáticos que aceitam o emprego do singular depois dessa expressão. Mas pela norma culta, devemos pluralizar: Eu sou um dos que foram admitidos. Sandra é uma das que ouvem rádio.

– Veado se escreve com e, e não com i.

– Esse português da gente tem cada uma: tem viagem com g e viajem com j. Tire a dúvida: viagem é o substantivo: A viagem foi boa.
Viajem é o verbo: Caso vocês viajem, levem tudo.

– O prefixo vice sempre se separa por hífen da palavra seguinte: vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor, etc.

– Geralmente, se usa o x depois da sílaba inicial -en: enxaguar, enxame, enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc.
Mas cuidado com as exceções: encher e seus derivados (enchimento, enchente, enchido, preencher, etc.) e quando -en se junta a um radical iniciado por ch, encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro), etc.

– Não adianta teimar: chuchu se escreve mesmo é com ch.

– Ciclo vicioso não existe. O correto é círculo vicioso.

– E qual a diferença entre achar e encontrar? Use achar para definir aquilo que se procura, e encontrar para aquilo que, sem intenção nenhuma, se apresenta à pessoa.
Veja: Achei finalmente o que procurava.
Maria encontrou uma corda debaixo da cama.
Jorge achou o gato dele que fugiu na semana passada.

– Adentro é uma palavra só: Meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro.

– Não existe adiar para depois. Isso é redundante, porque adiar só pode ser para depois.

– Afim (juntinho) tem relação com afinidade: gostos afins, palavras afins. A fim de (separado) equivale a para: Veio logo a fim de me ver bem vestido.

– Pode parecer meio estranho, mas pode conjugar o verbo aguar normalmente: eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós aguais, eles águam.

– E, por falar nisso, centigrama é palavra masculina: dois centigramas.

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As formigas Lygia Fagundes Telles

Quando minha prima e eu descemos do táxi já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima.
– É sinistro.
Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes, com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina.
– Pelo menos não vi sinal de barata – disse minha prima.
A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho.
– É você que estuda medicina? – perguntou soprando a fumaça na minha
direção.
– Estudo direito. Medicina é ela.
A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho.
– Vou mostrar o quarto, fica no sótão – disse ela em meio a um acesso de tosse. Fez um sinal para que a seguíssemos.
– O inquilino antes de vocês também estudava medicina, tinha um caixotinho de ossos que esqueceu aqui, estava sempre mexendo neles.
Minha prima voltou-se: – Um caixote de ossos?
A mulher não respondeu, concentrada no esforço de subir a estreita escada de caracol que ia dar no quarto. Acendeu a luz. O quarto não podia ser menor, com o teto em declive tão acentuado que nesse trecho teríamos que entrar de gatinhas. Duas camas, dois armários e uma cadeira de palhinha pintada de dourado. No ângulo onde o teto quase se encontrava com o assoa(ho, estava um caixotinho coberto com um pedaço de plástico. Minha prima largou a mala e pondo-se de joelhos puxou o caixotinho pela alça de corda. Levantou o plástico. Parecia fascinada.
– Mas que ossos tão miudinhos! São de criança? – Ele disse que eram de adulto. De um anão.
– De um anão? É mesmo, a gente vê que já estão formados… Mas que maravilha, é raro à beça esqueleto de anão. E tão limpo, olha aí admirou-se ela. Trouxe na ponta dos dedos um pequeno crânio de uma brancura de cal. – Tão perfeito, todos os dentinhos!
– Eu ia jogar tudo no lixo, mas se você se interessa pode ficar com ele. O banheiro é aqui ao lado, só vocês é que vão usar, tenho o meu lá embaixo. Banho quente, extra. Telefone, também. Café das sete às nove, deixo a mesa posta na cozinha com a garrafa térmica, fechem bem a garrafa – recomendou coçando a cabeça. A peruca se deslocou ligeiramente. Soltou uma baforada final: – Não deixem a porta aberta senão meu gato foge.
Ficamos nos olhando e rindo enquanto ouvíamos o barulho dos seus chinelos de salto na escada. E a tosse encatarrada. Esvaziei a mala, dependurei a blusa amarrotada num cabide que enfiei num vão da veneziana. prendi na parede, com durex, uma gravura de Grassmann e sentei meu urso de pelúcia em cima do travesseiro. Fiquei vendo minha prima subir na cadeira, desatarraxar a lâmpada fraquíssima que pendia de um fio solitário no meio do teto e no lugar atarraxar uma lâmpada de duzentas velas que tirou da sacola. C quarto ficou mais alegre. Em compensação, agora a gente podia ver que a roupa de cama não era tão alva assim, alva era a pequena tíbia que ela tirou de dentro do caixotinho. Examinou-a. Tirou uma vértebra e olhou pelo buraco tão reduzido como o aro de um anel. Guardou-as com a delicadeza com que se amontoam ovos numa caixa.
 Um anão. Raríssimo, entende? E acho que não falta nenhum ossinho, vou trazer as ligaduras, quero ver se no fim da semana começo a montar ele.
Abrimos uma lata de sardinha que comemos com pão, minha prima tinha sempre alguma lata escondida, costumava estudar até a madrugada e depois fazia sua ceia. Quando acabou o pão, abriu um pacote de bolacha Maria.
– De onde vem esse cheiro? – perguntei farejando. Fui até o caixotinho, voltei, cheirei o assoalho.
– Você não está sentindo um cheiro meio ardido?
– É de bolor. A casa inteira cheira assim – ela disse. E puxou o caixotinho para debaixo da cama.
No sonho, um anão louro de colete xadrez e cabelo repartido no meio entrou no quarto fumando charuto. Sentou-se na cama da minha prima, cruzou as perninhas e ali ficou muito sério, vendo-a dormir. Eu quis gritar, tem um anão no quarto!, mas acordei antes. A luz estava acesa. Ajoelhada no chão, ainda vestida, minha prima olhava fixamente algum ponto do assoalho.
– Que é que você está fazendo aí? – perguntei.
– Essas formigas. Apareceram de repente, já enturmadas. Tão decididas, está vendo?
Levantei e dei com as formigas pequenas e ruivas que entravam em trilha espessa pela fresta debaixo da porta, atravessavam o quarto, subiam pela parede do caixotinho de ossos e desembocavam lá dentro, disciplinadas como um exército em marcha exemplar.
– São milhares, nunca vi tanta formiga assim. E não tem trilha de volta, só de ida – estranhei.
– Só de ida.
Contei-lhe meu pesadelo com o anão sentado em sua cama.
– Está debaixo dela – disse minha prima e puxou para fora o caixotinho.
Levantou o plástico.
– Preto de formiga! Me dá o vidro de álcool.
– Deve ter sobrado alguma coisa aí nesses ossos e elas descobriram, formiga descobre tudo. Se eu fosse você, levava isso lá pra fora.
– Mas os ossos estão completamente limpos, eu já disse. Não ficou nem um fiapo de cartilagem, limpíssimos. Queria saber o que essas bandidas vêm fuçar aqui.
Respingou fartamente o álcool em todo o caixote. Em seguida, calçou os sapatos e, como uma equilibrista andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante do outro na trilha de formigas. Foi e voltou duas vezes. Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro do caixotinho.
– Esquisito. Muito esquisito. – O quê?
– Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as omoplatas para não rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma omoplata de cada lado. Por acaso você mexeu aqui?
– Deus me livre, tenho nojo de osso! Ainda mais de anão.
Ela cobriu o caixotinho com o plástico, empurrou-o com o pé e levou o fogareiro para a mesa, era a hora do seu chá. No chão, a trilha de formigas mortas era agora uma fita escura que encolheu. Uma formiguinha que escapou da matança passou perto do meu pé, já ia esmagá-la quando vi que levava as mãos à cabeça, como uma pessoa desesperada. Deixei-a sumir numa fresta do assoalho.
Voltei a sonhar aflitivamente, mas dessa vez foi o antigo pesadelo com os exames, o professor fazendo uma pergunta atrás da outra e eu muda diante do único ponto que não tinha, estudado. As seis horas o despertador disparou veementemente. Travei a campanhia. Minha prima dormia com a cabeça coberta. No banheiro, olhei com atenção para as paredes, para o chão de cimento, à procura delas. Não vi nenhuma. Voltei pisando na ponta dos pés e então entreabri as folhas da veneziana. O cheiro suspeito da noite tinha desaparecido. Olhei para o chão: desaparecera também a trilha do exército massacrado. Espiei debaixo da cama e não vi o menor movimento de formigas no caixotinho coberto.
Quando cheguei por volta das sete da noite, minha prima já estava no quarto. Achei-a tão abatida que carreguei no sal da omelete, tinha a pressão baixa. Comemos num silêncio voraz. Então me lembrei.
– E as formigas?
– Até agora, nenhuma.
– Você varreu as mortas? Ela ficou me olhando.
– Não varri nada, estava exausta. Não foi você que varreu?
– Eu?! Quando acordei, não tinha nem sinal de formiga nesse chão, estava certa que antes de deitar você juntou tudo… Mas, então, quem?!
Ela apertou os olhos estrábicos, ficava estrábica quando se preocupava.
– Muito esquisito mesmo. Esquisitíssimo.
Fui buscar o tablete de chocolate e perto da porta senti de novo o cheiro, mas seria bolor? Não me parecia um cheiro assim inocente, quis chamar a atenção da minha prima para esse aspecto, mas ela estava tão deprimida que achei melhor ficar quieta. Espargi água-de-colônia Flor de Maçã por todo o quarto (e se ele cheirasse como um pomar?) e fui deitar cedo. Tive o segundo tipo de sonho, que competia nas repetições com o tal sonho da prova oral, nele eu marcava encontro com dois namora dos ao mesmo tempo. E no mesmo lugar. Chegava o primeiro e minha aflição era levá-lo embora dali antes que chegasse o segundo. O segundo, desta vez, era o anão. Quando só restou o oco de silêncio e sombra, a voz da minha prima me fisgou e me trouxe para a superfície. Abri os olhos com esforço. Ela estava sentada na beira da minha cama, de pijama e completamente estrábica.
– Elas voltaram.
– Quem?
– As formigas. Só atacam de noite, antes da madrugada. Estão todas aí de novo. A trilha da véspera, intensa, fechada, seguia o antigo percurso da porta até o caixotinho de ossos por onde subia na mesma formação até desformigar lá dentro. Sem caminho de volta.
– E os ossos?
Ela se enrolou no cobertor, estava tremendo.
 Aí é que está o mistério. Aconteceu uma coisa, não entendo mais nada!
Acordei pra fazer pipi, devia ser umas três horas. Na volta, senti que no quarto tinha algo mais, está me entendendo? Olhei pro chão e vi a fila dura de formigas, você se lembra? Não tinha nenhuma quando chegamos. Fui ver o caixotinho, todas se trançando lá dentro, lógico, mas não foi isso o que quase me fez cair pra trás, tem uma coisa mais grave: é que os ossos estão mesmo mudando de posição, eu já desconfiava mas agora estou certa, pouco a pouco eles estão… Estão se organizando.
– Como, se organizando?
Ela ficou pensativa. Comecei a tremer de frio, peguei uma ponta do seu cobertor. Cobri meu urso com o lençol.
– Você lembra, o crânio entre as omoplatas, não deixei ele assim. Agora é a coluna vertebral quejá está quase formada, uma vértebra atrás da outra, cada ossinho tomando o seu lugar, alguém do ramo está montando o esqueleto, mais um pouco e… Venha ver!
– Credo, não quero ver nada. Estão colando o anão, é isso?
Ficamos olhando a trilha rapidíssima, tão apertada que nela não caberia sequer um grão de poeira. Pulei-a com o maior cuidado quando fui esquentar o chá. Uma formiguinha desgarrada (a mesma daquela noite?) sacudia a cabeça entre as mãos. Comecei a rir e tanto que se o chão não estivesse ocupado, rolaria por ali de tanto rir. Dormimos juntas na minha cama. Ela dormia ainda quando saí para a primeira aula. No chão, nem sombra de formiga, mortas e vivas desapareciam com a luz do dia.
Voltei tarde essa noite, um colega tinha se casado e teve festa. Vim animada, com vontade de cantar, passei da conta. Só na escada é que me lembrei: o anão. Minha prima arrastara a mesa para a porta e estudava com o bule fumegando no fogareiro.
– Hoje não vou dormir, quero ficar de vigia – ela avisou. O assoalho ainda estava limpo. Me abracei ao urso.
– Estou com medo.
Ela foi buscar uma pílula para atenuar minha ressaca, me fez engolir a pílula com um gole de chá e ajudou a me despir.
– Fico vigiando, pode dormir sossegada. Por enquanto não apareceu nenhuma, não está na hora delas, é daqui a pouco que começa. Examinei com a lupa debaixo da porta, sabe que não consigo descobrir de onde brotam?
Tombei na cama, acho que nem respondi. No topo da escada o anão me agarrou pelos pulsos e rodopiou comigo até o quarto, Acorda, acorda! Demorei para reconhecer minha prima que me segurava pelos cotovelos. Estava lívida. E vesga.
– Voltaram – ela disse.
Apertei entre as mãos a cabeça dolorida.
– Estão aí? – Ela falava num tom miúdo, como se uma formiguinha falasse com sua voz.
– Acabei dormindo em cima da mesa, estava exausta. Quando acordei, a trilha já estava em plena movimentação. Então fui ver o caixotinho, aconteceu o que eu esperava…
– O que foi? Fala depressa, o que foi?
Ela firmou o olhar oblíquo no caixotinho debaixo da cama.
– Estão mesmo montando ele. E rapidamente, entende? O esqueleto já está inteiro, só falta o fêmur. E os ossinhos da mão esquerda, fazem isso num instante. Vamos embora daqui.
– Você está falando sério?
– Vamos embora, já arrumei as malas.
A mesa estava limpa e vazios os armários escancarados.
– Mas sair assim, de madrugada? Podemos sair assim?
– Imediatamente, melhor não esperar que a bruxa acorde. Vamos, levanta!
– E para onde a gente vai?
– Não interessa, depois a gente vê. Vamos, vista isto, temos que sair antes que o anão fique pronto.
Olhei de longe a trilha: nunca elas me pareceram tão rápidas. Calcei os sapatos, descolei a gravura da parede, enfiei o urso no bolso da japona e fomos arrastando as malas pelas escadas, mais intenso o cheiro que vinha do quarto, deixamos a porta aberta. Foi o gato que miou comprido ou foi um grito?
No céu, as últimas estrelas já empalideciam. Quando encarei a casa, só a janela vazada nos via, o outro olho era penumbra.

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